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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mentiras e manipulações


Publicado em 26/09/2010  por Mário Augusto Jakobskind

O Clube Militar serviu de cenário na semana que passou para um espetáculo dos mais deprimentes e que confirmou a quantas anda a  saúde do jornalismo de mercado. Lá falaram, sem o menor constrangimento, para um público constituído sobretudo de militares da Reserva, a maioria apoiadora  do golpe de 64, Merval Pereira, de O Globo, Reinaldo Azevedo, da revista Veja e um tal de Rodolfo Machado Moura, diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert).

Nunca vi tanta mentira e manipulação da informação em um curto espaço de duas horas como o apresentado no Clube Militar. Seria impossível enumerar todas as baboseiras levantadas pelos  palestrantes. Algo que depõe contra o jornalismo brasileiro.

Para se ter uma idéia, o amestrado colunista de O Globo, afirmou enfaticamente que o eleitorado brasileiro é constituído por  “60% de analfabetos funcionais  sem condições de discernir entre o bem e o mal”. Elitismo em mais alto grau e com base em informação sabe-se lá de que fonte. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD)-2009, o número de analfabetos funcionais no Brasil não ultrapassa os 20%. De onde então, o cascateiro Merval Pereira tirou esse percentual? Possivelmente do ódio que nutre a quem não aceita o seu ideário e de O Globo.

Merval Pereira, como querendo justificar que a ideologia de seu jornal e demais veículos da mídia de mercado não consegue convencer os brasileiros, culpou os supostos analfabetos “que Lula se aproveita para convencer”, pelo resultado das recentes pesquisas. Para Merval, o “bem” quer dizer votar em José Serra ou Marina Silva.  O “mal” é o “outro lado”....Não tem coragem de dizer isso abertamente, mas está implícito.

E tem muito mais, todos os três palestrantes, sob aplausos dos militares sem comando, usaram uma linguagem de ódio e calúnias sem provas contra Lula e demais integrantes do governo. Não disfarçaram, estavam se sentido em casa, ainda mais com o apoio do Instituto Millenium, uma entidade bancada por empresários, nos moldes de outras criadas antes de 64 para respaldar o golpe.

Merval Pereira, tentando posar de moderado em comparação a Reinaldo Azevedo, que faz o gênero bobo da corte, do tipo que arranca risos com o seu radicalismo patronal, deixou claro sua posição contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional chegando a afirmar o absurdo de que se trata de “um viés corporativo” associando a exigência  ao desejo do governo Lula em controlar a mídia. Não explicou exatamente o que tem a ver uma coisa com a outra.

Merval desinformou também ao lembrar erradamente que o governo Lula propôs a criação do Conselho Federal de Jornalismo, quando isso não aconteceu. A proposta foi da diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), sendo rejeitada por mais diversos setores, muitos deles sem conhecer exatamente o projeto. Merval revelou desinformação. Foi um mau jornalista. 

O obscuro Azevedo considerou a oposição ao governo Lula “sem vergonha e mixuruca” confirmando que os meios de comunicação estão ocupando o espaço da oposição, mas, segundo ele, na “defesa da Constituição”. O colunista da revista Veja usou inclusive termos ofensivos ao Presidente Lula, arrancando aplausos.

Há uma visível disputa na extrema direita de qual jornalista consegue mais adeptos. Além do filósofo reprovado por uma banca da USP, Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo tenta de todas as formas ocupar o espaço, disputado também por Diego Mainardi, hoje, como Olavo de Carvalho, vivendo no exterior. Arnaldo Jabor corre por fora.

Vale ainda um comentário sobre o Instituto Millenium, apoiador do seminário “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de imprensa” realizado no Clube Militar. No fundo, bem lá no fundo, empresários que apoiaram a repressão policial na época da ditadura não se conformam com os novos tempos no Brasil e na América Latina. Decidiram então bancar o Instituto Millenium, uma entidade que ressurge do lixo da história do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), criada para apoiar o golpe de 64.

E qual a associação que se pode fazer entre o referido instituto e os militares sem comando que assistiram o destilar de ódios dos três palestrantes? Empresários financiadores da repressão temem a abertura dos arquivos da época da ditadura que naturalmente vão mostrar oficialmente como agia o setor por detrás do pano, apoiando ações assassinas do Estado, como a Operação Bandeirantes. Como nesta história aparecem também alguns militares que agiram ilegalmente, os financiadores, aí sim verdadeiros culpados, se escondem e colocam na linha de frente alguns militares delinquentes. Nada a ver com a corporação militar.

É por aí que se pode entender a associação entre o Instituto Millenium e os militares que foram ouvir Merval Pereira, Reinaldo Azevedo e o representante da Abert, Rodolfo Machado Moura. Ou seja, vale tudo para alcançar os objetivos, até mentiras como as apresentadas pelos três palestrantes no Clube Militar.

Em tempo: O Estado de S.Paulo abriu o jogo em editorial recomendando voto em José Serra, enquanto a Folha de S. Paulo desancou sobre a candidatura Dilma Rousseff, mas dizendo que não apoia nenhum candidato. Vale então o dito popular: me engana que eu gosto. O Globo até agora nada em editorial, mas em compensação aumenta a quantidade de páginas de críticas a Lula e a Dilma Rousseff.

Extraído do Direto da Redação

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

É Obama vs guerra infinita

O que a narrativa orquestrada da mídia-empresa não narra
24/9/2010, Pepe Escobar, Asia Times Online
Traduzido pelo  coletivo Vila Vudu

Quem acompanhe a história do mundo pelos jornais será tentado a avaliar a política exterior dos EUA como produção de algum discípulo desgarrado do gênio cinematográfico de Russ Meyer – de Faster Pussycat, Kill, Kill! [1] – menos a profusão de seios, claro.

Como Bob Woodward, autodesignado estenógrafo de tribunal, revela em seu último romance ‘de advogados’ Obama's Wars – convenientemente vazado para o Washington Post e para o New York Times –, a CIA está escondendo o mulá [Omar] para consumo privado da sua Assassinatos & Co. de mais de 3.000 assassinos contratados no AfPak. Esses paramilitares – batalhões inteiros – “de elite e bem treinados”, apresentam-se ao público sob a nova griffe Equipes de Caça Antiterrorista [ing. Counter-terrorist Pursuit Teams (CPT)].

Parte importante do trabalho para que essa sombria equipe de caça consiga “ter acesso” as áreas tribais em território paquistanês está sendo feito pela mídia corporativa nos EUA, de modo que, como naquele famoso anúncio da cerveja Heineken, alcance áreas às quais os espiões dos EUA não chegam. Latino-americanos espertos verão aí – com um muxoxo – versão redux de piada ruim: “o golpe à moda de El Salvador” volta às telas. Assim como esses assassinos afegãos foram trazidos para os EUA para serem treinados, assim também a infame “Escola das Américas” [ing. School of the Americas], nos anos 1970s e 1980s treinou esquadrões da morte de nativos para matar seus compatriotas do Chile a El Salvador. A CIA não é exatamente brilhante em matéria de ideias novas e criatividade.

Afegãos mais velhos também terão calafrios; essa é versão remix em menor escala, também, da luta dos mujahidin afegãos na jihad contra os soviéticos. Todos sabem o que aconteceu depois aos rapazes que Ronald Reagan chamava de “combatentes da liberdade”: todos se voltaram contra os EUA. Talvez alguns dos analistas-empresas contratados pela CIA devessem rachar um kebab com um de seus velhos companheiros de folha de pagamento, o ex-primeiro ministro afegão Gulbuddin “Bombardeiem Cabul já!” Hekmatyar, mujahid eterno, e hoje o primeiro nome da lista dos mais procurados de Washington.

Chamem Jack Bauer!

Todos os grãos de areia do Hindu Kush sempre souberam, desde 2001, que os norte-americanos – seja o Pentágono, a CIA, e há paquistaneses que incluem na lista também o FBI – empregam um “exército secreto” no AfPak. A empresa Assassinatos & Co. do Pentágono foi exposta ao mundo pela página Wikileaks há três meses. E agora aí está Woodward a ‘revelar a verdade sobre a CIA’. O que inventarão agora? Uma unidade Jack Bauer, “24 horas”, em capítulos, para a tevê a cabo?

O número de civis assassinados – “dano colateral” – pela empresa Assassinatos & Co. do Pentágono está no noticiário praticamente todos os dias. Quanto à CIA, ainda não há números. Todos os grãos de areia do Hindu Kush também sabem que o conceito de “soberania” paquistanesa é mito. Hoje, todos os grãos de areia do Hindu Kush estão à espera de outro dilúvio de ‘declarações’ e desmentidos vindo de Islamabad – todos espantosamente cegos para o fato de que os aviões-robôs do Pentágono e da CIA continuam matando em grandes levas, em pleno território paquistanês (só em 2010, foram mais de 70 ataques).

Se é guerra contra a al-Qaeda – como Langley, do continuum George W Bush/Barack Obama, insiste, temos um problema; há menos de 50 jihadistas da al-Qaeda no Afeganistão, como qualquer agência da inteligência dos EUA também sabe. E há menos de 100 jihadistas nos Waziristões. Se Washington realmente quer saber onde estão os líderes, o caminho fácil é subornar alguns agentes de nível médio do serviço secreto paquistanês em Rawalpindi/Islamabad. A conexão ISI-al Qaeda-Talibã é e sempre será indestrutível – é resultado da obsessão de Islamabad com a “profundidade estratégica”. Essa conexão matou o comandante Ahmad Shah Massoud, o Leão do Panjshir, da Aliança do Norte, dia 11/9/2001, dois dias antes do 11/9 – e assim impediu que um autêntico nacionalista afegão chegasse ao poder, em vez desse Hamid Karzai, pau mandado do embaixador dos EUA no Afeganistão, Zalmay “Bush-no-Afeganistão” Khalilzad.

No Pashtunistão real não há fronteiras – a Linha Durand foi inventada pelos britânicos para dividir os pashtuns. Todos ali vivem em redes cerradas de pashtuns, todos são “primos” de todos, todos são “a família”. Alguns primos roubam primos, mas só em questões de negócios, parente que passa a perna em parente, mas nada que enfraqueça a rede dos pashtuns.

Eu estava em Tora Bora no final de 2001, quando as Forças Especiais dos EUA subornavam e aconselhavam os comandantes locais sobre táticas para atacar a al-Qaeda. Os comandantes passavam a mão no dinheiro dos norte-americanos, fingiam que davam alguns tiros com seus tanques soviéticos em cacos, e ajudavam a al-Qaeda – inclusive Osama bin Laden – a fugir na direção oposta, para Parachinar, rumo às áreas tribais do Paquistão. Em seguida, “assessoravam” os B52s dos EUA, que sempre bombardeavam as montanhas erradas... 

Washington está agora empregado todos os seus poderes armados – dos exércitos secretos do Pentágono e da CIA a aviões-robôs e “comandados mercenários” assalariados da Blackwater para “localizar e matar”. E tantos efeitos especiais... para quê? Para matar uns poucos comandantes do Talibã Paquistanês – que sempre são imediatamente substituídos por parentes próximos – e meia dúzia de jihadistas, também substituídos, na mesma semana, por pessoal selecionado do fluxo constante de jihadistas que chega do Golfo.

Nem Woodward nem a CIA oferece qualquer informação sobre de onde vêm os guerreiros afegãos que trabalham para a empresa Assassinatos & Co. Se são tadjiques ou uzbeques ou hazaras, jamais entrarão nas áreas tribais do Paquistão sem serem imediatamente identificados. Então, devem ser pashtuns de tribos rivais. Nesse caso, trabalham exclusivamente pelo dinheiro. E vale a pena lembrar que a CIA sustenta outra milícia em Candahar – comandada por Ahmed Wali Karzai, empresário, traficante de drogas e senhor-da-guerra, irmão do presidente Hamid Karzai.

Não percam de vista o spectrum

Esse esquema é exatamente o que se conhece no ocidente como a grandiosa “estratégia COIN” [de COunterINsurgengy, contraguerrilha] do general David “Sempre de olho nas eleições de 2012” Petraeus. Nativos subornados, organizados em esquadrões da morte e pagos com [malas] Samsonites cheias de dinheiro (com os ataques por aviões-robôs da Blackwater como “plus estratégico”). Deu certo para Petraeus no Iraque – o que o ajudou a convencer uma mídia corporativa tola (ou também subornável) de que ele teria “vencido” a guerra.

Petraeus não tem qualquer dúvida de que conseguirá encenar uma versão remix disso tudo, no AfPak.

O Pentágono já parece meio desconfiado da eficácia da tática de negociar com senhores-da-guerra – tanto negociaram e, agora, Hamid Karzai, refém dos senhores-da-guerra, não consegue comandar nem o próprio trono em Cabul. Mas a CIA não toma conhecimento de senhores-da-guerra. Com a CIA, é ou vai ou racha.

Nada mudará “em campo”, no que tenha a ver com os laços que unem o serviço secreto paquistanês e os Talibãs. Mas o jogo começa a ficar muito mais interessante, se se consideram os fatos que começam a chegar ao conhecimento da opinião pública paquistanesa mais letrada – nas principais cidades –, gente que já está farta da submissão canina de Islamabad a Washington. É onde entra a real importância do livro de Woodward.

O ponto principal – pode-se dizer, o mais trágico – do que Woodward escreve é que não se trata só de Obama não poder por fim à guerra do Afeganistão; trata-se de Obama não poder, sequer, reduzir as dimensões daquela guerra e convertê-la em pequena operação de captura de menos de 100 jihadistas e dos Talibã paquistaneses escondidos nas áreas tribais... sem que isso lhe custe a reeleição.

Woodward diz que Obama está seriamente empenhado em implantar seu plano de retirada do Afeganistão; que quer, sim, seja como for, uma retirada progressiva, a ser iniciada em meados de 2011. Mas Petraeus – general que Obama nomeou, mas que representa, de fato, o Pentágono – quer a guerra infinita.

O que o livro de Woodward – e a narrativa orquestrada de toda a mídia corportativa – não dizem e jamais dirão é por que a guerra infinita. Por quê?

Por causa do Novo Grande Jogo na Eurásia. Porque é preciso construir e manter bases militares ‘por lá’, para espionar Rússia e China. Por causa da obsessão dos EUA com o Oleodutostão na Ásia Central, que contorna a Rússia e Irã. Tudo por causa da doutrina de “dominação de pleno espectro” – que garante o crescimento perpétuo dos orçamentos militares.

Se Obama realmente já admitiu que “Não posso perder todo o Partido Democrata”, então ele sabe que, sim, está realmente em dificuldades. Obama contava com 2011 e 2012 para arranjar alguma coisa que pudesse ser mostrada como “vitória” no AfPak, antes de que a opinião pública dos EUA se voltasse contra ele (Bill Clinton tem aconselhado o presidente a “abraçar a fúria popular”...).

Quanto a Petraeus, o espertalhão, já lançou sua blitz pela imprensa, toda planejada em torno de um único tema e variações – “não apressem o general”, “guerras não se decidem sem planos”, “os políticos de Washington não são autoridade para decidir sobre guerras”... E, sim, a guerra se estenderá, no mínimo, até 2020.

Woodward, em seu livro, cita Obama, que lhe teria dito: “Não quero mandato de 10 anos. Não estou interessado em reconstrução nacional de longo prazo. A questão é que não gastarei outro trilhão de dólares [em guerras].”

Nesse caso, o que Obama pode fazer? Pode convocar seus apoiadores em Hollywood. Hollywood é especialista em vencer guerras no cinema: venceu a guerra do Vietnã, a guerra do Iraque – como seu viu em “Guerra ao Terror” [ing. The Hurt Locker]. Obama talvez ganhe um Óscar – muito mais cool que um Nóbel.

Agora, falando sério. Na vida real, a história sempre mastigou e deglutiu e digeriu Hollywood. O AfPak tem potencial para mastigar e deglutir e digerir Obama, o presidente que venha depois de Obama, a CIA inteira e fileiras e mais fileiras de generais da “dominação de pleno espectro”, com medalhas e tudo, mais depressa do que se grita “Rápido, CIA! Mate-mate!”

Adeus, Cabul? Não. A coisa está mais para “Bom dia, Vietnã”.

Nota de rodapé
[1] O filme é de 1965. Sobre o filme, ver em: Faster Pussycat, Kill, Kill!

O artigo original, em inglês, pode ser lido em: It's Obama vs infinite war

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

El País e o jogo sujo da oposição e da mídia nativa nas eleições brasileiras

Leonardo Darbilly em 16/9/2010

É incrível como até mesmo um jornal estrangeiro consegue realizar uma análise muito mais honesta da campanha eleitoral no Brasil do que a mídia nativa, monopolizada por quatro famílias proprietárias de veículos como Globo, Folha, Veja e Estadão e os quais deixaram há muito tempo de fazer jornalismo para transformar-se em panfletos políticos a favor da oposição. É por isso que essa velha mídia é conhecida pela sigla PiG (Partido da imprensa Golpista).

Aliás, enquanto o mundo inteiro reconheceu o sucesso, os méritos e as conquistas que a população brasileira obteve durante os oito anos de governo Lula, aqui os jornalões tentaram derrubar o governo por meio da fabricação (em massa e em linha de montagem) de escândalos sucessivos, sempre blindando a oposição de qualquer denúncia que surgisse a qual pudesse prejudicar seu candidato predileto, José Serra.

Alguém lembra de ter visto nos jornais em letras garrafais a notícia de que uma das figuras mais importantes do PSDB mineiro, Eduardo Azeredo, está sendo processado pela justiça por ter criado e implementado naquele estado o chamado "mensalão"?

Alguém leu em algum jornalão que o Arruda (sim, o do Panetone), era o nome mais cotado para ser o vice do Serra?

Alguém viu o video em que o Serra abraça o Arruda, pedindo para que o povo "eleja um careca e ganhe dois" (no caso, ele e o Arruda)?

Alguém leu em algum jornal a recente notícia de que o sigilo do Tarso Genro e de diversas outras pessoas foi violado por membros do governo corrupto da Yeda Crusius, do PSDB, no RS?

Alguém fica indignado com os preços absurdos dos pedágios de São Paulo criados pelo Serra?

Alguém fica horrorizado quando o Serra manda a polícia bater em professores que protestam contra o salário indigno que a eles é pago pelo governo desse estado?

Alguém sabe que o Serra mente quando diz que foi o criador dos genéricos, sendo que o verdadeiro responsável por eles é o ex-ministro Jamil Haddad? Sem contar os diversos escândalos totalmente comprovados envolvendo o governo FHC, como as "privatarias" e seus principais beneficiários, como o Daniel Dantas.

Pois é, a classe média, que se diz tão indignada e "preocupada" com a "moralização" da política, mostrou-se bastante seletiva em sua indignação, pois enquanto blasfema palavras golpistas contra o governo Lula e contra a Dilma, não fica nem um pouco horrorizada de ver figuras sórdidas como o Quércia e o Roberto Jefferson ( o único réu confesso do chamado "mensalão", termo, aliás, cunhado por ele) apoiando e fazendo campanha para o Serra.

A classe média, aliás, ao longo da história do país, sempre apoiou políticos golpistas e sem escrúpulos como Carlos Lacerda, colocando-se contra governos progressistas e populares como os de Getulio Vargas, Juscelino e João Goulart.

As manchetes dos jornalões, a criação de escândalos descartáveis que somem em questão de dias e as "marchas" moralistas (como a Marcha pela Família, por Deus e pela Liberdade) sempre foram instrumentos utilizados por uma minoria da população para entregar o país ao que há de pior.

A classe média brasileira, por ser altamente alienada, despolitizada, sem conhecimento das mazelas sociais que existem nesse país, sempre apavorada com um tal de "comunismo" que ela nem sabe explicar com profundidade o que significa e afetada pela "síndrome de vira-lata", sempre foi facilmente cooptada pelos "barões da mídia" e pelos poderosos que
trabalham contra o país.

Felizmente, a grande maioria da população saberá fazer uma distinção, no dia 03 de outubro, entre aqueles que durante 8 anos trabalharam pelo país, que criaram empregos, que fizeram o país crescer, que aumentaram os salários, que reduziram absurdamente a desigualdade social e que alavancaram a economia do país, e aqueles outros que, durante esses mesmos 8 anos, quebraram o país diversas vezes, privatizaram (ou doaram, como você queira chamar) nosso patrimônio para pagar uma dívida que apenas aumentou e que nada fizeram para combater a desigualdade social e a pobreza. Essa é a diferença entre o governo Lula (Dilma) e o governo FHC (Serra).

Fiquem com a notícia da BBC Brasil sobre a reportagem do jornal El País, da Espanha:

'JOGO SUJO' ECLIPSA DEBATE POLíTICO NO BRASIL, DIZ \'EL PAíS\'
Escândalos durante campanha estariam se tornando costume

O jornal espanhol El País diz na sua edição desta quinta-feira que o "jogo sujo está ofuscando o debate político no Brasil".

Para o jornal, o aparecimento de escândalos às vésperas das eleições está se tornando um costume que os cidadãos brasileiros assistem com impotência.

"Milhares de brasileiros sonhavam com uma campanha eleitoral sem sobressaltos e centrada nas propostas dos candidatos, mas mais uma vez o jogo sujo está eclipsando o debate político."

O El País diz que, apesar das acusações de corrupção e tráfico de influências no círculo de confiança da candidata petista Dilma Rousseff, "tudo parece indicar que a novata de Lula pode mais que qualquer acusação jogada aos quatro ventos".

Escândalos

O jornal lista vários escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores, incluindo o da quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra e das acusações envolvendo a Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

A estratégia do partido de Lula, segundo o El País, é a de evitar que os casos mudem a trajetória ascendente de Dilma Rousseff.

O diário diz que Serra aproveitou o espaço da propaganda eleitoral para atacar "a jugular" do PT, enquanto Dilma, com sua ampla vantagem nas pesquisas, pediu que os fatos sejam investigados com rapidez.

escrito e enviado por Sonia Montenegro

sábado, 4 de setembro de 2010

Manual de Guerrilha Virtual – Setembro de Fogo 2010


Pela Verdade, pela Justiça e pela Democracia

Como agir:

  1. Da luta em curso

O Setembro de Fogo de 2010 definirá o futuro do Brasil. De um lado, armam-se os grupos do terrorismo midiático, representado pela composição política tucano-demista, pelo consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e por variadas células de sabotagem informativa que atuam de acordo com os interesses de movimentos anti-democráticos e de defensores da restauração do regime militar.

De outro, estamos nós, os cidadãos trabalhadores, os defensores da verdade, da justiça e da democracia.

Deste lado da trincheira, erguem-se todos que defendem os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.

Neste território, lutam os que desejam um país marcado pelo desenvolvimento compartilhado, pela sustentabilidade e pelo respeito à vontade popular.

Neste mês de guerra, o embate se trava entre dois grupos distintos. Um deles procura desesperadamente fraudar o processo eleitoral e incitar o ódio entre os brasileiros, valendo-se dos meios de comunicação. Luís XIV sentenciava: “o Estado sou eu”. Hoje, o consórcio midiático monopolista pretende exercer no Brasil esse mesmo poder, sem limites.

Trata-se de um cartel avesso à verdade, aos princípios republicanos e, obviamente, ao que se convencionou chamar de Estado de Direito.

Contra a barbárie midiática devem se levantar imediatamente todos os cidadãos responsáveis e dignos deste país.

Portanto, faz do teu teclado uma metralhadora de boas idéias. Uma metralhadora que não espalha a morte, mas que defende a vida. Uma metralhadora que resiste ao terrorismo dos latifundiários da comunicação e aos políticos que procuram, a todo custo, desestabilizar o país e aqui instaurar a cultura do fascismo.

  1. A quarta tentativa de Golpe contra a Democracia

Nesta década, as forças do atraso anti-democráticas, fascistas e fascitizantes já tentaram burlar o processo democrático em outras três ocasiões. A saber:

a) durante a apuração do caso que a imprensa apelidou de “Mensalão”, no qual a regra tradicional de troca de favores na política brasileira foi transformada em exceção para criminalizar um partido e um presidente da República;

b) no processo eleitoral de 2006, com a construção do factóide relativo ao suposto dossiê que exibia o lado “B” de José Serra;

c) após a queda do avião da TAM, em São Paulo, quando políticos do PSDB-DEM-PPS, empresários (como o presidente Phillips no Brasil) e marionetes do consórcio midiático, como Ana Maria Braga e Regina Duarte, procuraram instrumentalizar a dor dos familiares das vítimas para tentar um Golpe de Estado.

O quarto atentado contra a Democracia e o Estado de Direito

Neste Setembro de Fogo, o consórcio Globo-Folha-Estado-Abril procura novamente intervir no processo eleitoral, ignorando o debate programático entre os candidatos e a comparação de realizações, optando pela promoção de ritos acusatórios e persecutórios contra a candidata líder nas pesquisas.

Desta vez, o consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e seu candidato, José Chirico Serra, encetam golpe por meio do factóide relacionado à Receita Federal, requentando um caso ocorrido no segundo semestre de 2009.

O artifício visa a destruir reputações, atiçar ódios, fraudar o desejo do povo brasileiro, sequestrar o país novamente às trevas da privataria, removê-lo do trilho do desenvolvimento e atirá-lo de volta ao cativeiro das oligarquias transnacionais, cujo interesse manifesto é a pilhagem do patrimônio público.

  1. Pensamento do terrorismo midiático neste Setembro de Fogo

Depois de oito anos de Governo Lula, os neoconservadores foram derrotados na batalha do desenvolvimento.

Mesmo enfrentando inúmeros atos de sabotagem, tanto no plano parlamentar quanto no plano midiático, as forças democráticas realizaram um estupendo trabalho de fortalecimento da economia e de distribuição de riquezas, gerando oportunidades e inclusão social.

A comparação dos números mostra claramente que o projeto neoliberal privatista de FHC fracassou, enquanto o projeto de crescimento compartilhado de Lula constitui-se em um caso de sucesso de gestão, mundialmente elogiado e reconhecido.

A constatação dessa derrota gerou na direita brasileira uma trinca de sentimentos:

- inveja;

- medo;

- ódio.

A inveja, o ódio e o desespero marcam, por exemplo, todos os discursos do candidato do PSDB à presidência, José Chirico Serra.

Esses elementos também podem ser encontrados diariamente nas declarações de políticos neocons, ou simplesmente reacionários, como Sérgio Guerra, Álvaro Dias e Roberto Freire.

A inveja, o medo e o ódio frequentemente conduzem o individuo ao DESESPERO.

E o desespero autoriza o indivíduo a burlar a lei, a mentir e a desprezar valores e princípios.

Esse fenômeno ocorre aqui e agora. Todos os dias, o cidadão brasileiro é insultado e agredido pela frente tucano-demista, pelo consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e pelas células de extrema-direita saudosas da Ditadura Militar.

  1. Os venenos do terrorismo tucano-midiático neste momento

Três ferramentas têm sido utilizadas nos atos de sabotagem protagonizados pelo grupo PSDB-DEM-PPS, pelo consórcio midiático golpista (liderado pelo Instituto Millenium) e pelas células radicais de direita:

a) A avalanche de reportagens, matérias e comentários de cunho terrorista presentes no consórcio Globo-Folha-Estado-Abril, cujo conteúdo calunioso e difamatório é replicado por inúmeros outros veículos de imprensa por todo o país.

b) Os discursos terroristas proferidos diariamente pelos políticos da frente tucano-demista, quase sempre ladinamente descolados da realidade, quase sempre destinados a incitar ódios e revoltas.

c) O bombardeio diário de spams terroristas via Internet, obra de funcionários contratados pelas agremiações políticas e de uma rede de colaboradores voluntários empenhados em promover sabotagens no campo da informação.

  1. Para onde olhar na defesa da democracia

Entre outro, guarde os nomes destas pessoas, e esteja atento a seus movimentos neste Setembro de Fogo:

Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, Diogo Mainardi, Eliane Cantanhede, Alberto Carlos Almeida, Eduardo Graeff, Boris Casoy, Merval Pereira, Ricardo Noblat, Monica Waldvogel, William Waack, William Bonner, Otavio Frias Filho, Leandro Colon, Ruy Mesquita, Reinaldo Azevedo, Josias de Souza, João Carlos Saad, José Roberto Gazzi, Carlos Alberto Sardenberg, Augusto Nunes, Lauro Jardim, Leandro Loyola, Eumano Silva, Leonel Rocha, Helio Gurovitz, David Cohen, Mario Sabino, Roberto Civita, Mirian Leitão e José Nêumanne.

  1. Tipificação dos crimes cometidos pelos terroristas midiáticos

No campo das mídias monopolistas (portais, sites e blogues), das redes sociais (Orkut, Twitter, Facebook, entre outros) e dos disparadores automáticos de e-mails têm sido cometidos inúmeros CRIMES VIRTUAIS.

Normalmente, enquadram-se em uma das cinco categorias seguintes:

a) Calúnia – trata-se de afirmação falsa e ofensiva a respeito de alguém ou de instituição. Define-se como o ato de atribuir, de forma falsa, a alguém a responsabilidade pela prática de um crime.

b) Difamação – trata-se de atribuir a alguém envolvimento em situação ou ato ofensivo a sua reputação e honra. O objetivo do criminoso, nesse caso, é ferir a moral da vítima e torná-la passível de descrédito perante a opinião pública.

c) Injúria – trata-se de atribuir à vitima atributos negativos, de forma a ofender sua honra e dignidade. O objetivo do insulto é abater moralmente o indivíduo alvo do ataque.

d) Falsidade Ideológica – trata-se de fraude, de adulteração de documento a fim de se obter vantagem ou prejudicar direito, criar uma obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.

e) Fraude – trata-se de ato com objetivo deliberado de enganar com o objetivo de prejudicar um indivíduo ou dele obter vantagens de maneira injusta. A fraude jornalística, por exemplo, é costumeiramente praticada no Brasil, sem que seus autores sejam submetidos aos rigores da Justiça.

A mídia monopolista como fonte primária

Vale lembrar que muitas vezes os hoaxes (histórias falsas de Internet) são gerados a partir de reportagens jornalísticas que envolvem invenção, exagero, minimização, interpretação tendenciosa ou seleção desonesta de fatos, quase sempre destinados a abalar a reputação de pessoa ou instituição.

Nesse particular, os terroristas brasileiros são mestres e criaram uma série de narrativas que são distribuídas impunemente pela Internet, todos os dias, aos milhões.

Convém lembrar algumas dessas peças e as acusações que oferecem a conhecidos membros do governo e agremiações políticas.

Agravo à reputação – Segundo uma série de textos de sabotagem, Dilma Rousseff foi “terrorista”, “assaltou bancos”, “matou o soldado Mario Kosel Filho” e tinha como terceira ocupação “oferecer serviços sexuais” a guerrilheiros.

Nesse caso, a expedição massiva de hoaxes tive início com a publicação da falsa ficha da Sra. Rousseff, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo. Na verdade, conforme documentos oficiais, a candidata do PT à presidência jamais esteve associada a essas ações e nunca foi sequer julgada com base nessas acusações.

Vale lembrar ainda que os fatos ligados ao período da Ditadura Militar são deliberadamente descontextualizados, de forma que os militares que torturavam, estupravam e assassinavam aparecem como paladinos da lei, enquanto os “resistentes” são enquadrados na categoria dos crimes comuns.

Há uma falsa informação divulgada insistentemente nesse material, repetida até mesmo por personalidades, com o ex-humorista Chico Anysio. Dá conta de que Dilma estaria impedida de entrar nos EUA por ter seqüestrado um embaixador daquele país.

Na verdade, Dilma jamais esteve envolvida em qualquer ação do tipo, viajou várias vezes aos EUA e até mesmo já se encontrou com o presidente daquele país, Barack Obama.

Convém também frisar que ninguém ainda foi detido por criar e distribuir esse material criminoso, fato que exigiria um protesto ruidoso da sociedade.

Deturpação deliberada - Uma outra série de hoaxes procura adulterar fatos e números relativos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Afirma-se, por exemplo, que em sua gestão foram criados apenas 4 milhões de empregos, quando na verdade esse número supera os 14 milhões.

Afirma-se que o Luz para Todos é um programa de FHC. Trata-se de uma inverdade. O ex-presidente lançou um programa denominado Luz no Campo, com cobrança de taxa de instalação. Em três anos, de 2000 a 2003, não atingiu a meta de levar energia a 1 milhão de famílias no Interior do país. Fracassou.

O Luz para Todos, ao contrário, sem cobrança de taxa de instalação, já superou suas metas e levou energia para 12 milhões de brasileiros.

Inúmeras peças ficcionais circulam pela Internet com o objetivo de deturpar o entendimento público sobre as obras do Governo Federal e sobre o desempenho da economia brasileira.

Comumente, no que tange a Lula, a deturpação vem acompanhada de calúnia e difamação.

Também não há notícias de que membros do consórcio midiático, dos partidos neoconservadores ou das células de direita radical tenham sido responsabilizados e punidos.

  1. Como reagir ao terrorismo midiático privado

a) No caso de material jornalístico falso, ofensivo ou tendencioso, questionar imediatamente (por e-mail ou preenchimento de formulário específico) o veículo de imprensa e o profissional responsável pelo texto ou reportagem televisiva/radiofônica.

b) Todos os grandes veículos têm uma área para manifestação dos leitores e ou comunicação de erros. Alguns também disponibilizam e-mails dos responsáveis por editorias. Normalmente, esses endereços estão listados na página de “expediente”. Envie sua mensagem por todos eles.

c) Manifeste concretamente sua indignação, sempre que necessário, também nos fóruns de leitores que são formados abaixo das matérias publicadas nos portais dos órgãos de comunicação.

d) Faça uma cópia de sua manifestação e a repasse imediatamente à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), neste endereço: http://www.fenaj.org.br/contato.php. Comunique também a Associação Nacional de Jornais (ANJ), neste endereço: http://www.anj.org.br/fale-conosco ou pelo e-mail anj@anj.org.br.

e) É provável que você não obtenha qualquer resposta dos órgãos representativos, mas é importante que esses elementos saibam que a sociedade está vigilante.

f) Compartilhe sua bronca com seus amigos próximos e com os principais canais de resistência midiática. Segue uma pequena lista de contatos com os responsáveis pelos canais limpos de informação.

Jornalista Rodrigo Vianna - escrevinhador.rv@hotmail.com

Jornalista Luiz Carlos Azenha - viomundoteve@msn.com; viomundo@msn.com

Grupo Beatrice - beatrice.lista@elo.com.br

Movimento dos Sem Mídia – Eduardo Guimarães - edu.guim@uol.com.br

redecastorphoto - castorphoto@gmail.com

Carta – O Berro - vanderleycaixe@revistaoberro.com.br

Movimento Credibilidade e Ética – credibilidadeeetica@gmail.com

Paulo Henrique Amorim - phamorim@uol.com.br

  1. Como reagir ao terrorismo midiático na Internet

a) Tenha paciência. Você não vai conseguir suspender a ação desses elementos. Eles têm a cobertura de sigilo de grandes grupos midiáticos que controlam a maior parte dos provedores nacionais.

b) Tenha mais paciência. Há neste Setembro de Foto pelo menos 700 pessoas contratadas pelos grupos políticos neofascistas para distribuir hoaxes e “trollar” (desvirtuar gerando confusão e intriga) debates em redes sociais. Muitas dessas pessoas são temporários, contratados em períodos eleitorais para fazer o jogo sujo da Internet. Outras são emprestadas por parlamentares. Ou seja, ganham do cidadão, isto é, são pagas por você, mas trabalham exclusivamente em campanhas criminosas de desconstrução de reputações pela Internet. Neste momento, os grupos de coordenação de sabotagem estão pagando entre R$ 0,25 e R$ 0,50 por intervenção em rede social para o chamado “pelotão de reforço”.

c) Não compre briga com o remetente do e-mail. Muitas vezes, é um registro vazio, isto é, uma máquina disparadora. Além disso, é conveniente que você continue recebendo esse material e, assim, identifique as táticas dos grupos terroristas.

d) Quando houver suspeita de “crime virtual”, envie imediatamente cópia do material para as autoridades da área.

Alguns canais para que você solicite investigação e apuração da mensagem.

Safernet - http://www.safernet.org.br/site/

Polícia Federal - crime.internet@dpf.gov.br e denuncia.ddh@dpf.gov.br

São Paulo – Delegacia Eletrônica - 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.

Rio de Janeiro – DRCI - drci@policiacivil.rj.gov.br e drci@pcerj.rj.gov.br

Distrito Federal: DICAT - dicat@pcdf.df.gov.br

Minas Gerais: DERCIFE - dercifelab.di@pc.mg.gov.br

Paraná – Polícia Civil - cibercrimes@pc.pr.gov.br

Secretaria Nacional de Comunicação do PT - snc@pt.org.br

  1. Exerça seu direito e torne-se um soldado responsável pela defesa do Brasil

Neste Setembro de Fogo, não há mais tempo para a hesitação e a condescendência.

É necessária a mobilização de cada cidadão digno.

Se você se você se encanta com a liberdade e a fraternidade, se você tem apreço por valores e princípios humanistas, se você se preocupa com o desenvolvimento do país e com o futuro de seus filhos, é hora de agir!

Todos os dias, reserve pelo menos uma hora para ler atentamente o material do consórcio oligarca terrorista e para desarmar cada artefato explosivo armado pelas gangues da desinformação. Obtenha informação descontaminada em sites como estes: www.viomundo.com.br e http://www.conversaafiada.com.br .

Escreva diariamente para todos os jornais e emissoras.

Participe ativamente dos fóruns no jornais e emissoras.

Por pelo menos 30 minutos, participe ativamente das discussões no Orkut, Twitter e outras redes sociais.

Rebata inverdades, denuncie falsidades, indigne-se.

Denuncie a todos os órgãos competentes a prática de crimes virtuais.

Procure dividir seu conhecimento com vizinhos, amigos, parentes e colegas de trabalho. Trabalhe para despertar os brasileiros do transe imposto pela mídia monopolista.

Mauro Carrara, com Credibilidade & Ética

* Se já roubaram uma flor, não permita que agora pisem nosso jardim.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O “Plano Cohen”, a “Carta Brandi” e o dossiê do Serra. A perna da mentira ficou mais curta

Na foto, Fernando Henrique (D) tenta salvar o jenio (E)


O Conversa Afiada tem o prazer de publicar os principais trechos de excelente artigo do amigo navegante Rogério Mattos Costa:



Receita Federal afirma que Verônica Serra autorizou abertura de seu sigilo fiscal. E a FOLHA é desmascarada. Mais uma vez.


Rogério Mattos Costa, Madrid, 01.09.2010


A Receita Federal afirmou ontem ter um documento, uma procuração da filha de Serra, com assinatura reconhecida em Cartório, autorizando a abertura de seu sigilo fiscal em 2008.


Mas a FOLHA, transformada em panfleto de campanha tucana, não disse nada sobre isso em sua matéria apócrifa de hoje, que não vem assinada por nenhum jornalista.


Algo que foi noticiado ontem até pelo próprio ESTADÃO no corpo de matéria publicada hoje.


É claro que, na manchete do combalido jornal dos Mesquita aparece apenas a denuncia de que “O sigilo da filha de Serra foi violado”, sem esclarecer que existiu o pedido da própria contribuinte, o que aparecerá apenas para os leitores que acessarem o corpo da matéria.


O Estadão faz uso de uma velha técnica de desinformação, retirada do manual do jornalismo de esgoto, que diz:


“Se for impossível mentir, omita a verdade na manchete e mostre-a só no corpo da matéria. O efeito é quase o mesmo, pois grande parte do público, apesar de só ler a manchete, sai contando por você a mentira que você queria contar”.


Basta comparar a matéria da FOLHA aqui , que coloca a filha de Serra e o próprio candidato como “vítimas”, com a matéria do ESTADAO, aqui , para ver a má-fé de ambos, mas em especial, da FOLHA.


Segundo a Receita, a abertura foi feita a pedido de um homem, portando a autorização assinada , com firma reconhecida.


Falsificação: velha prática da direita e da sua imprensa.


Muito antes de Getúlio Vargas, os partidos de direita e famílias como os Marinho, os Frias, os Mesquita e outros donos dos maiores meios de comunicação, acostumaram-se a fabricar “cartas” e “dôssies” para justificar golpes militares e enganar a população.


Especialmente, nas vésperas das eleições.


A novidade é apenas o tempo que leva para a mentira ser descoberta.


Foi assim com a célebre “Carta Brandi”, uma montagem de Carlos Lacerda, um jornalista que iniciou a carreira cobrindo crimes sanguinolentos e que no dia das eleições de 3 de outubro de 1955, que elegeram o presidente Juscelino, leu pela televisão uma carta de um deputado provincial argentino que dava detalhes de uma pretensa revolta para implantar a “república sindicalista do Brasil”.


Segundo Lacerda, que mais tarde virou governador da Guanabara, a carta havia sido escrita por um deputado argentino aos seus comparsas no Brasil e provava que a “sangrenta revolução” seria executada através de um levante de operários, realizado com armas contrabandeadas do país vizinho.


Mas tudo fora uma armação da UDN (como se chamava o DEM naquela época) e do Carlos Lacerda,


A tal Carta do deputado peronista Antonio Brandi era falsa, como ficou comprovado em um Inquérito Policial Militar realizado pelo Ministério do Exército, presidido pelo General Emilio Maurell Filho, como descreve Edmar Morel em “Confissões de Um Repórter” .


Um depoimento do próprio deputado Antonio Brandi, um picareta que confessou ter ganho dois mil pesos para escrever a tal carta, mostrou que foi o próprio Lacerda que foi lá no interior da Argentina, numa cidadezinha chamada Goya, na fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai, produzir a tal carta com fotos e tudo.


Já na época, os golpistas e o “experto” Lacerda foram traídos por um pequeno detalhe: a máquina de escrever em que havia sido batida a tal “carta” tinha o “til” em separado, para usar sobre o “a” e sobre o “o”, como ocorre no português e no Brasil.


Ora, na Argentina e nos países de fala castelhana, só existe o “til” sobre o “n”, que é o “ñ” ( “enhe”)…


Lacerda havia levado uma máquina daqui do Brasil para escrever a carta na Argentina… e se deu mal nessa. O golpe não colou e JK foi eleito.


Os golpistas haviam superestimado o alcance da TV naquele tempo e deixado para “divulgar o plano dos sindicalistas” no dia das eleições. E afinal, nem todo mundo é bobo, como a direita sempre pensa.


Além do mais, essa não havia sido a única vez que golpistas tinham recorrido a “cartas secretas” e “dossiês” falsificados. O povo estava acostumado, como agora, com essas maluquices e pirotecnias da direita e seus jornais.


Já em 1921, duas cartas falsificadas, que teriam sido manuscritas, haviam sido publicada poucos dias antes das eleições pelo jornal “Correio da Manhã”, com grande destaque.


Elas continham pretensos insultos de Arthur Bernardes, então candidato, ao ex-presidente Marechal Hermes da Fonseca, presidente e aos militares, e ao candidato do governo, Nilo Peçanha, para prejudicar seu partido e indispô-lo com o Exército.


Mas Bernardes contratou peritos e provou na Justiça, que as cartas haviam sido falsificadas .


Outra vez um detalhe derrubou a tese do jornal e dos golpistas: os peritos mostraram que elas haviam sido escritas não por um, mas por dois falsários, chamados Jacinto Guimarães e Oldemar Lacerda e Bernardes era só um…


Em 1937, em outra empulhação, o “Plano Cohen, um pretenso plano criminoso para os comunistas tomarem o poder, escrito na verdade pelo general Olímpio Mourão Filho, do serviço secreto do Exército, havia sido usada para justificar o golpe que criou a ditadura do Estado Novo.


No dia 30 de setembro, o general Goes Monteiro, chefe do estado maior, leu, na Voz do Brasil, no dia 30 de setembro de 1937, a denuncia sobre o “plano tenebroso” em que estudantes, operários e presos políticos libertados iriam seqüestrar e fuzilar imediatamente os ministros militares e civis, os presidentes da câmara e do senado, para implantar a “republica comunista” no Brasil, justificando uma ;época de repressão, censura, torturas e morte de opositores.


A fraude só foi descoberta oito anos mais tarde, em 1945, o próprio Goes Monteiro, reconheceu a fraude e pôs a culpa em Mourão Filho, que confessou ter escrito o documento a pedido do líder nazista brasileiro Plínio Salgado, apenas como uma simulação de como poderia ser um golpe comunista e ficou tudo por isso mesmo, nada tendo sofrido os falsários e impostores que tanto mal causaram ao Brasil.


O pior é que em 1964, o tal Mourão Filho foi um dos articuladores e executores do golpe militar de abril, que nos levou a 21 anos de ditadura, não só com censura, prisões, torturas e mortes, mas à dependência extrema, para tudo, do governo dos Estados Unidos da América.


Afinal, o golpista e falsário, em vez de ser punido e expulso das forças armadas como manda o regulamento, havia sido promovido a general e nomeado pelo próprio Jango comandante do IV Exército em Minas Gerais…


O fabricante de histórias Frias, José Serra, derrotado pela internet e por você.


Serra é um impostor, a começar pelo próprio diploma de economista, que ele nunca apresentou ao público, mas ostenta em seu currículo no TRE.


Tal como Lacerda e os demais golpistas, Serra acredita firmemente que o povo é burro.


Foi assim também com o “Diploma que Serra recebeu na sede da ONU de “melhor ministro da saúde do mundo , concedido por uma ONG corrupta sediada a poucos passos da sede do DEM em Curitiba.


Foi assim com o caso da Lunus , contra Roseana Sarney quando ela queria ser a anti-Lula em 2002, no lugar de Serra.


Foi assim com “o dossiê contra os gastos do cartão de FHC e da Dona Ruth”, vazado por um funcionário do gabinete do ex-governador tucano Álvaro Dias .


Foi assim no “dossiê dos aloprados”.


A especialidade de Serra agora é a de fabricar dossiês contra ele mesmo, para, com sua divulgação, fazer-se de vítima, como no caso do dossiê do sigilo.


Mas as coisas estão mudando, graças à internet e aos blogs, uma ferramenta ágil e acessível, que acabou com o monopólio dos jornalões.


Se você não sabia nada sobre o Plano Cohen, a Carta Brandi e as Cartas Falsas de Arthur Bernardes, agradeça às famílias Frias, Marinho, Mesquita e Civita, pois “eles” nunca falam nada sobre seus próprios crimes…


Se você gostou desse artigo, se achou que ele trouxe mais informação, espalhe-o na rede.


Faça sua parte na divulgação da História do Brasil que os donos da grande mídia comercial, o falso economista Serra e o PSDB não querem que o nosso povo conheça.



Fonte: Conversa Afiada