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sábado, 13 de setembro de 2014

Mas... Obama quer bombardear quem?

12/9/2014, [*] Lyuba LulkoPravda.Ru
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Barack Obama (10/9/2014)
Dia 10/9/2014, o presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou forte escalada na campanha militar contra o Estado Islâmico, declarando que a Força Aérea dos EUA atacaria não só o Iraque, mas também a Síria. Falou de destruir terroristas onde estejam. Como o presidente Bashar al-Assad reagirá à invasão?

Qual, precisamente, é o plano de Obama? Em outros tempos, os EUA fariam ataques apenas pontuais, para proteger pessoal ou prédios de importância vital para os EUA – o consulado em Erbil, escritórios de empresas de petróleo no Curdistão Iraquiano, uma base secreta de forças especiais e da CIA, etc.. Agora, os EUA por-se-ão a bombardear territórios que os EUA considerem úteis para a ofensiva do exército iraquiano. Obama também propôs bloquear as fontes de financiamento do Estado Islâmico e criar uma ampla “coalizão” de contramilitantes. Acrescentou que não haverá soldados norte-americanos “em solo”.

Analistas norte-americanos creem que, para alcançar sucesso sem operação por terra, será indispensável aumentar consideravelmente o número de ataques aéreos. Mas só bombas tampouco bastarão. O principal problema é que as ações dos EUA não encontram nenhum apoio entre a população civis (sunitas) que pagam impostos ao Estado Islâmico e consideram os EUA como “inimigo público N° 1” – como se lê na imprensa dos EUA. Assim sendo, na opinião de vários analistas norte-americanos, implementar no Iraque e na Síria o cenário líbio, não dará certo.

Tenente-General William Mayville
Tampouco o Pentágono acredita no poder dos ataques aéreos. O tenente-general William Mayville, por exemplo, disse, dia 11/8/2014, que o Estado Islâmico estava ganhando impulso persistentemente em todo o Iraque, e que conseguirá sobreviver a ataques das forças de segurança iraquianas e curdas, apesar do ataques aéreos.

Azhdar Kurtov
Bombardeios servem para destruir infraestrutura, mas não destrói combatentes, que sabem esconder-se em terreno adverso. Só se derrotam combatentes com coturnos em solo – disse ao jornal Pravda.Ru, Azhdar Kurtov, historiador, cientista político e editor-chefe do periódico Problemas de Estratégia Nacional.

Segundo o especialista, é claro que os norte-americanos terão de conduzir operação por terra no Iraque e na Síria, se querem mesmo alcançar resultados reais.

A segunda questão é o problema de bombardear a Síria. Obama falou de bombardear territórios controlados pelo Estado Islâmico, não de bombardear áreas tomadas pelas tropas sírias. Do ponto de vista legal, se o Estado Islâmico estiver em território sírio, qualquer ataque contra ele pode ser interpretado como ato de guerra. Os EUA não sabem como o presidente Assad responderá. Segundo o general Jim Poss, ex-diretor da Inteligência da Força Aérea dos EUA, há sérias razões pelas quais políticos norte-americanos não dão sinal de ter pressa alguma para começar a bombardear a Síria: as defesas aéreas sírias estão entre as melhores do mundo, testadas diariamente contra a melhor, indiscutivelmente, força aérea do planeta: os israelenses. Assim sendo, os norte-americanos deve temer baixas pesadas na Síria.

ISIS/ ISIL Mapa de situação (out/2014)
A questão é definir quem Obama bombardeará na Síria, porque há sérias dúvidas sobre se estará bombardeando militantes, não instalações do governo do presidente Assad que impedem os militantes de chegar a Damasco – disse ao Pravda.RuYevgeny Satanovsky, Presidente do Instituto para Estudos de Israel e do Oriente Médio.

Esse especialista prevê que o presidente Assad reagirá imediatamente, no caso de Obama pôr-se a bombardear posições do Exército Árabe Sírio e subúrbios de Damasco.

Mikhail Chernov
Fato é que ninguém derrotará o ISIS, ninguém e, menos ainda, os EUAOs EUA precisam do que estão fazendo agora para gerar guerra em grande escala, e forçar outros atores a também se envolver – atores regionais e não regionais. Não há bombardeios que destruam o ISIS, e ninguém conseguirá. Os objetivo é forçar outros países a envolverem-se, seja como for – ideologicamente, com recursos, infraestrutura, serve qualquer envolvimento. O objetivo real de Obama talvez seja enfraquecer um pouco o ISIS. Talvez os EUA tenham superestimado a própria importância. Seja como for, só importa aos EUA que a situação sirva como disparador para uma grande guerra no Oriente Médio — disse ao Pravda.Ru,  Mikhail Chernov, cientista político e vice-diretor do Centro de Situação Estratégica.

Quanto ao bloqueio financeiro, o Estado Islâmico recolhe impostos no território que controla militarmente, vende petróleo e recebe ajuda de fundações privadas no Golfo Persa. O petróleo deles é vendido por canais ilegais ou semilegais, inclusive estados árabes aliados dos EUA, dentre os quais a Turquia. Se os EUA quisessem criar qualquer tipo de bloqueio financeiro, já teriam criado há muito tempo – disse Azhdar Kurtov.

Para Yevgeny Satanovsky, eles vendem petróleo ao preço de US$ 25/barril, de duas a quatro vezes mais barato que os preços mundiais.

Quanto a isso, Obama nada pode fazer. O Qatar financiou, financia e financiará islamistas, e a Arábia Saudita financiará outros islamistas – diz Satanovsky.

O ISIS é faca de dois gumes. Por um lado são absolutamente doidos, seus combatentes são selvagens e ferozes em suas ações dentro do Iraque. Por outro lado, são políticos profissionais bem educados, com conexões no ocidente, talvez com origens também ocidentais, e criam a base econômica e financeira para que o Estado Islâmico funcione. Será destruído? Duvido, porque eles são garantia de grande suprimento ilegal de petróleo barato, e muitas empresas norte-americanas aproveitam-se disso para obter o petróleo que elas próprias vendem − disse Mikhail Chernov.

Yevgeny Satanovsky
Quanto à “ampla coalizão” de fantoches dos EUA, incluirá Canadá, Austrália, Reino Unido e vários estados europeus membros da OTAN, diz Azhdar Kurtov. 

Talvez inclua Ucrânia ou Geórgia, os estados do Báltico, claroMas, de fato, a questão de amplíssimas coalizões é absoluto nonsense. Todas essas coalizões falharam em tudo quanto poderiam falhar no Iraque, no Afeganistão. Uma coalizão pode destruir governos centralizados, mas não há “coalizão” que consiga combater terroristas, nem jamais souberam como fazer tal coisa, disse Yevgeny Satanovsky

A Rússia apoiará os EUA, se os EUA lutarem contra o terrorismo – continuou Yevgeny Satanovsky. – Mas o presidente Obama vai combater o terrorismo com uma mão e, com a outra, tentará derrubar o presidente Assad. Por que deveria a Rússia dar luz verde a um golpe contra o presidente sírio – que é hoje o único fator-agente efetivo a impedir que a Síria entre em colapso e converta-se em mais um enclave terrorista, como aconteceu à Líbia?


 [*] Lyuba Lulko é jornalista do Pravda.ru, sediada em Moscou 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Tempos difíceis para os EUA! Quando a maré vira, VIRA!

(muuuito engraçado)

Hoje (19/9/2013), deu no The Guardian – UK em: John McCain aims broadside at Vladimir Putin with reply editorial (Excerto)
Traduzido e comentado pelo pessoal da Vila Vudu

John McCain

O senador McCain resolveu “responder” à coluna que Putin fez publicar no New York Times, na qual Putin DETONOU o tal de “excepcionalismo” de que Obama falara (e que já foi chamado de onanismo nacional norte-americano). Então McCain mandou sua “resposta” para o portal Pravda, que publicou.

Dmitry Peskov
O secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov, disse que o presidente russo lerá, logo que possa, mas que não responderá. Claro que leremos – disse Peskov à imprensa russa. – O senador McCain tem fama de não gostar muito do presidente Putin. Mas não haverá polêmica, é claro, em torno da opinião de uma única pessoa, que vive do outro lado do mundo.

A escolha de McCain pelo portal Pravda tem ressonância histórica. O Pravda foi o jornal oficial da União Soviética, mas o portal de notícias Pravda.ru na Internet só foi criado depois de o famoso jornal russo já não existir, vendido que foi nos primeiros anos do colapso da URSS.

Há hoje, na Rússia, feroz disputa sobre qual seria o Pravda “real”, porque o Pravda impresso é hoje o jornal oficial do Partido Comunista da Rússia.

Nem o Pravda impresso, nem o portal Pravda têm grande número de leitores, e analistas russos observaram que há inúmeras outras páginas de internet e jornais impressos na Rússia, hoje, que teriam publicado a coluna de McCain.

McCain “respondeu” a Putin pelo Pravda?! Morreu nos anos 1980s e nem sabe. Só descobri que ainda existe Pravda, quando aceitaram a coluna que McCain ofereceu. – escreveu Dmitry Trenin, Diretor do Centro Carnegie de Moscou, pelo Twitter. [pano rápido] 

Sabra e Chatila: Diário de um massacre - 1ª Parte

Genocídio cometido pelos falangistas (direita) libaneses e sionistas de Israel

Trinta e um anos atrás, mais de 3 mil palestinos foram mortos nos campos de Sabra e Chatila, em Beirute, onde viviam como refugiados desde a fundação de Israel em terras palestinas, em 1948. Até hoje não houve punição aos responsáveis pela chacina: o Partido Falangista libanês e os sionistas israelenses

Por [*] Baby Siqueira Abrão

Em setembro de 1982 o Líbano vivia uma situação política tumultuada, de guerra civil. Facções religiosas e partidos políticos libaneses e da Síria - país ao qual o Líbano esteve anexado até 1943, sob domínio colonial francês - promoviam atentados; a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), à época fazendo resistência armada à tomada de seus país pelos sionistas europeus, estava sediada em território libanês; o exército israelense invadira o Líbano em junho de 1982, com sua habitual violência, e instalara bases operacionais em vários locais, incluindo a capital, Beirute.

Bachir Jemayel
Israel dava apoio político e logístico à Falange, partido nacionalista da direita libanesa que mantinha um braço armado também apoiado pelas autoridades israelenses. Com os sionistas na retaguarda, a Falange conseguiu levar seu principal líder, Bachir Jemayel, à presidência do Líbano. Nove dias antes de assumir, porém, Jemayel foi morto num atentado promovido, de acordo com a Falange, por forças sírias de inspiração nazista.

Ariel Sharon, então ministro da Defesa de Israel, reuniu-se com a família de Jemayel dois dias antes do massacre de Sabra e Chatila para conversar sobre a necessidade de o partido vingar-se do assassinato. A revelação foi publicada pela revista Time de 21 de fevereiro de 1983, sob a alegação de que integrava o Apêndice B do relatório final da Comissão Kahane, que investigou a matança de Sabra e Chatila e considerou o ministro "indiretamente" culpado pela ação. Sharon processou a Time, mas a revista manteve a veracidade da informação, dizendo que se enganara apenas quanto à fonte da notícia.

A reunião entre Sharon e a família Jemayel, porém, foi mero protocolo. O ataque aos campos de refugiados de Sabra e Chatila, vizinhos um do outro, já estava acertado. As autoridades sionistas tinham conseguido expulsar dali os membros da OLP, o que deixou a população sem proteção alguma. Por isso seria muito fácil atacá-la. Aquelas pessoas desarmadas não ofereceriam nenhuma resistência, como de fato não ofereceram.

Ariel Sharon
A participação do exército israelense no massacre foi comprovada. E, como ele é subordinado ao Ministério da Defesa de Israel, o ministro à época, Ariel Sharon, não teve como escapar da responsabilidade pelo crime. Mas escapou da punição. Depois de intermináveis idas e vindas na Justiça da Bélgica - país que permitia o julgamento de estrangeiros acusados de crimes de guerra, e a cujos tribunais 23 sobreviventes do massacre apelaram - o caso foi encerrado.

Por quê? Em entrevista a esta jornalista em 2012, o professor Franklin Lamb, diretor das organizações Americans Concerned for Middle East Peace [Estadunidenses interessados na paz para o Oriente Médio] e The Sabra Shatila Foundation and Palestine Civil Rights Campaign afirmou que o encerramento se deveu “à pressão de Israel, por meio de Donald Rumsfeld, então secretário de Defesa dos EUA. Ele ameaçou tirar de Bruxelas o quartel-general da OTAN se o caso fosse adiante”. Rumsfeld foi secretário de Defesa dos governos Gerald Ford e George W. Bush, teve papel destacado na “guerra ao terror” - que eliminou grande parte dos direitos civis dos cidadãos dos EUA, promoveu guerras contra o Afeganistão e o Iraque e ameaça o mundo até hoje - e foi um dos fundadores do PNAC, o Project for the New American Center, think tank neoconservador de inspiração sionista que no final dos anos 1990 elaborou um plano, ainda em execução, para manter o domínio do mundo nas mãos dos Estados Unidos.

Ellen Siegel
O massacre de Sabra e Chatila indignou também os israelenses. Mais de 400 mil deles foram às ruas protestar, obrigando Sharon a renunciar a seu posto de ministro da Defesa. Ele, porém, logo depois voltaria à política, como primeiro-ministro. Em 2006, segundo a versão oficial, sofreu um AVC e desde então encontra-se internado, em coma.

O drama vivido pelos moradores de Sabra e Chatila - a maioria palestinos, mas também libaneses e imigrantes pobres de outras nacionalidades - e a ativa participação dos soldados israelenses ficaram registrados nos relatos dos sobreviventes e de outras pessoas que, de um modo ou de outro, testemunharam a chacina, como a enfermeira estadunidense, Ellen Siegel, o jornalista inglês Robert Fisk, então sediado em Beirute como correspondente no Oriente Médio do jornal The Independent, a modelo Debbie Jackson e os próprios soldados israelenses que participaram da ação e que relatam suas experiências no filme Valsa com Bashir.

Fui atrás de alguns desses testemunhos para dar ao leitor uma ideia do que foram aqueles trágicos dias de 1982 - do ponto de vista de quem sobreviveu para contá-los. É estarrecedor, e vem a seguir.

[*] Baby Siqueira Abrão é jornalista, tradutora, escritora e pós-graduada em filosofia, é correspondente dos veículos Brasil de Fato e Carta Maior no Oriente Médio, além de ativista por direitos humanos e justiça social. É autora de dois livros sobre história da filosofia, para as editoras Moderna e Ática. Eventualmente colabora com a redecastorphoto.

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Endereço: 105064 Staraya Basmannaya Street, 16/2 Moscow Russia
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O Pravda publicará a matéria, que é grande, em três partes. Esta é a introdução, que indica, de maneira resumidíssima, o contexto em que se deu o massacre de Sabra e Chatila. A segunda parte é uma tentativa de reconstruir alguns momentos decisivos da tragédia, dia a dia, com base nos depoimentos de alguns sobreviventes, inclusive os que testemunharam no tribunal belga que julgou o caso. Se qualquer leitor  tiver mais informações, por favor, envie, para que possamos, no ano que vem, apresentar um relato ainda mais completo desse que foi mais um atentado contra o povo palestino.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vejam o que são os “rebeldes” líbios

por Timothy Bancroft-Hinchey
Veja por si mesmo neste documentário, filmado por Flavio Signore e Leonor Massanet na Líbia recentemente e passado a Pravda.Ru, o que são os "rebeldes" na Líbia e pergunte-se se estes são civis desarmados sendo atacados por forças do governo. Não? Então, faça algo. A OTAN envolveu-se num conflito interno com base em informações falsas.
As Resoluções do CSNU 1970 e 1973 são, portanto, nulas, por essa razão e também porque não houve nenhuma tentativa de explicar todas as cláusulas para os diplomatas russos e chineses, que pediram para que fossem esclarecidos vários pontos. Não receberam resposta. Para além destes dois fatos, o lado da OTAN violou as condições das resoluções, cometendo crimes de guerra. O Conselho de Segurança deve, portanto, convocar e votar por unanimidade caso este acto de agressão vá continuar ... caso contrário, sem unanimidade, deve parar. Assim dita a lei.

Se o que você está prestes a ler o/a revolta, se o que você está prestes a ver com seus próprios olhos, faz você levantar questões quanto à legitimidade da campanha
da OTAN, apoiando os terroristas armados na Líbia que eles chamam de "civis desarmados", se você acha que a OTAN tomou o lado errado, se você acha que as Forças Armadas da Líbia têm o direito de responder de forma medida contra uma insurreição por milhares de terroristas armados, selvagens racistas, que massacraram os negros nas ruas e estupraram mulheres e meninas, então por favor não apenas se sente lá na sua cadeira e diga "Ai, que terrível". Faça algo. Espalha a notícia, mude a opinião pública, escreva aos seus políticos, dizendo que se eles estão de acordo com isso, então na próxima eleição haverá consequências. Levante a questão jurídica contra os líderes da OTAN, vê que se no seu país há possibilidade de os prender por crimes de guerra.

O vídeo a seguir foi feito por Flavio Signore e Leonor Massanet recentemente, quando eles falaram com as pessoas em Zawiya no oeste da Líbia, libertada das garras dos terroristas pelas Forças Armadas da Líbia. Vamos ver quem são esses terroristas, e ver se alguém pode afirmar que são civis desarmados sendo atacados por Gaddafi, como alega a midia ocidental. Por quê, então, é que a OTAN apoia esses terroristas?

O trabalho chama-se: Grupos Armados destroem a Praça Ashuhador em Zawia:
Grupos armados destruyen la plaza de Ashuhador en Zawia

Autores: Flavio Signore y Leonor Massanet



Neste vídeo você pode ver e ouvir civis falando sobre os horrores que sofreram, crimes perpetrados não por "civis desarmados sendo atacados por Gaddafi," mas por terroristas armados que tomaram esta cidade no oeste da Líbia entre Tripoli e a fronteira da Tunísia:

“Os grupos armados entraram na cidade, incendiaram e destruíram vários lugares e eles começaram a matar pessoas”.

“Eles usaram armas contra civis desarmados”

“Sofremos muito quando eles estavam aqui”

“Eles entraram em nossas casas e fizeram coisas horríveis com nossas esposas”

“Agora estamos de volta ao normal, as pessoas estão a trabalhar e a Universidade está aberta novamente. As coisas voltaram ao normal”.

Relatório da Leonor Massanet e Flavio Signore (resumo):

“Pelo que foi supostamente cometido em Zawiya e em outros lugares, a ONU emitiu a Resolução 1973, que autorizou a intervenção militar ocidental. As contas das testemunhas que encontramos nesta cidade completamente contradizem a versão oficial até agora espalhada pela mídia ocidental”.

“Após o cerco de 20 dias e os ultrajes contra direitos civis e humanos cometidos em Zawiya pelos rebeldes, as Forças Armadas da Líbia vieram e libertar a cidade”.

Conta uma testemunha ocular:

“Em 22 de fevereiro, as pessoas que nós sabemos agora foram dos grupos da Al-Qaeda e wa Altakfir Alhejara (extremistas islâmicos), entraram na praça de Ashuhador em Zawiya, destruindo e queimando casas e prédios ... as pessoas se esconderam em suas casas até que o exército veio para libertá-las”.

“Os civis nos mostraram um filme feito com um telefone celular de matança cruel e terrível, as pessoas terem suas cabeças cortadas com facas, como se fossem animais sendo abatidos. Os extremistas, após cada abate, gritaram Allahu Akhbar! As pessoas dizem que não foram líbios, eles eram barbudos e tinha roupas distintivas”.

“Nos primeiros dias do conflito, estávamos todos despreparados e 90% daqueles que vieram eram estrangeiros, que saqueavam. Eles destruíram o Congresso do Povo, onde tomamos nota do que precisamos, os escritórios de segurança social, o cartório, o congresso geral, todas as seções, o escritório que elabora planos para empresas e assim por diante”.

“Qualquer um que apoiou o líder, eles cortaram sua garganta em público e usaram nossas mesquitas para organizar festas.

“Então NATO veio e bombardeou a periferia da nossa cidade”.

Eu descanso o meu caso.

Mais informações sobre a Líbia a partir de: Notícias da Líbia (em espanhol)

Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru

Nota do autor: NATO, aqui está a sua estratégia de saída: Reivindicação que a zona de exclusão aérea no CSNU 1970 (2011) foi implementada com sucesso e afirmação que os objetivos originais do CSNU 1973 (2011) foram atingidos. Retirar, envolver a União Africana e permitir que os líbios resolvem o assunto. A paz seguirá. Os milhões que vocês estão gastando em bombas, guardem para seu povo. Ou não é isso que vocês queriam? Pois, vocês até recusaram a idéia de uma eleição democrática na Líbia não foi?
E qual a legitimidade constitucional nos países-membros da OTAN?

Artigo enviado por Fernando Soares Campos

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Os rebeldes de Benghazi e Al-Qaeda

Timothy Bancroft-Hinchey

Timothy Bancroft-Hinchey

A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarou que os Estados Unidos da América consideram que é legal de fornecer armas para as forças rebeldes dentro da Líbia, uma nação soberana, em contradição direta dos termos da Carta da ONU e o direito internacional. Apresentamos provas de que os rebeldes de Benghazi têm ligações a Al Qaeda.

Hillary Clinton é mais um membro da administração Obama a demonstrar sua total incompetência para permanecer no seu posto. Sob a Carta da ONU, qualquer ato de guerra ou de agressão dentro de um Estado soberano deve passar por uma resolução em separado no Conselho de Segurança e de qualquer forma a Carta da ONU proíbe a ingerência nos assuntos internos, armando grupos rebeldes dentro de um Estado soberano.

A Cimeira de Londres foi, numa palavra, um desastre, colocando OTAN contra Washington e dividindo a camarilha de nações pressupostos a lançar uma orgia de ingerência imperialista onde não são chamados.

Não há absolutamente nada na resolução de 1970 ou Resolução 1973, que permita o abastecimento de armas para a Líbia ou qualquer grupo dentro da Líbia e não há nada na resolução da segunda, que contradiz a primeira. A expressão “quaisquer medidas” foi tomada fora de contexto por Clinton e seus amigos belicistas nos lobbies de armas e de energia - é expressamente declarado no documento da ONU que “todas as medidas” se refere a uma zona de exclusão aérea. Além disso, o único parágrafo substituindo o texto da Resolução 1970, em 1973, é o n º 11, que se refere a inspecionar os navios e aeronaves para reforçar o não-fornecimento de armamento.

Dito isto, é agora claro que Muammar Al-Gaddafi estava certo desde o início: os rebeldes de Benghazi têm ligações à Al-Qaeda. O Presidente Idris Déby do Chade confirmou que a Al-Qaeda tinha roubado uma grande quantidade de armas dos depósitos de armas em meio ao caos causado pela “rebeldes” e agora, o comandante dos rebeldes, Abdel-Hakim al-Hasidi, declarou que entre os as tropas de combate contra as autoridades de Gaddafi, são combatentes da Al-Qaeda que combateram as forças dos EUA no Afeganistão.

Al-Hasidi, que foi capturado no Paquistão organizando a luta contra as forças dos EUA, declarou em entrevista ao jornal italiano Il Sole 24 Ore de que ele havia recrutado efetivos para combater as forças dos EUA no Iraque, onde a maioria dos bombistas suicidas vinham de Benghazi.

Os que deveriam renunciar são Hillary Clinton, os presidentes Obama e Sarkozy e o primeiro-ministro Cameron. Não só eles entraram de forma precipitada em um conflito que mal entenderam desde o início, eles não apenas tentaram dar a sua interpretação ao direito internacional, mais uma vez, e desrespeitaram a Carta da ONU, mas agora pretendem conspirar com Al-Qaeda.

E gastar centenas de milhões de dólares em fazê-lo.

Extraído de Agência Pátria Latina

quarta-feira, 30 de março de 2011

Assassinos! Criminosos de guerra Cameron, Obama e Sarkozy lançam ataque terrorista

Timothy Bancroft-Hinchey

A tinta ainda estava fresca na Resolução 1973, e na mídia ocidental já estavam falando sobre os ataques aéreos e como ajudar os rebeldes. Dois erros aqui - em primeiro lugar, não é esse o âmbito do documento e, segundo, por que o Presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron deliberadamente citam de forma errada as palavras de Muammar Al-Kadafi?

“OTAN” e “terrorismo” são a mesma coisa e as últimas ações desta ala militar do lobby do petróleo, que gravita em torno da Casa Branca, demonstram de forma evidente que essa força maligna segue endemicamente uma política de violência para perpetrar a sua ganância. Na Líbia, a OTAN, mais uma vez, errou monumentalmente.

A tinta ainda estava fresca na Resolução 1973, e na midia ocidental já estavam falando sobre os ataques aéreos e como ajudar os rebeldes. Dois erros aqui - em primeiro lugar, não é esse o âmbito do documento e, segundo, por que o Presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron deliberadamente citam de forma errada as palavras de Muammar Al-Qathafi?

O Líder Fraternal do Grande Jamahiriya Socialista Popular Líbia Árabe não havia jurado não mostrar misericórdia para com o povo de Benghazi - ele tinha dado aos “rebeldes” (grupos armados de criminosos), uma janela para deporem as armas e tinha dito que ele não mostraria misericórdia para aqueles que não o fizeram. Ele não estava falando acerca do massacre de civis em Benghazi - onde, aliás, muitos dos seus apoiadores, indefesos, que já foram assassinados pelos “rebeldes”. A sangue frio.

É legal ou aceitável a França, Inglaterra ou nos Estados Unidos da América para pegar em armas, transformar edifícios em tochas, massacrar civis desarmados (os "rebeldes" fizeram isso em Benghazi) e cometer atos de terrorismo? Não? Nem é na Líbia.

O fato que o presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron deliberadamente distorceram as palavras do estadista líbio, citando-o de forma errada e fora de contexto não faz nada para promover a noção de que eles sejam razoáveis, ou equilibrados, ou competentes para desempenharem seus papéis. O que eles fizeram é juntar-se ao Presidente Sarkozy para cometer um ato de terrorismo contra a Líbia. A Cruzada começou, e a Líbia é apenas a primeira etapa.

O adágio da OTAN no Iraque era “hoje, uma criança - amanhã, um terrorista” e a política de jogar bombas de fragmentação em áreas civis é prova disso. Depois, entraram as empresas petrolíferas. O adágio da OTAN na Líbia parece ser proteger o povo líbio aliando-se com Al-Qaeda, instigar a revolta na zona rica em petróleo endemicamente separatista da Cirenaica, Benghazi sendo a sua cidade capital, para depois instalar um regime amigável... E depois, as companhias de petróleo entrarão.

Para o povo da Líbia, se o Grande Plano der resultado, vai desaparecer o alojamento gratuito, idem o sistema de educação livre, idem o sistema de saúde excelente e gratuito, idem os enormes benefícios sociais distribuídos entre a população. Líbia vai-se tornar a prostituta do Ocidente, os seus recursos estuprados enquanto pessoas à margem da sociedade da Líbia são colocados em posições de poder. Marquem as minhas palavras.

Para os (agora) criminosos de guerra Cameron, Obama e Sarkozy, algumas perguntas. Vocês sabiam que em 1951, a Líbia foi a nação mais pobre do mundo? Vocês sabiam que hoje tem o maior índice de desenvolvimento humano em África? Algum de vocês três implementaram programas habitacionais gratuitos? Não, vocês destruíram as esperanças dos seus cidadãos através da criação de sistemas nos quais as pessoas não têm recursos para manter suas casas.

Algum de vocês já implementou sistemas de cuidados de saúde gratuitos? Não, vocês tornaram a saúde num negócio. Algum de vocês distribuiu terras gratuitamente? Doaram equipamentos agrícolas de graça? Não, vocês impõem tarifas sobre as importações provenientes dos países pobres e dão subsídios aos seus fazendeiros, fingindo seguir, de forma hipócrita, os preceitos da OMC.

Como vocês justificam os ataques a alvos civis da noite passada? Estes são crimes de guerra. Vocês sabiam que os três centros médicos foram atingidos? Que tipo de "ditador" distribui armas para um milhão de cidadãos? Onde está a zona de exclusão aérea sobre o Bahrein e Iêmen, onde civis desarmados estão sendo massacrados pelos seus amigos?

E agora, o Sr. Cameron. Você se preocupou em explicar ao seu povo, confrontado com o selvagem, bárbaro e desumano ataque contra a sociedade britânica pela implementação de seus ridículos e totalmente desnecessários cortes de gastos públicos, quanto custa participar neste ato descarado de terrorismo? Então eu lhe informarei que o custo por aeronave por dia está na região de 200.000 libras esterlinas. Isso é 35,000-50,000 GBP por hora de voo por aeronave - do dinheiro dos contribuintes. Como você justifica os gastos nesse bombardeio de hospitais e alvos civis, quando você corta os gastos para o Serviço Nacional de Saúde?

Cortes dos gastos públicos, qual o quê?

Agora a verdade: A “rebelião” na Líbia está baseada em torno de fundamentalistas islâmicos no ponto quente historicamente separatista de Benghazi. Os líbios chamam-lhes “os barbudos”. A “rebelião” foi lançada pelo Ocidente. Falhou, e quando as forças militares do coronel Al Kadafi ganharam a iniciativa, eles entraram em pânico. Eles recusaram a resolução patrocinada pelos russos de um cessar-fogo na ONU e tentaram fazer passar uma resolução que permitia uma invasão militar em larga escala.

Esta resolução foi anulada pela Rússia, China, Índia, Brasil e Alemanha, e o resultado foi uma zona de exclusão aérea e permissão para usar a força militar para proteger os civis. Mas as autoridades líbias não estão lutando contra “civis”. Eles, como no Ocidente, estão lutando contra terroristas islâmicos.

E os presidentes Obama e Sarkozy e o primeiro-ministro Cameron tem os assassinatos de 64 pessoas nas suas mãos. Estes homens são responsáveis pelo uso indiscriminado dos recursos militares contra alvos civis na Líbia, incluindo alegadamente três centros médicos, fora do âmbito de aplicação da Resolução das Nações Unidas. Senhoras e Senhores, Cameron, Obama e Sarkozy são responsáveis por crimes de guerra.

Timothy Bancroft-Hinchey
Extraído do Pravda.Ru e Pátria Latina