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sábado, 25 de setembro de 2010

A Última Marcha

por Leandro Fortes

Alimentada pela mídia, a oposição tenta evocar fantasmas do passado de triste memória

A pouco mais de uma semana das eleições, o núcleo da campanha do candidato do PSDB, José Serra, debatia-se com a possibilidade ou não de usar, no horário eleitoral da tevê, um vídeo de terror eleitoral criado no melhor estilo do cineasta Zé do Caixão para fazer de cada eleitor brasileiro uma Regina Duarte em pânico. Na peça, veiculada na internet, pergunta-se se Dilma Rousseff será capaz de segurar os radicais do PT, “o partido que não gosta da imprensa”, representados por cães da raça rottweiler. Um dos pontos altos da propaganda mostra um exemplar da revista Veja em chamas.

A dúvida sobre a exibição não era só de ordem “marqueteira” (ataques desse naipe funcionam ou não?), mas jurídica. A lei eleitoral proíbe “efeitos especiais”na campanha, entre eles colocar atores para interpretar personagens reais – no caso Lula e Dilma.

O comercial tucano coroa um momento singular da vida política brasileira. Após o presidente da República reclamar do comportamento da mídia, que, segundo ele, age como partido político, uma reação capitaneada pelos meios de comunicação fez lembra as marchas que clamavam pelo golpe militar em 1963 e 1964. O mais badalado evento, um ato na Faculdade de Direito do largo São Francisco precisou arregimentar alunos às pressas para formar um quórum de 150 participantes e propiciar a foto que os jornais estampariam no dia seguinte.

Chamado de “ato contra o autoritarismo”e saudado como reação indignada da “sociedade civil”, o ato reuniu, em sua essência, militantes e simpatizantes do PSDB, entre eles ex-ministros do governo FHC, como José Gregori e José Carlos Dias. O ex-comuna Ferreira Gullar e o historiador Marco Antonio Villa, que integram um pequeno grupo de “intelectuais” sempre dispostos a corroborar as críticas fáceis e os lugares-comuns. Talvez por isso o movimento tenha repetido com tanta diligência e exatidão os pensamentos de seu mentor, FHC. Lula foi comparado a Mussolini, Luis XIV e Hugo Chávez. Faltaram citações a Stalin, Fidel Castro, Hitler e ao próprio Asmodeu, mas deve ter sido por falta de tempo.

Em reação, na quinta 23, o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé promoveu, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ato contra o que chamaram de “golpe midiático”. Mas, ao contrário das alvíssaras dedicadas ao evento no Largo São Francisco, a manifestação do dos movimentos sociais foi retratada nos meios de comunicação como uma reunião patrocinada pelo governo e o PT com viés autoritário. Como se vê, quem se apresenta como democrata pretende, no fundo, monopolizar a liberdade de expressão.

É tal o anseio de liberdade dessa turma, aliás, que vale até recorrer aos milicos de pijama do Clube Militar do Rio de Janeiro. Reduto de notórios democratas, como é de conhecimento geral, o clube sediou, também na quinta 23, debate intitulado “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão”. Participaram os jornalistas Merval Pereira, de O Globo, e Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista Veja, além do diretor de assuntos legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Rodolfo Machado Moura. Não se sabe quando a liberdade de imprensa passou a preocupar tanto os aposentados das casernas, que nunca esconderam as saudades da “gloriosa revolução” que calou jornalistas e torturou e matou seus opositores. O Brasil nunca esquecerá a contribuição desse grupo ao avanço da nossa democracia.

Quem observa a distância não duvidaria em definir como sanatórios certos ambientes do País. A partir de algumas denúncias concretas, cuja apuração rigorosa e completa é absolutamente necessária, envenenou-se o ar na reta final da campanha. Embora a maioria da população não compartilhe desses sentimentos e esteja alheia às disputas pelo poder, o clima revela mais uma vez a dificuldade de uma parcela substancial da chamada “elite”de compreender a realidade à sua volta.

A enxurrada de denúncias, algumas fundamentadas e outras não, formou um repasto. Novas acusações substituem as anteriores antes mesmo de os fatos terem sido esclarecidos. Há menos de um mês, o que mobilizava a campanha de Serra era a criminosa quebra de sigilo fiscal de amigos, correligionários e de sua filha Verônica. O tucano, de início, acusou a adversária Dilma Rousseff de participação no crime. Como o caso não rendou os frutos eleitorais esperados, a oposição abandonou a estratégia. Sem a pressão do jogo político, a apuração policial caminha cada vez mais para demonstrar que se tratou de crime comum, a comprovar a notória suspeita de que a Receita Federal virou um balcão de negócios no qual se negociam impunemente os dados dos cidadãos que a autarquia deveria preservar.

Sem condições de culpar a candidata governista, partiu-se para o segundo tiro: as denúncias de nepotismo e tráfico de influência a envolver a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, principal assessora de Dilma Rousseff no governo, e seus parentes. Desta vez, apesar de a acusação central não ter sido comprovada até o momento, o pagamento de propina de 5 milhões de reais que iriam parar na “campanha eleitoral”, a consistência de várias das acusações provocou um efeito dominó. Erenice, seus parentes e outros envolvidos foram obrigados a deixar postos no governo. O escândalo colocou Dilma na defensiva e aumentou a esperança de um segundo turno, ainda que os números continuem a indicar o desfecho das eleições em 3 de outubro.

Em todos os casos, falta o nexo causal entre Dilma e o lobby praticado pelos filhos de Erenice. Foi a vez então de mirar em Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Martins, ex-guerrilheiro que ajudou a sequestrar, durante a ditadura, o embaixador dos EUA Charles Elbrick, também é ex-diretor da sucursal de Brasília do jornal O Globo e ex-comentarista da TV Globo. Desde que virou ministro, em 2007, passou a encarnar o papel de algoz na visão dos grandes grupos empresariais do setor de comunicação. Aos olhos da mídia hegemônica, o jornalista cometeu ao menos quatro pecados mortais: viabilizou a criação da TV Brasil; estimulou a convocação da 1a. Conferência Nacional de Comunicação Social (Confecom); democratizou a distribuição de verbas publicitárias do governo; e, o mais grave de todos, ousou criar em julho passado, uma comissão interministerial para estabelecer novo marco regulatório para as concessões públicas de telecomunicação e radiodifusão no Brasil. O relatório final sobre o assunto ficará pronto em novembro.

O ministro logo descobriu que ninguém mete a mão impunemente em um vespeiro desse tamanho. Na terça 21, o jornal O Estado de São Paulo destacou, na primeira página, que um filho de Franklin Martins, o também jornalista Carlos Martins, trabalhava em uma empresa, a Tecnec/Rede TV, contratada pela Empresa Brasil de Comunicação – apresentada como “a TV do Lula”- por 6,2 milhões de reais, em dezembro de 2009. O fato de ter sido uma escolha por licitação, pelo critério do menor preço, não fez nenhuma diferença. No outro dia, a mídia de sempre seguiu a tocar o tambor em cima do novo “escândalo”. Antes, a NBR, tevê estatal ligada à EBC, havia sido “acusada”de filmar a presença de Lula nos comícios de Dilma. Ou seja, tentou-se criminalizar uma atribuição funcional da emissora, a de fazer qualquer registro histórico do presidente da República, sem a obrigação de divulgá-lo.

Assim, também para atingir o governo, há duas semanas um homem ainda não identificado se dirigiu à Procuradoria de Defesa do Cidadão, do Ministério Público Federal no Distrito Federal, para fazer uma “denúncia”: a Secom destinaria “vultosas” quantias em dinheiro, em forma de publicidade, para a revista CartaCapital para apoiar Dilma Rousseff.

Em tempo recorde a “denúncia” foi repassada à Procuradoria Regional Eleitoral da República, em Brasília, e em seguida mandada para as mãos de Sandra Cureau, vice-procuradora eleitoral, por se tratar de tema referente à eleição presidencial.

Doutora Cureau (pronuncia-se “quirrô”, como ela faz questão de frisar) é uma senhora de aparência cândida, de olhos pequenos e azulados, emoldurados por finíssimas sobrancelhas, sempre muito arqueadas. Foi colega de classe, no Rio Grande do Sul, do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e da ministra Ellen Gracie, do STF. Desde que assumiu o cargo, tem sido particularmente rígida quando o assunto é eleição presidencial. Partiu dela a decisão de multa o presidente Lula ao menos quatro oportunidades por “campanha antecipada” a favor de Dilma. Em nome dos fatos, diga-se que as multas têm mais a ver com a rígida legislação eleitoral brasileira do que com recônditas intenções da procuradora.

Mas também em nome dos fatos é preciso dizer que Sandra Cureau, feita heroína na mídia, já usou dois pesos e duas medidas em casos semelhantes. A procuradora, em atitude pouco educada, chegou a recomendar a Lula que fechasse “a boca”, sob o risco de promover a cassação de registro da candidatura de Dilma Rousseff. Mas, quando o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PPS), elogiou Serra, então pré-candidato tucano, o tratamento foi mais afável. “Não pode (Goldman), falando oficialmente como governador, dizer as coisas boas que Serra fez. Ele está indicando à população que Serra é a pessoa ideal para governar o País”.

Na sexta 17, quatro dias depois de CartaCapital denunciar a quebra de sigilo promovida pela empresa de Verônica Serra em 2001, um ofício assinado por Sandra Cureau chegou à redação da revista, em São Paulo. O ofício requisitava, num prazo de 5 dias, cópias de todos os contratos publicitários assinados com o governo federal entre 2009 e 2010. No documento não consta qualquer menção aos motivos pelos quais foram solicitadas as informações, ou a identidade do solicitante. De acordo com a assessoria de imprensa da procuradora, o cidadão que fez a denúncia em Brasília pediu para ter o nome mantido em sigilo, e assim foi feito.

A assessoria também informou que ofícios semelhantes haviam sido enviados, na mesma data, à Casa Civil da Presidência da República e ao TCU. Estranhamente, os serviços postais, tão eficientes em entregar o ofício de requerimento de informações à sede da CartaCapital, em São Paulo, não conseguiram, até o momento do fechamento desta edição, levar o mesmíssimo documento a endereços localizados em Brasília, a poucos quilômetros da Procuradoria-Geral da República. Nem a Casa Civil nem o TCU receberam qualquer ofício.

É interessante constatar que jamais houve a disposição da vice-procuradora-geral eleitoral de investigar casos fartamente documentados de utilização de recursos públicos para financiar veículos de comunicação claramente alinhados com a candidatura de Serra. Dados da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, do qual Serra foi governador até dois meses atrás, revelam que, entre 2007 e agosto de 2010, o governo tucano gastou 771 milhões de reais em publicidade, dos quais 155 milhões de reais foram direcionados apenas para revistas e jornais. Isso sem concluir os gastos feitos pelas estatais paulistas, como a Sabesp, companhia de esgoto e água de São Paulo, acusada de fazer propaganda irregular em estados tão diversos como RJ, MG, ES, PR, SC, RS, GO, DF, MS MT, BA, CE, PE, AL, MA, PA e AC.

Levantamento feito pelo blog NaMariaNews, especializado em vasculhar as relações entre a Secretaria de Educação de São Paulo com a mídia paulistana, a partir, a partir de pesquisa dos editais publicados no Diário Oficial, oferece à dra. Cureau muito mais do que uma simples denúncia anônima. O blog descobriu uma intensa relação da gestão de Serra com o Grupo Abril, fonte interminável de material usado pelo tucano em programas veiculados na tevê no horário gratuito eleitoral.

Entre 2007 e 2009, somente com as aquisições de quatro publicações ditas “pedagógicas”(Nova Escola, Recreio, Guia do Estudante e Veja) o governo paulista pagou ao Grupo Civita 34,7 milhões de reais.

O Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu um inquérito civil para apurar irregularidades, especificamente, em um desses contratos, firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da Nova Escola. Apenas com essa compra, equivalente a quase 25% da tiragem total da revista em questão, a Editora Abril recebeu 3,7 milhões de reais dos cofres públicos de São Paulo. Ato contínuo, Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão, no ensino médio, de aulas baseadas no tal Guia do Estudante, também da Abril.

O blog NaMariaNews analisou ainda outros contratos entre o governo Serra e a mídia paulistana. No DO de 12 de maio de 2009, por exemplo, revela-se que o tucano comprou, por 2,7 milhões de reais, 5.449 assinaturas da Folha de São Paulo. No DO de 15 de maio do mesmo ano, está registrado outro contrato de compra de também 5.449 assinaturas do jornal O Estado de São Paulo, por 2,6 milhões de reais. Em 21 de maio, foi a vez das Organizações Globo serem beneficiadas pela generosidade tucana: por 1,1 milhão de reais, o governo paulista adquiriu 5.449 assinaturas da semanal Época.

E o que dizer do maior escândalo de corrupção dos últimos tempos, o chamado “mensalão do DEM”, que levou à cassação do governador José Roberto Arruda no DF? Antes de estourarem as denúncias de corrupção, gravadas em vídeo, Arruda foi apresentado pela Veja como um exemplo de administrador eficiente e honesto. Coincidência ou não, o governo do DF havia assinado um contrato de 442,4 mil reais para a aquisição de assinaturas da revista em 15 de junho do mesmo ano. A entrevista saiu logo depois.

Na mesma data, Arruda usou expediente semelhante para garantir a compra, por 2,9 milhões de reais, de 7.562 assinaturas diárias do Correio Braziliense, o maior jornal da capital federal, a serem distribuídas, ao longo de 2009, a professores e alunos de 199 escolas do DF. O contrato com o Correio, firmado com o então secretário de Educação do DF José Valente uma das estrelas dos vídeos de propinas gravados pelo delator Durval Barbosa, do chamado “mensalão do DEM”, previa como fonte de pagamento o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação, o Fundeb. Ou seja, de recurso destinado, originalmente, ao financiamento de educação básica, aí incluídos creche, pré-escola, ensino fundamental e ensino médio, além de educação de jovens e adultos.

O ex-governador do DEM também tratou de agraciar a Editora Globo com um contrato de 4,9 milhões de reais, embora não tenha sido para distribuição de revistas e jornais. Firmado com a Secretaria de Educação em 20 de março de 2009, tratava de aquisição de 239,2 mil livros “com o fito de compor o acervo bibliográfico” das 620 escolas públicas do DF. A fonte pagadora era o salário-educação, gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do governo federal – aliás, onde também está hospedado o Fundeb.

Extraído de CartaCapital No. 615 - enviado por Jotamorim

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ÍNDIO FUMOU ERRADO - CACHIMBO DA COLÔMBIA

Laerte Braga

Sandra Cureau é vice-procuradora geral da Justiça Eleitoral. Trem pra burro. Na representação que fez contra José Arruda Serra esqueceu-se de juntar as provas e a denúncia foi declarada inepta. Foi para o lixo.

Quer tirar Lula da campanha de Dilma e quer enquadrar Dilma por propaganda antecipada. Baseia-se em noticiário de jornais.

Em situações semelhantes a essa ministros da Corte já rejeitaram denúncias baseadas em jornais.

Justiça Eleitoral resta sendo um dos últimos instrumentos de censura no Brasil. Com a estrutura que tem e todo o aparato que a caracteriza não existe em nenhum canto civilizado, ou dito assim, do mundo capitalista, democrático, cristão e ocidental.

Em qualquer lugar onde prevaleça essa característica, democracia cristã, ocidental e capitalista, a do deus mercado, um conjunto de leis define as regras do processo eleitoral e comissões formadas por representantes de partidos, sociedade civil chamada organizada, etc, etc, cuidam de fazer cumprir a lei.

Na Grã Bretanha, até hoje, não existe máquina de votar. O cidadão vota em cédula. Aqui se faz um esforço descomunal para impedir o voto impresso, no caso da urna eletrônica, atribuindo àquela maquininha a condição de infalível.

Nem o papa fala nisso mais, ou avoca a si essa condição.

O ex-presidente Itamar Franco, quando no exercício do cargo, andou contrariando o então governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães. Como era do seu feitio, ACM chamou a GLOBO, era sócio, fez várias denúncias de corrupção no governo federal.

Itamar desafiou ACM a apresentar as provas, o governador disse que iria apresentá-las, combinaram dia e hora e quando o político baiano chegou ao gabinete do então presidente da República, as portas estavam abertas, os jornalistas credenciados todos no gabinete. Itamar pediu a ele ACM que apresentasse as provas publicamente, não tinha nada a temer ou a esconder.

O velho coronel saiu espumando de raiva. As “provas” eram recortes de jornais.

Quem acredita em THE GLOBE? Ou FOLHA DE SÃO PAULO? Pô meu, é preciso ser muito crédulo para achar que essa turma diz alguma coisa que preste ou possa ser levada a sério, inclusive as pesquisas GLOPOBE e DATADAFOLHA.

Bota VEJA aí de cambulhada.

Uai, por que Lula não pode fazer campanha para Dilma? Tem algum impedimento, direitos suspensos? A moça deve ser sobrevivente do período de Geraldo Brindeiro, Procurador Geral no governo FHC e especialista em engavetar tudo o que colocasse em risco o tucanato.

José Arruda Serra ao invés de ficar inventando moda, gastando dinheiro público sem qualquer escrúpulo (custa dinheiro esse monte de bobagens da vice-procuradora), devia chamar Índio da Costa, seu candidato a vice e dar-lhe uns puxões de orelha, coisa semelhante.

O cara anda fumando o cachimbo errado, deve ser colombiano, presente de Álvaro Uribe, só pode.

O ex-genro de Cacciola (cumpre pena por fraude na penitenciária da Papuda em Brasília) mandou ver no blog do PSDB. Um monte de besteiras. Acusou meio mundo, bateu duro, gritou por escrito Heil Hitler e foi um trabalhão para a turma correr e tirar as baboseiras do candidato do DEM, companheiro de chapa de Arruda Serra.

Imagine um cara desses numa eventualidade presidente da República?

O dito cujo esqueceu-se de dizer que a senadora Kátia Abreu, paladina da moral e dos bons costumes, desde que o dinheirinho público entre em sua campanha, que propôs a CPI do MST, não apareceu numa sessão sequer da dita CPI. Não tinha provas de nada e a conclusão foi simples, não houve desvio algum de verbas públicas pelo movimento.

Não compareceu, mas... Tchan, tchan, tchan... Recebeu.

Que tal uma CPI do agronegócio. A turma anda dizendo que está quebrada, que não tem financiamento, essas coisas de sempre.

Mas é lógico. Ninguém pagou coisa alguma. Especialidade DEM. Pegou a grana e a grana sumiu. Na hora de pagar, neca de pitibiriba. Aí desanda a dizer que está quebrada e precisa de mais crédito.

E tome transgênico.

É por aí que Índio da Costa transita.

Diferente de Arruda Serra? Em termos. Arruda Serra é um Índio da Costa conseqüente, articulado na corrupção. Índio da Costa é um José Arruda Serra inconseqüente, quadrilheiro novo, ainda não aprendeu as manhas do “negócio”.

Toda quadrilha tem esse tipo de problema. Aquele que acha que saca mais rápido. Mata com mais eficiência. Vende um País como o Brasil por melhor preço.

E incrível o desespero do tucanato.

Os caras não têm a menor idéia do que inventar para tentar evitar o naufrágio do barco e ainda carregam um peso adicional acima da quota permitida, o tal Índio da Costa.

Cachimbo colombiano é fogo. Ser ex-sogro do Cacciola é crime de cumplicidade.

E pro pecado ficar maior, o cara ainda é do DEM.

A GLOBO vai ter que tirar coelho da cartola e cartola extra nessa eleição. Só aquelas armações de sempre não vão dar conta não. Importar um mágico de alto calibre para magicar além do que se conhece, qualquer coisa no gênero. O trem tá brabo.

O desespero tá batendo antes de começar pra valer.

Quem sabe uma edição extra do BBB? Assim no meio do programa os brothers e sisters declaram voto a José Arruda Serra. Pode dar certo, quem sabe?

Num dos programas um brother e uma sister contam coisas escabrosas tipo dossiê contra Dilma e narram que viram um anjo no céu, descendo no meio da casa, Arruda Serra, por que não?

E o Bial fecha dizendo “meus heróis”.

É só pedir o cachimbo colombiano de Índio da Costa. É que nem a jabulani. Chuta prum lado e vai pro outro. O que dá de gol contra num no gibi.

sábado, 17 de julho de 2010

Campanha declarada da imprensa contra petistas pode ser ilegal

Sugiro ao leitor que leia atentamente este post porque dele resultará um possível e inédito esforço da sociedade civil para combater o uso ilegal de poder econômico e de recursos públicos por empresários do setor de comunicação, em claro favor de uma facção política.



Para entender a questão que estou propondo voltemos à última terça-feira (13/7), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o jornal O Estado de Minas em R$ 7 mil reais por fazer “campanha antecipada” para o candidato do PSDB à Presidência, José Serra.



Segundo notícia vagamente reproduzida em alguns grandes portais de internet – e que as imprensas escrita, televisada e radiofônica esconderam total ou parcialmente –, “O veículo foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de publicar, em seu caderno de política, no dia 10 de abril deste ano, reportagem alusiva ao lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República”.


A denúncia do MPE foi acolhida pela ministra substituta do TSE, Nancy Andrighi, que multou o jornal mineiro.


Por certo, não é a primeira vez que um meio de comunicação é multado por fazer campanha ilegal para um candidato, mas não me lembro de outro caso igual envolvendo um veículo do porte de O Estado de Minas.


O fato supra mencionado me voltou à mente na manhã deste sábado (17/7). Como a minha filha caçula, de onze anos, está novamente internada, a fim de passar o tempo entre a noite de sexta-feira até agora, devorei vários jornais e revistas comprados na banca em frente ao hospital.


Foi aí que me veio o pensamento de que os mais eminentes órgãos de imprensa escrita estão fazendo campanha eleitoral em favor de Serra tanto quanto o Estado de Minas, só que na forma de campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT.


Impressionou-me a avaliação desses órgãos de imprensa todos juntos. É impossível ler qualquer um deles sem que a enorme dose de más notícias contra o presidente da República, contra a sua candidata e contra o partido dos dois chame a atenção do leitor.


Comprei O Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo, O Globo e as revistas Veja e Época.


Todos juntos continuam acusando a campanha de Dilma de ter feito dossiê contra Serra e Eduardo Jorge valendo-se do poder do governo Lula sobre a Receita Federal.


Todos juntos contam que a Sociedade Interamericana de Imprensa considerou o governo Lula antidemocrático e o acusou de atentar contra a liberdade de imprensa.


Todos juntos criticam Dilma por “guardar dinheiro debaixo do colchão”, valendo-se de declaração de bens dela à Justiça Eleitoral ao se registrar como candidata.


Todos juntos manipularam o comparecimento de público ao comício com Dilma e Lula no Rio. A Folha chegou a dizer que só mil pessoas foram ao evento, o que, lendo a matéria, descobre-se que foi o que restou de público depois de cair um temporal.


Todos juntos acusam o presidente Lula de “violar as leis” por apoiar publicamente a sua candidata, ignorando total ou parcialmente que Serra também está sendo multado por infringir a lei eleitoral.


As poucas notícias desfavoráveis a Serra, além do volume infinitamente menor delas, tampouco aparecem na primeira página ou na capa desses veículos. E aparecem bem pouco. Para cada 10 notícias ou comentários contra os petistas aparecem, no máximo, um ou dois contra os tucanos, se tanto.


Afirmo publicamente que os jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e o Globo, bem como a revista Veja, fizeram e continuam fazendo campanha escancarada para Serra e campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT fora da época permitida pela lei eleitoral.


A mera análise de um período maior de tempo revelará uma prática sistemática desses órgãos de imprensa de fazerem campanha negativa contra os petistas. É preciso trazer esses números à ordem do dia. Há que apurá-los, divulgá-los e entregá-los à Justiça.


Vale lembrar que o conceito de “campanha eleitoral negativa” surgiu recentemente, quando o sindicato dos professores paulistas, a Apeoesp, promoveu atos públicos contra o governo do Estado, o que foi considerado campanha negativa contra Serra pelo TSE, que multou o sindicato.


A sociedade civil não pode mais aceitar que a imprensa faça campanha tão descarada contra Lula, Dilma e o PT e a favor de Serra e do PSDB. A mesma Justiça Eleitoral que está punindo políticos e meios de comunicação por campanha antecipada, tem obrigação de reconhecer e punir o volume impressionante da campanha escancarada dos veículos supra mencionados.


Que fazer, diante de uma situação de afronta às leis e de verdadeira chacota por parte de uma mídia que se transformou em linha auxiliar da campanha presidencial tucana? Novamente, acho que será preciso jogar a sociedade civil em cima deles.


Só que essa ação precisa ser muito bem estudada. Até porque, dará um trabalho enorme quantificar o volume impressionante de matérias atacando Lula, Dilma e o PT. E é justamente na quantificação dessas matérias, na desproporção absurda em relação aos candidatos que está o fio da meada.


Desta forma, pretendo formar um núcleo de pessoas dispostas a colaborar com a preparação de uma reação da sociedade civil à afronta que esses grandes órgãos da imprensa escrita estão praticando contra as leis.


Estudaremos se caberá de fato ao Movimento dos Sem Mídia tomar uma atitude nessa questão. Sendo assim, quero formar um grupo de filiados ao MSM ou não para que reunamos todo o material necessário a uma medida judicial. Aceitaremos voluntários para a tarefa.


Estou entrando em contato com o setor jurídico do MSM, pedindo estudo do assunto e propondo que nossa organização se reúna talvez até com juristas independentes para melhor analisarmos as opções de reação ao abuso da imprensa escrita.


Será nesse momento que precisaremos do esforço de todos vocês para que consigamos, novamente, outros milhares de assinaturas de apoio à medida que nós, do MSM, poderemos vir a tomar conforme a natureza da análise do nosso setor jurídico.


Peço a cada uma das centenas de pessoas que acabam de se filiar à ONG que consiga apoios à possível representação ao MPE, pois esses apoios, chegando novamente aos milhares, colocarão a Justiça na obrigação de dar uma reposta séria e muito bem ponderada à propositura que lhe poderá ser feita.


Em minha visão, seria facílimo provar que Globo, Folha, Veja e Estadão estão fazendo campanha para Serra desde muito antes do permitido pela lei tanto quanto fez o jornal O Estado de Minas.


Bastará apurar o que fizeram esses veículos no decorrer deste ano. Está tudo muito bem registradinho. Claro que virão com aquela conversa de que são isentos e de que tratam todos os candidatos da mesma forma, mas será brincadeira de criança provar que é mentira.


Logo, logo voltarei ao assunto para tratá-lo em bases mais concretas. Aguardem-me.


chupado do Blog da Cidadania

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Surge uma nova imbecil na campanha eleitoral

15 de Julho de 2010 às 19:45:06

Por: *Maurílio Ferreira Lima

Li, estarrecido, a declaração irresponsável de uma vice-procuradora da Justiça Eleitoral que afirmou que poderia pedir a cassação do registro da candidatura Dilma Rousseff à presidência da República se ficar comprovado que Lula pediu votos para ela no lançamento do trem bala.

Essa irresponsável que enxovalha a Procuradoria Eleitoral deveria ser exemplarmente punida por querer envolver a sua instituição em um processo de vencer no tapetão a corrida presidencial. Lula citou o nome de Dilma como a autoridade que muito fez, e muito bem, pelo trem bala.

O resto é fricote de insanos.

*Maurílio Ferreira Lima (PMDB) é ex-deputado federal

(mauriliolima@globo.com).


No Blog do Inaldo Sampaio

Procuradora amiga de Jobim quer dar o Golpe do Gilmar

Publicado em 16/07/2010

Na foto, Gilmar, quer dizer, Jobim, quer dizer Sandra Cureau

Saiu no Globo online:

Vice-procuradora geral eleitoral deve entrar com ação de investigação eleitoral contra o presidente Lula

Isabel Braga

BRASÍLIA – A vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, que deve entrar com ação de investigação eleitoral contra o presidente Lula, por abuso de poder político, já pediu à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), responsável pela transmissão dos discursos e solenidades oficiais do governo Federal, e a outras emissoras de TV privadas os vídeos com os discursos feitos pelo presidente Lula , em solenidades oficiais esta semana, nos quais citou a candidata Dilma Rousseff.


A procuradora disse que pretende analisar as imagens e discursos do lançamento do edital do trem-bala entre Rio e São Paulo, no último dia 13, quando o presidente atribui a Dilma o sucesso do projeto.


- Ele (Lula) está proibido, por lei, de em qualquer ato público fazer propaganda para candidato, proibido de usar a máquina pública. O que os jornais relatam é que ele disse que a responsabilidade é da Dilma, que ela é a mãe do trem-bala. Preciso ver as mídias (imagens e discursos) para ver se cabe uma ação de investigação eleitoral por abuso de poder político. Não pode falar que ela é responsável por tudo, isso é uso da máquina que desequilibra o pleito. É o que aconteceu com o Jackson Lago (ex-governador do Maranhão, cassado pelo TSE) – dis
se Sandra Cureau.

Navalha

Esta é a ultima trincheira do Serra: um Golpe na Justiça.

É bom não se esquecer de que o Gilmar Dantas (*) está no banco do TSE.

Se alguém faltar, ele vai lá, assume, e derruba o Lula e a Dilma, de um só Golpe.

Com a Dra Cureau, muito amiga do ministro serrista Nelson Jobim, Gilmar fará na suplência do TSE o que não conseguiu na presidência do STF: dar o Golpe de Estado da Direita.

Até aí, nada de novo.

Na eleição de 2006, quando Marco Aurélio de Mello era o presidente do TSE, foi a mesma coisa: quase que ele não diploma o Lula.

O que a dra Cureau quer: que o Lula atribua o trem-bala ao Fernando Henrique ?

Diga que ele fez tudo: o ProUni, o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Familia, Belo Monte, o Luz Para Todos.

Se o Lula disser que foi o Fernando Henrique pode ?

A senhora ainda não percebeu que dança o Minueto da Hipocrisia ?

Que essa legislação eleitoral brasileira é risível ?

Por exemplo, a questão da “falsidade ideológica”.

O Serra diz à senhora que é economista e não tem diploma de economista.

A senhora vai fazer alguma coisa ?

E o Goldman, nome pelo qual Serra atende como governador de São Paulo.

O Goldman pode dizer qualquer coisa ?

Veja a seleção feita pelo amigo navegante Ailton:

Qua, 02/06/10 – 20h28 Governador discursa durante anúncio de resultados do Saresp Governador Alberto Goldman: Uma boa tarde para todos. O que o Governo Serra montou (para os Municípios) é o mesmo que ele vem fazendo no Governo do Estado. As mesmas regras, as mesmas normas, os mesmos índices – os mesmos levantamentos que são feitos para a Educação que é dada pelo Governo do Estado é também aquilo que nós oferecemos para que os Municípios possam trabalhar

Sáb, 05/06/10 – 20h30 Governador discursa na cerimônia de abertura da 14ª Parada LGBT Governador Alberto Goldman: Bom dia a todos vocês, é um prazer imenso está aqui com vocês hoje, (como) governador do Estado. Nos anos anteriores o governador (José) Serra esteve aqui presente. Hoje eu tenho a honra de fazer esse papel.

Qui, 17/06/10 – 17h40 Governador discursa em entrega de vídeos culturais Governador Alberto Goldman: Boa tarde. Quero cumprimentar todos vocês. Eu acho que nós já tivemos uma belíssima aula e uma belíssima apresentação do que é o programa. A ideia é fantástica, é uma coisa excepcional e me parece uma coisa essencial. A Secretaria de Educação do Governo de São Paulo, o (ex-governador José) Serra, o (secretário da Educação) Paulo Renato, o pessoal da Secretaria, todos vocês que participaram e construíram esse programa têm a clareza de que não basta ensinar dentro da sala de aula. No meu tempo eu não me lembro se tinha o Museu do Ipiranga, não sei se tinha…

Sáb, 19/06/10 – 16h26 Governador discursa no início das obras do AME e do Centro de Reabilitação de Pariquera-Açu Governador Alberto Goldman: Para mim é uma alegria muito grande estar com vocês aqui. (…) Este esforço que nós estamos fazendo é um projeto que o Serra fez para todo o Estado de São Paulo, de 40 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), 40 para todo o Estado.

(…) Fora este Centro de Reabilitação (Lucy Montoro), também projeto do Serra, que pegou este negócio, inventou isto daqui, criando estes centros de reabilitação, e nós já temos 3 na Capital e dois no interior. (…) Então, eu quero dizer a vocês que isto é um grande avanço que nós tivemos aqui na região – e é um grande avanço da Saúde em todo o Estado. Eu só espero que a gente possa, a partir de 1º de janeiro (de 2011) fazer este Ambulatório Médico de Especialidades, que é um projeto do Serra, em todo o Brasil. É esta a expectativa que eu tenho. Que isto possa ser feito em todo o Brasil. É isso o que nós queremos – e sabemos a capacidade que o Serra tem de construir, de fazer, de ter competência, de mostrar as coisas e fazer as coisas irem adiante. (…)

Dra Cureau, a senhora vai mesmo impedir a posse da Dilma ?

A senhora sabe o que isso significa ?

A senhora já andou de trem bala ?

É uma beleza, dra. Cureau !

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (**) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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