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sábado, 10 de agosto de 2013

FHC: “Eu não! Eu sou Deus!”

[*] Laerte Braga

charge acordabrasil
Quando o ex-presidente Fernando Henrique diz que “o PSDB não é farinha do mesmo saco”, não estava querendo defender o partido. Isso é o que pode parece à primeira vista. Estava defendendo a si, largando os “amigos” (que não tem, tem cúmplices) na chuva e cuidando de sua própria pele.

É deus, privatizou o mundo em seis dias e depois foi a Camp David passar o sétimo com Bill Clinton onde recebeu a unção pelos serviços prestados.

O que está dizendo é que não o confundam com Serra, com Alckmin, com Aécio, com Álvaro Dias, com Portelinha, Azeredo e toda a corja. Ele não. É deus e está acima do bem e do mal. O que fez não importa se eivado de corrupção, importa que ele é “deus”.

Parênteses.

No caso de Aécio estar no PSDB é falta de vergonha na cara, ou já está num estado de depauperação mental irrecuperável. Tancredo tinha horror de FHC.

charge viomundo
Fernando Henrique percebeu a gravidade do caso do metrô paulista e sente o cheiro da podridão que exala da REDE GLOBO, donde podem surgir segredos aterradores do seu governo, falo da sonegação fiscal de 600 milhões.

A GLOBO sempre foi fétida, só que agora o cheiro está chegando, insuportável, às ruas.

São as duas grandes questões pontuais que vive o País nesse momento e são elas que devem fazer parte de qualquer bandeira de protesto, onde quer que se vá. no território nacional, ao lado das grandes causas, a Constituinte Popular, por exemplo.


Globo e Metrô/CPTM de São Paulo são produtos da podridão e da falência do Estado desde a época da ditadura militar.

Um corpo corroído muito mais pelos corruptores, principais acionistas desse Estado (bancos, grandes empresas, latifúndio, templários evangélicos, que pela corrupção, que é consequência). A bancada evangélica é uma espécie de ordem dos templários da Idade Média, mas caricata; latifúndios são pistoleiros do velho oeste; banqueiros mais grandes empresários são a OPUS DEI).

Propinoduto do PSDB arromba o Cofre Público (Latuff/2013)
O sistema político eleitoral brasileiro permite que os corruptores elejam e mantenham a maioria das casas legislativas, prefeituras, esses adereços desnecessários chamados câmaras municipais, governos estaduais, assembleias e as duas casas legislativas nacionais, uma delas a chamada representação popular, a Câmara dos Deputados e a outra, outro adereço desnecessário, o Senado, representação dos estados de uma federação que não existe exceto no papel.

Nosso sistema judiciário é uma teia de não resolve nada e isso é proposital. Quem vai ter peito de encarar o mea culpa no erro (ou ma fé ou incompetência) do “mensalão?

Todo o arcabouço do Estado brasileiro guarda consigo “preciosidades” do Brasil colônia, do Brasil império e das várias “repúblicas” que tivemos ao longo de nossa História, mas sempre sob o controle das elites econômicas. O caráter democrático,  que é também o caráter humano que deveria prevalecer não existe.

Rede Globo e a sonegação (Saraiva 13)
E aí, entra FHC, como entra o grupo GLOBO, como entram os que compram e se beneficiam do que na verdade é a diferença de classes, que por sua vez nos remete à luta de classes, necessária e fundamental para a construção de um Estado democrático. Aquele em que o trabalhador decide ao invés de ser alvo de gás lacrimogêneo ou gás de pimenta, além da borduna no lombo promovido pela excrescência que são as Policias Militares, “preciosidade” trazida de antanho.

Neste momento temos o que se chama de “condições objetivas” para buscar mudanças estruturais indispensáveis, a não ser que queiramos aceitar o papel de zumbis em função dos interesses dos donos. Não mudanças totais, plenas, mas abrir portas para a construção de um futuro decente.

No Brasil e em quase todos os países, há um problema complicado. Classe média. Come arroz e feijão, deve horrores ao banco, e arrota faisão. Pior, lê VEJA (segundo eles, a melhor revista do mundo em língua portuguesa, mas já bastante decadente) e acha que o JORNAL NACIONAL (com índices de audiência em queda livre) é o ponto de referência da verdade absoluta. E adora trazer seus cães pra defecar pelas ruas...

No caso específico de FHC, um safardana de grande porte, amoral, logo destituído de qualquer principio e que em sua versão fumante de charuto cubano acredita que tudo é obra dele.

charge serranuncamais

E que numa frase, como a que disse, falou para fora uma coisa, falou para dentro outra coisa, até porque se chegarem a ele respingos desse processo do Metrô/CPTM/SP, da GLOBO, o risco de retaliação é imenso. É detentor de segredos desde alcovas a gabinetes escuros e sombrios como aqueles que Drácula usa e não vai ter escrúpulos em esgrimi-los a seu favor.

É característica do amoral.

Foi o que ele quis dizer.

“Eu não! Eu sou Deus!”.

O PSDB não é farinha do mesmo saco só, é um tipo de farinha venenosa e que ao invés de alimentar, mata.
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[*] Laerte Braga é jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora, para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de notícias do Brasil) e também dos Diários e Emissoras Associadas, tendo sido correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata, e também trabalhou como freelancer para revistas e jornais do Brasil e de outros países. Laerte escreve sazonalmente para a redecastorphoto. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sem o POVO nas ruas, as FRAUDES sempre dominarão as OBRAS e SERVIÇOS públicos

Exemplo típico da "elite tomateira" do Brasil
[*] Laerte Braga

O Brasil tem uma elite bisonha. Tão bisonha que antes preferia Paris e hoje vai para Miami, refúgio de mafiosos (exceto tucanos de alta plumagem, esses continuam em Londres e Paris, mais afeitos à máfia de Bilderberg).

O escândalo, no sentido de show, espetáculo deprimente, diante da decisão do governo de trazer médicos estrangeiros para políticas primárias de saúde é um exemplo disso.


De repente se descobre que a maioria não trabalha, muitos não fizeram residência e outros tantos estão lotados em municípios do interior de um determinado estado e vivem e não trabalham nas capitais.

A mídia, logo a mídia conservadora, seis dedos de silicone que era usado para que os pontos fossem registrados sem a presença dos profissionais.

A reação? Batem o ponto e vão embora, não trabalham.

É claro que há falta de estrutura, que inclua um plano de cargos e salários, entre outras coisas, como é cristalino que os municípios foram penalizados, são penalizados pelos estados e pelo governo federal, por absoluta falta de recursos e fiscalização.


O que a roubalheira do metrô de São Paulo não daria para benefícios e criação de uma estrutura de saúde? O que os desvios de verbas no governo Aécio Neves em Minas, justamente na área de saúde (a cargo do deputado Marcus Pestana) não significariam para a saúde e o maior de todos, a criação da CPMF para suprir a saúde de recursos e o rumo que FHC deu ao dinheiro?

Adib Jatene
“Precisamos de médicos que cuidem de gente” é uma frase de Adib Jatene. Foi autor da idéia da CPMF e renunciou ao Ministério quando percebeu que FHC era um blefe, um sacripanta a serviço do capital internacional e que o dinheiro não usado na saúde, que fora logrado pelo presidente da República e pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, hoje principal executivo do grupo Eike Batista e condutor do golpe da falência fraudulenta.

Um estudo das Nações Unidas mostra que os médicos cubanos no Haiti fizeram muito mais pelo país, que toda a ostentação militar de norte-americanos, brasileiros e quejandos, de olhos na reconstrução (que nunca acontece). A divisão do butim.

Os problemas do Brasil são estruturais. Não é como num prédio onde se descobre que há um vazamento numa determinada sala e o conserto é feito sem que a fonte seja procurada, porque cada vazamento vai permitir a um cartel de empreiteiras “solucionar” o problema.

Mudanças estruturais como as reformas política, agrária, tributária, fiscal (impostos sobre igrejas e grandes fortunas, por exemplo) e, principalmente JUDICIÁRIA. A busca de tecnologias nacionais (somos capazes), por falta de investimento desde a educação básica, fazendo com que em nossas ruas não circule um só carro nacional, mas todos de montadoras estrangeiras sobre os quais pagamos royalties. Temos uma divida pública escandalosa. FHC desconstruiu o serviço público para privatizar e terceirizar setores essenciais do Estado, dentre eles a saúde e a educação.

E governos que administram o caos de uma constituição remendada, num cipoal de leis, em que os recursos são mínimos, pois a dívida consome a maior parte da receita do governo federal.

Pior, não existe a vontade política de mudar essa situação, exceto nas palavras vazias de políticos do tempo do império e que atuam em seus estados como imperadores.

“Quando as idéias não têm organização, morrem, somem” - Che Guevara

Hoje se sabe que os sistemas de satélites de espionagem podem alterar os resultados de uma eleição nas urnas eletrônicas, daí a razão e o medo do voto impresso, que impediria a fraude. Podem até identificar o eleitor.

Bancos, grandes empresas (formadoras de cartéis em setores essenciais da economia) e latifundiários (devastadores do Pantanal e da Amazônia) têm o controle do País; submetem o governo a constrangimentos vergonhosos, somam-se à bancada evangélica – uma das grandes ameaças à democracia – num jogo proposital de mais de 40 partidos (a maior parte sem qualquer representividade que não a busca de cargos). 

Gilmar "Dantas" Mendes                             Joaquim "Miami" Barbosa
Um Judiciário "preocupado" com a preguiça e outras coisas mais, onde as vozes sérias são caladas por ministros medíocres, pra dizer o mínimo, como, Helen Gracie, Luiz Fux, Marco Aurélio, Carmen Lúcia, Dias Tóffoli, e figuras suspeitas como Gilmar Mendes (ou seria Gilmar Dantas?) e Joaquim “Miami” Barbosa.

A saída está nas ruas. Mas de forma organizada, bem dirigida e voltada para bandeiras essenciais, básicas e não pontuais, pois acabam fazendo o jogo dos que subjugaram o Brasil no golpe militar e para eles pouco interessa o que quer, o que deseja o cidadão brasileiro.


A classe média envenenada pela mídia podre, corrompida. E o naufrágio a vista no imenso iceberg que é como uma espécie de barco dirigido pelos donos, nada natural.

O confronto entre trabalhadores e elites é inevitável, mas e preciso que seja organizado.

Do contrário vamos ter sempre pústulas tipo sergiocabrais, aécios, anastasias, alkimins, serras, richas, efeagacês e outros marginais dirigindo, de fato, o Brasil partir de interesses externos.

É um confronto que se deseja pacífico, mas nem sempre será. É a “explosão das ruas” como disse o jornalista Ricardo Boechat.

Não tem a menor importância, pois os EUA e os seus interesses apostam num novo Oriente Médio na América do Sul. O quanto mais cedo iniciarmos a luta real, concreta, sem caráter festivo, mais cedo conseguiremos nos livrar desse terror que nos vem sendo imposto sem perder de vista que somos um País continental e apostam na divisão. Fomentam essa divisão. O único risco real para o poder dessa gente, além da China e da Rússia é o Brasil, por isso os enormes olhos do grande irmão.

Teoria conspiratória? Quando se falava em cyber-espionagem diziam o mesmo...
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[*] Laerte Braga é jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora, para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de notícias do Brasil) e também dos Diários e Emissoras Associadas, tendo sido correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata, e também trabalhou como freelancer para revistas e jornais do Brasil e de outros países. Eventualmente colabora com a redecastorphoto.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Marina Silva é o atraso do Brasil financiado por banqueiros

[*] Laerte Braga

Marina Silva ( por Daniel Costa de Souza)
O último evento promovido por Marina Silva teve o patrocínio de uma das acionistas do banco Itaú (conseguiu o segundo lugar no recorde da história de lucros de bancos em toda a história no primeiro semestre deste ano). Marina, há dias, defendeu a “cura gay” do deputado Marcos Feliciano.

O fato de ser evangélica em si não significa nada. Os conceitos evangélicos significam retrocesso e volta do Brasil a era medieval, além das bandalheiras conhecidas dos principais lideres das igrejas neopentecostais.

Marina Silva é a candidata da direita raivosa, Aécio foi para o brejo.

Marechal Henrique
Teixeira Lott
Na campanha eleitoral de 1960, em vários pronunciamentos, o marechal Henrique Teixeira Lott advertiu que uma eventual vitória de Jânio Quadros levaria o País ao caos. Não deu outra.

Marina repete a história como farsa.

Marina a “boazinha”.

O discurso ecológico, o chamado desenvolvimento sustentável, no Brasil e em boa parte do mundo são pretextos para a avalancha predadora do capitalismo.

Grandes grupos econômicos que atuam e devastam a Amazônia financiam Marina.

A grande mídia começa a se voltar para sua candidatura. A mídia que controla a comunicação no País é instrumento dos grupos que detêm a maioria das ações do Brasil. Latifundiários, banqueiros e grandes empresários.

Boa parte deles já começa a entender que a candidatura Aécio é fadada ao fracasso e que o PSDB traz consigo o estigma de partido privatista, isso num momento que os brasileiros começam a ir às ruas protestar contra o atual estado de coisas.

                                  Aécio = fracasso                      Marina = atraso                           
Se Dilma, para alguns, está aquém da expectativa, Marina é o desastre absoluto e serve à direita mais radical e perigosa do País, a mesma que financiou 1964, o golpe comandado pelos “morte-americanos”.

O episódio de uma geógrafa presa sem motivo no Rio e o fato de O GLOBO, uma semana depois, ter revelado que seu marido trabalha para ABIN (Agência Brasileira de Informações), antigo SNI, é a clara opção por tentar fazer voltar as políticas privatistas de FHC e fechar escritura do Brasil, integrando-o ao Plano Grande Colômbia. O projeto “morte-americano” para a América do Sul.

Plínio de Arruda
Sampaio
Plínio de Arruda Sampaio foi quem mostrou um perfil correto para Marina Silva, num debate nas eleições de 2010. Ao ouvir as críticas da candidata ao governo Lula perguntou-lhe “mas por que você não pediu demissão antes, só agora para ser candidata?”.

O falso progressismo de Marina Silva apenas disfarça o caráter retrógado de seus pensamentos políticos. De seus projetos e compromissos de quem vai mandar no Brasil,

Não seria surpresa Marco Feliciano como Ministro da Cultura, ou um Ministério a ser criado, o da Fé. Ou pior, o país deixar de ser uma república laica...

Nessa medida a reação católica com a visita do papa cumpre papel importante.

Somos um estado laico e estado laico significa que todos têm direito a professar sua fé livremente. Com Marina não. O avanço evangélico sobre a Constituição do Brasil vai ser devastador. Inclusive nos Poderes Legislativo (já é, via bancada evangélica) e Judiciário. Edir Macedo acaba nomeado Ministro da Fazenda, ainda mais agora que é banqueiro.

Há um risco ameaçando o País. Tem um nome. Marina Silva. Como os agentes infiltrados, vem disfarçado de “Marina a boazinha”.

João Sem Terra
É a rainha má trazendo a maçã envenenada.

E o príncipe não vai salvar ninguém... Só com luta popular para evitar que tenhamos torneios de cavaleiros como na época de João Sem Terra.

Os sem terra continuarão assim: SEM TERRA!

Os lucros do Itaú vão disparar (ainda mais!) e os outros bancos virão atrás, é lógico. Essa gente não perde o caminho do neoliberalismo, pouco importam as consequências; desde que mantido o modelo atual.

Marina, a “boazinha”. Quem disse que “boazinha” não pode significar trevas?
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[*] Laerte Braga é jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora, para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de notícias do Brasil) e também dos Diários e Emissoras Associadas, tendo sido correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata, e também trabalhou como freelancer para revistas e jornais do Brasil e de outros países. Laerte escreve sazonalmente para a redecastorphoto. Eventualmente colabora com a redecastorphoto.

quinta-feira, 14 de março de 2013

E deu Maradona




Laerte Braga
Texto enviado pelo autor
Ilustrações redecastorphoto



Excesso de virtudes, na visão do escritor inglês Aldous Huxley, não significa compreensão da vida em sua essência, em seu sentido e em sua razão de ser. Pode significar orgulho, pode levar a pessoa a um afastamento gradativo da realidade, como pode significar mesquinharia.

Papa Francisco I
Jorge Mario Bergoglio, o cardeal argentino eleito Papa Francisco I, não é mesquinho e nem alheio à vida, isolado da realidade. Suas virtudes são políticas. É um dos mais duros críticos do governo da presidente Cristina Kirchner, mas foi protocolar na condenação à ditadura naquele país. A despeito do voto de pobreza vive dentro do sistema, mantém a igreja atrelada a conceitos medievais, agora, recheados com uma camada de chantili para dar a impressão de modernidade ou tornar-se palatável. Por baixo dessa camada não existe marron glacê, mas um osso duro de roer e à direita, dentro dos padrões do Vaticano.

Dom Odilo Scherer
Arcebispo de São Paulo
Bergoglio não chega, necessariamente, a ser uma surpresa. No conclave que escolheu Ratzinger foi o segundo mais votado. Chegou ao Vaticano com um cacife eleitoral razoável. Sobre o brasileiro Odilo Scherer leva a vantagem de ser dissimulado (isso conta para a hipocrisia de Roma).

As mudanças serão de estilo e não de fundo. Deve tentar influir politicamente em seu país, nunca escondeu e de forma pública sua aversão tanto a Néstor Kirchner, quanto a sua mulher Cristina. A despeito de críticas à economia de mercado, nunca manifestou um ponto de vista conclusivo, apenas circundou os problemas de seu país, mais ou menos como faziam os antigos políticos do ex-PSD do Brasil. “Nem contra, nem a favor, muito antes pelo contrário, revendo meu ponto de vista”.

No caso específico não estava e nunca esteve revendo nada. Exceto no que diz respeito a presidente Cristina.

Entre suas virtudes escondidas, o poder. A busca do poder é uma de suas características. Lembra João Paulo II, um produto de marketing. Sorri, enquanto sangram nos porões da monarquia absoluta que é a igreja, os seus adversários.

É jesuíta, uma ordem tradicionalmente conservadora e que durante muito tempo ignorou ou manteve-se alheia ao poder de Roma. Seu superior era chamado de “papa negro”. Começou a perder essa característica quando João Paulo II pôs fim a ela. Submeteu os jesuítas, ordem fundada por Santo Inácio de Loiola, um militar espanhol.

Um sujeito comum que só tenha virtudes é, em si, um chato. Um Papa virtuoso é o sinal que latino-americanos terão problemas com as ingerências do Vaticano em questões políticas, principalmente, em países que buscam a independência plena, sem o controle de Washington.

Não há mudança alguma na igreja. Um novo showman foi eleito para gerir o Vaticano.

Essa é outra vantagem sobre o brasileiro Odilo Scherer. A falta de jogo de cintura, que sobra no argentino. No fundo são iguais. Ao dizer que os homossexuais “merecem respeito”, não está nem de longe discutindo o problema. Está mantendo o estigma, a hipocrisia bem conhecida nos documentos secretos do papa anterior. Ao ser contra o aborto está deixando claro que nenhum dos dogmas férreos da Idade Média serão substituídos, ou revistos, apenas atenuados no discurso. Mas as câmaras de injeções letais do Vaticano continuarão nos cantos soturnos dos palácios papais do Vaticano.

Francisco I talvez garanta à igreja uma sobrevida depois do fiasco Bento XVI. Mas só isso.

É uma espécie de canto da sereia. Ilude o pescador e o leva para o fundo do mar no atraso crônico de uma instituição em estado falimentar de credibilidade, das finanças e da moral. Isso quer dizer perigo. Vem respaldado por forças conservadoras que podem causar estragos ponderáveis, sobretudo na América Latina, principalmente na Argentina.

Mas os argentinos queriam mesmo.... Este Papa
Está longe de ser um Maradona ou um Néstor Rossi ou mesmo um Alfredo Di Stéfano.

E um detalhe, ironia ou não, o jornal brasileiro dedicado aos esportes, LANCE, chamou na edição de hoje (13/3/2013), antes da escolha de Francisco I, o jogador argentino Lionel Messi de Papa. Foi pelo desempenho no jogo de ontem contra a equipe do Milan.

Francisco I não é uma incógnita. É a continuidade do atraso da igreja romana. Sua dimensão pode ser medida, inclusive, de como vai enfrentar os evangélicos, grupo de malucos que tenta roubar a primazia do contato divino que sempre foi privilégio do Vaticano.

quarta-feira, 6 de março de 2013

HUGO CHÁVEZ

Laerte Braga

Laerte Braga

Chávez transcende a Venezuela. Transformou seu país em principal protagonista, ao lado de Cuba, da luta pela independência política e econômica dos países da América Latina. Governando desde o primeiro momento com o respaldo do voto popular, conseguiu sobrepor-se a um golpe de estado em abril de 2002 a partir da reação do povo venezuelano. Em agosto do mesmo ano, a despeito dos esforços dos Estados Unidos, sob governo Bush, foi confirmado como presidente por maioria absoluta dos eleitores venezuelanos. A legitimidade do referendo foi reconhecida pelo próprio governo norte-americano, principal ator do golpe frustrado.

Rubens Ricúpero substituiu Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda, governo Itamar Franco, logo após a saída do tucano para se candidatar a presidente da República. 1994.

Pouco antes de conceder uma entrevista à REDE GLOBO, principal porta-voz da direita brasileira, na manhã de 1º. de abril, a conversa com o apresentador do jornal vaza por antenas parabólicas e Ricúpero acaba renunciando ao Ministério.

“Eu não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo. O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. O trêfego ministro referia-se ao Plano Real e à necessidade de usá-lo como instrumento de campanha de FHC. O prenúncio do caráter amoral do que viria a ser o
governo de Fernando Henrique.

Rubens Ricúpero é um dos “especialistas” ouvidos pela REDE BANDEIRANTES (extrema-direita) sobre Chávez e a Venezuela pós Chávez.

Na edição do BANDNEWS (canal fechado, com acesso de assinantes) o apresentador ouviu também Marcus Vinícius de Freitas e em meio a “especialidades” desses especialistas, disse que o vice-presidente da Venezuela “está tentando levar as pessoas para o lado deles”.

É incrível o despudor da mídia brasileira. A falta de caráter de jornalistas que se prestam ao papel de William Bonner, ou William Waack.

A supressão da personalidade acompanha fatalmente as condições da existência submetida às normas espetaculares – cada vez mais afastada da possibilidade de conhecer experiências autênticas e, por isso, de descobrir preferências individuais. 
Paradoxalmente , o indivíduo deve se desdizer-se sempre se desejar receber dessa sociedade um mínimo de consideração. 
Essa existência postula uma fidelidade  sempre cambiante, uma série  de adesões constantemente decepcionantes, a produtos ilusórios. 
Trata-se de correr atrás da inflação dos sinais depreciados da vida. 
Debord, A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, Contraponto, RJ).

O jornalismo robotizado e depreciado, o ser aviltado e transformado em objeto decorado a cores e luzes da mentira.

Segundo o mesmo Debord, só o “tolo e o ignorante” necessitam do especialista. Aquele que conforma a alienação a uma realidade que é diversa, que descaracteriza o ser humano. Ignoram o processo histórico.

Chávez é maior que tudo isso. Deixa um legado, um rastro de coragem e determinação que outros líderes jamais tiveram. Aceitaram o jogo dos senhores do mundo enquanto Chávez os enfrentou. Tem a estatura de um Fidel Castro.

Chávez na ONU mostrando livro de Chomsky (20/9/2006), um dia após discurso de Bush
Nesta tribuna onde falo hoje, ontem falou o presidente Bush dos EUA, que eu chamo de El Diablo. Ainda está com cheiro de enxofre”. Num pronunciamento na Assembléia Geral das Nações Unidas.

Ufa! Que alívio, finalmente o fim de uma praga”. John McCain, senador republicano e candidato presidencial derrotado na primeira eleição de Obama, ao tomar conhecimento da morte de Chávez.

As forças da reação, os “especialistas” que iludem tolos e ignorantes, vão tentar de todas as formas derrotar o chavismo nas eleições presidenciais dentro de 30 dias. Um e outro são maiores.

A Venezuela erradicou o analfabetismo, levou a todos os cidadãos os serviços de saúde pública, começou o processo de construção socialista e tudo isso sob a liderança de Chávez e o apoio popular. Organização popular é o principal instrumento da revolução bolivariana.

Não passarão. O triunfo de Chávez é o triunfo da História. Sua morte o coloca no patamar de Marti, de Bolívar, de tantos outros lutadores do povo na América Latina. O coloca ao lado de Chê.

É por essa e outras razões que Chávez transcende a Venezuela e transcende a si próprio. O triunfo sobre a amoralidade escravagista do capitalismo. É a maior dentre todas as heranças que Chávez deixa.

Enviado por Ana Santanna e Sílvio de Barros Pinheiro

domingo, 18 de novembro de 2012

Ódio e Negócios

Laerte Braga

Texto enviado por Sílvio de Barros Pinheiro

Estão juntos na barbárie nazissionista contra palestinos. O ódio bíblico da presunção de superioridade racial, de missão divina, os “negócios”, nos saques e na pirataria contra vidas e riquezas palestinas. Pior. Esse ódio e esses “negócios” se espalham pelo mundo no cinismo que caracteriza os sucessores de Hitler.

“Vamos levar Gaza de volta à Idade Média”. Foi a declaração de um dos ministros do gabinete terrorista de Tel Aviv. Ficou estampada em todos os jornais do mundo. Não havia como esconder. Os vídeos e fotos de corpos de crianças, mulheres, idosos mortos na insanidade fingida, na falsa indignação de quem ocupa terras alheias são universais e se incorporam à História da crueldade em todos os tempos.

Os ataques de Israel contra Gaza são crime de genocídio e têm o apoio de nações como os Estados Unidos e sua principal colônia na União Européia, a Grã Bretanha. O sangue de palestinos corre por todo o mundo despertando a revolta de seres humanos que ainda se mantêm como tal.

Palestinos assassinados por Israel na Faixa de Gaza
Os corpos estendidos, os olhares aflitos, a dor, a revolta, são da incompreensão de tanto ódio, de tantos “negócios”.

O governo terrorista de Israel se apropriou de terras e águas palestinas. No caso da água uma empresa sionista explora o bem em terras palestinas e cobra o dobro de palestinos. São ladrões contumazes ao longo da história. E curiosamente o Alcorão proíbe a cobrança de juros. É uma diferença abissal entre o ódio e os “negócios” e simplicidade de pastores de ovelhas, agricultores expulsos de suas terras, cercados por um muro e atemorizados por batalhões de homens bestas, ou bestas feras armados até os dentes e sem o menor brilho humano nos olhos.

Mapa da Faixa de Gaza
Em Gaza os palestinos vivem da produção de flores e frutas, entre outras atividades primárias, mas ricos em sua essência. As flores estão sendo mortas e não estão “vencendo canhões”.

Parar com esse horror? Basta que os chamados grandes queiram fazê-lo. Israel deixou de ser um direito de um povo – a despeito dos protestos de judeus em todo o mundo contra o seu governo – para se transformar naquilo que Einstein, ainda no final da década de 40 e início da década de 50, previa. Criminosos no governo.

É uma falácia a afirmação que foguetes do Hamas atingem Jerusalém. São rojões perto do arsenal químico (fósforo branco) e nuclear (urânio empobrecido) dos terroristas de Tel Aviv. Ou de Treblinka, difícil dizer a diferença.

É inexplicável o silêncio de governos do Egito, da Jordânia, dos países muçulmanos diante do massacre inaceitável. É um silêncio que soa como punhalada.

Nicolas Sarkozy, quando presidente da França, propôs ao Parlamento de seu país que em nome da liberdade proibisse o uso da burca em público. São perto de duas mil mulheres que usavam a burca em público em toda a França. Duas mil mulheres condenadas a permanecer em suas residências, trancafiadas. Há milhões de religiosos que usam hábitos de suas religiões em público, se escondem em fantasias mil e nenhuma lei para garantir a liberdade, ou “tradições libertárias”, como chegou a falar o ex-presidente.

Slavoj Zizek
Uma perfeita análise do preconceito está no livro “VIVENDO O FIM DOS TEMPOS” de Slavoj Zizek, um dos mais conceituados pensadores da atualidade.

A luta palestina é a de todos os oprimidos do mundo.

Desligue a GLOBO e toda a mídia podre de mercado que domina a informação no Brasil. Para servir aos seus patrões não se importam de sujar as mãos de sangue em nome do lucro e mostrar uma face, só uma face, daquilo que chamam “terrorismo”. Escondem o verdadeiro terror.

O das elites políticas e econômicas que recheadas de dinheiro sionista se alastram pelo Brasil.

É de Washington Luís a frase “ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. Ou acabamos com o tratado de livre comércio firmado pelo equilibrista Luís Inácio Lula da Silva e o governo de Israel, ou o sionismo que chega com o código de barra 729 (os três primeiros números) e toma conta, como está tomando, do Brasil.

Não há limites para a crueldade sionista e o expansionismo é uma realidade.

Israel
Está longe, muito longe, da moça Rebeca salva por Ivanhoe dos templários de sir Bois Gilbert, no romance de Walter Scott. Não existe isso mais. O ódio ficou congelado e é despejado em cima de inocentes na Palestina.

É ódio e são “negócios”

A judiação imposta ao povo palestino só encontra paralelo nos campos de concentração do 3º Reich.

Vivemos o apogeu insano do 4º Reich.

Começam a soprar ventos de insatisfação nos EUA. Nem os norte-americanos agüentam mais tanta violência e tanta crueldade.

Bem fez Chávez que, em 2006, percebendo o perigo da suástica transformada em cruz de Davi expulsou de seu país todo o corpo diplomático israelense da Venezuela.

Não basta pedir paz. Que paz? Há que ter ser liberdade para a Palestina. O Estado Palestino como decidido pela ONU.

Há que se cumprir as mais de 50 resoluções da ONU que condenam Israel por práticas terroristas, tais como uso de força excessiva (eufemismo para barbárie), armas químicas, biológicas, tortura, estupros, assassinatos seletivos.

Israel nunca quis a paz e quando a paz se ofereceu Israel matou seu próprio líder, Itzak Rabin. Atribuíram o crime a um “fanático” judeu. Se sabe, hoje, que era um agente do MOSSAD abrindo caminho para os terroristas; à frente, Ariel Sharon.

A sanha bárbara e terrorista de Israel quer terras, quer negócios, quer juros nos seus bancos, usa a bíblia como escudo, no fundo têm a convicção que são superiores.

Superiores sim na insanidade.