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terça-feira, 30 de junho de 2015

Ucrânia: “Essa gente venderia baratinha a Novorrússia”


17/6/2015, [*] Rostislav Ishchenko, The Vineyard of the Saker
Traduzido do russo para inglês por Gideon e do inglês para português pela Vila Vudu
Novorrússia e região
(clique na imagem para aumentar)

Gente é coisa que sempre me impressiona. Por exemplo, muitos russos creem sinceramente que tipos diferentes de russos vivem na Crimeia, no Donbass, em Odessa e Carcóvia, porque a Crimeia agora é Rússia, porque há guerra no Donbass e porque Carcóvia e Odessa ainda estão ocupadas e sob repressão.
Pode-se dizer então que os cidadãos de Moscou são 1,5 vezes melhores que os de Volgogrado, 2 vezes melhores que os cidadãos de Kursk e três vezes melhores que cidadãos da Carcóvia e Rostov-on-the-Don, porque durante a 2ª Guerra Mundial os alemães capturaram Carcóvia e Rostov 3 vezes, Kursk uma, mas jamais ocuparam completamente Stalingrado e jamais puseram os pés em Moscou. Claro, Petropavlovsk-Kamchatsky é população de traidores, os quais, quando nosso país combatia, lá estavam, em segurança, por trás do front.

Operação Barbarossa – Alemanha ataca a URSS (clique na imagem para aumentar)

Não há exagero algum: aquela ideia geral é partilhada pelos russos médios, sobre os eventos em curso para desestabilizar o mundo e nosso país hoje. Mas esse tipo de confusão não é fenômeno exclusivamente russo.
Na Ucrânia, o presidente Putin apareceu consistentemente à frente dos demais “candidatos”, quando pesquisas perguntaram “Em quem você votaria, se políticos estrangeiros pudessem concorrer com políticos locais, em eleições na Ucrânia?”.
Como se não bastasse, se, na Rússia, o índice de aprovação do governo Putin subiu para 80-85% depois que a Crimeia voltou a ser russa, na Ucrânia Putin venceu no primeiro turno, com 75-80% dos votos, essas eleições hipotéticas, todos os anos, durante cinco anos.
Recentemente conversei com um sociólogo meu amigo, que ainda faz esse tipo de pesquisa sem publicar os resultados, e ele diz que em 2014 Putin venceu outra vez, logo no primeiro turno, aquelas hipotéticas eleições na Ucrânia, e mantém praticamente sem alteração o índice de aprovação de antes. O que nós ouvimos cá, “do lado de cá”, é que metade dos cidadãos ucranianos acreditam sinceramente que o país está em guerra contra a Rússia e que “Putin, o amaldiçoado” inventou aquela guerra.
Além do mais, a Ucrânia não está simplesmente em guerra. Aquela guerra é vista pela parte da população que tem orientação pró-Europa como uma luta da democracia contra o totalitarismo: de tudo que é bom, contra tudo que é mau. E Putin encarna pessoalmente o “totalitarismo russo” e tudo que não presta. Pois mesmo assim... os ucranianos “democratas” só querem saber de Putin, para ser presidente deles!
A fraternidade das redes sociais russas frequentemente zomba dos compatriotas euro-obcecados, argumentando, com razão, que eles lá atribuem a Putin traços verdadeiramente divinos. É Deus. Sem a intervenção de Putin-Deus, nada teria acontecido, nem na, nem em torno da, Ucrânia. E ninguém parece dar-se conta de que a consciência das massas russas passa por processo muito semelhante. Mas ali a divisão no pensamento das massas é outra.
Putin é visto como homem capaz de fazer absolutamente qualquer coisa. Por exemplo: pode pôr os EUA no lugar subalterno que eles bem merecem, com um erguer de sobrancelhas; pode pôr fim à crise ucraniana, pode expulsar da Síria o “Estado Islâmico” e criar um paraíso na Terra, antes do café da manhã. É só Putin querer! Mas, ninguém sabe por quê, Putin não parece querer fazer nada disso! Assim sendo, centenas de blogueiros começaram a lhe dar conselhos amigáveis do tipo “Mexa-se, Vladimir Vladimirovich! Estrangule o inimigo!”.

Surpresa...?

E há também outra dessas lendas paralelas, segundo a qual haveria uma “quinta coluna” de liberais dentro do governo, os oligarcas que Putin libertou e aos quais deu carta branca – os Rockefellers, os Morgans, os ubíquos Rothschilds, os Maçons e a conspiração sionista mundial e mais sortimento variado de forças do mal. E essas forças do mal, às quais, numa vida anterior, Putin jurou fidelidade, não permitem que o povo russo e seus verdadeiros defensores derrotem para sempre o Reich norte-americano em seu próprio terreno... E por isso aquelas forças estão fazendo de tudo para derrotar o invencível Donbass.
Segundo essa versão, Putin está(ria) em guerra com ele mesmo, e a única razão pela qual os EUA ainda não devoraram a Rússia é porque Putin, como Viiy, [1] personagem de Gogol, ainda não ergueu as pálpebras, mas já está quase começando a erguê-las.
O único sujeito mais durão que Putin é Surkov. Surkov é coisa séria. Em todas as versões, ele articula para trair o Donbass e, na sequência, destrói Putin, depois a Rússia. Para conseguir isso, forçou Putin a assinar os acordos Minsk-1 e Minsk-2. Também espremeu para fora do Donbass um aspirante a marechal de campo que há um ano só faz contar como tudo está vindo abaixo dada a ausência dele mesmo. Surkov indicou gente sua para todas as funções no Donbass; e essa gente já roubou tudo, receberam propinas inimagináveis e agora estão querendo que o Donbass renda-se. Nada conseguiram em um ano, mas todos os discursos públicos do “marechal de campo” terminam com a declaração de que mais cedo ou mais tarde o astuto Surkov achará seu próprio caminho.
Ocasionalmente, alguém se vê obrigado a reconhecer que a “cambada local” que está no poder no Donbass recusa-se a entregar o Donbass. Mas nem isso abala a onipotência de Surkov.
Essa versão, na verdade, dispensa a presença de Putin. Putin é redundante nesse esquema. É um custo explicar o que faz Putin, se só Surkov e suas intrigas fazem acontecer tudo que acontece. Mas quem perderia tempo com esses detalhes? A frase “Surkov enganou Putin” é o resumo da ópera. Ninguém sequer se dá o trabalho de considerar que há o FSB (Serviço Federal de Segurança da Rússia) (FSB) e o que faz; ou o Serviço de Inteligência Exterior, ou, mesmo, o Diretorato Central de Inteligência do Comando Geral (GRU), com o qual o Serviço Secreto da Ucrânia sonha todas as noites. O que fazem todos esses serviços?
Como seria possível que um assessor enganasse tão flagrantemente o presidente, o qual, em todas as ocasiões públicas sempre manifesta nível notavelmente alto de conhecimento e compreensão do que se passa no país, no mundo e nos arredores do sistema solar? Estará Putin proibido de receber informações de Ivanov, Medvedev, Fratkov e Bortnikov? Ou, quem sabe, Surkov enganou também todos esses?

Vladislav Surkov e Vladimir Putin

Posso construir aqui centenas dessas narrativas deliradas. Alguém poderia me explicar, por favor, por que gente capaz de desenhar naves espaciais, construir pontes, resolver equações complexas, curar doenças, ensinar ao mesmo tempo 30 crianças numa mesma sala, quando a maioria mal dá conta de uma ou duas crianças por vez, passaria, de repente, em plena luz do dia, a não conseguir usar o próprio pensamento racional e se poria a aceitar e repetir a mais alucinada versão de conspiração inventada... para “explicar” a situação política?
Por que os ucranianos não admitem logo que, se insistentemente “elegem” e “reelegem” Putin para a presidência da Ucrânia (mesmo que, ao fazê-lo, estejam interessados só nos talentos gerenciais do “candidato”), não pode haver dúvida alguma de que, sim, o que os ucranianos mais desejam é um sistema russo de governo? Como é possível não ver que isso significa que os ucranianos sentem e sabem que a vida é melhor na Rússia; e que, portanto, ninguém lá está lutando contra a Rússia, mas só, exclusivamente, contra os próprios preconceitos e complexos?
Os russos devem refletir realmente sobre o seguinte fato: a Crimeia, que recebeu cidadania russa em 2014 só difere do infeliz Donbass encharcado em sangue, porque a Marinha Russa está ancorada na Crimeia. Fosse o contrário, o Donbass estaria incorporado à Rússia e o povo da Crimeia estaria lutando no Perekop ou, talvez, teria sido reprimido como foram Odessa e Carcóvia.
Por que ambos, tanto os caçadores de agendas ocultas como os que só se interessam por explicações simples e erradas e que não conseguem compreender por que Putin simplesmente não manda seus soldados e canhões para resolver o caso do Donbass, não tratam de recordar que, em 2000, Putin foi eleito presidente de um país imenso em tamanho, mas mínimo em termos de influência política?
O país que Putin recebeu para governar em 2000 era comparável à Ucrânia no governo Kuchma. Naquele momento, os dois países patrocinaram o processo de paz na Transdnístria, e a Ucrânia, naquele momento, participava ativamente da resolução de conflitos na Abcássia, na Ossétia Sul e em Nagorno-Karabakh.
Depois de apenas 15 anos, a Ucrânia cai aos pedaços diante dos nossos olhos, consumida no fogo de uma guerra civil. E Putin, hoje, é presidente de uma superpotência. Sejamos bem claros nesse ponto: ninguém no mundo, hoje, discorda de que a Rússia é, sim, uma superpotência. Há cinco anos, a expressão “superpotência” era menos discutida que ridicularizada, e havia até diplomatas russos que rejeitavam a expressão.
Não será o caso, quem sabe, de Putin ser político mais hábil, mais inteligente, melhor democrata e mais bem informado que os “blogueiros” “livres” e “independentes” da “oposição” e que os grandes “marechais de campo”, que escrevem e pensam como se tudo soubessem, não só os próprios “blogueiros” “livres” mas também seus seguidores e leitores igualmente “livres”, cada um dos quais se apresenta, se não como um perfeito Aristóteles, sempre, no mínimo, como um neo-Alexandre o Grande?


É muito possível que uma equipe tenha trabalhado incansavelmente ao longo de 15 anos, com revezamentos, mas sempre preservando a dinâmica geral do grupo, e que Surkov não passe de mais um assessor, com espaço de manobra tão limitado como os demais. Nenhuma capacidade além das que se leem na descrição do cargo & funções. Se hoje se dedica a assuntos da Ucrânia absolutamente não significa que ninguém mais o faça.
Absolutamente não estou supondo que na tal equipe todos gostem muito uns dos outros. Estou, aliás, convencido, que alguns membros da equipe não são os melhores amigos, para dizê-lo com suavidade. Mas não esperamos que nos sirvam “harmonias familiares”: precisamos que nos sirvam sucessos políticos. Uma pessoa que esteja pensando que esse arranjo não é eficiente, que atire a primeira pedra em mim.
Lembro aos duvidadores que nos anos 1989-1991 toda a audiência do programa “Look” e leitores do jornal “Twinkle” compreendiam os erros do passado e como construir o luminoso futuro. Mas dessa “sabedoria” [no Brasil, foi a “sabedoria” da tucanaria uspeana udenista do ex-FHC e atual NADA [2]], surgiram os “dissolutos anos 1990s”, ao qual muitos não sobreviveram e os que sobreviveram não conseguem compreender como conseguiram fazer o que fizeram e como o país sobreviveu.
Eis por que não podemos confiar cegamente no primeiro que aparece e diz que sabe tudo antes dos demais. Yeltsin era desses, considerado infalível por muitos. É suficiente propor perguntas diretas e dar respostas plausíveis.
O mais importante de tudo: que ninguém pense que, se o primeiro acordo de Minsk (Minsk-1) foi considerado natimorto por metade dos comentaristas e que 99% deles descreveram o acordo Minsk-2 nos mesmos termos, daí se pode(ria) concluir que Putin não compreende coisas que “qualquer um” compreende perfeitamente.
Se Surkov realmente tem alguma responsabilidade pela Ucrânia, e a Ucrânia, por mais de um ano, caminha inequivocamente na direção de uma guerra, nesse caso o resultado não aconteceria contra a vontade dele. Se Surkov tivesse trabalhado pela paz a qualquer preço (mesmo ao preço de cair em desgraça), ou já teria havido alguma paz vergonhosa ou Surkov já teria sido demitido.
A vida não é roteiro de filme de suspense Hollywoodiano, com trama complexa, na qual o mal é onipresente e insidioso. A variedade de desejos pessoais, interesses, aspirações dos que têm influência pode tornar muito previsíveis as decisões políticas. A vitória depende de compreensão mais profunda da ampla gama de possibilidade de encontrar um curso de ações que o opositor não espere.




Isso é o que o governo russo faz brilhantemente. Nada tem de agradável, é claro, que o governo russo não partilhe seus planos com o grande público. Mas lembramos bem o que o velho Mueller, representado por Bronevoy, diz em 17 Moments of Spring: “Se duas pessoas sabem, até o porco sabe”.
A conclusão é que é melhor que os russos nos preocupemos um pouco, que alertar aqueles nossos “amigos e parceiros” do ocidente; melhor nos preocuparmos um pouco, que ceder nossos trunfos às práticas miseráveis daquela gente.

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Notas dos tradutores
[1] O conto “Viiy” pode ser lido e português em O Capote e outras histórias, São Paulo: Editora 34 (trad. do russo de Paulo Bezerra). Lá se lê: “Viiy é uma criação colossal da imaginação popular. É o nome que os ucranianos dão ao rei dos gnomos, cujas pálpebras chegam ao chão. Toda essa história é lenda popular. Por não querer submetê-la a qualquer modificação, narro-a quase com a mesma simplicidade com que a ouvi contar”.


[2] “A inflação acumulada do ano de 1990 foi de 1.476,56%. [EM 1993] O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, anuncia o programa de estabilização econômica. O chamado Plano FHC cria a URV (Unidade Real de Valor), indexador que será base para a nova moeda, o Real. Nesse ano, 1993, FHC ministro da Fazenda, a inflação acumulada foi de 2.780,6%” [com informações de Almanaque].
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[*] Rostislav Shchenko é Presidente do Centro de Análise Sistemática e Previsões Políticas da Ucrânia.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ucrânia: Relatório de Situação de 24/6/2015 (SITREP)


24/6/2015, The Vineyard of the Saker – por Scott
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

The Saker

Novas tendências aparecendo nesses últimos sete dias. Onde estão os fundos nacionais de reserva da Rússia, as reservas em ouro e as coleções do [museu] Hermitage? (Escreverei amanhã sobre isso). A China se unirá às sanções contra a Rússia? As elites russas estão estacionando as carroças em torno do Presidente. Os militares russos assumem funções políticas. A fração liberal pró-ocidente no governo, comanda os bancos. O Banco Central da Rússia será posto de lado, antes que cause mais danos? O fluxo de capitais para fora da Rússia diminuiu significativamente.
“Maidan” na Armênia? Cuidado com gente de camiseta vermelha e autofalantes. Gente de vermelho na Maidan de Kiev, Praça Bolotnaya em Moscou, e Praça Erevan na Armênia.
A Rússia está construindo porto novo ultramoderno para contornar os terminais de gás e petróleo nos países bálticos. Cresce a ocupação da Ucrânia pela OTAN: agora chegaram soldados do Canadá.
Você alguma vez armazenou seus arquivos “na nuvem”? Pois a coisa está virando tema do Acordo sobre Tráfego Internacional de Armas – que exclui a Rússia.
A Área Transatlântica de Livre Comércio de Obama [orig. Transatlantic Free Trade Area (TAFTA)] vai desindustrializar Alemanha e França.
Para conseguir começar a desindustrializar Alemanha e França, os EUA têm de cortar completamente gás e o petróleo que a Rússia fornece àqueles países. Para isso, não basta aos EUA controlarem os governos dos países. Os EUA já controlam os governos. Agora os EUA querem assumir o controle também dos bens da Gazprom na Europa. Por isso é que orquestraram a decisão extrajudicial no caso Yukos, coisa sem importância.
A desindustrialização da Alemanha começará quando chegar a hora, seguindo o curso normal; e será tão feroz quanto o que EUA e UE estão fazendo à Rússia agora.
Nossa preocupação é com o bem-estar da Rússia.
A indústria russa de defesa continua a ser “a força motriz do desenvolvimento de inovações, incluindo o duplo-uso, civil e militar, em ramos da economia como energia, engenharia, comunicações, microeletrônica e outros”. Discurso de Putin na cerimônia de abertura do Fórum Internacional Técnico-Militar ARMY-2015.
Quanto ao fim da integração europeia, Yevgeny Satanovsky expressou o sentimento prevalecente na Rússia: Se necessário a Rússia pode sacrificar valores europeus:
Graças ao consenso europeu, emergiu nesse país o nosso próprio tipo de tomada de decisões, e a elite governante organizou-se firmemente em torno do Presidente. Não importa se é bom ou ruim. Mas se, em nome dos nossos valores sacrificarmos vocês e seus valores europeus, o problema passará a ser de vocês – respondeu Satanovsky ao representante da União Europeia.
Ainda estamos observando os políticos de Donetsk e Lugansk tentando consolidar a Ucrânia sob a autoridade deles.
A OTAN está movendo seus exércitos para o front russo. O ocidente espera que, como resultado dessa guerra contra a Rússia, o governo de Putin será derrubado pela elite liberal pró-ocidente. O plano é quebrar o país em muitos pequenos feudos, com os países bálticos, Ucrânia, Geórgia, Turquia e Polônia requisitando pedaços dos territórios da Rússia, lançando guerras por todo o país, até que chegará a OTAN para “restaurar a ordem” que resultará no extermínio de toda a população da Rússia.
Mas história é assunto de poder, e o ocidente está usando seu poder para pressionar fortemente a Rússia. Obviamente, nada mais perigoso que ferir um urso. Matá-lo é melhor, mas nunca se provou que seja fácil matar a Rússia. A Rússia Vista de Dentro, George Friedman, Stratfor Global Intelligence.
Esse cenário de “Matar a Rússia” tornou-se improvável, desde a 6a-feira passada, 19/6/2015, quando o general Shoigu declarou abertamente que a Rússia, além de player militar, passa a ser player político e econômico. Os militares russos não vão ficar sentados sobre as mãos, como ficaram durante os anos 1990s e 2000s. Hoje, os militares russos são o principal investidor na pesquisa científica na Rússia, espacial, de comunicação, agricultura e educação superior. As Forças Armadas da Rússia são também o maior empregador no país. Com 850 mil homens e mulheres no serviço ativo e 2 milhões de reservistas, com milhões de pessoas em empresas públicas, privadas e nas universidades trabalhando para atender encomendas das forças armadas, e fornecendo de tudo a elas, de pão e manteiga a material de construção, manutenção de estradas, satélites, pesquisa em ciência básica, política e medicina. As forças armadas da Rússia acabam de anunciar, como se fosse coisa de rotina, que estão tomando o seu lugar no cenário político da Rússia. [Fonte] [Fonte] [Fonte]
As forças armadas da Rússia sempre foram a parte mais saudável da sociedade russa. Até nos tempos mais sombrios do stalinismo, os oficiais militares subscreviam a ideia de que serviam o país, não o governo. Nos anos 1990s, puseram-se à parte. Nunca manifestaram suas opiniões sobre as reformas econômicas liberais e as privatizações.
Durante a ditadura liberal apoiada por Washington dos anos 1990s, o corpo dos oficialato militar russo tornou-se alvo de ataques políticos e econômicos, e de viciosa campanha de propaganda & marketing, que visava a humilhá-los, diminuí-los e demonizá-los. Aqueles ataques, plenamente consistentes com os interesses do governo dos EUA, levaram os oficiais militares russos, aposentados e do serviço ativo, a unir-se e criar uma rede de organizações patrióticas, sem fins de lucro, algumas secretas, outras públicas.
Para ver como essas sociedades são organizadas e como operam, basta ver o que foi conseguido durante a guerra da OTAN contra a Ucrânia. Considerando que o governo da Rússia queria fazer nada ou muito pouco, a maior parte de tudo que se viu e vê hoje foi feito e continua a ser feito por voluntários. [Fonte]
O saque contra o exército, pelo ex-Ministro da Defesa, Anatoly Serdyukov, indicado por Medvedev, pôs os militares à beira de uma revolta. [Fonte]
O moral dos oficiais das forças armadas russas sempre se baseou na crença núcleo de que existem para proteger a Rússia, independente de quem esteja governando o país. Gostam de dizer que “governos vão e vêm, mas a Rússia permanece”. No atual momento da história, decidiram que para melhor servir ao país, eles têm de começar a participar da tomada de decisões políticas e econômicas nacionais.
Há quem diga que os militares não se devem envolver nos processos políticos, outros dizem o contrário. Vamos encomendar um estudo sobre o fenômeno das revoluções coloridas, para conhecer o papel dos militares na prevenção daquelas ações Shoigu disse aos participantes do Fórum ARMY-2015, na 6a-feira (19/6/2015).
Não temos o direito de permitir que se repitam os colapsos de 1991 e 1993 – disse ele. – Como fazer isso é outra história, mas é claro que temos de lidar com a situação. Temos de compreender como impedir que aquilo se repita, e saber como ensinar a geração mais jovem, para que saiba apoiar o desenvolvimento pacífico e gradual de nosso país.
Aí está: é movimento realmente crucial, movimento de pivô, no desenvolvimento da Rússia. Tem laços históricos diretos com o papel tradicional que os militares sempre tiveram no governo, na política, na cultura, do Império Russo.
Ucrânia
2. ADM Averts DQ [ ADM escapa de ser desqualificada], depois de multada em US$ 54 milhões de dólares, nos termos da [lei] Foreign Corrupt Practices Act. Curioso caso de “justiça” ocidental. [Fonte]
Law360, New York (4/6/2015, 4:45 PM ET) — A Comissão de Securities e Câmbio concedeu liminar a [empresa] Archer Daniels Midland (ADM) Co. na 4a-feira, ‘absolvendo’ a empresa de uma desqualificação que a gigante do agronegócio sofreria, como efeito de ter sido condenada em 2013 a uma multa de $54 milhões, porque empresas suas subsidiárias pagaram propina a funcionários ucranianos e outros.
A ordem da Comissão permite que a empresa ADM mantenha o status como emissora confiável de ações, e possa continuar a oferecer e vender securities. Sem o alvará hoje obtido, a multinacional perderia o privilégio, porque uma de suas subsidiárias declarou-se culpada em dezembro de 2013, como parte do acerto conjunto com a Comissão de Securities e Câmbio e o Departamento de Justiça dos EUA, porque aquela condenação tira automaticamente das empresas o WKSI status por três anos.
Tal determinação seria detrimento significativo para a empresa ADM e seus acionistas, porque aumentaria substancialmente o tempo, o trabalho e o dinheiro que a empresa ADM teria de consumir para ganhar acesso aos mercados de capitais dos EUA – escreveu um dos advogados da ADM, em carta em que pedia o alvará-prêmio.
[O restante desse item é excessivo juridiquês, para nossos parcos recursos. Interessados podem ler o original em: O caso é “Securities and Exchange Commission v. Archer Daniels Midland Co., case number 2:13-cv-02279, in the U.S. District Court for the Central District of Illinois”. (É mais um caso exemplar em que os “nossos” corruptos são considerados muito menos corruptos que os corruptos “deles” – problema de altos e complexos Direito & Doutrina, do qual os juízes brasileiros sabem tuuuuuuuuuuudo – NTs)].
3. Adiada chegada de instrutores técnicos canadenses à Ucrânia – missão ainda tem de ser definida [Fonte]
Soldados canadenses também chegaram, justo quando o governo Harper prepara-se para batalha eleitoral em casa, para a eleição de 19/10/2015.
O plano de mandar 200 soldados por quase dois anos para ajudar a reforçar o Exército Ucraniano foi anunciado com muitas fanfarras políticas em meados de abril, mas ainda não se sabe como se desdobrará a missão com duração de dois anos.
4. 1991 – Em 5 anos, estaremos vivendo como eles vivem na França.
2004 – Em 10 anos, estaremos vivendo como eles vivem na Polônia.
5. Presidente Poroshenko da Ucrânia descarta a federalização [Fonte]
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Donetsk - Donbass - Novorrússia
1. República de Donetsk fará a planejada evacuação de civis para fora da área sob fogo de milícias de Kiev [Fonte].
2. Valentina Lisitsa (Drone Journalism #12) Донецк – Валентина Лисица – Беспилотник Грэма (#4) Valentina Lisitsa oferece concerto de piano ao povo de Donetsk (vídeo a seguir):
Na noite de 22 /6/2015, a renomada pianista norte-americana nascida e criada na Ucrânia, Valentina Lisitsa, ofereceu um concerto ao ar livre, no Parque Lênin Komsomol na cidade de Donetsk. O concerto foi dedicado ao 74º aniversário do início da Grande Guerra Patriótica. Lisitsa e a Orquestra Acadêmica Sinfônica tocaram a Sinfonia n. 5 de Shostakovich, o Concerto n. 2 para piano de Rachmaninoff e a Sonata n. 7 para piano de Prokofiev. Donetsk é a cidade natal de Sergei Prokoviev.
24/6/2015. República Popular de Donetsk (RPD), Novorrússia.
O ex-prefeito de Yenakiyevo Roman Khramenkov foi nomeado prefeito interino de Gorlovka – disse ontem a jornalistas o presidente da RPD Alexander Zakharchenko.
Quero apresentar a vocês o ex-prefeito de Yenakiyevo. Agora está sendo transferido para Gorlovka. Ele trabalhará em várias cidades, porque vimos o que fez em Yenakiyevo, onde organizou as estruturas políticas. Ele sabe trabalhar aqui. Peço que o recebam bem e o apoiem – disse Zakharchenko.
Durante os combates no caldeirão de Debaltsevo em fevereiro/2015, como prefeito de Yenakiyevo, Khramenkov foi elogiado pelo sucesso do trabalho que coordenou de evacuar cidades colhidas sob o fogo dos combates. Imediatamente depois que as forças da RPD libertaram Debaltsevo, Khramenkov assumiu a tarefa de organizar os reparos em Uglegorsk e construiu as primeiras novas estradas patrocinadas pela RPD.
Nesse estágio, vamos trabalhar junto com vocês, e agradecemos o apoio de vocês. Vamos restaurar o bom nome de Gorlovka, reconstruir as estruturas da sociedade civil – Khramenkov disse a Zakharchenko.
Roman Khramenkov nasceu em 1978, e viveu em Yenakiyevo desde 1998. Formou-se em Medicina e Administração (na Academia Nacional de Administração Pública sob o presidente da Ucrânia) e fez também alguns estudos de Direito.
24/6/2015. República Popular de Donetsk, Novorrússia.
Nas últimas 24 horas as forças ucranianas violaram 10 vezes o regime do cessar-fogo, disse o ministro da Defesa da RPD à Agência Donetsk de Notícias.
No curso das últimas 24 horas, gravamos dez ações de bombardeio pelas forças ucranianas. Dispararam 54 morteiros de 82-mm e calibre 120-mm no território da RPD. Além disso, o inimigo usou lançadores de granadas e pequenas armas. O exército ucraniano bombardeou Donetsk (distrito de Petrovskiy, aeroporto de Donetsk), Logvinovo, Spartak, Naberezhnoye. Ainda não temos informação sistematizada sobre baixas entre civis e militares. Estamos trabalhando nisso – disse o ministro da Defesa da RPD.
6. Rússia enviará 31º comboio de ajuda humanitária ao Donbass [Fonte]
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Rússia
1. Sergey Glasiyev: Banco Central da Rússia continua a atacar a economia [Fonte]
2. Tenho uma grande ideia para a próxima sanção russa contra o “ocidente”!
É preciso aprovar uma lei que declare que “vodka” é nome registrado de produto nacional que o estado russo protege com a designação oficial. Só pode ser usado para produtos produzidos em território russo. O precedente é o conhaque francês, como se sabe:
É claro que o registro de uma marca que inclua indicação geográfica, ou termo genérico correspondente àquela indicação geográfica e sua tradução, aplicado a bebidas alcoólicas que não satisfazem as exigências de qualidade especificadas [dado que o nome está protegido pelas leis para designações protegidas da UE], não pode ser autorizado pelas autoridades nacionais responsáveis, às quais compete recusar ou invalidar registro existente daquela marca – decidiu a corte (Não usarás o nome Cognac em vão).
3. O Conselho da UE renovou suas sanções econômicas contra a Rússia por 6 meses, acompanhando a autorização que lhe deu o Comitê dos Representantes Permanentes, COREPER, semana passada.
O documento fonte COUNCIL DECISION (CFSP) 2015/971 of 22 June 2015 amending Decision 2014/512/CFSP sobre medidas restritivas, em vista das ações da Rússia de desestabilizar a situação na Ucrânia”.
4. Ron Paul Alerta que congelamento de patrimônio da Rússia apressará o descarte do dólar [Fonte]
Depois de mais de 70 anos de dólar sempre em depreciação, o resto do mundo rebela-se contra essa massiva transferência de dinheiro.
Segundo o comentário de leitor que abaixo registro, há um precedente, de caso em que a mesma decisão da corte não está sendo respeitada. Coisa que a equipe russa ‘de leis’ pode aproveitar.
COMENTÁRIO DO LEITOR: [Paveway IV]:
Por que ninguém congela o patrimônio de Israel na França ou na Bélgica, para pagar o que tribunal suíço mandou pagar, os US$ 1,2 bilhões em compensações que Israel deve ao Irã, por ter roubado dos iranianos o oleoduto Eilat-Ashkelon? A Corte Internacional é a mesma, suíça. Mesmo julgamento de indenização. Israel não quer saber de pagar um centavo. França e Bélgica guardam muitos bens e valores de Israel, que podem encampar.
Ou sentenças de cortes internacionais só contam se os EUA não gostam do cobrador? Diabos! Você sabe que se a cobrança fosse contra o Irã, os EUA já estaríamos Tomahawk-eando o traseiro deles, exigindo ‘pagamento’.
Por que Israel seria mais importante para os EUA que a Rússia?! Que traidor, com dupla cidadania, dos que pregam “Israel antes de tudo” tomou AQUELA DECISÃO, em nome de todos os EUA?
Com sanções contra a Rússia, EUA iniciaram a desindustrialização da Alemanha e da França
[alemão. no original. Tradução automática, revista:] Vladimir Putin sempre advertiu que as sanções contra a Rússia prejudicam a própria Europa. A UE nega, mas economistas já calcularam o custo (caro) da crise. Especialmente para a Alemanha. A disputa contra a Rússia pode custar à Europa até 100 bilhões de euros.
A crise econômica na Rússia tem consequências muito mais daninhas para os países da União Europeia e Suíça, do que se esperava. Segundo cálculo do Instituto Austríaco para Pesquisa Econômica [orig. Austrian Institute for economic research (Wifo)], estão ameaçados na Europa muito mais que dois milhões de empregos e cerca de 100 bilhões de euros.
Os cientistas, que produziram esse estudo para a Alliance of leading European Newspapers (LENA) criaram um “cenário de pior caso”.
Exportações suspensas [alemão, Export ausfälle], outono do ano passado, tornou-se realidade – diz Oliver Fritz, um dos três autores do estudo. Sanções contra a Rússia e reação da Rússia. A situação praticamente não mudou. Deve-se esperar que ocorra o nosso especialmente mais pessimista cenário.
O gambito de Washington nas Spratlys é tentativa para virar a maré, desencaminhar a trajetória atual da China e inserir os EUA como líder regional que escreve as regras e decide quem vence. Como disse o sec.Def. [Ash] Carter em discurso anterior, no Instituto McCain no Arizona, “Há hoje mais de 525 milhões de consumidores de classe média na Ásia, e haverá 3,2 bilhões na região em 2030.” As grandes empresas dos EUA querem a parte do leão desses consumidores para lhes impingir suas engenhocas, arrepiar o preço das próprias ações e arrancar de lá gordos lucros trimestrais. O serviço de Carter é ajudar as empresas a alcançar esse objetivo.
Como o autor Bart Gruzalski observa nesse excelente artigo em Counterpunch,
China e Rússia estão criando alternativas que ameaçam o status do dólar como única moeda internacional dominante. Ao instituir alternativas ao comércio em dólar, desafiam o valor do dólar e também ameaçam a economia dos EUA (Na Economic Reason for the EUA vs. China Conflict, Bart Gruzalski, CounterPunch, 8/6/2015).
EUA atacaram a Rússia em dezembro de 2013
EUA atacaram a China em junho de 2015;
EUA atacarão a Alemanha depois que a Alemanha assinar o Acordo da Área Transatlântica de Livre Comércio TAFTA, [1] o que deve acontecer lá por dezembro de 2016.
Nossa preocupação é com o bem-estar da Rússia.
E se a Rússia catapulta a desindustrialização de Alemanha e França hoje mesmo, sem esperar que o tratado TAFTA seja assinado?! A Rússia pode fazer isso: basta fechar a torneira do gás e exigir que a Junta de Kiev seja removida imediatamente e processada por crimes de guerra.
Ataques do Hegemon à volta da Rússia
2. Maidan na Armênia: Será a Armênia a próxima a ser sacrificada em chamas?
Pelo Twitter, Uckraine Reporter ‏@StateOfUkraine - Mar 23 U.S. expert: #Washington já mandou #Nuland p/ #Armênia para organizar (?!) o golpe – Հորիզոն շաբաթաթերթ – Horizon Weekly
PanARMENIAN.Net – Ao mesmo tempo em que Washington trabalha assiduamente para minar o acordo de Minsk que a chanceler alemã Merkel e o presidente da França Hollande alcançaram para pôr fim ao conflito militar na Ucrânia, mesmaWashington já mandou Victoria Nuland à Armênia para organizar ali uma “revolução colorida” [é golpe de estado]; mandou Richard Miles como embaixador para o Quirguistão para fazer a mesma coisa também ali, e mandou Pamela Spratlen como embaixadora para o Uzbequistão, para comprar o governo local e afastá-lo da solidariedade com a Rússia. (...)
stephan herzog ‏ Feb 18 Next #Maidan #Coup #Armênia? #Nuland reuniu-se dia 18//2015 com representantes de três ONGs na Armênia. Reunião sigilosa.
Nuland fala de “humanidade” na Armênia em fevereiro de 2015 e ralha com os armênios pelas desumanidades contra prisioneiros do Azerbaijão.
O pessoal das camisetas vermelhas são especialmente treinados para proteger os organizadores do movimento. Estão em todos as manifestações de rua se for manifestação contra governo que os EUA querem derrubar seja na Ucrânia, na Rússia, na Armênia. Adiante, alguns vídeos em que se vê os rapazes em ação.
Pessoal das jaquetas vermelhas organizam o ataque do Setor Direita contra a Polícia, em Kiev. Vídeo a seguir:
Tecnologia da “revolução laranja” e Maidan em Erevan, Armênia [Vejam o pessoal das camisetas vermelhas no meio da multidão.]
Organizadores da manifestação “Maidan em Erevan” culpam a Rússia, Putin e seus “friends”, pela carestia. Mas foi o governo da Armênia quem vendeu a maior usina produtora de energia elétrica – Vorotan Cascade – à empresa privada dos EUA que aumentou os preços.
O negócio foi financiado, dentre outras instituições pela U.S. Overseas Private Investment Corporation (OPIC) e pela International Finance Corporation, divisão do Banco Mundial – segundo a declaração oficial.
A USAID banida da Rússia, mas bem recebida na Armênia colabora para o desenvolvimento das organizações armênias de energia armênia (...)
Ativistas da Maidan em Erevan; de Alana Balaba, ucraniana muito ativa nos eventos da Praça Maidan, (é a mulher que se fez filmar quando queimava fitas de São Jorge no Memorial da Chama Eterna da 2a. Guerra Mundial) escreve de Erevan, Armênia.
Diz que ela e outros representantes da Ucrânia “democrática” estão participando das manifestações antigoverno na capital da Armênia.
Será que ainda resta quem duvide que todos os protestos nos países que foram Repúblicas Soviéticas são estranhamente muito semelhantes, têm muito em comum, são organizados e “animados” pelos mesmos personagens e – muito importante – são patrocinados pelos mesmos interesses?
(...)
3. Lituânia enfrenta desastre financeiro e ecológico, e não consegue pagar pelo caro gás norueguês. Na Lituânia, na empresa estatal norueguesa de gás Klaipėdos Nafta, o operador do terminal de gás natural liquefeito dirigiu-se à Statoil norueguesa pedindo que seja reduzida a quantidade de gás que vinha sendo comprado, porque a demanda caiu dramaticamente – informou o presidente do terminal Mantas Bartushka.
ISSO apenas UM ANO depois de o país ter ficado “independente” do gás russo. Lembram? Statoil to Supply Gas to Lituânia in Five-Year Deal.
4. Rússia, infelizmente, ainda existe Em debate sobre o tema “Sérvia e neutralidade”, realizado há alguns dias em Belgrado, a representante do Centro de Estudos Euro-Atlânticos em Belgrado, Jelena Milic – falando em tom iradíssimo – declarou que seus estudos mais recentes confirmaram que “a Rússia, infelizmente ainda existe”. (...)
4. Como eu já previra há uma semana, o número de ações judiciais iniciadas contra a Rússia, em tribunais europeus e norte-americanos está crescendo.
b. Ex-acionistas do Fundo Yukos iniciaram novo processo contra contribuintes russos, dessa vez em Londres [Fonte].
(...).
New York (18/6/2015) — Dia 3/6/2015, o Gabinete de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos EIA e o Directorate of Defense Trade Controls do Departamento de Estado dos EUA publicaram revisão proposta de regras com definições chaves nas Export Administration Regulations and International Traffic in Arms Regulations para harmonizar os dois regimes de controle de importações.
(...)
5. Von der Leyen da Alemanha exige mais ‘firmeza’ com Grécia e Rússia [Fonte]
A mesma aristocrática lady sem um dente (?) – Ministra alemã das Forças Armadas obra para acordar o revanchismo alemão de depois da 2a. Guerra Mundial, em entrevista ao tabloide Bilt. A entrevista foi publicada dia 22/6/2015 – dia em que a Alemanha nazista atacou a União Soviética em 1941. [Fonte]
Esperemos que o dente não lhe tenha sido arrancado por Carter, de tanto entusiasmo [...] no Allianz Forum em Berlin, ontem (23/6/2015).
Por último, mas não por menos importante... Se segure! É uma ordem!” (OU: Remova o gato antes de decolar). Vídeo a seguir:


Nota dos tradutores

[1] Orig. Transatlantic Free Trade Area (TAFTA) (TTIP, TAFTA ou “Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento” são diferentes nomes do mesmo documento.