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quinta-feira, 25 de julho de 2013

OS DEUSES DO FUTEBOL



[*] Laerte Braga 

O futebol é mágico, tem deuses próprios. Mortais. Morreu, por exemplo, Djalma Santos, o maior lateral direito da história de nosso futebol e um dos maiores da história do futebol e o Atlético Mineiro conquistou a Taça Libertadores da América nas mãos do técnico Cuca.

É preciso chamar Celso Barros, o homem da UNIMED no Fluminense e apresentá-lo a realidade, maior que a pretensão. Dispensou Cuca que havia salvo o clube do rebaixamento e chamou outro pretencioso, Muricy, para conquistar a Libertadores. Muricy saiu falando de ratos no vestiário do tricolor.

Heleno de Freitas, numa partida do Botafogo,irritou-se quando o companheiro não aproveitou um dos seus passes geniais. Mostrou a camisa, a sua era de seda, e disse – “jogamos no mesmo time”. Terminou no campo de concentração de Barbacena, durante algum tempo chamado de hospício.

Foi um deus irado.

“Deem-me Zizinho e serei campeão”. Frase de Bela Gutman aos diretores do São Paulo quando chamado a trabalhar no clube. Zizinho foi para o tricolor paulista e Bela Gutman cumpriu a palavra, 1957. Em anos antes Gentill Cardoso havia dito aos diretores do Fluminense a mesma coisa só que em relação a Ademir Menezes, outro deus do futebol. 

O São Paulo repetiu o fato anos mais tarde com Gérson e depois com Pedro Rocha.

Os dois últimos jogadores capazes de integrarem esse Olimpo foram Romário e Ronaldo o Fenômeno. Zico era um craque, mas a mídia o transformou num deus sem condições para isso, no máximo semi-deus.

Pelé perdeu a condição de Zeus depois que abriu a boca. Segundo Romário, Pelé foi o maior jogador de futebol do mundo, mas  que "calado, era um poeta". Tem o defeito de falar bobagens o tempo inteiro e servir aos seus senhores.

Didi  um dos que se assentam no trono de Zeus foi explicar a Feola e Carlos Nascimento em 1958 que não ganharíamos a Copa sem Garrincha, Pelé e Zito. Não estava criticando a Joel, ou a Dida ou a Dino Sani. Foi o contrário, perguntou a Feola e Nascimento se já haviam vistos os globe trotters jogarem basquete. E explicou que Dino era globe trotter, mas se esquecia que o gol era o objetivo.

Em 1958 deixamos aqui Maurinho, superior a Joel. Canhoteiro, superior a Pepe e Zagalo. Julinho e Evaristo Macedo porque jogavam-no futebol estrangeiro. Ou Gino, centro-avante do São Paulo e bem melhor que Mazzola.

Vem cá Celso de Barros, lembra-se desse rapaz? É o Cuca, campeão da Libertadores da América.

Lembra-se dessa arrogância? É o Muricy, invenção de Rogério Ceni para derrubar Paulo Autuori no seu mau caratismo já denunciado pela mulher de um jogador.

Mané Garrincha, talvez o deus dos deuses. Comprou um rádio de pilhas na Suécia e deu de presente a Newton Santos, o maior lateral esquerdo do mundo em todos os tempos. “Quero isso não, só fala em sueco”

Na Copa de 70 Jairzinho inventou essa mania de entrar no meio da barreira adversária e Rivelino fez a bola passar por ali, Jair caiu propositadamente na hora do chute. Rivelino assenta-se no trono de Zeus. Era um fenômeno quase no nível de Pelé e Maradona ou Messi, hoje.

Nem falo de Di Stéfano ou Puskas, para ficar só nos brasileiros. Ou Néstor Rossi quando lhe perguntaram como fazia para jogar daquele jeito – “toco e me voy”.

Quero saber onde está Amarildo, o da Rocinha. 

Nunca joguem com o time da PM, nem a guisa de treino. É a velha cavalaria de Átila, “por onde passa não medra grama”. Só coquetel Molotov.

E cuidado com Brilhante Ulstra. Joga com pau de arara, choque elétrico, bastões de basebol e tem mania de ser “patriota”, o “último refugio dos canalhas” na opinião de Samuel Johnson.

Zizinho assenta-se no trono de Zeus como um dos maiores. Gérson também. O drible formidável de Clodoaldo em quatro adversários lhe vale um trono. Pena que Pagão tenha morrido cedo, mas foi para o Olimpo.

A vitória do Atlético, mesmo nos pênaltis, como diria Nélson Rodrigues estava escrita há mil anos. O gol aos 41 minutos explica isso.
E há um trono especial para Leônidas da Silva, o Diamante Negro.

Há muito mais tronos, mas gastaríamos um dia inteiro para relacioná-los.

O drible de corpo de Tostão nos ingleses. A jogada de Pelé, no gol que não entrou, sobre o goleiro do Uruguai e o fantástico gol contra o País de Gales em 1958.
Tim, mais tarde técnico, segundo os especialistas da época, passava meses sem errar um passe

E Castilho. Reserva de Veludo no Fluminense e titular da seleção brasileira com Veludo na reserva. Mais tarde passaram a fazer revezamento. Era assombroso como goleiro.

E hoje a mídia rotula de craque qualquer perna de pau que faz um gol diferente,

É lógico, o futebol evoluiu, a questão do condicionamento físico, mas duvido que esses supermen segurassem Garrincha ou um passe de Didi, de Zizinho, de Gérson ou de Rivelino.

Nem vou falar de Dirceu Lopes. Deixa para lá, quero saber onde está o Amarildo e fora Cabral, o homem do novo AI-5.

Cabral não tem trono, tem cela.

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[*] Laerte Braga é jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora, para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de notícias do Brasil) e também dos Diários e Emissoras Associadas, tendo sido correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata, e também trabalhou como freelancer para revistas e jornais do Brasil e de outros países. Laerte escreve sazonalmente para a redecastorphoto.


 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O CACHOEIRA É FIO D’ÁGUA


Laerte Braga

Laerte Braga 

A corrupção no Brasil é consequência do sistema político e econômico. A expressão “desprivatizar o Estado” foi usada, pelo menos eu a ouvi pela primeira vez, na campanha de 1989. E da boca de Roberto Freire, hoje um dos principais aliados da privataria tucana. Foi em resposta a uma pergunta numa palestra sobre os propósitos anunciados por Collor de Mello, ambos eram candidatos a presidente, de privatizar setores essenciais da economia.

Collor chamava isso de “modernizar o Estado”. Como não deu certo chamaram FHC.

Quem?

Os principais acionistas do Estado brasileiro. Banqueiros, grandes corporações nacionais e internacionais e latifúndio.

Quando a REDE GLOBO através do FANTÁSTICO denunciou uma série de contratos fraudulentos de terceirização de serviços públicos e colocou-se como paladina da moral e dos bons costumes, estava, na prática, denunciando bagrinhos que despencavam nessas várias cachoeiras da corrupção.

Se quisesse mesmo denunciar corrupção de alto coturno teria pego empresas como a QUEIROZ GALVÃO, a NORBERTO ODEBRECHT, a ANDRADE GUTIERREZ, os grandes bancos que operam no País, as companhias que foram agraciadas com os serviços de telefonia e energia no governo de FHC e todo o entorno da PETROBRAS que FHC conseguiu colocar em mãos de companhias estrangeiras, descaracterizando a empresa brasileira.

Ou toda a malha de máfias que opera os serviços públicos privatizados ou terceirizados e ainda os que executam obras públicas sob contrato.

Não o fez e nem o fará, existe concorrência entre essas máfias e a GLOBO é parte delas.

O mesmo vale para VEJA, hoje caracterizada como revista de uma banda do crime organizado.

Carlinhos Cachoeira é uma queda de pequeno porte diante das grandes quadrilhas financeiras e empresariais e Demóstenes Torres um anão perto de FHC, José Serra, Pedro Malan, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Daniel Dantas, Nagi Nahas, etc. Um fio d’água nesse processo.

Capitalismo e corrupção são inseparáveis. Um é parte intrínseca do outro.

Quando o então delegado Protógenes Queiroz chegou perto da cúpula dessas máfias, a prisão de Daniel Dantas, a reação foi imediata e fulminante. Gilmar Mendes, à época presidente do Supremo Tribunal Federal – STF – concedeu dois habeas corpus em menos de duas horas, a Operação Satiagraha foi desqualificada e Protógenes jogado no inferno da execração pública por supostas irregularidades na investigação. Ele, o juiz e o procurador que participaram da Operação.

Para tirar o foco da repercussão negativa dos habeas corpus, num espaço ínfimo de tempo arranjaram uma gravação de conversa entre o senador Demóstenes Torres e o ministro Gilmar Mendes, virou capa de VEJA e a acusação estrondosa – o gabinete de Gilmar Mendes estava sendo alvo de escutas ilegais por parte da ABIN. Lula não comprou a briga, como de fato não comprou nenhuma briga grande em seu governo, contornou os momentos difíceis – afinal é um clube de amigos e inimigos cordiais – e afastou o diretor da ABIN.

Mataram o assunto, esvaziaram a Satiagraha, recolocaram a “reputação” de Gilmar Mendes no seu lugar (um lugar complicado), mas essencial dentro do clube.

A maior parte, esmagadora, de deputados e senadores faz suas campanhas com doações de bancos, empresas e latifundiários. É uma forma de ver o problema dos financiamentos de campanhas eleitorais. No duro mesmo a esmagadora maioria dos deputados, senadores, governadores, prefeitos, deputados estaduais, etc., etc., é resultado de ajustes entre os principais acionistas do Estado.

Compram, é simples.

Demóstenes Torres é um dos que integram o grupo de faz tudo. Fac totum. Opera para bancos, para empreiteiras, como opera para Carlinhos Cachoeira.

Desde as grandes quedas d’água como a QUEIROZ GALVÃO, os bancos, etc., como as pequenas, aquelas denunciadas pela GLOBO no FANTÁSTICO.

Há uma regra básica nas máfias. Se alguém cai as “famílias” cuidam das famílias do que caiu, mas esse vai para o brejo sozinho, pois se abrir a boca acorda no fundo de uma cachoeira preso a um bloco de concreto.

Demóstenes sabe disso. Não vai colocar em risco uma aposentadoria tranquila. O argumento de seu advogado, segundo o qual as escutas eram ilegais, pois como senador tem foro privilegiado são ridículas. Carlinhos Cachoeira era o alvo das investigações, Demóstenes foi um peixe pego em meio a queda do fio d’água. No momento da denúncia basta ao procurador denunciá-lo ao STF e pronto. Não há como excluir essas escutas, essas gravações.

Qualquer governo que se disponha a governar segundo as regras do jogo acaba dentro dessa armadilha. Bancada evangélica, bancada ruralista, quadrilhas específicas que atuam no Congresso Nacional ao lado de figuras como Demóstenes, Stephan Nercessian, Roberto Freire, ACM Neto e por conta disso acaba desfigurado em seus propósitos como aconteceu com o governo Lula e acontece com o governo Dilma.

Refém de figuras como Michel Temer por exemplo.

Sob constante ameaça de escândalos fabricados pela mídia de mercado.

Verdadeiros ou não.

Um exemplo? A GLOBO sabe que o sogro de Sérgio Cabral é o “dono” do negócio de transportes coletivos em boa parte dos municípios do estado do Rio, quer colocar as mãos no bonde de Santa Teresa e transformá-lo em privilégio para turistas, mas não denuncia.

O que há é guerra de quadrilhas, ou ajuste da placas tectônicas das máfias que operam e controlam o Estado como instituição em suas três dimensões (nacional, estaduais e municipais), situação que se repete historicamente desde a primeira quadrilha de banqueiros, ou grandes empresários, ou latifundiários, na história da humanidade.

Num dado momento alguém vai para o sacrifício. É preciso mostrar ao povo que “estão atentos” na vigilância da coisa pública.

Não é nem o caso da Polícia Federal nessa situação de Carlinhos Cachoeira. No duro mesmo entra de gaiato nessa conversa toda. No tempo de FHC nem se movia diante de verdadeiras monstruosidades no processo de privatizações.

Carlinhos Cachoeira, bandido sim, vai pagar o pato até um determinado ponto. Demóstenes Torres idem ibidem e o rio volta a correr normalmente até o momento em que vira a grande cachoeira de banqueiros, empreiteiros, latifundiários, as grandes corporações multinacionais que controlam o Brasil; o de sempre.

A questão é de modelo político e sistema econômico. O capitalismo não leva a lugar nenhum diferente disso que estamos vendo. A ênfase que a mídia de mercado coloca nas denúncias faz parte do espetáculo, do show para manter inerte e ludibriada a esmagadora maioria dos brasileiros.

Eike Batista, outro exemplo. Vira modelo de empreendedor, de gerador de progresso, etc., mas salva o seu, afunda suas empresas com o dinheiro do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – e vende tudo para um fundo de Abu Dhabi.

E o Brasil e os brasileiros vamos para as cucuias.

Ao lado as privatizações do governo FHC, um dos maiores crimes que se cometeu contra o País foi o acordo de livre comércio entre o Brasil e Israel, no governo Lula. Grupos econômicos sionistas começaram a comprar o País de forma voraz e o que chamam de potência emergente, aquela que surge no cenário como protagonista, é apenas potência de ocasião, ou seja, no tempo certo, a critério dos donos, vira entreposto.

Estão infiltrados em setores chaves do Estado.

Por trás do fio d’água Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres, o governador Marcondes Perillo de Goiás (que retirou de circulação a revista CARTA CAPITAL em seu estado por revelar suas ligações com Cachoeira), existe uma corja muito maior.

Está aboletada no Estado, controla o mundo institucional e nenhuma eleição vai resolver esse tipo de problema.

A luta é nas ruas até porque nem somos mais o ponto nevrálgico da América Latina como dizia Nixon e sempre imaginaram os norte-americanos. Somos agora parte da Grande Colômbia.

E isso tudo com governo petista. Imagine se fosse tucano.

Enviadopor Sílvio de Barros Pinheiro        

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A GRANDE QUADRILHA


Laerte Braga


Laerte Braga em O Rebate


O grupo GLOBO (jornais, revista, tevês e rádios) raciocina mais ou menos assim. O telespectador padrão Homer Simpson – definição de William Bonner para rotular o idiota, segundo ele a maioria dos que assistem ao Jornal Nacional – contenta-se com informações superficiais e/ou distorcidas, não importa. Importam os objetivos e o espectador é vítima de um processo permanente de alienação.

A forma é o espetáculo. Pode ser o casal Nardoni comovendo o Brasil com o assassinato de sua filha. Ou o traficante Nem e sua namorada cheia de jóias. Coisas do gênero.

A reboque, em meio ao furor que criam por conta de trocentas mulheres melancias, ou da edição anual do Big Brother, as mentiras sobre o que acontece no País, no mundo, tudo ao sabor dos que pagam.

A classe média, que presumivelmente é capaz de entender alguma coisa além de rapapés beneficentes e churrascos de fim de semana (comum a quase todas as classes, o que varia é a qualidade da carne, da cerveja e o cenário), recebe choques de Miriam Leitão e seu estilo errático/furibundo além de doses maciças de William Waack, o agente preferido de Hillary Clinton para análises que nem sempre se confirmam.

As elites pagam para que mídia mantenha esse estado de alienação e os políticos em boa parte são o braço dessas elites econômicas no aparelho estatal. Em troca, associados a grupos econômicos aos que se integram ou muitas vezes se representam por senadores, deputados, governadores, prefeitos, etc., tanto quanto se beneficiam desse controle que exercem sobre a informação, como se transformam em donos da comunicação através das concessões de rádios e tevês.

A história do País mostra isso; e hoje mais que nunca.

O recente escândalo envolvendo o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o ex-governador José Serra, que se estende ao Rio Grande do Norte e alcança todo um leque de políticos naquele estado mostrando o caráter de quadrilha dos que detêm o poder no País.

A mídia é parte fundamental disso. É essencial que criminosos como Agripino Maia, Garibaldi Alves e outros sejam transformados em paladinos do combate à corrupção, da democracia, dos interesses populares, quando, no duro mesmo, são apenas bandidos que encenam um jogo, uma farsa e se apropriam da máquina estatal para proveito próprio, em suma, o modelo político e econômico que reina impune sobre o trabalhador brasileiro.

Para se ter uma idéia do papel da mídia basta uma rápida olhada nos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte.

Ali há uma figura central. José Maria Fernandes de Souza, aliado do senador Agripino Maia, aliado e laranja num canal de tevê que retransmite o sinal da Rede Record (é uma ilusão achar que quando a Record bate a Globo vai melhorar alguma coisa; são farinhas do mesmo saco).

Em Mossoró, importante cidade do estado e feudo da família Rosado, Rosalba Escóssia Ciarline Rosado, atual governadora do Rio Grande do Norte e filiada ao DEMO, tem o controle dos principais veículos de comunicação. A prefeita da cidade é Fátima Rosado, também filiada ao DEMO. Jogam nesse time Carlos Alberto de Sousa Rosado, deputado federal pelo DEMO, Ney Lopes de Sousa, ex-deputado federal do mesmo partido e o laranja por trás da RPC – Rede Potiguar de Comunicação/AM/FM. Deverá ser candidato ao Senado em 2014.

A figura em questão foi o mais entusiasmado dos relatores na Câmara que votaram pela extinção do monopólio estatal do petróleo, ou seja, queriam a Petrobras sob controle de empresas estrangeiras.

A posição de José Serra sobre a atual disputa dos royalties é conseqüência ou desdobramento desse e doutros fatos. A quadrilha age com um objetivo, tanto no Rio Grande do Norte, como em São Paulo e em todos os estados da Federação.

A TV Cabugi, que repete o sinal da Rede Globo é da família Alves, adversário de mentirinha dos Maias. O grupo tem sob seu controle também o jornal Tribuna do  Norte. O poderoso chefão era Aluísio Alves, ex-governador, já falecido e hoje o trono é ocupado pelo filho Henrique Alves filiado ao PMDB e provável futuro presidente da Câmara dos Deputados na política de alianças do PT. Garibaldi Alves, outro membro do clã/quadrilha dos Alves é hoje o ministro da Previdência.

A TV Ponta Negra, que repete o sinal do SBT, tem à frente a figura de Micarla de Sousa, atual prefeita de Natal, integra o partido de Marina da Silva, ou o ex-partido da ex-ambientalista, o PV (legenda de aluguel na maioria dos estados brasileiros). Herdou a rede do pai, Carlos Alberto de Sousa, ex-ARENA, ex PDS.  A rede envolve a TV e Rádio FM.

Os Rosados, em Mossoró, têm um canal de tevê, a TV Mossoró, a FM-93 e o jornal O Mossoroense.

Isso pode ser visto no comentário de João Maria Fernandes de Sousa no Blog do Nassif.

Alves e Maias são aliados, ao contrário do que acontecia antigamente quando disputavam o poder. Quadrilhas sempre concluem que é preferível a união para um melhor e maior saque ao butim.

Em 2010 Garibaldi Alves (PMDB) e José Agripino Maia (DEMO) fizeram um acordo e derrotaram Vilma de Faria, PSB, ex-governadora. Agripino e Garibaldi fizeram campanha para a mesma candidata ao governo, a atual chefe do Executivo, Rosalba Ciarlini e dividiam-se na campanha presidencial para garantir os “negócios”. Agripino ia para o palanque de José Serra e Garibaldi para o palanque de Dilma.

Ambos já firmaram compromisso de eleger o próximo prefeito de Natal. Provavelmente, Rogério Marinho, presidente do PSDB no RN, com o intuito de derrotar ou Vilma de Faria (PSB) ou Carlos Eduardo Alves (PDT), que rompeu politicamente com a família há muito tempo.

A afiliada da Rede Bandeirantes no Rio Grande do Norte é de propriedade do ex-senador e ex-governador Geraldo Melo. Os dois jornais mais importantes de Natal são Tribuna do Norte, da família Alves e o Novo Jornal. Este último consta como sendo do jornalista Cassiano Arruda, ligado ao senador Agripino Maia.

Um feudo que se repete em todos estados da Federação brasileira.

Quando FHC deu o golpe branco da reeleição – ele e Menem na Argentina –, Sérgio Motta, ministro das Comunicações e sócio do presidente em vários “negócios”, usou como moeda de troca com deputados e senadores para aprovar a emenda da reeleição, concessões de rádio e tevê. E dinheiro vivo é lógico. O inquérito está na Procuradoria Geral da República e até hoje não andou.

O escândalo da CONTROLAR – inspeção de veículos – em São Paulo e no Rio Grande do Norte é apenas uma ponta de uma teia de corrupção que mantém no poder elites podres e que não têm compromisso algum com o trabalhador, com o Brasil. com o conjunto de todos os brasileiros que não estejam entre os seus.

É na Minas Gerais de Aécio, no Espírito Santo de Hartung, em São Paulo dos tucanos e vai por aí afora. São poucos os governadores que escapam e quando escapam ou são alvo de campanhas de descrédito – como aconteceu com Brizola no Rio, Olívio Dutra no Rio Grande do Sul – ou cooptados, quando não montam quadrilhas rivais.

A mídia, o controle da informação é o caminho das pedras. É por aí que fazem a cabeça do brasileiro, que vendem suas mentiras e por trás dos cenários coloridos fazem os fantásticos negócios que criam u’a máquina estatal a serviço deles e de grandes banqueiros e corporações.

Esse tipo de situação não vai ser resolvido com eleições, é só entender o processo. Não tem saída dentro do mundo institucional, controlam os três poderes. A máquina? São eles que azeitam essa máquina para que funcione.

Quando um governador corrupto como Sérgio Cabral, ou um fantoche como Renato Casagrande saem em defesa de royalties para seus estados, como se isso fosse a sobrevivência dos mesmos, estão apenas defendendo interesses de empresas como a CHEVRON. Os royalties são fachada.

É a mídia é a pedra de toque. É ela quem traz um agente estrangeiro, William Waack, como revela e prova o WikiLeaks. É ela que em todas as suas dimensões molda o perfil do brasileiro e trata-o como Homer Simpson, ou seja, como idiota. É o que pensa e o que falou William Bonner.

É nas ruas que essa situação vai ser revertida. Com organização, direção e objetivos bem definidos. Do contrário, quando percebermos, estaremos caindo no abismo que trabalhadores de todo o mundo, inclusive nações como a Itália, a Espanha, a França, etc., estão caindo.

Ou sentindo os fogos não do ano novo, mas das bombas do terror sionista e norte-americano ao qual esses políticos e essas elites servem e do qual se beneficiam.

É a grande quadrilha e mesmo com o modelo falido vão saquear enquanto puderem, enquanto não reagirmos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A GOTA D’ÁGUA


Os “negócios” de Kassab, Serra, e dos amigos de Agripino Maia e do “operador” João Faustino

Laerte Braga

Tem horas que nem a chamada grande mídia consegue evitar que um ou outro, ou outros, dos bandidos que integram a grande quadrilha das elites políticas e econômicas do País, além de seus prepostos no Congresso, nas prefeituras, governos estaduais, em mandatos públicos, saiam ilesos de tanta bandalheira.

Quando isso acontece a maior parte da mídia ignora o fato, ou noticia superficialmente. O dinheiro que sustenta essa turma vem dessas quadrilhas (lembre-se do contrato de Alckmin com a Editora Abril sem licitação, foi feito também por José Serra) e o jeito acaba sendo a crucificação de um dos aliados, o bode expiatório, um anel para salvar os dedos dos esquemas podres que sustentam o capitalismo no Brasil.

É o que começa a acontecer com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab acusado de corrupção num inquérito policial sobre contrato sem licitação com uma empresa de nome CONTROLAR. Cuida da vistoria de veículos e outras coisas mais. Opera também no Rio Grande do Norte, braço da quadrilha, ou vice versa, versa vice, tanto faz.

No caso de Kassab são dois aspectos. A necessidade de um bode expiatório para livrar a cara de José Serra – Kassab e outros – e isolar o prefeito de São Paulo. É que Kassab ao fundar o PSD imaginou-se maior do que é; e nesse jogo sórdido tentou criar um partido/moeda para trocas vantajosas em curto e médio prazo num primeiro momento, consolidando a longo prazo um poder sem tamanho nos subterrâneos do Poder Público.

Pensou que pudesse virar Serra, ou FHC. Pelo jeito vai se estrepar nos “negócios”, ou nos sonhos. Nem por isso deixa a Prefeitura pobre ou vai para a cadeia em termos de condenação, de cumprir sentença (tem sempre um Gilmar Mendes para salvar essa turma).

O que significa dizer que, numa certa e boa medida, o crime compensa.

Quando viajou para Londres Kassab estava informado que poderia ser preso, a tal prisão administrativa e tratou de “negociar” com seu comparsas um jeito de evitar o incômodo, digamos assim.

A Operação Sinal Fechado (Polícia Federal, Ministério Público Federal e juízes decentes), entre outras, resultou na prisão de João Faustino, suplente do senador Agripino Maia (DEM/RN) e tucano de filiação. Foi sub-chefe da Casa Civil do governo de José Serra em São Paulo (o chefe da Casa Civil é o atual senador Aluísio Nunes, ex-ministro da Justiça de FHC), deputado federal pelo Rio Grande do Norte em três mandatos e encarregado de arrecadar fundos para a campanha presidencial do tucano em outros estados que não São Paulo.

O filho de Faustino foi solto no fim de semana passado de uma prisão em Minas Gerais. Estava detido para responder sobre os “negócios”.

Kassab foi da base política de Paulo Maluf, secretário do governo de Celso Pitta e vice-prefeito na chapa de José Serra (2004). Assumiu a Prefeitura de São Paulo quando Serra saiu para ser candidato a governador. Foi reeleito em 2008 depois de uma disputa intra muros tucano/democratas com Geraldo Alckmin. O governador José Serra peitado pelos DEMOcratas mandou Alckmin às favas – liderava as pesquisas, Kassab era o terceiro colocado – e colocou todo o esquema a trabalhar para o seu sucessor.

Peitar Serra equivale dizer chantagear. Naquele momento Serra não tinha como sair da chantagem, iria liquidar com sua campanha presidencial em 2010, pagou o preço. Mais ou menos como FHC no escândalo da concorrência do SIVAM, logo no início de seu primeiro mandato. Chantageado engoliu em seco, aceitou o acordo e pagou. São fatos comuns entre bandidos, o tal rabo preso. Um com outro.

No Rio Grande do Norte esse esquema envolve desde João Faustino, um coordenador geral, ao senador Agripino Maia, ao senador Garibaldi Alves, a ex-governadora Wilma qualquer coisa, todos em partidos diferentes (PSDB, DEMO, PMDB e PSB), uma oligarquia que tem o controle da máquina pública e se reveza no saque aos cofres públicos, mais primos, sobrinhos, cunhados, genros, filhos, etc.

O ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda, quando preso, era o preferido de José Serra para seu companheiro de chapa. Os inquéritos abertos contra Arruda mostravam que recursos públicos estavam, entre outros cofres particulares, sendo desviados para a pré-campanha do candidato tucano. Serra, numa reunião em Brasília, chegou a dizer que a chapa seria de “dois carecas”, ele e Arruda.

A quadrilha opera em todo o País.

Outro fato que chama atenção são os telegramas da embaixada dos EUA para Washington, dando conta da “indignação” das companhias petrolíferas estrangeiras com a decisão de manter a PETROBRAS como operadora do pré-sal, o fracasso do lobby no Congresso (compraram muitos, mas tem quem não se vende) e a declaração de José Serra, num dos telegramas. O então pré-candidato às eleições de 2010 dizia que era para deixar eles fazerem o que bem entendessem que quando fosse ele, Serra, o presidente, tudo chegaria ao desejado pelos chefes maiores.

O fecho de ouro do esquema iniciado com FHC. O Brasil entreposto do capital estrangeiro. Uma espécie de vice-reinado para a América Latina.

A CONTROLAR começou a operar o esquema de vistoria de veículos no governo Paulo Maluf, se manteve no governo Celso Pitta – já com restrições do MP e do Tribunal de Contas, além de técnicos da Prefeitura – saiu do circuito no governo Marta Suplicy e voltou a toda no governo Serra. Permanece intocada no governo Kassab. Estendeu seu esquema para o Rio Grande do Norte e os planos de João Faustino eram de um faturamento de um bilhão de reais neste ano com os “negócios”.

A íntegra da denúncia do Ministério Público pode ser vista no ANEXO

Já no governo de Celso Pitta, promotores e juízes conseguiram impedir que o “negócio” funcionasse.

Para se ter uma idéia só dos ganhos em São Paulo, o quarto maior aglomerado urbano do mundo e uma frota de sete milhões de veículos, a CONTROLAR inspecionou cerca de um milhão e quinhentos mil desses veículos em 2009 e quatro milhões e meio em 2010, a um custo de R$ 61,98 cada e um faturamento estimado para o ano passado da ordem de R$ 278,91 milhões. O dono de veículo que não pagasse a tarifa estaria impedido de renovar o licenciamento e a multa para tal era de R$ 550,00.

Negócio da China.  

A grande mídia nem toca no assunto, ou toca de leve. Esse tipo de maracutaia não vai para a capa de VEJA. VEJA está no bolso, foi comprada por nove milhões de reais e mais outros contratos semelhantes, só que em outras áreas de operação da quadrilha.

A CONTROLAR opera no Rio Grande do Norte, como os “negócios” da quadrilha se estendem por todo o Brasil, foram feitas prisões em vários estados na Operação Sinal Fechado. O Brasil, para esse tipo de gente, é apenas um “negócio” a mais. Nada, além disso.

O esquema da CONTROLAR no Rio Grande do Norte foi montado após o de São Paulo e José Serra, como governador, estendeu as “operações” a outros 217 municípios paulistas. E no meio do caminho a CONTROLAR foi vendida ao grupo CAMARGO CORRÊA, “patrióticos” empreiteiros e bandidos que operam em todos os ramos de “negócios” no Brasil.

O assunto foi ignorado pelo jornal O GLOBO, pelo portal de Daniel Dantas, o IG, um ou outro toque num ou noutro esquema da mídia e sempre de leve, como é que a mídia vai sobreviver sem o dinheiro dessa turma?

Edson José Fernandes Ferreira, o “Edson Faustino” foi preso em Minas, na Operação João Barro, solto agora no dia 25 de novembro. É filho de João Faustino, o do Rio Grande do Norte que operava em São Paulo e no estado nordestino. Serra não trouxe só esse esquema do Rio Grande do Norte não. Roberto Freire veio também, virou conselheiro dum trem qualquer em São Paulo; havia perdido as eleições em Pernambuco e acabou de novo deputado, agora por São Paulo. Fundiu o PPS com a quadrilha DEMO/PSDB/PMDB tucano/PSB e outros.

O volume de “negócios” da quadrilha é maior que o revelado pela operação Sinal Fechado. Cobre todos os setores do Estado brasileiro, das máquinas estaduais onde a quadrilha colocou as garras, envolve as elites empresariais, financeiras e latifundiários no País e fora do País.

Vai da inspeção de veículos ao lixo, aos serviços de saúde terceirizados, tem campo fértil em Minas Gerais onde Aécio pontifica com a aberração Antônio Anastasia. As brigas internas são brigas de poder, coisa comum e corriqueira entre máfias. Às grandes obras públicas, não há um setor onde não tenham presença, tudo.

As informações obtidas e reveladas aqui passam pelo NOMINUTO, como por Sinal Fechado: vejam como funcionava o esquema e quem está envolvido  ou no Território Livre da Laurita Arruda (várias postagens desde 24/11/11) e/ou, ainda no blog do Ailton (também com várias postagens desde 24/11/11)  mais as postagens no blog da Thais Galvão.

Há um monte de operações da Polícia Federal onde a turma está envolvida, com um detalhe fundamental. É grande o número de prefeituras em todo o País onde a quadrilha tem ramificações.

Em todos os estados sem exceção.

Não existe alternativa dentro desse modelo, do chamado mundo institucional. O cineasta Sílvio Tendler em proposta que faz para o Congresso Nacional mostra a falência de toda essa estrutura e propõe reações que, certamente, os mafiosos montados em cavalos com a bandeira da integridade – para inglês ver – não vão aceitar.

O que acontece em São Paulo, no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo, em Minas, no Rio com Sérgio Cabral e no Espírito Santo com Casagrande (fantoche), a luta pelos royalties é fachada para a entrega do pré-sal.

Os caras são criminosos e o faturamento de Nem da Rocinha perto dessas quadrilhas faz do traficante “micro-empresário”.

Acabar com essas máfias é só querer. Não vão querer, eles próprios se julgam e se auto absolvem a despeito de promotores e juízes dignos (tem sempre um Gilmar Mendes).

A luta é nas ruas, é contra eles e o modelo. E antes que o vendaval de podridão caia sobre os trabalhadores e a própria classe média, embevecida porque troca de carro todos os anos perca o sono, porque vai acabar andando a pé.

Nessa altura do campeonato Nem, Fernandinho Beira-Mar e outros devem estar imaginando em suas celas que teria sido melhor virar tucano e tentar um mandato qualquer, ou em qualquer partido.

Esse modelo político e econômico foi desenhado para quadrilhas e os que lutam com bravura de caráter, dignidade, acabam como na igreja onde o sino é de madeira. Não ecoa.      

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BRASIL – ISRAEL – FORÇAS ARMADAS – III

Laerte Braga

A despeito da cumplicidade da mídia brasileira com a o terrorismo de estado internacional (os documentos dos WikiLeaks já mostraram ligações diretas dos jornalistas Diogo Mainardi e William Waack com o governo dos EUA através do Departamento de Estado via embaixada no Brasil), não é possível esconder tudo, toda a realidade do nazi/sionismo que caracteriza a ação política do estado de Israel, principal parceiro dos EUA em EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

No tratamento dispensado aos palestinos não há a menor diferença dos crimes cometidos pelos nazistas contra judeus, ciganos, negros, homossexuais - minorias enfim.

Na política em seu todo no Oriente Médio não é outra a prática do conglomerado terrorista em relação a países árabes e, sobretudo o povo muçulmano.

O documento do WikiLeaks revelado no Brasil Estratégia para Engajar o Brasil na “Difamação de Religiões” trata das orientações norte-americanas e por extensão de Israel, de colocar em prática ações que ridicularizem religiões – muçulmanos o alvo principal – para que possam ser atingidos os objetivos colonialistas através do terrorismo e da barbárie próprias e peculiares a esses “países” – organizações terroristas –.

A imprensa brasileira exerce papel importante nisso. Muitos dos grupos empresariais do setor são controlados direta ou indiretamente por judeus/sionistas, ou então pagos, pois são venais, compráveis, por esses interesses. Quando William Bonner (2006) refere-se especificamente ao telespectador do Jornal Nacional como sendo um idiota, um Homer Simpson, personagem de uma série da tevê norte-americana, sabe o que está falando. São anos e anos apostando na desinformação, na mentira, na cumplicidade com a ditadura, na distorção, nos efeitos especiais da chamada sociedade do espetáculo.

O Brasil não entra de gaiato, de inocente nessa história de boçalidade.

Temos dois brasis é preciso que isso fique claro. Ao contrário do Chile e da Argentina onde os generais responsáveis pelo estado de terror das ditaduras no século passado estão na cadeia, no Brasil, os militares trataram de garantir-se para evitar punições por toda a sorte de barbáries cometidas no período entre 1964/1984, ou seja, o tempo de duração do golpe de estado.

E até hoje vivemos sob a tutela de uma lei de anistia que sinaliza numa direção, mas garante, na verdade, a impunidade de criminosos asquerosos e repugnantes como Brilhante Ulstra, Torres de Mello e muitos outros. Vivem escorados no tal “patriotismo canalha”, no fundo covardia, já que é fácil prender, torturar, estuprar e matar opositores cercados de batalhões de zumbis sem a menor noção do que está sendo feito, ou de assassinos profissionais – Sérgio Fleury, p. ex., – tudo para garantir os interesses dos verdadeiros senhores e comandantes do golpe, os EUA e o que significam.

É nesse terreno pantanoso que autoridades brasileiras – num Estado de fantasia escorado em alianças políticas complicadas, envolvendo grupos corruptos e à direita – convidaram líderes latino-americanos para participar de apresentações de armas israelenses, transformando-se em instrumento de venda, garotos propaganda, relações públicas da indústria de destruição de Israel em nossa região.

Em 2009 a demonstração da IAI’S Heeron (IAI – Iarael Aerospace Industries from 2006 to 2008 ) - UAV não só incluiu vários ministros do governo Lula e funcionários das forças armadas – militares a soldo de Israel – nos cantos de loas às habilidades do Heeron. O relatório do IAI registra que a demonstração também contou com a presença de “altos representantes militares e civis de vários países latino americanos, convidados pela Polícia Federal brasileira”.

E além disso “o quadro de cooperação e integração sul e latino americano com o Conselho de Defesa Sul Americano - ESTATUTO DEL CONSEJO DE DEFENSA SURAMERICANO DE LA UNASUR -  tem o objetivo de promover o intercâmbio e a cooperação no domínio da indústria de defesa (defesa deles israelenses, entrega nossa, brasileiros e latino-americanos)”.

As decisões políticas sobre joint ventures (associações) sendo o Brasil a maior potência da região, tem um efeito regional direto e essa estreita ligação entre a indústria terrorista e armamentista de Israel e o nosso País, garante uma porta imensa para o terrorismo da indústria de armas de Israel a outros países, muitos dos quais, não interessados.

O Brasil foi, em 2009, o garoto propaganda do nazi/sionismo. O governo falava para um lado e os militares com a cumplicidade de ministros de Estado vendiam o Brasil para outro lado.

É copiar e abrir os “links” acima para verificar a extensão da cumplicidade dessa gente com o terrorismo de estado, o nazi/sionismo, a prática de tiro ao alvo a palestinos e muçulmanos de um modo geral.

À noite é ficar atento ao Jornal Nacional que William Bonner vai dizer que num posto de vigilância uma mulher palestina atacou soldados de Israel que não tiveram “alternativa” senão executá-la. Um filme sobre o crime mostra claramente um soldado de Israel apertando os seios da mulher, enquanto outros riam. São bestas feras. O fato é outro. A mulher palestina foi bolinada e serviu de pasto para os animais sionistas antes de ser executada. Em seguida tiram fotos risonhos sobre o corpo da vítima para mostrar o triunfo da insanidade oficial.

É direito previsto na Bíblia segundo um general de Israel. “Está escrito”.

A ELBIT SYSTEMS LTD está no Brasil há 15 anos e a porta de entrada foram as privatizações de FHC, agente de governos estrangeiros em nosso País. Segundo os terroristas que dirigem a empresa israelense aqui, em cumplicidade e remunerando “militares patriotas” brasileiros, “nós identificamos o potencial do país no início e fomos os primeiros – das empresas israelenses – a nos tornarmos parte de sua grande e avançada indústria aeroespacial”. Ou seja, tomaram conta e castraram as perspectivas brasileiras de tecnologias próprias, garantia de sua segurança e integridade. Colocaram o tacão nazi/sionista na bandeira que tem metade suástica, metade estrela de David, guardaram a do Brasil no almoxarifado.

O relatório da STOP THE WALL CAMPAIGN  mostra que o total das operações da companhia no mercado brasileiro foi da ordem de 750 milhões de dólares ao longo dos últimos quinze anos e atingiu um pico de 70 milhões de dólares em 2008. A ELBIT SYSTEMS está antecipando um crescimento anual de 30% para os próximos cinco anos e o ano de 2010 foi definido como aquele a ser – e foi – “excepcionalmente bom no Brasil”.

A ELBIT, que está envolvida em ataques a civis e assassinatos extrajudiciais, fornece uma variedade de UAVs para as forças de ocupação israelense. O Centro Palestino para os Direitos Humanos documentou que a IOF utilizou essas UAVs em ataques que mataram dezenas de civis durante a guerra de Gaza e os alvos eram civis deliberadamente, em franca violação da lei internacional e graves violações da IV Convenção de Genebra. À época da 2ª Grande Guerra grupos judeus reclamavam que Hitler não respeitava as leis internacionais, hoje ignoram isso.

Num dos ataques doze muçulmanos foram mortos e trinta feridos, dos quais, três vieram a morrer em seguida. Organizações internacionais como a Human Rights Watch também documentaram o papel das UAVs em seis casos de ataques a alvos civis.

Notícias sobre esses assuntos podem ser encontradas em: Israeli Firms Jockey for Brazilian Market Share  e Elbit Systems hiring locals to win large Brazilian tenders (ambas em inglês)

A ELBIT e suas subsidiárias fornecem e instalam cercas eletrônicas de detecção e câmeras LORROS de vigilância, para o Muro na área de Jerusalém, bem como ao redor do assentamento em terras roubadas a palestinos – assentamento ARIEL – como desenvolveu veículos não tripulados – UGVs – que são usados para ajudar rotas de patrulhamento ao longo do que chamam “zona tampão”, proibida a palestinos. Além do sistema TORC2H que se destina a reforçar as atividades de patrulha na fronteira, coletando dados e divulgando para as tropas. Esse sistema foi instalado no comando central da fronteira, facilitando a fiscalização de áreas remotas.   

A construção do muro e os assentamentos são grave violação da IV Convenção de Genebra e essa visão tem respaldo em opinião consultiva da Corte Internacional de Justiça sobre o muro, em nove de julho de 2004.

Toda essa podridão assassina, terrorista, tem a cumplicidade do Brasil sem que o povo tenha a menor noção. E há muito mais.

Um aspecto importante a ser destacado neste terceiro artigo desta série é que para além da cumplicidade brasileira com o terrorismo internacional de Estado, o preconceito contra muçulmanos, empresas do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A vão transformando o País, com outra cumplicidade, a das elites militares brasileiras – venais – e de funcionários e ministros brasileiros venais, em uma base para esse terrorismo internacional de Estado revestido de democracia cristã e ocidental, de liberdade.

É fácil entender isso. A organização terrorista OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte – arrasa a Líbia para garantir o petróleo a empresas do conglomerado (OTAN está baseada na Europa, a maior colônia do conglomerado em todo o mundo), a pretexto de livrar o país de um ditador e ignora situação semelhante de massacre de revoltosos pela democracia sem adjetivos no Iêmen e no Bahrain, onde governos árabes totalitários – mas aliados do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A –. E o fazem com armas produzidas por empresas israelenses no Brasil. Massacram civis inocentes.

É uma política deliberada de extermínio e de uma boçalidade que deixa o Holocausto no chinelo.

O Brasil não tem independência no que diz respeito à sua segurança, sua soberania e integridade do seu território (Amazônia por exemplo).

Somos sim, a Colômbia preferida dos terroristas norte-americanos e nazi/sionistas.

E estendemos tapete vermelho para um criminoso como Barack Obama.

Em tudo isso há outro ponto de extrema importância. Com o poder bélico que constroem, garantem aos militares brasileiros que se necessário for, em caso de qualquer revolta, de qualquer tentativa de mudar a situação e buscar um novo grito de independência estão “patrioticamente” preparados para garantir a “democracia do terror”.

Fornecem as armas para os assassinatos.

Já a FOLHA DE SÃO PAULO, como fez na ditadura, fornece os caminhões para desova os cadáveres. 

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