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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vejam o que são os “rebeldes” líbios

por Timothy Bancroft-Hinchey
Veja por si mesmo neste documentário, filmado por Flavio Signore e Leonor Massanet na Líbia recentemente e passado a Pravda.Ru, o que são os "rebeldes" na Líbia e pergunte-se se estes são civis desarmados sendo atacados por forças do governo. Não? Então, faça algo. A OTAN envolveu-se num conflito interno com base em informações falsas.
As Resoluções do CSNU 1970 e 1973 são, portanto, nulas, por essa razão e também porque não houve nenhuma tentativa de explicar todas as cláusulas para os diplomatas russos e chineses, que pediram para que fossem esclarecidos vários pontos. Não receberam resposta. Para além destes dois fatos, o lado da OTAN violou as condições das resoluções, cometendo crimes de guerra. O Conselho de Segurança deve, portanto, convocar e votar por unanimidade caso este acto de agressão vá continuar ... caso contrário, sem unanimidade, deve parar. Assim dita a lei.

Se o que você está prestes a ler o/a revolta, se o que você está prestes a ver com seus próprios olhos, faz você levantar questões quanto à legitimidade da campanha
da OTAN, apoiando os terroristas armados na Líbia que eles chamam de "civis desarmados", se você acha que a OTAN tomou o lado errado, se você acha que as Forças Armadas da Líbia têm o direito de responder de forma medida contra uma insurreição por milhares de terroristas armados, selvagens racistas, que massacraram os negros nas ruas e estupraram mulheres e meninas, então por favor não apenas se sente lá na sua cadeira e diga "Ai, que terrível". Faça algo. Espalha a notícia, mude a opinião pública, escreva aos seus políticos, dizendo que se eles estão de acordo com isso, então na próxima eleição haverá consequências. Levante a questão jurídica contra os líderes da OTAN, vê que se no seu país há possibilidade de os prender por crimes de guerra.

O vídeo a seguir foi feito por Flavio Signore e Leonor Massanet recentemente, quando eles falaram com as pessoas em Zawiya no oeste da Líbia, libertada das garras dos terroristas pelas Forças Armadas da Líbia. Vamos ver quem são esses terroristas, e ver se alguém pode afirmar que são civis desarmados sendo atacados por Gaddafi, como alega a midia ocidental. Por quê, então, é que a OTAN apoia esses terroristas?

O trabalho chama-se: Grupos Armados destroem a Praça Ashuhador em Zawia:
Grupos armados destruyen la plaza de Ashuhador en Zawia

Autores: Flavio Signore y Leonor Massanet



Neste vídeo você pode ver e ouvir civis falando sobre os horrores que sofreram, crimes perpetrados não por "civis desarmados sendo atacados por Gaddafi," mas por terroristas armados que tomaram esta cidade no oeste da Líbia entre Tripoli e a fronteira da Tunísia:

“Os grupos armados entraram na cidade, incendiaram e destruíram vários lugares e eles começaram a matar pessoas”.

“Eles usaram armas contra civis desarmados”

“Sofremos muito quando eles estavam aqui”

“Eles entraram em nossas casas e fizeram coisas horríveis com nossas esposas”

“Agora estamos de volta ao normal, as pessoas estão a trabalhar e a Universidade está aberta novamente. As coisas voltaram ao normal”.

Relatório da Leonor Massanet e Flavio Signore (resumo):

“Pelo que foi supostamente cometido em Zawiya e em outros lugares, a ONU emitiu a Resolução 1973, que autorizou a intervenção militar ocidental. As contas das testemunhas que encontramos nesta cidade completamente contradizem a versão oficial até agora espalhada pela mídia ocidental”.

“Após o cerco de 20 dias e os ultrajes contra direitos civis e humanos cometidos em Zawiya pelos rebeldes, as Forças Armadas da Líbia vieram e libertar a cidade”.

Conta uma testemunha ocular:

“Em 22 de fevereiro, as pessoas que nós sabemos agora foram dos grupos da Al-Qaeda e wa Altakfir Alhejara (extremistas islâmicos), entraram na praça de Ashuhador em Zawiya, destruindo e queimando casas e prédios ... as pessoas se esconderam em suas casas até que o exército veio para libertá-las”.

“Os civis nos mostraram um filme feito com um telefone celular de matança cruel e terrível, as pessoas terem suas cabeças cortadas com facas, como se fossem animais sendo abatidos. Os extremistas, após cada abate, gritaram Allahu Akhbar! As pessoas dizem que não foram líbios, eles eram barbudos e tinha roupas distintivas”.

“Nos primeiros dias do conflito, estávamos todos despreparados e 90% daqueles que vieram eram estrangeiros, que saqueavam. Eles destruíram o Congresso do Povo, onde tomamos nota do que precisamos, os escritórios de segurança social, o cartório, o congresso geral, todas as seções, o escritório que elabora planos para empresas e assim por diante”.

“Qualquer um que apoiou o líder, eles cortaram sua garganta em público e usaram nossas mesquitas para organizar festas.

“Então NATO veio e bombardeou a periferia da nossa cidade”.

Eu descanso o meu caso.

Mais informações sobre a Líbia a partir de: Notícias da Líbia (em espanhol)

Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru

Nota do autor: NATO, aqui está a sua estratégia de saída: Reivindicação que a zona de exclusão aérea no CSNU 1970 (2011) foi implementada com sucesso e afirmação que os objetivos originais do CSNU 1973 (2011) foram atingidos. Retirar, envolver a União Africana e permitir que os líbios resolvem o assunto. A paz seguirá. Os milhões que vocês estão gastando em bombas, guardem para seu povo. Ou não é isso que vocês queriam? Pois, vocês até recusaram a idéia de uma eleição democrática na Líbia não foi?
E qual a legitimidade constitucional nos países-membros da OTAN?

Artigo enviado por Fernando Soares Campos

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Não confie neles Muammar!

Muammar Gaddafi
Os boatos dizem que OTAN ofereceu um negócio debaixo da mesa para o coronel Gaddafi, para que ele se demita ao receber uma declaração de imunidade em troca. Isto levanta duas questões: primeiro, a palavra da OTAN tem a credibilidade de um viciado em heroína a precisar da próxima dose e em segundo lugar, será que aqueles por trás dessa cruzada mal concebida, finalmente, viram a loucura das suas ações?

Quando você receber uma oferta da OTAN, há duas coisas que você deve fazer: lembre-se do cara vestindo uma gabardine suja que sai por trás de algumas pilhas de sacos na estação ferroviária e diz entre dentes aos transeuntes: “Ei cara, você quer comprar um relógio de pulso romeno de segunda mão, bem barato, n’é?” e em segundo lugar, você diz “Não”!

Por quê? Porque a OTAN tem mentido repetidamente. A OTAN mentiu para a Rússia, afirmando que não iria avançar para o leste, instalando-se nos países do antigo Pacto de Varsóvia. Olhem só onde a OTAN está agora – cercando a Rússia no norte nos Estados Bálticos, passando da Polônia para a Bulgária a oeste, ao sul na Turquia e, como se isso não bastasse, está fazendo propostas para a Geórgia, um espinho no lado da Rússia, como foi tão admiravelmente demonstrado pelo ato assassino de Tblisi no verão de 2008.

O destino da Geórgia, é verdade, seria o destino da OTAN se tentasse alguma coisa contra a Rússia, ou seja, uma chuva de mísseis tão espessa que eles iriam apagar o sol antes de fazer uma cratera de 20 quilômetros de cada lado de uma formação militar nas fronteiras da Rússia. Sem qualquer problema, para não falar da capacidade de destruir todas as cidades dos países membros desta organização. Como as tropas georgianas e os seus conselheiros militares “voltaram-se para dentro” (sotaque sulista dos EUA) descobriram, antes de serem degolados, que a Spetsnaz é uma força bem valente, assim como os soldados das divisões chechenas, os queridinhos do Ocidente, como os mercenários ocidentais entre os georgianos se sentiram muito bem antes de serem enviados para casa nos “sacos-corpo”.

As mesmas nações inventaram a descarada mentira para criar um casus belli contra o Iraque, onde não existia nenhuma, inventando a história que o governo de Saddam Hussein havia tentado obter urânio yellowcake do Níger, em seguida, falsificando documentos para realçar a afirmação, e depois, obtendo relatórios da imprensa ignorante para reivindicar que Bagdá estava tentando obtê-lo (país errado) da Nigéria; depois, em seguida, houve uma tese de doutorado copiado e colado da Net fornecendo “maravilhosa inteligência” para Colin Powell apresentar à ONU. Tivemos fábricas de produtos químicos que forneciam leite para os bebês e tivemos “provas” de “armas de destruição maciça” e os locais apontados onde estavam, exceto que não existiam. Como disse o próprio Saddam Hussein.

Nós víamos os meios de comunicação demonizando o presidente iraquiano e ligando-o a Al-Qaeda, apesar de ele e bin Laden se odiarem. Enquanto isso ouvíamos os países da OTAN reclamando sobre hacking enquanto ainda faziam a mesma coisa contra o Iraque, contra o Irã e agora contra a Líbia.

E agora temos a OTAN mentindo como sempre sobre o casus belli neste estado norte - africano, alegando que os pobres inocentes civis desarmados estavam sendo atacados, quando o que realmente aconteceu todo o mundo sabe - milhares de terroristas armados, lançados pela própria OTAN, correndo como malucos nas ruas, incendiando edifícios governamentais, estuprando meninas e matando as pessoas na rua, degolando negros. A OTAN nunca mencionou o Relatório da ONU fornecendo a base para um prêmio humanitário a ser concedido ao coronel Gaddafi em março deste ano, nunca mencionou qualquer de suas muitas ações na União Africana, prestando serviços gratuitamente ao passo que de antemão, os africanos tiveram que pagar fortunas para o mesmo para os fornecedores ocidentais.

A OTAN, o mesmo grupo que organizou o sequestro de Slobodan Milosevic e de sua detenção ilegal na Haia, tribunal canguru que ainda não lançou qualquer caso contra um único membro da OTAN por crimes de guerra, apesar da enorme evidência nesse sentido, agora faz aberturas a Muammar al-Gaddafi, sugerindo-lhe que se demita aceite a imunidade.

Muammar, acredite nisso e dê um milhão de dólares por um relógio de pulso romeno de segunda mão.

A questão é que agora finalmente a OTAN vê o que está acontecendo no oeste da Líbia, vê que Gaddafi é genuinamente popular no seio da maioria das tribos de todo o país e sabe que em termos militares, sua cruzada falhou rotundamente.

Eles nunca esperavam gastar ainda 50 a 100 mil dólares por aeronave por dia, voando a 100 saídas por dia, em julho de 2011, eles nunca esperavam que as Forças Armadas da Líbia iriam resistir à tempestade e lançar a ofensiva contra os terroristas que a OTAN apoia.

Mais uma vez, o caminho a seguir é que a OTAN desengate, alegando que a zona de exclusão aérea foi imposta e permitindo que a União Africano lidere as negociações entre os dois lados. Ninguém deve acreditar nunca na OTAN, porque, dada a história recente desta organização, a OTAN tem tanta credibilidade como um viciado em heroína desesperado pela próxima dose.


por Timothy Bancroft-Hinchey


segunda-feira, 23 de maio de 2011

O fim do terrorismo internacional?

Timothy Bancroft-Hinchey

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, rotulou a morte de Osama bin Laden um “momento decisivo” na luta contra o terrorismo global. Em que medida é a morte do líder da Al-Qaeda também a morte de terror global? Ou vale Bin Laden mais morto do que vivo para a sua causa?

Para começar, vamos todos admitir que existem valores comuns da decência humana aceites pela grande maioria de pessoas que vivem na nossa aldeia global, e entre estes valores comuns existe o direito à inviolabilidade da pessoa (que inclui a violência de gênero, a discriminação baseada no sexo, raça, cor, credo ou orientação sexual) e o repúdio e condenação total de atos de terror contra civis inocentes.

O fato de que muitos leitores terão saudado o início do parágrafo acima, mas terão tido reservas antes do final, prova quão difícil é forjar uma opinião globalizada quanto a valores comuns e o que eles significam.

Para Ban Ki-Moon, a morte (suposta) de Osama Bin Laden é "um momento decisivo" na luta contra o terrorismo global, devido ao fato de que ele era responsável pelas operações de financiamento e de vários ataques na África, no Oriente Médio Oriente e no Afeganistão, além de 11/09 e de ser a inspiração para muitos grupos terroristas que operam globalmente.

No entanto, quantas fontes de inspiração mortas tem havido para incontáveis milhões de pessoas ao longo da história? Moisés? Jesus Cristo? Maomé? Então, a morte de Osama Bin Laden quer dizer o quê exatamente? Em quantos ataques que ele estava envolvido no passado recente em termos operacionais? Foi ele a única entidade responsável pelo financiamento do terror, ou será que a estrutura da Al-Qaeda, tal como existe, é mais horizontal que vertical? E como uma fonte de inspiração, como um mártir, ele pode ser mais perigoso morto do que vivo.

A ameaça terrorista diminuiu significativamente na Europa desde a década de 1970 até o final do século através de um processo combinado da infiltração, de trabalho policial, e operações de forças especiais e serviços secretos, melhor controle das entidades bancárias e, finalmente, o diálogo.

A situação na Irlanda do Norte mostrou que, com uma abordagem inteligente (a partir do governo de Tony Blair) é possível levar os terroristas para o Governo e trocar armas por políticas. Embora grupos dissidentes do IRA, ainda existem, a grande maioria das pessoas na Irlanda do Norte e noutras partes do Reino Unido têm perspectiva real de viver em paz e não passar sua infância olhando para os pacotes suspeitos, algo que marcou duas gerações de cidadãos britânicos.

Portanto, a abordagem de politizar os Talibãs no Afeganistão e da prática de uma política de inclusão, em vez de exclusão, pode funcionar até certo ponto. Somente até certo ponto, porque estes dias os barões do ópio exercem mais influência no país do que ninguém, por isso é uma questão de fazer negócios com traficantes de drogas, para que deixem a sua atividade armada (continuando a produzir substâncias que destroem famílias na Europa, Ásia e América do Norte).

Quanto à Al-Qaeda em si; o cérebro por trás do movimento é Ayman al-Zarahiri e não Osama bin Laden (ele era o financiador e líder carismático) e devido ao fato da estrutura de comando e controle ser o mais horizontal possível, em vez de vertical, há alguma vantagem concreta em remover esta figura, exceto, talvez, proporcionar um mártir para uma causa que até então não a tinha...

Dito isto, não fazer nada não é opção, tanto mais que a voz coletiva da humanidade soa em voz alta e clara dizendo que o terrorismo é errado, matar civis inocentes é errado. Não matarás, dizia alguém há cinco milênios... Não é que este Mandamento pareça ter feito um pingo de diferença para a humanidade ao longo dos séculos e, aparentemente, o provérbio que você pode fazer o que quiser, desde que você se safe, continua a dominar em Paris, Londres e Washington, onde é legal assassinar os netos de Gaddafi, é legal colaborar com os terroristas islamistas, como Washington fez no Afeganistão, com o lançamento dos Mujaheddin e apoiar ninguém menos do que Osama bin Laden, está na moda chamar os bombistas suicidas de Benghazi terroristas no Iraque, mas combatentes pela liberdade e “rebeldes” na Líbia, enquanto a mídia é manipulada para criar uma demonologia histérica em torno da figura de Muammar Al-Gaddafi, que foi o primeiro líder internacional a emitir um mandado de captura contra Bin Laden.

Portanto, podemos escrever frases nobres e bonitas sobre os valores globais, mas precisamente aquelas nações que gostam de reclamar que são justas e os defensores da moral internacional, são os principais culpados da barbárie que testemunhamos. Se vamos entrar numa nova era contra o terrorismo, então que tal dissolver a OTAN, a maior organização terrorista que o mundo conheceu, responsável por mais mortes de inocentes do que Al-Qaeda?

E que tal uma nova abordagem que passa pelo debate e diálogo e discussão e não se curva aos caprichos do lobby das armas que, de fato, controla a política externa de Londres, Paris e Washington e da camarilha dos estados bajuladores que constituem esta Organização bélica?

Não é um pouco hipócrita falar contra o terrorismo internacional, quando os pilotos da OTAN estão explodindo bombas nas caras de crianças e provavelmente se preparando para lançar invasões contra a Argélia, Síria e Irã, enquanto lemos estas linhas?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Os rebeldes de Benghazi e Al-Qaeda

Timothy Bancroft-Hinchey

Timothy Bancroft-Hinchey

A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarou que os Estados Unidos da América consideram que é legal de fornecer armas para as forças rebeldes dentro da Líbia, uma nação soberana, em contradição direta dos termos da Carta da ONU e o direito internacional. Apresentamos provas de que os rebeldes de Benghazi têm ligações a Al Qaeda.

Hillary Clinton é mais um membro da administração Obama a demonstrar sua total incompetência para permanecer no seu posto. Sob a Carta da ONU, qualquer ato de guerra ou de agressão dentro de um Estado soberano deve passar por uma resolução em separado no Conselho de Segurança e de qualquer forma a Carta da ONU proíbe a ingerência nos assuntos internos, armando grupos rebeldes dentro de um Estado soberano.

A Cimeira de Londres foi, numa palavra, um desastre, colocando OTAN contra Washington e dividindo a camarilha de nações pressupostos a lançar uma orgia de ingerência imperialista onde não são chamados.

Não há absolutamente nada na resolução de 1970 ou Resolução 1973, que permita o abastecimento de armas para a Líbia ou qualquer grupo dentro da Líbia e não há nada na resolução da segunda, que contradiz a primeira. A expressão “quaisquer medidas” foi tomada fora de contexto por Clinton e seus amigos belicistas nos lobbies de armas e de energia - é expressamente declarado no documento da ONU que “todas as medidas” se refere a uma zona de exclusão aérea. Além disso, o único parágrafo substituindo o texto da Resolução 1970, em 1973, é o n º 11, que se refere a inspecionar os navios e aeronaves para reforçar o não-fornecimento de armamento.

Dito isto, é agora claro que Muammar Al-Gaddafi estava certo desde o início: os rebeldes de Benghazi têm ligações à Al-Qaeda. O Presidente Idris Déby do Chade confirmou que a Al-Qaeda tinha roubado uma grande quantidade de armas dos depósitos de armas em meio ao caos causado pela “rebeldes” e agora, o comandante dos rebeldes, Abdel-Hakim al-Hasidi, declarou que entre os as tropas de combate contra as autoridades de Gaddafi, são combatentes da Al-Qaeda que combateram as forças dos EUA no Afeganistão.

Al-Hasidi, que foi capturado no Paquistão organizando a luta contra as forças dos EUA, declarou em entrevista ao jornal italiano Il Sole 24 Ore de que ele havia recrutado efetivos para combater as forças dos EUA no Iraque, onde a maioria dos bombistas suicidas vinham de Benghazi.

Os que deveriam renunciar são Hillary Clinton, os presidentes Obama e Sarkozy e o primeiro-ministro Cameron. Não só eles entraram de forma precipitada em um conflito que mal entenderam desde o início, eles não apenas tentaram dar a sua interpretação ao direito internacional, mais uma vez, e desrespeitaram a Carta da ONU, mas agora pretendem conspirar com Al-Qaeda.

E gastar centenas de milhões de dólares em fazê-lo.

Extraído de Agência Pátria Latina

quarta-feira, 30 de março de 2011

Assassinos! Criminosos de guerra Cameron, Obama e Sarkozy lançam ataque terrorista

Timothy Bancroft-Hinchey

A tinta ainda estava fresca na Resolução 1973, e na mídia ocidental já estavam falando sobre os ataques aéreos e como ajudar os rebeldes. Dois erros aqui - em primeiro lugar, não é esse o âmbito do documento e, segundo, por que o Presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron deliberadamente citam de forma errada as palavras de Muammar Al-Kadafi?

“OTAN” e “terrorismo” são a mesma coisa e as últimas ações desta ala militar do lobby do petróleo, que gravita em torno da Casa Branca, demonstram de forma evidente que essa força maligna segue endemicamente uma política de violência para perpetrar a sua ganância. Na Líbia, a OTAN, mais uma vez, errou monumentalmente.

A tinta ainda estava fresca na Resolução 1973, e na midia ocidental já estavam falando sobre os ataques aéreos e como ajudar os rebeldes. Dois erros aqui - em primeiro lugar, não é esse o âmbito do documento e, segundo, por que o Presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron deliberadamente citam de forma errada as palavras de Muammar Al-Qathafi?

O Líder Fraternal do Grande Jamahiriya Socialista Popular Líbia Árabe não havia jurado não mostrar misericórdia para com o povo de Benghazi - ele tinha dado aos “rebeldes” (grupos armados de criminosos), uma janela para deporem as armas e tinha dito que ele não mostraria misericórdia para aqueles que não o fizeram. Ele não estava falando acerca do massacre de civis em Benghazi - onde, aliás, muitos dos seus apoiadores, indefesos, que já foram assassinados pelos “rebeldes”. A sangue frio.

É legal ou aceitável a França, Inglaterra ou nos Estados Unidos da América para pegar em armas, transformar edifícios em tochas, massacrar civis desarmados (os "rebeldes" fizeram isso em Benghazi) e cometer atos de terrorismo? Não? Nem é na Líbia.

O fato que o presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron deliberadamente distorceram as palavras do estadista líbio, citando-o de forma errada e fora de contexto não faz nada para promover a noção de que eles sejam razoáveis, ou equilibrados, ou competentes para desempenharem seus papéis. O que eles fizeram é juntar-se ao Presidente Sarkozy para cometer um ato de terrorismo contra a Líbia. A Cruzada começou, e a Líbia é apenas a primeira etapa.

O adágio da OTAN no Iraque era “hoje, uma criança - amanhã, um terrorista” e a política de jogar bombas de fragmentação em áreas civis é prova disso. Depois, entraram as empresas petrolíferas. O adágio da OTAN na Líbia parece ser proteger o povo líbio aliando-se com Al-Qaeda, instigar a revolta na zona rica em petróleo endemicamente separatista da Cirenaica, Benghazi sendo a sua cidade capital, para depois instalar um regime amigável... E depois, as companhias de petróleo entrarão.

Para o povo da Líbia, se o Grande Plano der resultado, vai desaparecer o alojamento gratuito, idem o sistema de educação livre, idem o sistema de saúde excelente e gratuito, idem os enormes benefícios sociais distribuídos entre a população. Líbia vai-se tornar a prostituta do Ocidente, os seus recursos estuprados enquanto pessoas à margem da sociedade da Líbia são colocados em posições de poder. Marquem as minhas palavras.

Para os (agora) criminosos de guerra Cameron, Obama e Sarkozy, algumas perguntas. Vocês sabiam que em 1951, a Líbia foi a nação mais pobre do mundo? Vocês sabiam que hoje tem o maior índice de desenvolvimento humano em África? Algum de vocês três implementaram programas habitacionais gratuitos? Não, vocês destruíram as esperanças dos seus cidadãos através da criação de sistemas nos quais as pessoas não têm recursos para manter suas casas.

Algum de vocês já implementou sistemas de cuidados de saúde gratuitos? Não, vocês tornaram a saúde num negócio. Algum de vocês distribuiu terras gratuitamente? Doaram equipamentos agrícolas de graça? Não, vocês impõem tarifas sobre as importações provenientes dos países pobres e dão subsídios aos seus fazendeiros, fingindo seguir, de forma hipócrita, os preceitos da OMC.

Como vocês justificam os ataques a alvos civis da noite passada? Estes são crimes de guerra. Vocês sabiam que os três centros médicos foram atingidos? Que tipo de "ditador" distribui armas para um milhão de cidadãos? Onde está a zona de exclusão aérea sobre o Bahrein e Iêmen, onde civis desarmados estão sendo massacrados pelos seus amigos?

E agora, o Sr. Cameron. Você se preocupou em explicar ao seu povo, confrontado com o selvagem, bárbaro e desumano ataque contra a sociedade britânica pela implementação de seus ridículos e totalmente desnecessários cortes de gastos públicos, quanto custa participar neste ato descarado de terrorismo? Então eu lhe informarei que o custo por aeronave por dia está na região de 200.000 libras esterlinas. Isso é 35,000-50,000 GBP por hora de voo por aeronave - do dinheiro dos contribuintes. Como você justifica os gastos nesse bombardeio de hospitais e alvos civis, quando você corta os gastos para o Serviço Nacional de Saúde?

Cortes dos gastos públicos, qual o quê?

Agora a verdade: A “rebelião” na Líbia está baseada em torno de fundamentalistas islâmicos no ponto quente historicamente separatista de Benghazi. Os líbios chamam-lhes “os barbudos”. A “rebelião” foi lançada pelo Ocidente. Falhou, e quando as forças militares do coronel Al Kadafi ganharam a iniciativa, eles entraram em pânico. Eles recusaram a resolução patrocinada pelos russos de um cessar-fogo na ONU e tentaram fazer passar uma resolução que permitia uma invasão militar em larga escala.

Esta resolução foi anulada pela Rússia, China, Índia, Brasil e Alemanha, e o resultado foi uma zona de exclusão aérea e permissão para usar a força militar para proteger os civis. Mas as autoridades líbias não estão lutando contra “civis”. Eles, como no Ocidente, estão lutando contra terroristas islâmicos.

E os presidentes Obama e Sarkozy e o primeiro-ministro Cameron tem os assassinatos de 64 pessoas nas suas mãos. Estes homens são responsáveis pelo uso indiscriminado dos recursos militares contra alvos civis na Líbia, incluindo alegadamente três centros médicos, fora do âmbito de aplicação da Resolução das Nações Unidas. Senhoras e Senhores, Cameron, Obama e Sarkozy são responsáveis por crimes de guerra.

Timothy Bancroft-Hinchey
Extraído do Pravda.Ru e Pátria Latina

quarta-feira, 23 de março de 2011

Líbia: Proteger “civis” ou ajudar “rebeldes”?


Timothy Bancroft-Hinchey
Timothy Bancroft-Hinchey - Pravda.Ru


Na Líbia, certos membros da comunidade internacional caíram novamente na armadilha da “síndrome dos Balcãs”, quando o sentido de culpa por não ter agido mais cedo provocou uma reação instintiva, com consequências desastrosas: a farsa chamada Kosovo? Na Líbia, eles estão protegendo “civis” ou eles estão ajudando “rebeldes”?

Louvável que seja ter preocupações com a segurança dos seres humanos, é também o dever dos líderes da comunidade internacional pensar cuidadosamente antes de agir e não cair na armadilha da “síndrome dos Balcãs”, quando a culpa por não ter agido tempestivamente provocou uma reação instintiva, com consequências desastrosas: o insulto ao direito internacional chamado Kosovo. E desde quando é que uns bandos fortemente armados de islâmicos fanáticos barbudos se descrevem como “civis desarmados”?

No entanto, alguém na comunidade internacional nestes dias age ou reage pela bondade do seu coração, ou através do auto-interesse e a obrigação de proteger os grupos que o colocou no poder? Quão democráticas são as sociedades “democráticas”, quando o poder real é detido por grupos de barões cinzentos que puxam os fios de interesse empresarial por trás dos bastidores, e quando os governos são eleitos, dependendo do desempenho do líder do partido nas imagens televisivas?

Quão democrática e livre é a mídia, quando a informação é controlada e apresentada em um belo pacote arrumadinho em que a verdade muitas vezes é reprimida ou ignorada e mentiras e desinformação são manipuladas?

Louvável que seja ter preocupações com o bem-estar das pessoas; vamos, então, considerar algumas questões relacionadas com o ataque contra a Líbia, liderada pelos EUA, Reino Unido e França.

Em primeiro lugar, a situação interna no estado soberano da Líbia foi uma questão de uma revolta popular contra as normas opressivas de vida, enquanto uma claque de elitistas sangrou o país? Não, porque a riqueza da Líbia foi e será distribuída, enquanto Muammar Al-Gaddafi conserve a sua influência. Ou foi a situação na Líbia alimentada por “rebeldes” ajudados e incentivados e abastecidos a partir da fronteira no Ocidente (Tunísia) e Oriente (Egito), cujos governos haviam convenientemente “caído”? Vamos dar uma olhada onde a “rebelião” se iniciou.

Não começou em Trípoli, a cidade capital - onde Muammar Al-Gaddafi é tão obviamente ainda muito popular, iniciou-se na província tradicionalmente separatista de Cirenáica (Benghazi) e ao longo da fronteira ocidental.

Em segundo lugar, onde estão esses “civis desarmados”? É difícil imaginar que tipo de televisão David Cameron, Barack Obama e Nicolas Sarkozy estão assistindo, porque os “civis desarmados” que eu vejo mostram homens barbudos fortemente armados, quadrilhas de saqueadores e de bandidos gritando “Allahu Akhbar”. Agora, onde eu já ouvi isso antes?

Em terceiro lugar, o Ocidente errou ainda mais uma vez? Será que sem pensar claramente, eles foram enganados a armar aqueles cujas intenções não são nem democráticas, nem tão claras e, provavelmente, eventualmente anti-ocidentais? Lembrem-se dos mujahidin, os “libertadores” no Afeganistão, que destruíram os direitos das mulheres naquele país e, em seguida, passaram a se transformar no Talibã? A nota de agradecimento foi 9/11.

Em quarto lugar, a Resolução 1973 (2011) da ONU é suficientemente vaga para ter servido para se transformar numa grande dor de cabeça entre os membros da comunidade internacional. Só podemos imaginar as travessuras nos bastidores antes de sua aprovação apressada - era óbvio a partir das palavras do Ministro do Exterior francês Alain Juppé, que era para passar antes mesmo de ser votado.

A redação do seu Parágrafo n º 4, sobre a proteção dos civis, cita Nº 9 da Resolução 1970 (2011), que expressamente proíbe a exportação de armas para o Jamahiriya Árabe Líbia. Quem, então, está fornecendo armas aos “rebeldes”, está quebrando a lei internacional; os termos do § 4º da Resolução 1973 (2011) mencionam a autoridade à força da ONU “para proteger os civis e áreas habitadas por civis, sob ameaça de ataque na Líbia”.

Isso não vai contra os preceitos do direito internacional, em que os Estados membros são livres para se proteger em caso de insurreição armada? E onde é que se traça a linha entre “proteger os civis” e atacar as forças do Governo, permitindo que os “civis” avancem sobre Trípoli, como tem sido sugerido em numerosos meios de comunicação?

Em quinto lugar, como pode um grupo de pessoas com uniformes, equipados com armamento pesado, ser considerado “civis” e, portanto, como pode qualquer ataque militar substancial sobre as forças da Jamahiriya Árabe Líbia ser algo senão uma violação do direito internacional, ocasionando interferência na assuntos internos de um Estado soberano?

Em sexto lugar, o presidente Obama foi ao Congresso pedir autorização para entrar num ato de guerra, como ele deveria? David Cameron tem informado os seus cidadãos que unidades de maternidades acabam de ser fechadas num hospital; escolas foram fechadas, famílias foram insultadas e/ou atacadas por gangues de criminosos bêbados e drogados? Tudo porque a força policial foi brutalmente reduzida. Quanto dinheiro ele está gastando na aventura da Líbia?

Para aqueles que na Grã-Bretanha estão na lista de espera para uma cirurgia, para aqueles para quem não foi possível obter uma cama de hospital, que foram negados medicamentos oncológicos porque são caros demais e cujos subsídios de segurança social foram cortados, enviando-os à miséria, tenho o prazer de informar que o custo de uma missão por aeronave por hora é entre 35,000 e 50,000 libras esterlinas, ou 200.000 por avião, por dia. O custo de um papel secundário em uma operação de exclusão aérea prolongada na região é de 300 milhões de libras por ano. No mínimo.

Para fazer o quê? Ajuda um bando de saqueadores de fanáticos barbudos tomarem o poder nas portas da Europa?

Finalmente, quantos dos envolvidos nesta campanha maníaca se preocupou em pesquisar a enorme quantidade de ações que Coronel Al-Qathafi tem feito não só para o seu povo, mas também para a África? Por quê era agendada uma homenagem ao Muammar Al-Gaddafi ainda este mês na ONU, sobre seu registro em defesa de direitos humanos? Sobre a sua tolerância religiosa… Relatório que elogiou-o por proteger “não só direitos políticos mas também direitos econômicos, sociais e culturais”, elogiou-o pelo seu tratamento de minorias e pelo treinamento em matéria humanitária pelas forças de segurança.

Quantos deles afirmaram que ele foi uma das primeiras vozes que ressoaram contra Al Qaeda e o terrorismo internacional? Quantos já explicaram que recebeu o país mais pobre do mundo e transformou-o no país com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África?

Mais uma vez, os mais beligerantes membros da comunidade internacional se precipitaram, caíram na armadilha da “síndrome dos Balcãs”, (quando Clinton queria retirar as atenções da sua braguilha). Desta vez, quem são os três líderes com problemas de popularidade nos seus países? Barack Obama, David Cameron, e Nicolas Sarkozy, cujas taxas de aprovação estão abaixo daqueles de Muammar Al-Gaddafi.

Extraído da Pátria Latina 
Original: Pravda (em inglês)

terça-feira, 15 de março de 2011

A OTAN está na Líbia?

Timothy Bancroft-Hinchey

Timothy Bancroft-Hinchey - Pravda.Ru - Pátria Latina
Traduzido pelo Pravda
Enviado por MVM==News

Depois dos atos de terrorismo perpetrados pela OTAN nos últimos anos, após o flagrante desrespeito dos direitos humanos e da vida humana, quando suas munições com urânio empobrecido na Jugoslávia deixaram vastas áreas de território inabitáveis e destruíram o futuro de centenas de milhares de crianças iraquianas, surpreenderia alguém   aprender que a Líbia é uma campanha da OTAN?

Do que a OTAN é capaz, já vimos na Iugoslávia, do que o Ocidente é capaz, vimos na Geórgia. Lemos e vimos as mentiras descaradas, vimos atos indiscriminados de assassinato, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, todos encobertos pela mídia controlada. Então seria surpresa para alguém que a OTAN está operacional na Líbia?

O olhar derrotado do menino de nove anos de idade, iraquiano, que acabara de saber que toda a sua família tinha sido literalmente destruída por uma bomba da OTAN foi tão inesquecível quanto o sorriso corajoso ostentado por outro menino de seis anos, “terrorista” iraquiano, cujos membros e rosto tinham sido obliterados por um heróico piloto da OTAN. As vítimas da OTAN, autora de indescritíveis atos de terrorismo contra civis desarmados. Mas quem se refere a eles?

Curiosamente, os “rebeldes” no Iêmen não são referidos como “revolucionários”, mas “terroristas”: O Departamento de Estado elevou o nível de ameaça de segurança para o país para “extremamente elevado devido a atividades terroristas e distúrbios civis”. É interessante que o presidente Ali Abdullah Saleh, o amigo de Washington, prometeu defender o seu Governo contra os rebeldes “com cada gota de sangue”, mas ninguém fala contra ele. Onde está o processo no tribunal penal internacional? Onde estão os apelos para ele “ir embora, já”?

É interessante que, na Líbia e para os que governam a Líbia, as coisas são tão completa e totalmente diferentes. Mais interessante foi que as fronteiras a Leste e no Ocidente foram seguradas (Tunísia e Egito) antes dos distúrbios eclodirem, fronteiras que permitiram o envio de equipamento e material humano, é interessante que já duas equipes de forças especiais da OTAN foram capturadas dentro da Líbia (da Marinha Holandesa e Forças SAS britânicas), foi interessante a entrevista de SKY News com “um rebelde na linha de frente”, falando com  sotaque canadense.

É interessante a falta de profissionalismo da “imprensa ocidental” que apoia as campanhas terroristas da OTAN com as suas mentiras e meias verdades, tão visível contra Muammar Al-Qathafi e seu governo enquanto esperam que os seus espectadores e leitores engulam esse monte de porcaria sem qualquer grão de fato, verdade ou análise equilibrada.

Quantos deles se referem ao fato de que a Líbia tem a maior expectativa de vida do Continente Africano? Quantos deles se preocuparam em pesquisar e informar os seus espectadores e leitores que o “regime” Muammar Al-Qathafy (Kadafi) começou a distribuir a riqueza do petróleo diretamente ao povo para combater a corrupção, dando ao povo da Líbia a maior Paridade do Poder de Compra em África?

Quantos deles afirmaram que os sub-nutridos são de 5 por cento, menos do que em muitos Estados da União Europeia; quantos nos informaram que para combater a subida dos preços, o governo da Líbia aboliu todos os impostos sobre os alimentos; quantos deles disseram que a taxa de mortalidade infantil na Líbia é a menor em toda a África?

Interessante é que no meio das suas diatribes anti-Kadafi, eles esqueceram de nos avisar que o Índice de Desenvolvimento na Líbia é o mais alto de qualquer dos 54 Estados africanos (contando os dois Sudãos e o Sahara Ocidental, ilegalmente anexada por Marrocos); nem nos informaram que a taxa de pobreza na Líbia está abaixo dos Países Baixos, e se recusaram a explicar o que Jamahiriya (o sistema de governo da Líbia) significa, ou seja, “um estado das massas”, governado pelo povo através dos conselhos locais.

Interessante que aos “revolucionários”, ou “terroristas” são permitidas pela OTAN montar uma insurreição armada; ainda os mesmos países que usaram urânio empobrecido contra as crianças do Iraque insistem que Muammar Al-Qathafi (Kadafi) não pode retaliar.

O que ele deveria fazer? Dar seu petróleo para o Ocidente em termos ditados pelos seus inimigos? Ou demitir-se e deixar que seu país seja ocupado?

Timothy Bancroft-Hinchey
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Líbia: Toda a verdade

Timothy Bancroft-Hinchey

Timothy Bancroft-Hinchey - Pravda.Ru
Tradução Pravda
Enviado por MVM==News

Uma semana depois do Dia de Fúria, quando nesta coluna perguntei quem ou o quê estava por trás da “revolta” contra o Coronel Muammar Kadafi, as primeiras respostas começam a aparecer... E interessantes elas são.

A “revolta” na Líbia pareceu um pouco estranho desde o início. Enquanto na Tunísia e no Egito os movimentos estavam concentrados nas cidades capitais, na Líbia o epicentro se focou na região leste, nas terras tribais da Cirenaica. Estranho...?

Cirenaica é anfitriã de um grupo extremamente complexo de povos e tribos, uma realidade étnica tão facilmente explorada em outras regiões árabes por forças exteriores. Em torno da segunda maior cidade da Líbia, e capital da Cirenaica, Benghazi, residem os tribos Arafah, Darsa, Abaydat, Barasa, Abiid, Awaqir, Fawakhir, Zuwayah, Mugharbah, Majabrah, Awajilah e Minifah.

Por isso a primeira pergunta é: Por que a “revolta” líbia não começou na capital, Trípoli, e por que a mídia comprada nunca relatou nada sobre Benghazi e a região Leste... Que tem sido o epicentro de tensões étnicas e separatismo?

Pergunta dois é porque houve uma falta de informação sobre os programas sociais de Coronel Kadafi?

Os programas sociais do Coronel Muammar Kadafi na Líbia são muito maiores do que os aplicados nos países vizinhos. Infraestruturas modernas surgiram nos últimos anos que visam atrair investimento e trazer riqueza acrescentada e desenvolvimento sustentável para os cidadãos da Líbia; o programa Kadafi de alfabetização forneceu a educação universal gratuita e desde que ele assumiu o poder em 1969, a expectativa de vida dos cidadãos da Líbia aumentou 20 anos, enquanto a mortalidade infantil diminuiu drasticamente.

Kadafi representa o controle dos recursos da Líbia por líbios e para líbios.

Quando ele chegou ao poder dez por cento da população sabia ler e escrever. Hoje, é cerca de 90 por cento a taxa de alfabetização. As mulheres, hoje, têm direitos e podem ir à escola e conseguir um emprego. A qualidade de vida é de cerca de 100 vezes maior do que existia sob o domínio do rei Idris I.

Pergunta três é de onde vieram os cartazes EnoughGaddafi.com e por que o webmaster desta “organização” está listado na Movements.org como o “Twitter” a ser seguido e a pergunta número quatro é qual o papel do Departamento de Estado dos EUA relativamente ao Movements.org. A resposta a esta pergunta é que ajudou a lançar o movimento em 2008.

Pergunta cinco é o que fazem a Frente Nacional de Salvação da Líbia (NFSL) e a Conferência Nacional para a Oposição da Líbia (NCLO). A resposta é a coordenação de atos de terrorismo.

Pergunta seis é o que está fazendo a OTAN concentrada ao largo da costa líbia?

Pergunta sete é por que o site da agência de notícias, JANA, do Governo líbio, tenha ficado offline por três dias:   e quem ou o quê está por trás desta aparente ato de terrorismo cibernético. Esta é uma tentativa deliberada de manipular a notícia por aqueles que tentam obter informações e tentar moldar a opinião pública ao seu favor. Aqueles que tentam forjar um caminho independente, como a Al Jazeera, logo são assimilados, o que é fácil de se ver.

Pergunta oito é quem estava por trás do boato que o Coronel Kadafi havia fugido do país, enquanto ele estava o tempo todo em Trípoli.

Pergunta número nove se baseia no que aconteceu com o embaixador da Líbia em Washington, aparentemente impedido de participar numa discussão na ONU; esta foi realizada por um assessor, cuidadosamente preparado, que tomou seu lugar e deu uma versão dos eventos que o embaixador negou mais tarde.

O tempo dirá o que acontece a seguir, mas uma coisa é clara: há forças das trevas operando na Líbia e não são líbias...

Timothy Bancroft-Hinchey
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