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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quanto mais nefanda a política externa dos EUA, mais ela depende essencialmente da cumplicidade da imprensa-empresa

6/8/2013, [*] Mark Weisbrot, The Guardian, UK
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Entreouvido na Quebrada dos Muquifos na Vila Vudu: O argumento desenvolvido no artigo abaixo serve também como luva, ao golpismo “midiático” em que está empenhado o facinoroso governador Alckmin, em São Paulo, Brasil.

Alckmin está usando a imprensa-empresa udenista/venal paulista para fazer-crer que não saberia de coisa alguma do mar de lama que cobre todo o governo do Estado de São Paulo, desde os anos de Mário Covas, no escândalo que as empresas Siemens e Alstom decidiram, afinal, expor ao Ministério Público e ao CADE.

Alckmin pôs-se a esbravejar, pelos jornais, que “exigirá” acesso aos documentos do processo. Não tem direito de exigir porcaria nenhuma de documentos – como o CADE respondeu-lhe na lata e muito bem, resposta agora já plenamente confirmada pela justiça.

Nem por isso Alckmin -- tucano tão facinoroso que conseguiu varrer de seu caminho até o tal de Cerra, o hiper arapongueiro mór, o homem dos dossiers inventados e da chantagem desbragada -- calou o bico.

Alckmin é bandido perigoso. Mas não seria tão perigoso e tão danoso ao Estado e ao Brasil, se não tivesse, a seu serviço, a hiper imundíssima empresa-imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro e porque não dizer do Brasil...

Os EUA têm hoje gasto militar mais alto, em valores corrigidos pela inflação, do que no pico da avançada da Guerra Fria de Reagan, durante a Guerra do Vietnã e a Guerra da Coreia. Parecem viver em estado de guerra permanente e – como acabamos de descobrir – de espionagem massiva pelo governo, com vigilância sobre os próprios norte-americanos. Isso, apesar de já não haver ameaça real grave contra a segurança física dos norte-americanos.

Desde o 11/9/2001, só 19 pessoas morreram em atos de terrorismo nos EUA; e nenhuma dessas mortes teve qualquer relação com terroristas estrangeiros. Os EUA tampouco enfrentam “inimigos do estado” que impliquem ameaça militar significativa contra o país – não há, no mundo, estado que possa ser classificado como “estado inimigo” dos EUA.

Keane Bhatt
Uma das causas dessa profunda desconexão é que praticamente toda a imprensa-empresa e as mídias de massa nos EUA vivem de oferecer imagem profunda e grosseiramente distorcida do que é hoje a política externa dos EUA.

A “notícia” é que a política externa dos EUA sempre é muito mais benévola e justificável do que a realidade do império que a maior parte do mundo conhece. Em estudo bem fundamentado, fartamente documentado e publicado pelo North American Congress on Latin America (NACLA), Keane Bhatt nos mostra, com riqueza de detalhes, como o simulacro “jornalístico” é construído.

Bhatt concentra-se num programa popular e interessante exibido pela rede National Public Radio (NPR), This American Life [Essa vida norte-americana], [Programa do dia 2/8/2013, em inglês (NTs)] com especial atenção a um dos episódios, que recebeu o Peabody Award  [Programa da rádio em 27/7/2013 (NTs)]. 

O Peabody Award, para realização de alta qualidade no jornalismo eletrônico, é prêmio de muito prestígio – o que torna ainda mais relevante o caso estudado.

Descoberta do massacre da vila de Dos Erres na Guatemala
Aquela edição do programa trata de um massacre, na Guatemala, em 1982. Apresenta impressionantes depoimentos de testemunhas oculares de um horrendo massacre de praticamente todos os moradores da vila de Dos Erres, mais de 200 pessoas. As meninas e as mulheres foram violentadas, antes de serem assassinadas; os homens foram assassinados a tiros ou esquartejados com serras; e muitos, inclusive crianças, foram jogados – vários ainda vivos – num poço abandonado, que acabaria sendo a sepultura comum deles todos.

O programa de rádio leva o ouvinte a acompanhar uma heróica investigação do crime – o primeiro desse tipo, naquela região, em que os assassinos foram processados e condenados. E, no final, ainda se ouve o depoimento emocionante de um sobrevivente que tinha três anos à época do massacre. Trinta anos depois, já vivendo em Massachusetts, esse sobrevivente afinal descobre as próprias raízes e o pai biológico, como um dos resultados daquela investigação. O pai perdeu a esposa e os outros oito filhos, mas sobreviveu, porque, por acaso, não estava na cidade no dia do massacre.  

Efraín Rios Montt
O roteiro não esconde que esse foi apenas um dentre muitos massacres do mesmo tipo:

Aconteceu em mais de 600 vilarejos, com dezenas de milhares de mortos. Uma Comissão da Verdade conseguiu descobrir que mais de 180 mil guatemaltecos foram mortos ou resultaram desaparecidos em massacres perpetrados pelo próprio governo da Guatemala.

Mas há um detalhe que, esse sim, o programa omite cuidadosamente: o papel dos EUA no que uma Comissão da Verdade da ONU, em 1999, definiu, em termos jurídicos, como “genocídio”.

A ONU condenou especificamente o papel de Washington, e o presidente Clinton teve de pedir desculpas públicas por aquele papel – a primeira vez, e, que eu saiba, a única vez, que algum presidente dos EUA teve de pedir desculpas por participação dos EUA em um genocídio.

A ONU comprovou que os EUA forneceram armas, treinamento, munição, cobertura diplomática e política e outros tipos de cobertura e de apoio aos criminosos assassinos em massa: tudo fartamente documentado; e o caso recebeu ainda mais atenção por causa do recente julgamento do militar e ex-ditador general Efraín Ríos Montt, que governou a Guatemala em 1982-83. 

Pedro Pimentel
(Como Bhatt observa em seu estudo, o programa diz que a embaixada dos EUA ouvira relatos de massacres durante aqueles anos, mas “não lhes deu atenção”. No mínimo, o programa falseia os fatos: há inúmeros telegramas que mostram que a embaixada estava recebendo farta e clara informação sobre o que estava acontecendo).

De fato, um dos soldados que participou do massacre de Dos Erres, Pedro Pimentel, condenado mais tarde a 6.060 anos de prisão, foi resgatado por avião e levado, um dia depois do massacre, para a Escola das Américas, a instalação militar norte-americana de treinamento, onde foram adestrados alguns dos principais e mais nefandos ditadores e criminosos violadores de direitos humanos da região.

É espantoso que um dos mais sanguinários genocidas do pós-IIa. Guerra Mundial tenha sido ajudado, apenas algumas horas depois de cometido o massacre, e levado para território dos EUA para ser protegido, sem que nenhum jornal, rede de televisão ou de rádio jamais noticiasse o fato.

Allan Nairn
O jornalista investigativo Allan Nairn entrevistou um soldado guatemalteco em 1982, que narrou como ele e seus camaradas massacraram aldeias inteiras, como em Dos Erres. Apesar disso, a grande imprensa-empresa norte-americana ignorou a entrevista, o que permitiu que Ronald Reagan promovesse Ríos Montt como “homem de grande integridade e comprometimento pessoais”. Por tudo isso, deve-se estranhar muito as omissões na narrativa do episódio premiado de “Essa vida norte-americana”.

É bem claro na fala de Ira Glass, apresentador do episódio, que ele conhecia bem o papel dos EUA no genocídio na Guatemala. Nos anos 1980s, parece que chegou a viajar à América Central, e era jornalista muito ativo na luta contra guerras financiadas pelos EUA e respectivos crimes de guerra naquela região. Em correspondência por e-mail com Bhatt, ele reconhece que “talvez não tenhamos agido corretamente” ao omitir qualquer informação sobre o papel dos EUA naquele genocídio.

Ira Glass
É pouco, como avaliação crítica, mas é avaliação muito significativa. Permite concluir que, do ponto de vista da grande imprensa-empresa norte-americana, para programa radiofônico transmitido em inglês para todo o território dos EUA, essa semiverdade, essa vasta omissão de fatos conhecidos, seria tudo o que os cidadãos norte-americanos precisariam saber sobre aquele genocídio.

Nem estou culpando Glass. É provável que, se tivesse destacado o papel dos EUA naquele genocídio e se tivesse questionado alguns dos oficiais e funcionários dos EUA responsáveis por aquela ação, jamais tivesse obtido autorização para distribuir o programa pela rádio pública. E com absoluta certeza o programa jamais teria recebido o Prêmio Peabody.

Por isso o programa e o prêmio são tão impressionante ilustração de como a censura e a autocensura operam na imprensa-empresa dos EUA. Demonstra, no plano micro, algo que testemunhei incontáveis vezes nos últimos 15 anos de conversas com jornalistas sobre esses temas. Os jornalistas têm ideia bem clara de quanto de verdade podem noticiar. Encontrei inúmeros bons jornalistas que tentaram ultrapassar esses limites e alguns até conseguiram – mas, regra geral, não duraram muito.

Scott Wilson
Scott Wilson, que foi editor de internacional do Washington Post e cobriu a Venezuela durante o golpe (que teve vida curta) contra governo democraticamente eleito na Venezuela em 2002, disse, numa entrevista, que “os EUA tiveram envolvimento” naquele golpe. Pois essa importante informação jornalística jamais apareceu publicada no Post, nem em qualquer outro veículo da grande imprensa-empresa nos EUA, apesar da abundância de documentos e de provas de que, sim, o governo dos EUA participara ativamente do golpe. Mais uma vez, pode-se dizer que esse detalhe era o mais fundamentalmente importante da história, para o público norte-americano – sobretudo porque desempenhou papel decisivo no envenenamento de todas as relações entre Washington e Caracas ao logo de toda a década e teve provavelmente impacto significativo nas relações dos EUA com todo o continente sul-americano. Mas, como na história do massacre de Dos Erres, o papel dos EUA naquele crime não é “mpublicável”.

O mesmo vale para o papel dos EUA no golpe que destruiu a democracia em Honduras em 2009. Os consideráveis esforços feitos pelo governo Obama para apoiar e legitimar o governo golpista não foram considerados “noticiáveis”... pelos jornalistas norte-americanos. (Bhatt também é roteirista de outro episódio da série “Essa vida americana”, no qual o golpe apoiado pelos EUA ficou fora da história da qual deveria ser, de fato, o evento determinante). E também nesse caso, a participação decisiva dos EUA em mais um Golpe de Estado não foi considerada noticiável na imprensa-empresa norte-americana.

Que cara teria a política externa dos EUA, sua política militar e a chamada “segurança nacional” dos EUA, se a imprensa-empresa realmente noticiasse os fatos determinantes reais, conhecidos e comprovados dessas políticas?

Com certeza, diminuiria muito o número de esquifes de soldados norte-americanos enterrados longe de casa e, também, dos que voltam para serem entregues às famílias. E tampouco os EUA estariam cortando os programas de comida para os pobres, ou de hospitais para velhos desamparados... Só para conseguir continuar a manter o mais inacreditavelmente ensanguentado orçamento militar que o mundo jamais conheceu.




[*] Mark Weisbrot é um economista americano, colunista e co-diretor, com Dean Baker, do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas (Center for Economic and Policy Research - CEPR) em Washington. Como comentarista, ele contribui em publicações como o New York Times, o The Guardian e a Folha de S. Paulo. Como economista, Weisbrot criticou a privatização do sistema norte-americano de seguridade social e foi um grande crítico da globalização e do FMI. Os trabalhos de Weisbrot a respeito dos países latino-americanos (incluindo Argentina, Bolívia, Brasil, Equador e Venezuela) atraíram interesse nacional e internacional.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

WikiLeaks e os arquivos da “CIA nas sombras”


27/2/2012, Plaza Pública, Guatemala
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Ler também:


Comentário:
15 meses depois de publicar 250 mil telegramas das embaixadas norte-americanas em todo o mundo, WikiLeaks volta a lançar luz sobre as relações obscuras entre uma empresa global, informantes dentro das forças de segurança dos estados e ex-agentes da inteligência/espionagem dos EUA: a empresa Stratfor. WikiLeaks, que tem sede em Londres, obteve 5 milhões de e-mails da empresa Stratfor, especializada em segurança, e selecionou 25 jornais em todo o mundo, para divulgá-los e comentá-los para a opinião pública. O jornal Plaza Pública, na Guatemala, é um deles.


Nenhuma publicação de mercado do Brasil está incluída nessa seleção de 25 publicações decentes, em todo o mundo.



De um dos e-mails agora publicados, de 8/3/2011:

“Abriu-se a caixa de Pandora (com a candidatura de Sandra Torres como candidata). O setor privado vai tratar de matá-la. Los Zetas vão protegê-la. Logo será o Apocalipse. E então? Como tiramos dinheiro disso tudo?
Abraços
[assina] Jaime Rivera, CEO de Bladex



“Os Arquivos da Inteligência/espionagem Global” que começaram a ser publicados hoje em todo o mundo são e-mail s dessa empresa de “inteligência global” com sede no Texas e revelam como opera uma empresa que vende serviços de inteligência confidencial a grandes empresas e agências de governos nos EUA. Os e-mails mostram a rede de informantes, a estrutura de pagamentos, as técnicas de lavagem de dinheiro e de métodos psicológicos para obter informação.

Há quase 30 mil e-mails nos quais se discute a Guatemala, entre 2004 e 2011. Plaza Pública os publicará ao longo dos próximos meses, oferecendo a nossos leitores, como fez com os telegramas diplomáticos do Cablegate no ano passado, o contexto necessário no qual cada e-mail está inserido.

Como advertimos no ano passado, nada garante que o que se lê nos e-mails de Stratfor seja verdade. Do nosso ponto de vista, Stratfor é uma fonte. Nesse caso, é uma fonte que tem acesso a dados e informações que se compram e vendem-se, no limite entre a legalidade e a ilegalidade. E Stratfor é também, por vocação empresarial, “fonte de outras fontes”, sem que ninguém, até agora, se tenha preocupado com a veracidade da “inteligência” que Stratfor vende, regida, como empresa, por seus próprios interesses empresariais.

Nesses “Arquivos da Inteligência/espionagem Global” vê-se o processo pelo qual Stratfor paga aos seus informantes através de contas na Suíça e cartões de crédito pré-pagos.

Dentre os e-mails sobre a Guatemala, já encontramos coisas que dão calafrios, sem qualquer credibilidade, mas que, tanto quanto se sabe, bem poderiam ser tratados como informação “de inteligência”. Por exemplo, um e-mail recente, que ainda não completou um ano, datado de 8/3/2011:

“Abriu-se a caixa de Pandora (com a candidatura de Sandra Torres). O setor privado vai tratar de matá-la. Los Zetas vão protegê-la. Será o Apocalipse. E então? Como tiramos dinheiro disso tudo?
Abraços. 
 [assina] Jaime Rivera, CEO de Bladex

O problema para a Guatemala é que, embora o comentário acima nada tenha a ver com a realidade, o e-mail é assinado por ninguém menos que o hoje presidente do Banco Latino-americano de Comercio Exterior, ouvido recentemente pela revista Forbes. Em seu perfil, aparece como assessor da Bolsa de Valores de Nova York, com renda anual de quase um US$1 milhão.

Essa é apenas uma amostra de quem são as fontes e informantes de Stratfor e do que dizem; muitos deles em postos de decidir, por exemplo, se o país recebe ou não investimentos externos e o que se faz com o dinheiro.

E Stratfor – diferente do que dizem os telegramas que chegam dos EUA – serve-se de métodos pouco ortodoxos. George Friedmann, fundador, gerente financeiro e diretor de Stratfor, resume numa frase: “Você tem de controlar [sua fonte]. Controlar quer dizer controle financeiro, sexual ou psicológico”, Friedman explicava à analista Reva Bhalla, dia 6/12/2011, que quer extrair, de um informante israelense, informação sobre o estado de saúde do presidente Hugo Chávez.

Stratfor também menciona o jornal Plaza Pública pelo menos uma vez, quando zomba de uma coluna de David Martínez Amador na qual David critica o modo de os norte-americanos obterem informações em campo no México e na América Central, que só conseguem de informantes infiltrados. “David não gosta de nós porque somos gringos”, dia 19/8/2011.

O que WikiLeaks faz agora está sendo feito apesar do bloqueio econômico que lhe foi imposto por Bank of America, Visa, Mastercard, PayPal e Western Union, o que dificultou muito o processo de as doações de colaboradores chegarem até WikiLeaks.

Simultaneamente, as mesmas empresas nada fazem para impedir que seus serviços sejam usados para financiar organizações antissemitas, sionistas, racistas suprematistas brancos e criminosas de todos os tipos. Julian Assange continua em prisão domiciliar em Londres, há seis meses.

A falta de ética de algumas empresas jornalísticas, como o jornal The Guardian, destruiu a relação cooperativa que WikiLeaks havia construído com o jornal britânico, e obrigou a organização a publicar, de uma só vez, todos os telegramas diplomáticos dos EUA que tinha em seu poder. Diferente do que divulgaram os maiores jornais do mundo, os telegramas diplomáticos tiveram de ser divulgados em bloco, porque jornalistas, entre os quais jornalistas do TheGuardian, publicaram em livro as senhas de acesso ao material; e um desertor de WikiLeaks vendeu as senhas que tinha em seu poder.

Para salvar a integridade dos telegramas, antes de que fossem manipulados, WikiLeaks decidiu liberar todos. Na nossa avaliação, do jornal Plaza Pública, não foi a melhor opção, mas entendemos os motivos de WikiLeaks.

Assim aconteceu que, um ano depois, a própria embaixada dos EUA na Guatemala, para expor argumentos seus, citou artigos do jornal Plaza Pública que usavam informação dos telegramas vazados por WikiLeaks.

O que temos agora é mais um esforço a favor da transparência da informação, e esforço mundial. Jornais de prestígio em todo o mundo, como Público na Espanha; a revista Rolling Stone nos EUA; The Hindu na Índia; La Nación na Costa Rica; Página 12 na Argentina, La Jornada no México ou Plaza Pública na Guatemala são alguns dos parceiros de WikiLeaks nessa ocasião.

Cobertura mais completa sobre temas globais pode ser encontrada, no jornal Público/WikiLeaks, espanhol.

Ao longo das próximas semanas, Plaza Pública distribuirá, comentada, informação que haja nos e-mails de Stratfor sobre a Guatemala e alguns dos países vizinhos.

sábado, 2 de outubro de 2010

EUA EXPORTAM DOENÇAS VENÉREAS PARA A GUATEMALA

As doenças IBOPE e DATAFOLHA

Laerte Braga

O jornal ESTADO DE SÃO PAULO, extrema-direita, noticiou que o governo do presidente Barack Obama está pedindo desculpas ao governo e ao povo da Guatemala por experiências médicas realizadas em guatemaltecos nos anos 40, no século passado.

A agência ASSOCIATED PRESS, que é deles, divulgou que o governo dos EUA financiou um “experimento em que presidiários eram deliberadamente infectados com sífilis e blenorragia”. O objetivo era testar os efeitos da penicilina no ataque a essas doenças.

A experiência durou de 1946 a 1948 e contou com a colaboração do governo da Guatemala. Os presidiários infectados não foram notificados do que estava acontecendo.

Obama se disse “ultrajado” pelos fatos e que isso é “chocante, trágico, repreensível”.

A descoberta foi feita por uma professora norte-americana do Wellesley College

O “cientista” dos EUA envolvido na experiência com presidiários guatemaltecos tomou parte também no projeto TUSKEGEE. Entre 1932 e 1972 seiscentos negros do Estado do Alabama eram “acompanhados” para determinar a os efeitos da doença, sífilis, sem que se lhes fosse prestada qualquer assistência e sem que soubessem que estavam sendo submetidos a uma experiência.

O projeto foi classificado de “infame” quando trazido a público. 

Na Guatemala seiscentos e noventa e seis homens e mulheres foram expostos à sífilis e a blenorragia através de visitas de prostitutas à cadeia, ou inoculação direta. A informação é da historiadora Susan Reverby. A descoberta foi feita quando a professora pesquisava os registros médicos de John Cutler. Cuttler foi um importante funcionário do setor de saúde do governo dos EUA em mais de quarenta anos de atividades.

Em 1954 o governo dos Estados Unidos, o presidente era Dwight Eisenhower, derrubou o presidente da Guatemala Jacob Arbenz que se opunha à presença dos norte-americanos em seu país, adotou políticas nacionalistas e enfrentou empresas e grupos norte-americanos. À época a Guatemala mergulhou numa guerra civil que matou pelo menos duzentas mil pessoas.  

O governo do Irã denunciou ao mundo que um vírus de computador, nova modalidade de terrorismo, se espalhou por dezenas de milhares de computadores no país, sem que tivesse sido percebido. Considerado o mais perigoso dentre todos os vírus já criados, o STUXNET, tinha o objetivo de atingir a principal usina nuclear do Irã, paralisando suas atividades, embaralhando e eliminando dados.

O governo do Irã anunciou a prisão de vários “espiões nucleares” e especialistas europeus consideram o vírus o mais mortal de todos já divulgados na internet, registrando um novo tipo de ação terrorista. A cibernética.

O STUXNET é usado por empresas norte-americanas para espionar concorrentes, roubar dados e eliminar perigos potenciais aos seus produtos. Não se sabe onde e por quem foi criado.

Um relatório da empresa de segurança SYMANTEC aponta vulnerabilidades do Windows em relação ao vírus e na opinião do analista alemão Ralph Langner, o primeiro a alertar para o ataque, “existem indícios que esse vírus seja, de fato, uma sabotagem intencionada, a cargo de uma organização poderosa”. 

Falando ao site do jornal FOLHA DE SÃO PAULO – UOL - o analista alemão disse que o ataque tinha como alvo principal a usina de Busherhr no Irã. Na opinião do analista iremos “presenciar atividades de hackers, crime organizado e ciberterrorismo, em nova dimensão”.

O governo do Irã através de nota oficial se diz preparado para esse tipo de ataque, que prisões de responsáveis dentro do país por facilitar a propagação do vírus já foram feitas e que não há dúvidas que por trás de tudo isso estão Estados Unidos e Israel.

Quem acredita que Drácula mora na Transilvânia se equivoca. O conde vive entre Washington, Wall Street e Tel Aviv. Onde armazena o sangue sugado a outros povos no resto do mundo.

IBOPE e DATAFOLHA foram plantados no Brasil a partir de interesses de elites políticas e econômicas subordinadas a EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Não têm o menor pudor em mentir, em si já são mentiras.

Confirmam a frase de Ulisses Guimarães – “a margem de erro das pesquisas é a margem de lucro dos institutos” –.

A perspectiva que o Brasil se torne em médio prazo uma das cinco maiores potências do mundo é aterrorizadora para o núcleo de terror que EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A representam.

São braços do conde através de lacaios do esquema JORNAL NACIONAL, ou FIESP/DASLU.

A idéia que o Irã possa contrapor-se ao terrorismo sionista que saqueia, rouba, tortura, estupra e mata no Oriente Médio, palestinos acima de tudo, não agrada aos “libertadores”.

Gostam do esporte de matar.

Os brasileiros decidem amanhã se o País avança ou se retrocede, cai de quatro e como o chanceler de FHC, Celso Láfer, ao desembarcar em New York. Coloca as mãos na parede, abre as pernas, depois de ter tirado os sapatos e se deixa revistar.

A extrema-direita no Brasil joga com dois vírus. José Arruda Serra e Marina Natura Silva. E algo como sub vírus em alguns estados da Federação.

São difundidos através da mídia privada, de institutos de pesquisa venais (uma pesquisa feita pelo DATAFOLHA teve a divulgação proibida no Paraná. A quadrilha não incluiu o nome de um dos candidatos e isso deformou os resultados finais do “levantamento de intenções de votos). A proibição foi do TSE, sabidamente contaminado pelo vírus FIESP/DASLU em sua maioria.

A fraude foi tão grande que não teve jeito.

Mídia privada é por si só um vírus.

A exportação vai muito além de sífilis e blenorragia. Hoje exportam tecnologia terrorista para alimentar os bancos de sangue de Drácula.

E são vários os filhotes de Drácula. Desde grandes empresas petrolíferas, fabricantes de armas, forças armadas terceirizadas, banqueiros, latifundiários espalhados pela América Latina, tudo numa escala de hierarquia que nem mesmo o melhor autor de ficção consegue imaginar.

À bem da verdade, em tempos como os que vivemos, Drácula deixou de ser um vampiro e virou complexo vampiresco.

Asiáticos, africanos e latino-americanos todos já fomos vítimas de experiências como a da Guatemala em variados espectros. São inúmeros os medicamentos liberados em países como o nosso e só depois então de algum tempo sendo experimentados são colocados a venda no mercado norte-americano.

Na guerra do Vietnã os prisioneiros feitos pelos EUA recebiam o vírus da hepatite C e eram obrigados a uma série de exercícios. O objetivo? Tentar achar uma vacina.

Mengele morreu em São Paulo. Fez escola. Aqui, no tucanato, na mídia privada, no latifúndio. No resto do mundo transferiu-se da Transilvânia para Berlim, em seguida para Washington/Wall Street e hoje opera também em Tel Aviv.

Haja sangue para sustentar essa horda de vampiros.