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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Exército britânico cria força especial de combatentes de Facebook

2/2/2015, [*] As’ad AbuKhalil − The Angry Arab News Service
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


O exército britânico está criando uma força especial de combatentes de Facebook, com treinamento para operações psicológicas e uso das mídias sociais para combater em fronts não convencionais da era da informação”.

Além dos britânicos, também os exércitos de Israel e dos EUA investem pesadamente em treinamento para operações psicológicas. Em contexto de combates ininterruptos, 24 horas de noticiário, smartphones e mídias sociais como Facebook e Twitter, a força armada já se prepara para controlar também completamente a narrativa”.

[*] As'ad AbuKhalil (em árabe: أسعد أبو خليل) (nascido em 16/3/1960) libanês−americano é professor de Ciência Política formado pela California State University, Stanislaus. É o autor doHistorical Dictionary of Lebanon (1998), Bin Laden, Islam & America's New "War on Terrorism" (2002) e The Battle for Saudi Arabia (2004). Atualmente anima o blog, The Angry Arab News Service. Abukhalil nasceu em Tiro,no Líbano, e cresceu em Beirute. Recebeu seu bacharelado e mestrado em Ciência Política na American University de Beirute, e Ph.D. em Governo Comparativo na Georgetown University. Abukhalil é atualmente professor na California State Stanislaus. Foi, por curto período, professor visitante na UC Berkeley. Além disso, ele ensinou na Tufts University, Georgetown University, George Washington University, Colorado College, California State University Stanislaus, e Randolph-Macon Woman’s College.Descreve-se como “um ex-marxista-leninista” e “ateu secularista”. É pró−Palestina, descreve-se como anti-sionista que apoia um Estado Palestino secular. É defensor do movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS). Critica o sionismo, a política externa dos EUA, do Irã, da Arábia Saudita e de ambos, Fatah e Hamas, nos TPO’s; e de todas as facções rivais no Líbano, incluindo o xiita Hezbollah. É altamente crítico da influência do lobby de Israel nos EUA. Em um debate televisionado que foi ao ar na TV Al-Jazeera em 23 de fevereiro de 2010 Abukhalil afirmou que o presidente dos EUA, Barack Obama, é cúmplice do lobby sionista, tanto em termos de Política Externa como de Política Interna. Abukhalil também afirmou que “Os sionistas querem nos amordaçar, de modo que não possamos fazer oposição às guerras, violência ou ódio a Israel”.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Três boas práticas para acessar a identidade do cliente

Essa agora é totalmente uótima! \o/ \o/ \o/

12/1/2014, [*] Emma Tzeng, Blog Gigya
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Pitaco da Moça-fada durante a tradução na Vila VuduEnquanto os “éticos” (liberais conservadores) e “transparentes” (liberais conservadores) e “democratizadores” (liberais conservadores) da “kumunicação” (liberal conservadora) e “críticos” da “mídia” ensinam suas baboseiras liberais conservadoras à opinião pública... 

Eis o que os marketeiros e empresas de marketing (que só empregam jornalistas liberais conservadores e, às vezes, como no caso da Folha de S.Paulo, empregam logo a família inteira do marketeiro, marido e mulher! \o/ \o/ \o/), e “especialistas” em “redes sociais” ensinam aos seus... clientes

A Vila Vudu pode apostar seus sete notebooks novinhos (quase) comprados à prestação e já pagos: a VASTA maioria dos “éticos” (liberais conservadores) e “transparentes” (liberais conservadores) e “democratizadores” (liberais conservadores) dessa porra de “kumunicação” (liberal conservadora) e “críticos” (liberais conservadores) da “mídia” e defensores da “liberdade” (liberal conservadora) de “imprensa brasileira” (liberal conservadora, quando não é completamente fascista) NUNCA leram coisa semelhante!  

Quer conhecer meio garantido de desperdiçar tempo e recursos do seu negócio? Invista em dados ruins. Não é preciso ser especialista para entender que informação ruim sobre o usuário só causa prejuízo à efetividade do seu negócio e ao fluxo de lucros. Segundo a IBM, dados ruins podem custar 20-30% dos lucros de qualquer operação.

Já escrevemos sobre como estratégias de recolher dados de terceiros estão fracassando, na comparação com dados de primeira mão, mais informativos e mais acurados, recolhidos diretamente do cliente. Mas saber como realmente capturar, administrar e usar para alavancagem esses dados “bons” é outra história.

Nesse postado apresentamos três boas práticas para obter acesso a dados permitidos do consumidor, usando casos do mundo real para demonstrar cada ponto.

MELHOR PRÁTICA #1: Dê ao cliente uma razão para registrar-se e oferecer seus dados

Quando se trata de recolher dados de primeira mão, é preciso ser completamente transparente com o cliente, em primeiro lugar, sobre por que ele deve autorizar o acesso às informações de seu perfil social. Afinal, por que alguém distribuiria seus dados pessoais a uma empresa, a menos que haja algum benefício bem claro para o cliente?

Kate Spade Saturday faz trabalho exemplar, na comunicação dos benefícios de o cliente registrar uma conta em seu saturday.com.

(clique na imagem para visualizar) 
No exemplo acima, Kate Spade Saturday diz aos clientes que eles poderão ter acesso precoce a novos produtos e a brindes, simplesmente por criarem uma conta na página. Querem saber? Não é um mau incentivo para registrarem-se!

Ao criar um contexto em torno de por que o cliente deve partilhar com você e seu negócio os seus dados pessoais, você pode conseguir mais usuários, ao mesmo tempo em que se mostra transparente e ganha a confiança do cliente-usuário.

MELHOR PRÁTICA #2: Ofereça escolhas de login

Para conseguir que o usuário se registre em sua página, é essencial oferecer-lhe opções! A razão é simples: nenhum negócio pode esperar que todos os seus clientes estejam reunidos numa mesma rede social. [ATENÇÃO: onde se lê “numa mesma rede social”, leia-se: “numa mesma empresa privada que oferece conexão em rede para NÓS”].

Para exemplificar esse ponto, puxamos dados de milhares de logins sociais (sic) de nossos clientes, para determinar quais provedores sociais [ATENÇÃO: onde se lê “provedores sociais”, leia-se “empresas privadas que oferecem conexão em rede para NÓS”] são os mais populares entre nossos clientes:

(clique na imagem para aumentar)
Apesar do Facebook dominar amplamente como provedor social [ATENÇÃO: Facebook é uma EMPRESA PRIVADA. No máximo, se poderia dizer “provedor privado”. É. Mas ninguém diz!], os dados mostram distribuição significativa com outros provedores sociais [ATENÇÃO: todos são provedores PRIVADOS!] como Google+, Yahoo!, Twitter e Linkedin [ATENÇÃO: todos são empresas privadas].

Ao oferecer múltiplas escolhas de login social [ATENÇÃO: o login não é social, é individual; e a empresa é privada, não é social. Não se sabe de que “social” se trata(ria) aí!], a empresa pode aumentar o número de conversões, com os consumidores autenticando suas identidades sociais [ATENÇÃO: a identidade não é social, é individual; e a empresa é privada, não é social. Não se sabe de que “social” se trata(ria) aí!]. No exemplo abaixo, American Idol oferece quatro possibilidades de registro social [ATENÇÃO: o registro não é social, é individual; e a empresa é privada, não é social. Não se sabe de que “social” se trata(ria) aí!], que eles consideram mais relevante para sua base de usuários – Facebook, Twitter, Google+ e Foursquare.

(clique na imagem para aumentar)
Sem pesquisa mais aprofundada, descobrimos que, regra geral, o melhor resultado advém de oferecer pelo menos três diferentes provedores. American Idol oferece quatro, nesse exemplo, o que aumenta a probabilidade de que seus clientes autenticarão suas identidades sociais [A palavra mais repetida nesse artigo é “social” e NUNCA se tratava de qualquer coisa realmente social!] on-site. [1]

MELHOR PRÁTICA #3: Solicite os dados nos momentos certos

Como já discutimos aqui, relevância e contexto são elementos cruciais para destrancar a identidade dos clientes [orig. (...) crucial elements of unlocking customer identities]. Na mesma linha, encontrar o momento certo para pedir que o cliente forneça mais informação para experiência ampliada como usuário é, simultaneamente, importante e necessário para compreender seus usuários de modo mais profundo e mais significativo.

No exemplo abaixo, o jornal The Independent melhora a experiência do leitor permitindo-lhe ver que conteúdos os seus amigos estão escolhendo.

(clique na imagem para aumentar)

No canto inferior direito [na imagem, assinalado em amarelo], o editor permite que os leitores conectem-se com suas contas Facebook, para iniciar uma experiência de leitura partilhada. Quando o leitor escolhe essa opção, o The Independent exibe caixa de diálogo para as permissões de Facebook, necessárias para que o leitor usufrua aquela experiência.

Relevância leva a Relevância

Como as empresas refinam suas estratégias de engajamento do cliente, elas devem concentrar os seus esforços em oferecer relevância e contexto, oferecendo as opções de provedores sociais certos nos momentos certos e comunicar o valor do login social [ATENÇÃO: a identidade não é social, é individual; e a empresa é privada, não é social. Não se sabe de que “social” se trata(ria) aí!], de forma clara. Fornecer resultados de relevância em mais conversões de logins sociais, [ATENÇÃO: a identidade não é social, é individual; e a empresa é privada, não é social. Não se sabe de que “social” se trata(ria) aí!] que por sua vez permite criar mais facilmente experiências relevantes e personalizadas que irão envolver mais usuários.

[Pano rápido].



Nota dos tradutores
[1] A rede Globo, para atrair assinantes para BBB Brasil, oferece, de brinde e como isca, acesso à programação da própria Globo [\o/ \o/ \o/] e COBRA POR ISSO R$ 12,90 (?!) por mês! Santo Deus! Se fosse de grátis, já daria PREJUÍZO ao consumidor! Mas, “transparentemente”, a página se chama panfleto.
____________________


[*] Emma Tzeng é a atual Gerente de Marketing de Conteúdo em Gigya e também Content Writer & Marketing Coordinator no The Founder Institute. Anteriomente foi Coordenadora de Events & Communications na Federated Media Publishing, Inc.. É formada em Marketing na University of California, Irvine e pós graduada na University of Sussex. Profissional de marketing de conteúdo com mais de dois anos de experiência na publicidade on-line e mídia digital. Especialista em: pesquisa, análise, planejamento de eventos, marketing, redação e gestão de clientes.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Optar por sair - O Estado Corporativo de Vigilância

29/10/2013, [*] Ralph NaderCounterpunch
Traduzido por João Aroldo


Liberdade pessoal? Independência? Democracia?
Os EUA foram fundados nos ideais de liberdade pessoal, independência e democracia. Infelizmente, a espionagem em massa, vigilância e a infinita coleção de dados pessoais ameaça minar as liberdades civis e nossos direitos à privacidade. O que começou como meio necessário de reconhecimento e coleta de inteligência durante a Segunda Guerra Mundial se transformou em um estado espião fora de controle em que entidades tanto governamentais como comerciais estão desesperadas por coletarem o máximo de dados que conseguirem. Nós estamos no meio de uma invasão total do que não é da conta deles e isso parte tanto de fontes governamentais quanto corporativas. Espionagem e coleta de dados virou um grande negócio. Nada está fora do alcance deles.

Edward Snowden
A Agência Nacional de Segurança (National Security Agency - NSA) fortalecida pelo Patriot Act certamente abriu uma trilha. As revelações proporcionadas por Edward Snowden trouxeram à luz os piores medos que os críticos do Patriot Act expressaram em 2001. O estado nacional de segurança deu um cheque em branco para a paranoica comunidade de inteligência a fim de coletar dados sobre quase todo mundo. Internet e comunicação telefônica de milhões de cidadãos norte-americanos e milhões de cidadãos e líderes de outros países. Mesmo de países amigos como Alemanha, França e Brasil foram alvos de espionagem – mais de 30 líderes estrangeiros, como a chanceler alemã Angela Merkel e a presidente brasileira Dilma Rousseff foram alvos dessa espécie de arrastão de coleta de dados. Mais flagrantemente, dispositivos secretos teriam sido colocados em escritórios da União Europeia e, antes, pelo Departamento de Estado de Hillary Clinton nas Nações Unidas para espionar diplomatas. Os líderes mundiais não estão satisfeitos, para dizer o mínimo.

Muitos americanos também não estão satisfeitos. E enquanto a maioria na recente revolta pública nos EUA tem sido direcionada para casos de espionagem do governo, empresas privadas gigantes são tão ou mais culpadas da preocupante invasão da privacidade. Empresas como Google, Apple, Microsoft e Facebook descaradamente coletam e comercializam dados pessoais - muitas vezes disfarçando suas ações com complicados contratos de usuário em letras miúdas que a maioria das pessoas, que são seus proprietários, “aceita” sem qualquer consideração. Ao clicar em “Eu concordo” em um contrato de usuário amplo, não negociável, para um site ou um programa de software é, para a maioria das pessoas, apenas mais um clique sem sentido do mouse no processo de inscrição.

Esses contratos “pegar ou largar” deixam o consumidor com pouco poder para proteger seu próprio interesse. Leia em Fair Contacts, artigo de 25/10/2013 Cat Lobster Warns: Save Your Face!, nosso extenso trabalho sobre esta questão. Visite também o blog Terms of Service; Didn’t Read (“Termos de Serviço; Não Li”) para obter um recurso valioso que resume e revisa contratos online e para que os usuários possam ter um melhor entendimento do que estão aceitando.

Gato-Lagosta (Cat Lobster)
Na semana passada, foi noticiado que o Google planeja lançar um novo recurso de publicidade chamado “Apoios compartilhados”. Esta política permite ao Google o direito de criar endossos de usuários em anúncios online. Assim, se um usuário do Google partilhar sua preferência por um determinado produto online, o seu endosso pode acabar em destaque em um anúncio sem qualquer aviso prévio ou pagamento. Claro, os usuários podem optar (“opt-out”) por não fazerem parte deste programa — mas quantos milhões vão continuar ignorantes do fato de que eles involuntariamente optaram por participarem ao clicar seu consentimento aos termos do contrato que eles não se deram ao trabalho de ler por falta de hábito. (A declaração oficial do Google afirma que a ação é para “assegurar que suas recomendações cheguem às pessoas que se preocupam”).

Opting-out (Optar por sair) deve ser a opção padrão para todos estes tipos de acordos.

Crianças em idade escolar também estão sendo alvo dos coletores de dados em massa. InBloom, uma organização sem fins lucrativos com sede em Atlanta, oferece uma solução de banco de dados para registro de estudantes entre as classes K-12 (ensino pré-escolar até o início do médio). Em teoria, este serviço deveria tornar mais fácil para os professores utilizarem produtos e ferramentas educacionais emergentes. Mas, na prática, muitos pais estão preocupados com a forma como esses dados serão utilizados – em um caso, por exemplo, os números de segurança social dos alunos foram enviados para o serviço. Um pai disse ao New York Times:

É uma nova experiência para centralizar uma quantidade enorme de metadados sobre as crianças para compartilhar com os fornecedores... e, em seguida, os vendedores irão lucrar com a comercialização dos seus produtos de aprendizagem, suas aplicações, seus materiais curriculares, os seus videogames, de volta para os nossos filhos.

O Facebook apresenta outro risco de data mining para crianças. Embora o Facebook não permita crianças com menos de 13 anos — a lei de proteção da privacidade infantil online (Children’s Online Privacy Protection Act) previne a coleta de dados online sem permissão dos pais — mais de cinco milhões de crianças usam as redes sociais. Isto as expõe (e sua informação) a milhares de anunciantes que usam o Facebook para coletar dados de marketing e promover seus produtos. 

Crianças no Facebook, uma péssima ideia...

Veja o recente relatório do Centro para Democracia Digital (Center for Digital Democracy), Five Reasons Why Facebook is Not Suitable For Children Under 13. Recentemente, o Facebook mudou sua política de privacidade para permitir que adolescentes entre 13 e 17 anos pudessem compartilhar seus posts com todo mundo, ao invés de apenas com sua rede de amigos.

O apetite insaciável por dados também está atingindo além do âmbito digital.

O Washington Post recentemente informou que a Mondelez International, a empresa atrás das marcas de snacks Chips Ahoy e Ritz, tem planos para usar sensores de câmeras em prateleiras de salgadinhos para coletar dados de consumo. Estas “prateleiras inteligentes” podem fotografar e armazenar a estrutura facial do consumidor, idade, peso e mesmo detectar se eles pegaram alguma coisa das prateleiras. Este dispositivo depois pode usar os dados coletados para atingir consumidores com “anúncios personalizados”. Por exemplo, na fila do caixa, uma tela de vídeo pode oferecer um desconto de 10% de uma caixa de biscoitos que você pegou, mas depois desistiu de comprar. O Post informa:

A empresa espera que a prateleira ajude a levar mais os produtos certos diretamente para os consumidores certos, e até mesmo convença os indecisos a se comprometer com uma compra por impulso.

Câmera Kinect da Microsoft (sensor)
Esta prateleira inteligente é feita com a tecnologia de câmera “Kinect” da Microsoft, que tem a capacidade de escanear e lembrar de rostos, detectar movimentos e até mesmo ouvir as batidas do coração. A Microsoft desenvolveu a câmera Kinect como um dispositivo de controle de videogame caseiro. À luz da relatada conexão da Microsoft ao programa de coleta de dados PRISM da NSA, por que alguém conscientemente levaria uma sofisticada câmera espiã para sua sala de estar?

Imagens (à esquerda) obtidas com a Câmera Kinectic
Na mesma linha, alguns varejistas estão usando smart phones para rastrear o movimento de clientes em sua loja para obter informações sobre os produtos que eles olham e por quanto tempo — semelhante à forma como Amazon rastreia hábitos de compradores on-line para que possa encaminhá-los para outros produtos que os algoritmos decidam ser interessantes. O O senador Chuck Schumer (Democrata-NY) pediu para a Comissão de Comércio Federal (FTC) regular essa prática perturbadora.

Ele anunciou recentemente um acordo com oito empresas analíticas para instituir um “código de conduta” para a utilização desta aparente tecnologia orwelliana. O senador Schumer disse à Associated Press:

Quando você entra em sua loja para suas compras de Natal, haverá um sinal que diz que você está sendo monitorado e, se você não quiser, você pode muito simplesmente optar por sair.

Os detalhes sobre como exatamente alguém sai (opt-out) desta tecnologia invasiva, sem ter que deixar seu celular em casa, ainda não está claro.

Com todos esses exemplos invasivos do Big Brother, poder-se-ia querer optar por sair completamente do mundo digital, e evitar supermercados e lojas que espionam os clientes. Infelizmente, isso está se tornando cada vez mais difícil em um mundo cada vez mais obcecado pela tecnologia.

É hora de os cidadãos se levantarem e exigirem seus direitos à privacidade, que é uma propriedade pessoal. A vigilância em massa e a coleta de dados desenfreada não são aceitáveis e não devem ser o status quo. Lembre-se que houve uma época em que o governo federal poderia defender o nosso país sem o acesso ilimitado aos registros de computador, e-mails, histórico de busca on-line e escutas telefônicas sem autorização judicial. As empresas poderiam ter sucesso sem rastrear e registrar seus hábitos de compras e os registros dos alunos não são mercadorias para serem negociadas. Por que eles agora fazem o que fazem? Porque podem.

Lembre-se, o que você permite ser tirado de você pelas empresas privadas também pode acabar nos arquivos de órgãos governamentais.

Neste sábado, uma coalizão de grupos incluindo a ACLU, Public Citizen, Electronic Privacy Information Center (EPIC), o Partido Libertáro, (Libertarian Party) e muitos mais estão se reunindo no National Mall para protestar contra a vigilância em massa pela National Security Agency. Este é um positivo primeiro passo para avisar nossos representantes eleitos que cessar a coleta de informação pessoal privada sobre você é importante e a vigilância em massa deveria ser proibida.

Visite Stop Watching Us para mais informações sobre a passeata deste domingo (é passado) (27/10/2013). Junte-se ao movimento para acabar com esses abusos crescentes que fortalecem a tirania exercida pelas esquivas agências federais.
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[*] Ralph Nader é um defensor dos consumidores, advogado e autor de Only the Super-Rich Can Save Us! É co-autor de Hopeless: Barack Obama and the Politics of Illusion, publicado pela AK Press. Hopeless também está disponível como edição Kindle .


sábado, 6 de julho de 2013

Egito, Brasil, Turquia: Sem política, o protesto está à mercê das elites

2/7/2013, Seumas Milne, The Guardian, UK
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Seumas Milne
Do Egito ao Brasil, a ação nas ruas impulsiona a mudança, mas a organização é essencial, ou a ação será sequestrada ou desarmada.

Dois anos depois que os levantes árabes alimentaram uma onda de protestos e ocupações em todo o mundo, as manifestações de massa voltaram ao cenário original, no Egito. Assim como milhões de pessoas desafiaram repressão brutal em 2011 para derrubar o ditador Hosni Mubarak apoiado pelo ocidente, milhões saem agora às ruas de cidades egípcias, para exigir a saída do primeiro presidente jamais eleito no Egito, Mohamed Mursi.

Como em 2011, a oposição é uma aliança de esquerdas e direitas dominada pela classe média. Mas dessa vez os islamistas estão do outro lado, e partidários do regime de Mubarak estão envolvidos. A polícia, que atacou e matou manifestantes há dois anos, esse ano manteve-se longe, enquanto manifestantes incendiavam escritórios da Irmandade Muçulmana de Mursi. E o exército, que apoiou a ditadura até o último momento antes de constituir uma junta, em 2011, agora apoia com todas as suas forças a oposição.

Egito celebra a queda de Mohamed Mursi e da Irmandade Muçulmana
Se o ultimato do exército ao presidente converter-se em golpe total e acabado, ou se vier uma mudança administrada do governo, nos dois casos o exército – fartamente financiado e treinado pelo governo dos EUA e com pleno controle sobre vários interesses comerciais – voltou a assumir as rédeas. E muitos autoproclamados revolucionários, que antes denunciaram Mursi por render-se aos militares, agora festejam os mesmos militares. Se se considera o que ensina a experiência passada, logo estarão lamentando.

É claro que não faltam aos manifestantes motivos de queixa contra o governo de um ano, de Mursi: desde o estado calamitoso da economia, a islamização constitucional e a tomada do poder institucional, ao fato de que não rompeu com as políticas neoliberais de Mubarak e tudo que fez para satisfazer o poder de EUA e Israel.

Mas fato é que, por muito incompetente que o governo Mursi tenha sido, muitos dos controles cruciais do poder – do aparato judicial e a polícia, até as forças armadas e a imprensa-empresa – continuam como sempre estiveram em mãos das elites do antigo regime. Essas elites veem declaradamente os Irmãos Muçulmanos como intrusos, intrometidos, cujos dirigentes devem voltar à cadeia o mais rapidamente possível.

Essa gente é que, agora, está aliada com forças da oposição que realmente querem que a revolução egípcia alcance, pelo menos, uma conclusão democrática. Se Mursi e a Irmandade Muçulmana estão sendo derrubados do poder, é difícil imaginar que gente desse tipo rompa com a ortodoxia neoliberal ou afirme a independência nacional, como querem a maioria dos egípcios. O mais provável é que os islamistas, também com apoio massivo, resistam contra um movimento que lhes nega o mandato que obtiveram nas urnas, o que lançará o Egito num conflito mais grave.

Manifetantes na Praça Taksim, ao fundo o Parque Gezi, em Istambul - Turquia
A mais recente irrupção no Egito aconteceu imediatamente depois de protestos massivos na Turquia e no Brasil (e de agitação menor na Bulgária e na Indonésia). Nenhuma dessas refletiu a luta generalizada pelo poder no Egito, mesmo que alguns manifestantes na Turquia tenham exigido a saída do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan. Mas ecos significativos destacam tanto o poder como a fragilidade de manifestações relâmpago, como essa, de cólera popular.

No caso da Turquia, o que começou como um protesto contra a remodelação do Parque Gezi de Istambul converteu-se rapidamente em manifestações massivas contra o governo islamista cada vez mais feroz. Uniu nacionalistas turcos e curdos, liberais e esquerdistas, socialistas e defensores do livre mercado. A abrangência foi uma força, mas a natureza díspar das demandas dos manifestantes provavelmente enfraquecerá seu impacto político.

No Brasil, as manifestações massivas contra um aumento dos preços do transporte público converteram-se em protestos mais amplos contra serviços públicos de má qualidade e o custo exorbitante da Copa do Mundo de 2014. Como na Turquia e no Egito, jovens de classe média e despolitizados apareceram à frente e rechaçou-se a participação de partidos políticos, ao mesmo tempo em que grupos e empresas jornalísticas e de televisão tratavam de desviar o sentido da manifestação, afastando qualquer reflexão sobre a desigualdade, e introduzindo demandas por menos impostos e contra a corrupção.

Protestos no Rio de Janeiro em junho/2013
O governo de centro-esquerda do Brasil tirou da pobreza milhões de pessoas, e as manifestações foram estimuladas por expectativas crescentes. Mas, diferente de outros governos latino-americanos, o governo de Lula nunca rompeu com a ortodoxia neoliberal ou atacou qualquer interesse da elite rica. Sua sucessora Dilma Rousseff  – que respondeu aos protestos prometendo maiores investimentos em transporte, saúde e educação, e um plebiscito sobre a reforma política – tem agora uma possibilidade de alterar o quadro que herdou.

Apesar das diferenças, os três movimentos têm impressionantes traços comuns. Combinam grupos políticos amplamente divergentes e demandas contraditórias, ao lado de gente despolitizada, e não têm qualquer base coerente de organização. Pode até ser vantagem, no caso de campanhas de um só tema, mas pode levar a uma superficialização, de pouca duração, no caso de objetivos mais ambiciosos – destino que parece ter sido o do movimento Occupy.

Todos eles, sem dúvida, foram fortemente influenciados e modelados pelas redes sociais e as redes espontâneas que favorecem e fomentam. Mas há muitos precedentes históricos, de protestos semelhantes de poder popular, e lições importantes de por que, frequentemente, são desbaratados ou levam a resultados muito diferentes dos esperados pelos protagonistas.

Barricadas de La Madelaine - Paris, 1848
Os precedentes mais óbvios são as revoluções europeias de 1848, que também foram dirigidas por reformadores de classe média e traziam a promessa de uma primavera democrática, mas praticamente entraram em colapso em um ano. Imediatamente depois do tumultuoso levante de Paris de 1968, veio uma vitória eleitoral da direita francesa. Os que marcharam pelo socialismo democrático em Berlin Ocidental em 1989 levaram à privatização e a desemprego em massa. As revoluções “coloridas” da década passada, patrocinadas pelo ocidente, usaram os manifestantes para uma encenação, com transferência do poder a oligarcas e elites privilegiadas. 

Os movimentos dos indignados  contra a austeridade na Espanha foram impotentes para impedir a volta da direita e o tombo numa austeridade ainda mais profunda.

Na era do neoliberalismo, quando a elite governante esvaziou a democracia e demonstra que, não importa em quem se vota, o resultado nunca muda, tendem a prosperar movimentos incipientes de protesto. Trazem potências cruciais: podem mudar o estado de ânimo, desfazer políticas e derrubar governos. Mas, sem uma organização enraizada na sociedade e que tenha objetivos políticos claros, podem perder-se e fracassar, ou são muito vulneráveis a sequestros e desvios, pela ação de forças mais arraigadas e mais poderosas.


O mesmo se pode dizer de revoluções, e é o que parece estar acontecendo no Egito. Muitos ativistas entendem que os partidos e movimentos políticos tradicionais seriam supérfluos na era da Internet. Mas esse é argumento para que se criem novas formas de organização política e social. Sem isso, as elites conservarão o controle e o poder, por mais espetaculares que sejam os protestos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Quem agita o Brasil e por quê

1/7/2013, Nil NIKANDROV, Strategic Culture  
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Nil Nikandrov
Os protestos de rua no Brasil continuam. A maioria dos que se manifestam não pertencem a qualquer partido político e não são liderados por ninguém com quem as autoridades possam negociar para encaminhar solução para as demandas. Tudo começou com um grupo de descontentes da classe média e residentes das periferias mais pobres, ante um aumento anunciado nas tarifas do transporte público. As tarifas já eram altas e o novo aumento disparou a indignação de usuários de transportes públicos nas grandes cidades.

No Brasil, os transportes públicos são objeto frequente de muitas críticas. Muitos brasileiros consomem um total de 5-6 horas diárias para ir trabalhar e voltar para casa. O descontentamento popular foi estimulado pela divulgação pelas redes sociais, como movimento que pareceu organizado, de muito material de propaganda sobre “gastos milionários de dinheiro público” para a construção dos locais e eventos da Copa do Mundo de Futebol, em 2014; e dos Jogos Olímpicos (de verão) em 2016. 

Protestos no Brasil
Cartazes escritos à mão apareceram nas manifestações, dizendo que nem todos os brasileiros vivem para o futebol e recordes olímpicos: “Queremos transporte público moderno, educação de qualidade, serviços de saúde e garantia de emprego”. Ouviram-se também gritos de luta contra a corrupção. O boom “esportivo” aparece quase sempre associado, na opinião pública, com corrupção no governo e “conexões mutuamente vantajosas” para membros do governo e empresas construtoras e círculos financeiros e empresariais em geral. Segundo as primeiras estimativas, as manifestações começaram com algo entre 300 e 500 pessoas que se manifestaram em torno de um “Movimento Passe Livre” (MPL). E os protestos prosseguem. (...)

A convocação para os protestos surgiram em páginas anônimas de Facebook, que “mobilizavam” usuários de transporte público. A origem dessas páginas está sendo investigada, mas ainda não há informação segura, embora haja várias conjecturas. Por exemplo, no dia 19/6, a página brasileira de uma comunidade de “Direitos Humanos” publicou foto em que se via o proprietário da empresa, Mark Zuckerberg, exibindo um cartaz em que se lê “Não são os 20 centavos!” #ChangeBrasil!”.

Mark Zuckerberg (dono do Facebook)
São bem conhecidos os laços que unem o início da carreira empresarial de Zuckerberg e a CIA. Os contatos foram muitos e sabe-se que a CIA financiou o início de seu negócio. Zuckerberg tem também contatos estreitos com a Agência de Segurança Nacional dos EUA [orig. U.S. National Security Agency (NSA)], os quais não são segredo para ninguém. Difícil acreditar que Zuckerberg tenha-se envolvido por iniciativa sua nos protestos no Brasil (e ainda mais difícil, que tenha passado, repentinamente, a preocupar-se com o preço dos transportes públicos por lá).

Slogans de “luta para mudar” sempre são bem-sucedidos em campanhas em universidades e instituições de ensino superior. Estudantes sempre se apresentam como vanguarda na luta por direitos sociais e políticos. De novidade, agora, no caso do Brasil, que os manipuladores que operam nesses setores não conseguiram, até agora, criar lideranças centralizadas, em nenhum dos protestos de rua.

Edward Snowden
Mas o modo como a inteligência dos EUA opera, esse sim, acaba de ser revelado por Edward Snowden: tudo faz crer que a atividade no Brasil e em vários outros países já esteja em andamento, tratada como os EUA tratam o que definem como “ameaça de nível elevado”.

A contrainteligência brasileira e os serviços de investigadores policiais já trabalham para identificar quem se teria infiltrado nos movimentos do Brasil. Também se investiga o “uso hostil” das redes sociais. Mais de 80 milhões de pessoas são usuários de internet no Brasil; e 140 milhões usam telefones celulares. É claro que slogans construídos para desestabilizar o quadro sociopolítico no Brasil circulam nessas redes. E há também ONGs e agentes que operam através da embaixada dos EUA, como, igualmente, dos escritórios da USAID no Brasil – exatamente como em todo o mundo. Blogueiros brasileiros interessados em estudar as tendências das manifestações já observaram que só houve grandes concentrações populares em cidades nas quais operam escritórios de representação diplomática ou comercial dos EUA – na capital, Brasília; no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, dentre as principais.

Thomas Shannon
Hoje, como se sabe, está operando no Brasil uma das maiores bases organizadas da CIA e da inteligência militar dos EUA, do mundo. O coordenador político dessas operações no Brasil é o Embaixador Thomas Shannon. [1] Pode-se tomar como fato absolutamente verdadeiro que o embaixador Shannon está ocupado em tempo integral com o “despertar o gigante sul-americano”.

Os protestos de junho continuarão pelo mês de julho e, em grande medida, já começam a afetar a imagem que o Brasil oferecia ao mundo, de país bem-sucedido em seu projeto de desenvolvimento com orientação social.

Em outubro de 2014 haverá eleições presidenciais no Brasil; a atual presidenta Dilma Rousseff é candidata a um segundo mandato. Nesse contexto, qualquer ação para desestabilizar seu governo é apresentada como tentativa dos adversários políticos, com olhos nas eleições: “Estão nos testando”.

De início, as autoridades de alguns estados responderam com extrema dureza aos manifestantes. A presidenta Rousseff condenou o “uso de força excessiva” pelas Polícias Militares dos estados.

Há muitos no Brasil que se opõem a “governos de esquerda” e sentem que, nos dez anos dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff “o regime corrompeu-se” e que, por isso, tem de ser mudado. Não admitem continuar afastados do poder federal por mais quatro anos.

Dilma Rousseff
Ao analisar os eventos em curso no Brasil, mais de um cientista político brasileiro já comentou que a presidenta e seu governo foram colhidos de surpresa pelos eventos; que a presidenta teve de cancelar uma visita programada ao Japão. Depois de várias reuniões, com ministros e especialistas, a presidenta Rousseff adotou a única via de ação possível: uma rota de conciliação, não confrontacional que aqueceria ainda mais as paixões. Disse, essencialmente, que apóia os manifestantes. Em pronunciamento ao país, por televisão, disse que se orgulha de tantos brasileiros desejarem lutar por um futuro melhor para o país. Enfatizou que em nenhum caso admitiria que se realizassem eventos esportivos internacionais a custa de dinheiro público retirado de programas sociais.

Na tentativa para conter a onda de protestos, Dilma Rousseff sugeriu que se realize um “plebiscito” cujas decisões orientarão uma reforma política de fundo a ser feita no país. O plebiscito deve levar, em momento posterior, à convocação de uma Assembleia Constituinte, com poderes para alterar amplamente a Constituição vigente. Todos esses planos enchem de preocupações as elites financeiras brasileiras. A oposição à presidenta Rousseff entende que “o projeto Lula-Dilma de modernização sociopolítica” nos levará na direção de um “regime populista” semelhante ao de Hugo Chavez.

O governo Obama já está fazendo tudo que esteja ao seu alcance para impedir tal desenrolar.

Hoje, está criando a Aliança Pacífica, [2] unindo quatro países da região – México, Colômbia, Peru e Chile – sob comando dos EUA. Do ponto de vista de Washington, a Aliança Pacífica, dentre outros efeitos, ajudará a limitar a influência do Brasil no hemisfério ocidental e criará “um poderoso contrapeso geoestratégico à expansão do Brasil”. Sob vários pretextos, o Pentágono está organizando exercícios armados conjuntos com países vizinhos do Brasil – Trinidad e Tobago, Suriname, Guiana e Peru. Na essência os EUA estudam um futuro teatro de operações militares. A 4ª Frota dos EUA patrulha as regiões do Oceano Atlântico próximas dos depósitos de petróleo da plataforma continental brasileira. Os EUA farão todos os esforços para enfraquecer os aliados e parceiros do Brasil na região, a começar por Venezuela, Equador, Nicarágua e Cuba. A reaproximação entre OTAN e Colômbia também se explica em parte como projeto para criar mais um “fator de pressão” sobre o Brasil.

Os protestos continuam. Começam a aparecer também detalhes sobre as condições desumanas em que vivem as populações em torno dos estádios (dos antigos e dos que estão sendo construídos) e sobre a violência das “desocupações” e operações para “limpar” as áreas dos elementos considerados “perigosos”, com imagens sobre como as casas dos mais pobres estão sendo demolidas para construção de novas edificações, sem a necessária indenização aos proprietários anteriores. O governo central está tendo de responder por ações de governadores e prefeitos, autoridades locais.

Os eventos no Brasil estão sendo acompanhados pela mídia ocidental em todos os detalhes. Cientistas políticos avaliam a ação das empresas locais de imprensa como operação deliberada para comprometer a imagem do Brasil e a capacidade do país para organizar grandes eventos esportivos internacionais. Não faltou sequer quem dissesse que a Copa do Mundo de futebol devesse ser cancelada, por o país não poder dar garantias de vida aos jogadores e torcedores.

O que se viu agora, na “Copa das Confederações” pode ser considerado como ensaio geral do que se verá acontecer em futuros eventos esportivos no Brasil. Tudo para pressionar o país, em questões e interesses que nada têm a ver com esportes...



Notas dos tradutores

[1]
Sobre o embaixador Thomas Shannon e seus contatos no Brasil ver, dentre outros muitos telegramas Wikivazados: