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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O prefeito e o coronel

Leandro Fortes, 17 de novembro de 2010 às 12:25h

Obcecada por destruir um adversário político, a família do ministro Gilmar Mendes não mede esforços. Vale até arruinar as finanças de sua terra natal

Diamantino, MT - Vista aérea

Eleito em 2008 prefeito de Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, o notário Erival Capistrano enveredou-se por um pesadelo político sem precedentes. Nos últimos 23 meses do mandato, Capistrano, do PDT, foi cassado e reconduzido à prefeitura três vezes. Ao todo, ficou no cargo apenas nove meses. Os outros 14 foram ocupados pelo candidato derrotado nas urnas, Juviano Lincoln, do PPS, graças a um jogo de manobras judiciais que transformou a vida de Diamantino num caos político e administrativo. A cada troca de prefeito, os cofres municipais sofrem um rombo de, aproximadamente, 200 mil reais. Por conta dessa situação, o lugar caminha rumo ao precipício contábil e social.

Antes como candidato e agora como prefeito eventual, Lincoln é patrocinado politicamente pela oligarquia local, comandada pela família do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Mendes usa, inclusive, expedientes do velho coronelismo nativo: vale-se de meios de comunicação sob seu controle para atacar o adversário político. A TV Diamante, retransmissora do SBT no município, virou arsenal de baixarias contra o grupo de Capistrano comandado por um preposto da família, o técnico rural Márcio Mendes. A emissora, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é uma concessão para fins educativos à União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), instituição de ensino superior fundada pelo ministro do STF.

A vida do prefeito eleito de Diamantino se tornou um inferno por ele ter “ousado” vencer as eleições de 2008 contra Lincoln, escolhido para suceder ao veterinário Francisco Mendes, irmão mais novo do ministro. Chico Mendes, como é conhecido na cidade, foi prefeito de Diamantino por dois mandatos, entre 2001 e 2008, pesou a influência política do supremo irmão. Nas campanhas de 2000 e 2004, Gilmar, primeiro como advogado–geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso e depois como juiz da Corte, não poupou esforços para eleger o caçula da família. Levou a Diamantino ministros para inaugurar obras, lançou programas federais e circulou pelos bairros da cidade, cercado de seguranças, para intimidar a oposição.

Em setembro de 2008, a família Mendes- aliou-se ao grupo político do ex-governador Blairo Maggi, eleito agora para o Senado. Os Mendes migraram do PPS para o PR e engrossaram no estado a base de apoio do presidente Lula. Não adiantou. Um mês depois, seriam surpreendidos pela vitória de Capistrano por pouco mais de 400 votos de vantagem. O prefeito eleito anunciou, de imediato, a contratação de uma auditoria para verificar as contas da administração anterior, alvo de denúncias de má gestão e desvio de dinheiro.

Capistrano conhecia o tipo de inimigo que havia vencido, mas não tinha noção da fragilidade de sua vitória.

A primeira cassação ocorreu em 1º de abril de 2009, três meses após assumir a prefeitura. A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Fernando Kirche, titular da 7ª Vara Eleitoral de Mato Grosso. Kirche, figura itinerante da Justiça mato-grossense na região, havia acatado uma representação da coligação de Lincoln na qual o prefeito era acusado de aceitar uma doação de campanha de 20 mil -reais feita mediante um recibo com assinatura falsificada. O documento estava em nome do agricultor Arduíno dos Santos. Em novembro de 2008, Santos depôs no Ministério Público Estadual e confirmou a doação. Dois meses depois decidiu mudar o depoimento e negou ter dado o dinheiro para a campanha do PDT. “Ele foi coagido pelos capangas do candidato derrotado”, acusa Capistrano.

À época, a população de Diamantino surpreendeu-se com a rapidez do processo contra Capistrano. Para se ter uma ideia, em oito anos de mandato o ex-prefeito Chico Mendes sofreu cerca de 30 ações em consequência de supostas falcatruas administrativas, mas nunca foi incomodado pela Justiça. O juiz Kirche havia sido transferido de outra comarca, Tangará da Serra, para assumir a vara eleitoral local. No mesmo dia 1º, logo depois de cassar Capistrano, saiu de férias. Coincidentemente, quatro dias antes, o ministro Mendes tinha estado na cidade natal para rever parentes e amigos.

O mesmo padrão iria se repetir no futuro.

Capistrano reverteu a decisão e voltou ao cargo em 23 de junho do ano passado, quando o Tribunal Regional Eleitoral acatou, por unanimidade, um recurso do PDT. Passado pouco mais de um mês, os advogados de Lincoln entraram com uma medida cautelar, com pedido de liminar, para que o candidato do PPS voltasse ao cargo. Lincoln contou, desta feita, com a boa vontade do desembargador Evandro Stábile, então presidente do TRE de Mato Grosso. Stábile decidiu, em 18 de agosto de 2009, cassar novamente Capistrano e recolocar no cargo o preferido da família Mendes. O caso foi parar no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Nove meses adiante, uma operação da Polícia Federal mudaria novamente o rumo da história.

Em 18 de maio deste ano, a PF deflagrou em Mato Grosso a Operação Asafe, referência a um profeta bíblico, para identificar e prender advogados, juízes e desembargadores envolvidos em uma quadrilha especializada em vender sentenças judiciais. A ação foi ordenada pela ministra Nancy Andrighi, do STJ. Entre os detidos, Evandro Stábile, que foi afastado da presidência do TRE. Seu sucessor, Rui Ramos, derrubou a liminar e reconduziu Capistrano ao cargo em 13 de junho, pela terceira vez. Em seguida, a relatora do processo de Capistrano no TSE, Cármen Lúcia, considerou a medida cautelar impetrada pelo PPS inválida, dada a nulidade geral do processo. A ministra lembrou que a jurisprudência sobre esse tipo de ação determina que os prefeitos permaneçam no cargo até esgotadas todas as instâncias judiciais. Em vão.

A decisão do TRE havia sido tomada por um vício processual detectado pelo desembargador Ramos. A vice-prefeita eleita, Sandra Baierle, também do PDT, não foi ouvida em nenhuma das fases da instrução processual. Como ela também fora cassada, era necessário tomar seu depoimento nos autos. Por conta disso, o processo retornou à origem, a 7ª Vara Eleitoral de Diamantino. Novamente para as mãos do diligente juiz Kirche. Este voltaria a agir, quatro meses depois, para tirar Capistrano outra vez da prefeitura.

A data escolhida pelo juiz não poderia ser mais emblemática: 30 de outubro, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial, justamente quando acabara de chegar à cidade seu filho mais ilustre, Gilmar Mendes. Como no primeiro ato de cassação, Kirche fez a Justiça funcionar a todo vapor em Diamantino para sair de férias em seguida. Na mesma noite, enviou um oficial de Justiça para notificar Capistrano e fazê-lo sair da cadeira de prefeito, mas não o encontrou.

Em 1º de novembro, véspera de feriado do Dia de Finados, com a prefeitura de Diamantino em regime de ponto facultativo, novamente o oficial viu-se frustrado. Foi avisado pela família de Capistrano que ele estava em uma pescaria. Na manhã do dia 3, não houve escapatória. Notificado, o pedetista deixou novamente o cargo para dar lugar ao concorrente derrotado nas urnas. Capistrano entrou com novo recurso e espera voltar ao mandato antes do fim do ano. “Não adianta, não vou renunciar e vou até as últimas consequências.”

Para o prefeito afastado, a estratégia política da família Mendes é a de terra arrasada: tornar a administração de Diamantino inviável e as relações políticas locais tensas o suficiente para propiciar, nas eleições municipais de 2011, a volta de Chico Mendes à prefeitura. Seria uma forma de evitar que as investigações sobre as irregularidades nas gestões de Mendes fossem adiante, embora já tenham sido enviadas ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado no ano passado.

A auditoria feita por Capistrano nos dois primeiros meses de mandato revelou um corolário de maracutaias, sobretudo, no setor de compras. Quando as escolhas eram feitas por carta–convite, os produtos eram adquiridos por até 66,13% acima dos preços pesquisados.- Quando eram por tomada de preço, o índice chegava a 90% de superfaturamento. “Todos os processos licitatórios apresentam irregularidades”, concluíram os auditores.

Ao assumir a prefeitura, Capistrano encontrou uma dívida de INSS de 8,2 milhões de reais e outra, de energia elétrica, de 6,2 milhões de reais. Muitos contratos eram feitos sem nenhuma lógica administrativa. De uma papelaria de Cuiabá chamada Mileniun foram comprados fogão, geladeira, máquina de lavar, sofá e televisão para a prefeitura no valor de 267,6 mil reais. Muitas propostas apresentadas pelas empresas eram exatamente iguais, na forma e no conteúdo, mas com diferenças mínimas de preço (cerca de 0,3%), expediente típico de simulação de licitação.

Em meio à disputa judicial, Capistrano e seus aliados têm enfrentado a fúria diária do “jornalista” Márcio Mendes, no comando da TV Diamante desde 2009. Mendes apresenta um programa matutino chamado Comando Geral. Sua especialidade é insultar e a-cusar diuturnamente Capistrano de malfeitorias. Ao melhor estilo do coronelismo eletrônico.

A Uned, dona da concessão da tevê, foi fundada em 2000 por Gilmar Mendes. Quem operacionalizou a escola foi Marco Antônio Tozzati, acusado de integrar uma quadrilha de fraudadores que atuavam no Ministério dos Transportes na gestão de Eliseu Padilha. Não há como Márcio Mendes agir sem o conhecimento do ministro do STF.

Além da TV Diamante, Márcio comanda um jornal e o site O Divisor. Também nesses veículos seu esporte preferido é atacar Capistrano, chamado por ele de “prefeito interino” ou “o ainda prefeito” toda vez que retorna ao cargo, embora tenha sido eleito. Mendes desenvolveu um ódio especial pelo grupo de Capistrano depois de perder dois contratos de trabalho, firmados na época do prefeito Chico Mendes. Um, de assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores, que rendia 3,6 mil mensais. Outro, na prefeitura, via a agência de propaganda Zoomp, custava 15 mil reais por mês aos cofres municipais.

Goiano de Joviana (daí o nome Juviano), Lincoln se diz ofendido quando chamado de usurpador. Segundo ele, as cassações de Capistrano são resultado de decisões da Justiça, e não da família Mendes. Ele reconhece, porém, que o município está se tornando ingovernável. “Sei que atrapalha, seria muita infantilidade minha não reconhecer isso.” Lincoln garante não se subordinar a Gilmar Mendes, embora faça questão de lembrar que é amigo da família desde a adolescência. “Esse processo não tem nenhuma influência do ministro, é idiotice pensar isso”, afirma. “O ministro (Gilmar Mendes) é eleitor do Serra, e os Mendes todos votaram no Serra”, informa Lincoln, ao se declarar apoiador de Dilma Rousseff.

Segundo Lincoln, os custos adicionais, sobretudo com pagamento das rescisões contratuais dos cargos comissionados, todos mudados a cada reviravolta na prefeitura de Diamantino, são naturais, mas reconhece a frustração do adversário. “Eu não queria estar na pele do Erival. Acho até que ele confiou no contador (no caso dos recibos supostamente falsificados) e caiu de inocente.” Apesar da insistência em permanecer no cargo, diz não pensar na reeleição. Prefere apoiar a volta do amigo Chico Mendes. “Por motivos políticos, sou contra a reeleição.”

“Em Diamantino, quando se ouve o barulho de rojão, ou é mudança de prefeito ou é chegada de crack”, ironiza a enfermeira Mônica Gomes, secretária de Saúde do município nos períodos em que Capistrano ocupa a prefeitura. Segundo ela, a descontinuidade administrativa provocada pela mudança de prefeitos está prestes a provocar um colapso no sistema de saúde local, inclusive nos programas de atendimento a drogados e pacientes com Aids. O controle da dengue também estaria sob risco, sem falar nos convênios firmados com o governo do estado e com o Ministério da Saúde. “Temo uma evasão de médicos e outros profissionais de saúde por causa do desencanto provocado por esse caos.”

Secretária de Administração da gestão de Capistrano, Cleide Anzil, servidora do município há 18 anos, afirma que cada mudança de prefeito, além de gerar um custo de 200 mil reais em rescisões contratuais desnecessárias, torna a contabilidade da prefeitura inviável. De acordo com ela, quando Capistrano reassumiu o cargo pela terceira vez, em junho, o orçamento do município para o ano de 2010, de cerca de 50 milhões de reais, havia sido consumido por Lincoln. “Tivemos de pedir uma suplementação (à Câmara Municipal) para pagar as contas, mas depois tivemos de sair de novo”, conta, desanimada. “Não sei onde essa loucura vai parar.”

Leandro Fortes
Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi

Extraído do sítio da CartaCapital

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ÍNDIO FUMOU ERRADO - CACHIMBO DA COLÔMBIA

Laerte Braga

Sandra Cureau é vice-procuradora geral da Justiça Eleitoral. Trem pra burro. Na representação que fez contra José Arruda Serra esqueceu-se de juntar as provas e a denúncia foi declarada inepta. Foi para o lixo.

Quer tirar Lula da campanha de Dilma e quer enquadrar Dilma por propaganda antecipada. Baseia-se em noticiário de jornais.

Em situações semelhantes a essa ministros da Corte já rejeitaram denúncias baseadas em jornais.

Justiça Eleitoral resta sendo um dos últimos instrumentos de censura no Brasil. Com a estrutura que tem e todo o aparato que a caracteriza não existe em nenhum canto civilizado, ou dito assim, do mundo capitalista, democrático, cristão e ocidental.

Em qualquer lugar onde prevaleça essa característica, democracia cristã, ocidental e capitalista, a do deus mercado, um conjunto de leis define as regras do processo eleitoral e comissões formadas por representantes de partidos, sociedade civil chamada organizada, etc, etc, cuidam de fazer cumprir a lei.

Na Grã Bretanha, até hoje, não existe máquina de votar. O cidadão vota em cédula. Aqui se faz um esforço descomunal para impedir o voto impresso, no caso da urna eletrônica, atribuindo àquela maquininha a condição de infalível.

Nem o papa fala nisso mais, ou avoca a si essa condição.

O ex-presidente Itamar Franco, quando no exercício do cargo, andou contrariando o então governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães. Como era do seu feitio, ACM chamou a GLOBO, era sócio, fez várias denúncias de corrupção no governo federal.

Itamar desafiou ACM a apresentar as provas, o governador disse que iria apresentá-las, combinaram dia e hora e quando o político baiano chegou ao gabinete do então presidente da República, as portas estavam abertas, os jornalistas credenciados todos no gabinete. Itamar pediu a ele ACM que apresentasse as provas publicamente, não tinha nada a temer ou a esconder.

O velho coronel saiu espumando de raiva. As “provas” eram recortes de jornais.

Quem acredita em THE GLOBE? Ou FOLHA DE SÃO PAULO? Pô meu, é preciso ser muito crédulo para achar que essa turma diz alguma coisa que preste ou possa ser levada a sério, inclusive as pesquisas GLOPOBE e DATADAFOLHA.

Bota VEJA aí de cambulhada.

Uai, por que Lula não pode fazer campanha para Dilma? Tem algum impedimento, direitos suspensos? A moça deve ser sobrevivente do período de Geraldo Brindeiro, Procurador Geral no governo FHC e especialista em engavetar tudo o que colocasse em risco o tucanato.

José Arruda Serra ao invés de ficar inventando moda, gastando dinheiro público sem qualquer escrúpulo (custa dinheiro esse monte de bobagens da vice-procuradora), devia chamar Índio da Costa, seu candidato a vice e dar-lhe uns puxões de orelha, coisa semelhante.

O cara anda fumando o cachimbo errado, deve ser colombiano, presente de Álvaro Uribe, só pode.

O ex-genro de Cacciola (cumpre pena por fraude na penitenciária da Papuda em Brasília) mandou ver no blog do PSDB. Um monte de besteiras. Acusou meio mundo, bateu duro, gritou por escrito Heil Hitler e foi um trabalhão para a turma correr e tirar as baboseiras do candidato do DEM, companheiro de chapa de Arruda Serra.

Imagine um cara desses numa eventualidade presidente da República?

O dito cujo esqueceu-se de dizer que a senadora Kátia Abreu, paladina da moral e dos bons costumes, desde que o dinheirinho público entre em sua campanha, que propôs a CPI do MST, não apareceu numa sessão sequer da dita CPI. Não tinha provas de nada e a conclusão foi simples, não houve desvio algum de verbas públicas pelo movimento.

Não compareceu, mas... Tchan, tchan, tchan... Recebeu.

Que tal uma CPI do agronegócio. A turma anda dizendo que está quebrada, que não tem financiamento, essas coisas de sempre.

Mas é lógico. Ninguém pagou coisa alguma. Especialidade DEM. Pegou a grana e a grana sumiu. Na hora de pagar, neca de pitibiriba. Aí desanda a dizer que está quebrada e precisa de mais crédito.

E tome transgênico.

É por aí que Índio da Costa transita.

Diferente de Arruda Serra? Em termos. Arruda Serra é um Índio da Costa conseqüente, articulado na corrupção. Índio da Costa é um José Arruda Serra inconseqüente, quadrilheiro novo, ainda não aprendeu as manhas do “negócio”.

Toda quadrilha tem esse tipo de problema. Aquele que acha que saca mais rápido. Mata com mais eficiência. Vende um País como o Brasil por melhor preço.

E incrível o desespero do tucanato.

Os caras não têm a menor idéia do que inventar para tentar evitar o naufrágio do barco e ainda carregam um peso adicional acima da quota permitida, o tal Índio da Costa.

Cachimbo colombiano é fogo. Ser ex-sogro do Cacciola é crime de cumplicidade.

E pro pecado ficar maior, o cara ainda é do DEM.

A GLOBO vai ter que tirar coelho da cartola e cartola extra nessa eleição. Só aquelas armações de sempre não vão dar conta não. Importar um mágico de alto calibre para magicar além do que se conhece, qualquer coisa no gênero. O trem tá brabo.

O desespero tá batendo antes de começar pra valer.

Quem sabe uma edição extra do BBB? Assim no meio do programa os brothers e sisters declaram voto a José Arruda Serra. Pode dar certo, quem sabe?

Num dos programas um brother e uma sister contam coisas escabrosas tipo dossiê contra Dilma e narram que viram um anjo no céu, descendo no meio da casa, Arruda Serra, por que não?

E o Bial fecha dizendo “meus heróis”.

É só pedir o cachimbo colombiano de Índio da Costa. É que nem a jabulani. Chuta prum lado e vai pro outro. O que dá de gol contra num no gibi.

sábado, 17 de julho de 2010

Campanha declarada da imprensa contra petistas pode ser ilegal

Sugiro ao leitor que leia atentamente este post porque dele resultará um possível e inédito esforço da sociedade civil para combater o uso ilegal de poder econômico e de recursos públicos por empresários do setor de comunicação, em claro favor de uma facção política.



Para entender a questão que estou propondo voltemos à última terça-feira (13/7), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o jornal O Estado de Minas em R$ 7 mil reais por fazer “campanha antecipada” para o candidato do PSDB à Presidência, José Serra.



Segundo notícia vagamente reproduzida em alguns grandes portais de internet – e que as imprensas escrita, televisada e radiofônica esconderam total ou parcialmente –, “O veículo foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de publicar, em seu caderno de política, no dia 10 de abril deste ano, reportagem alusiva ao lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República”.


A denúncia do MPE foi acolhida pela ministra substituta do TSE, Nancy Andrighi, que multou o jornal mineiro.


Por certo, não é a primeira vez que um meio de comunicação é multado por fazer campanha ilegal para um candidato, mas não me lembro de outro caso igual envolvendo um veículo do porte de O Estado de Minas.


O fato supra mencionado me voltou à mente na manhã deste sábado (17/7). Como a minha filha caçula, de onze anos, está novamente internada, a fim de passar o tempo entre a noite de sexta-feira até agora, devorei vários jornais e revistas comprados na banca em frente ao hospital.


Foi aí que me veio o pensamento de que os mais eminentes órgãos de imprensa escrita estão fazendo campanha eleitoral em favor de Serra tanto quanto o Estado de Minas, só que na forma de campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT.


Impressionou-me a avaliação desses órgãos de imprensa todos juntos. É impossível ler qualquer um deles sem que a enorme dose de más notícias contra o presidente da República, contra a sua candidata e contra o partido dos dois chame a atenção do leitor.


Comprei O Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo, O Globo e as revistas Veja e Época.


Todos juntos continuam acusando a campanha de Dilma de ter feito dossiê contra Serra e Eduardo Jorge valendo-se do poder do governo Lula sobre a Receita Federal.


Todos juntos contam que a Sociedade Interamericana de Imprensa considerou o governo Lula antidemocrático e o acusou de atentar contra a liberdade de imprensa.


Todos juntos criticam Dilma por “guardar dinheiro debaixo do colchão”, valendo-se de declaração de bens dela à Justiça Eleitoral ao se registrar como candidata.


Todos juntos manipularam o comparecimento de público ao comício com Dilma e Lula no Rio. A Folha chegou a dizer que só mil pessoas foram ao evento, o que, lendo a matéria, descobre-se que foi o que restou de público depois de cair um temporal.


Todos juntos acusam o presidente Lula de “violar as leis” por apoiar publicamente a sua candidata, ignorando total ou parcialmente que Serra também está sendo multado por infringir a lei eleitoral.


As poucas notícias desfavoráveis a Serra, além do volume infinitamente menor delas, tampouco aparecem na primeira página ou na capa desses veículos. E aparecem bem pouco. Para cada 10 notícias ou comentários contra os petistas aparecem, no máximo, um ou dois contra os tucanos, se tanto.


Afirmo publicamente que os jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e o Globo, bem como a revista Veja, fizeram e continuam fazendo campanha escancarada para Serra e campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT fora da época permitida pela lei eleitoral.


A mera análise de um período maior de tempo revelará uma prática sistemática desses órgãos de imprensa de fazerem campanha negativa contra os petistas. É preciso trazer esses números à ordem do dia. Há que apurá-los, divulgá-los e entregá-los à Justiça.


Vale lembrar que o conceito de “campanha eleitoral negativa” surgiu recentemente, quando o sindicato dos professores paulistas, a Apeoesp, promoveu atos públicos contra o governo do Estado, o que foi considerado campanha negativa contra Serra pelo TSE, que multou o sindicato.


A sociedade civil não pode mais aceitar que a imprensa faça campanha tão descarada contra Lula, Dilma e o PT e a favor de Serra e do PSDB. A mesma Justiça Eleitoral que está punindo políticos e meios de comunicação por campanha antecipada, tem obrigação de reconhecer e punir o volume impressionante da campanha escancarada dos veículos supra mencionados.


Que fazer, diante de uma situação de afronta às leis e de verdadeira chacota por parte de uma mídia que se transformou em linha auxiliar da campanha presidencial tucana? Novamente, acho que será preciso jogar a sociedade civil em cima deles.


Só que essa ação precisa ser muito bem estudada. Até porque, dará um trabalho enorme quantificar o volume impressionante de matérias atacando Lula, Dilma e o PT. E é justamente na quantificação dessas matérias, na desproporção absurda em relação aos candidatos que está o fio da meada.


Desta forma, pretendo formar um núcleo de pessoas dispostas a colaborar com a preparação de uma reação da sociedade civil à afronta que esses grandes órgãos da imprensa escrita estão praticando contra as leis.


Estudaremos se caberá de fato ao Movimento dos Sem Mídia tomar uma atitude nessa questão. Sendo assim, quero formar um grupo de filiados ao MSM ou não para que reunamos todo o material necessário a uma medida judicial. Aceitaremos voluntários para a tarefa.


Estou entrando em contato com o setor jurídico do MSM, pedindo estudo do assunto e propondo que nossa organização se reúna talvez até com juristas independentes para melhor analisarmos as opções de reação ao abuso da imprensa escrita.


Será nesse momento que precisaremos do esforço de todos vocês para que consigamos, novamente, outros milhares de assinaturas de apoio à medida que nós, do MSM, poderemos vir a tomar conforme a natureza da análise do nosso setor jurídico.


Peço a cada uma das centenas de pessoas que acabam de se filiar à ONG que consiga apoios à possível representação ao MPE, pois esses apoios, chegando novamente aos milhares, colocarão a Justiça na obrigação de dar uma reposta séria e muito bem ponderada à propositura que lhe poderá ser feita.


Em minha visão, seria facílimo provar que Globo, Folha, Veja e Estadão estão fazendo campanha para Serra desde muito antes do permitido pela lei tanto quanto fez o jornal O Estado de Minas.


Bastará apurar o que fizeram esses veículos no decorrer deste ano. Está tudo muito bem registradinho. Claro que virão com aquela conversa de que são isentos e de que tratam todos os candidatos da mesma forma, mas será brincadeira de criança provar que é mentira.


Logo, logo voltarei ao assunto para tratá-lo em bases mais concretas. Aguardem-me.


chupado do Blog da Cidadania

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Procuradora amiga de Jobim quer dar o Golpe do Gilmar

Publicado em 16/07/2010

Na foto, Gilmar, quer dizer, Jobim, quer dizer Sandra Cureau

Saiu no Globo online:

Vice-procuradora geral eleitoral deve entrar com ação de investigação eleitoral contra o presidente Lula

Isabel Braga

BRASÍLIA – A vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, que deve entrar com ação de investigação eleitoral contra o presidente Lula, por abuso de poder político, já pediu à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), responsável pela transmissão dos discursos e solenidades oficiais do governo Federal, e a outras emissoras de TV privadas os vídeos com os discursos feitos pelo presidente Lula , em solenidades oficiais esta semana, nos quais citou a candidata Dilma Rousseff.


A procuradora disse que pretende analisar as imagens e discursos do lançamento do edital do trem-bala entre Rio e São Paulo, no último dia 13, quando o presidente atribui a Dilma o sucesso do projeto.


- Ele (Lula) está proibido, por lei, de em qualquer ato público fazer propaganda para candidato, proibido de usar a máquina pública. O que os jornais relatam é que ele disse que a responsabilidade é da Dilma, que ela é a mãe do trem-bala. Preciso ver as mídias (imagens e discursos) para ver se cabe uma ação de investigação eleitoral por abuso de poder político. Não pode falar que ela é responsável por tudo, isso é uso da máquina que desequilibra o pleito. É o que aconteceu com o Jackson Lago (ex-governador do Maranhão, cassado pelo TSE) – dis
se Sandra Cureau.

Navalha

Esta é a ultima trincheira do Serra: um Golpe na Justiça.

É bom não se esquecer de que o Gilmar Dantas (*) está no banco do TSE.

Se alguém faltar, ele vai lá, assume, e derruba o Lula e a Dilma, de um só Golpe.

Com a Dra Cureau, muito amiga do ministro serrista Nelson Jobim, Gilmar fará na suplência do TSE o que não conseguiu na presidência do STF: dar o Golpe de Estado da Direita.

Até aí, nada de novo.

Na eleição de 2006, quando Marco Aurélio de Mello era o presidente do TSE, foi a mesma coisa: quase que ele não diploma o Lula.

O que a dra Cureau quer: que o Lula atribua o trem-bala ao Fernando Henrique ?

Diga que ele fez tudo: o ProUni, o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Familia, Belo Monte, o Luz Para Todos.

Se o Lula disser que foi o Fernando Henrique pode ?

A senhora ainda não percebeu que dança o Minueto da Hipocrisia ?

Que essa legislação eleitoral brasileira é risível ?

Por exemplo, a questão da “falsidade ideológica”.

O Serra diz à senhora que é economista e não tem diploma de economista.

A senhora vai fazer alguma coisa ?

E o Goldman, nome pelo qual Serra atende como governador de São Paulo.

O Goldman pode dizer qualquer coisa ?

Veja a seleção feita pelo amigo navegante Ailton:

Qua, 02/06/10 – 20h28 Governador discursa durante anúncio de resultados do Saresp Governador Alberto Goldman: Uma boa tarde para todos. O que o Governo Serra montou (para os Municípios) é o mesmo que ele vem fazendo no Governo do Estado. As mesmas regras, as mesmas normas, os mesmos índices – os mesmos levantamentos que são feitos para a Educação que é dada pelo Governo do Estado é também aquilo que nós oferecemos para que os Municípios possam trabalhar

Sáb, 05/06/10 – 20h30 Governador discursa na cerimônia de abertura da 14ª Parada LGBT Governador Alberto Goldman: Bom dia a todos vocês, é um prazer imenso está aqui com vocês hoje, (como) governador do Estado. Nos anos anteriores o governador (José) Serra esteve aqui presente. Hoje eu tenho a honra de fazer esse papel.

Qui, 17/06/10 – 17h40 Governador discursa em entrega de vídeos culturais Governador Alberto Goldman: Boa tarde. Quero cumprimentar todos vocês. Eu acho que nós já tivemos uma belíssima aula e uma belíssima apresentação do que é o programa. A ideia é fantástica, é uma coisa excepcional e me parece uma coisa essencial. A Secretaria de Educação do Governo de São Paulo, o (ex-governador José) Serra, o (secretário da Educação) Paulo Renato, o pessoal da Secretaria, todos vocês que participaram e construíram esse programa têm a clareza de que não basta ensinar dentro da sala de aula. No meu tempo eu não me lembro se tinha o Museu do Ipiranga, não sei se tinha…

Sáb, 19/06/10 – 16h26 Governador discursa no início das obras do AME e do Centro de Reabilitação de Pariquera-Açu Governador Alberto Goldman: Para mim é uma alegria muito grande estar com vocês aqui. (…) Este esforço que nós estamos fazendo é um projeto que o Serra fez para todo o Estado de São Paulo, de 40 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), 40 para todo o Estado.

(…) Fora este Centro de Reabilitação (Lucy Montoro), também projeto do Serra, que pegou este negócio, inventou isto daqui, criando estes centros de reabilitação, e nós já temos 3 na Capital e dois no interior. (…) Então, eu quero dizer a vocês que isto é um grande avanço que nós tivemos aqui na região – e é um grande avanço da Saúde em todo o Estado. Eu só espero que a gente possa, a partir de 1º de janeiro (de 2011) fazer este Ambulatório Médico de Especialidades, que é um projeto do Serra, em todo o Brasil. É esta a expectativa que eu tenho. Que isto possa ser feito em todo o Brasil. É isso o que nós queremos – e sabemos a capacidade que o Serra tem de construir, de fazer, de ter competência, de mostrar as coisas e fazer as coisas irem adiante. (…)

Dra Cureau, a senhora vai mesmo impedir a posse da Dilma ?

A senhora sabe o que isso significa ?

A senhora já andou de trem bala ?

É uma beleza, dra. Cureau !

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (**) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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