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domingo, 5 de abril de 2015

Hezbollah estará empurrando a guerra saudita de volta ao poleiro de onde nunca deveria ter saído?


Unidades do Hezbollah movimentam-se em território saudita


3/4/2015, [*] Gordon DuffVeterans Today
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu



O vídeo acima mostra uma unidade do Hezbollah saindo do Iraque e entrando na Arábia Saudita. Vê-se no filme uma instalação militar saudita.

O que se ouve é o seguinte:

Unidades do Hezbollah há muito tempo infiltradas na Arábia Saudita estão já mais do que preparadas para empurrar de volta para a Arábia Saudita a guerra dos sauditas contra o Iêmen. O movimento dos sauditas no sul contra o Iêmen deixa claro que, apesar dos protestos, a Arábia Saudita está mais do que acertadíssima com o ISIS.

vídeo no fim do parágrafo foi preparado para o reino da Arábia Saudita depois do 11/9. Discutem-se questões de vulnerabilidades chaves que têm impacto no planejamento estratégico dos sauditas, e razões pelas quais podem talvez aliar-se ao ISIS, à frente Al-Nusra e à Fraternidade Muçulmana.


Por esse segundo vídeo, que encontrei numa fita VHS dentro de uma caixa deixada embaixo da escada do meu porão, nossos amigos na Arábia Saudita dependiam, para sua segurança, de uma presença dos EUA no Iraque. Quando os norte-americanos saíram, quem passou a dar segurança à Arábia Saudita foi – ou parece ter sido – o ISIS.

Agora que a Arábia Saudita planeja fazer-se de polícia no Iêmen, embora só de bem longe, do céu, veremos o quanto lhes interessa sujar as mãos no chão, em solo.

Talvez seja preciso refrescar a memória dos leitores: o “governo do Iêmen” que renunciou e fugiu e voou para a Arábia Saudita foi “legitimado” por uma “revolução colorida” em 2012, com 98% dos votos em eleição em que havia candidato único, eleito por “65% dos votos” metidos nas urnas por 5% da população (eleitores cadastrados). 

O que quero dizer é o mesmo que venho dizendo há muito tempo sobre a Ucrânia: não se trata de novo golpe contra novo governo iemenita, que não há nem nunca houve. Trata-se dos restos esfarrapados do mesmo golpe anterior que fracassou, que simplesmente não deu certo. O que a mídia-empresa “noticia” são só mentiras e mais mentiras. E assim vamos...
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[*] Gordon Duff é um veterano de combate Marinha de Guerra dos EUA no Vietnã. Obteve baixa por deficiência (ferimento de guerra) e passou a trabalhar ajudando outros veteranos e no tratamento de prisioneiros de guerra durante décadas. É diplomata acreditado e aceito como um dos maiores especialistas do mundo em Inteligência Global. Administra a maior organização privada de inteligência do mundo e é consultado regularmente por governos em questões de segurança. Viaja extensivamente, é publicado em todo o mundo e convidado usual em programas de entrevistas em TV e rádio nos mais diversos países. Também é “chef de cuisine”, entusiasta de vinhos, motociclista e armeiro especializado em armas históricas e restauração. Sua experiência em negócios e interesses estão nas áreas de Energia e Tecnologia de Defesa.

segunda-feira, 9 de março de 2015

ISIL/ISIS/Daesh é coisa do Pátio dos Milagres

8/3/2015, [*] Gordon DuffNew Eastern Outlook
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


A natureza do Estado Islâmico e suas operações são um mistério. A coisa simplesmente não pode existir. Será que se poderia provar que é pura “armação”? Ah, sim, nada mais fácil, isso e muito mais, e sem nem precisar descer a detalhes das execuções encenadas.

O mito do ISIS/ISIL/Daesh cai aos pedaços sem que se tenha de recorrer a teorias conspiracionais, selvagens ou de salão.

Hoje, a rede Fars de notícias noticiou, de fontes iraquianas, que foi derrubado um helicóptero Apache norte-americano que lançava suprimentos para forças do ISIS/ISIL/Daesh nas áreas ocidentais da província de Anbar. Eis a foto do evento:

Marque os erros dessa foto
Há algumas coisas erradas nessa foto. Primeiro, o helicóptero que aí se vê é um UH10 de 1957. Há milhares deles voando pelo mundo, pode-se comprar pela página de “Ebay”. A foto não é datada. Também faltam informações que poderiam identificar a origem e a folha corrida da tripulação, de onde vinha o voo, dados do mais corriqueiro interrogatório de polícia técnica.

Que fim levou o piloto? Onde está a carga? É preciso ver a foto toda, porque é perfeitamente claro que foi publicado um recorte de foto maior. Onde foi tirada? Em “New York City”? Poderia ser. O que mais se vê nessa foto é uma impressionante ausência de curiosidade.

Helicóptero Apache (AH-64)
Semana passada, a agência Fars noticiou que dois aviões britânicos de transporte foram derrubados quando operavam e forneciam suprimentos para o ISIS/ISIL/Daesh. Nada de pilotos nem restos da fuselagem, sem número na cauda, nenhuma prova de que o evento tenha mesmo ocorrido, além da “notícia”. Alguém aí está querendo me convencer de que duas aeronaves de transporte caem e ninguém, nem uma alma, nos 800 km em torno, nem pensaram em esgravatar nos destroços à procura de malas, relógios Rolex e outros bens?

Na sequência, supostas centenas de veículos do ISIS/ISIL/Daesh foram destruídos na campanha de bombardeio que os EUA executam, cada um deles com seus números de identificação de veículo [VIN numbers] em centenas de partes. O FBI e a Interpol podem facilmente rastrear qualquer veículo, não só a partir de qualquer peça, mas também por outras muitas vias.

Há convenções internacionais para controlar o tráfico nos mercados negros de veículos e de peças. Cada veículo fabricado é informado a um banco de dados e praticamente todas as peças recebem número de série que também são registrados nas vendas, e as transferências são gravadas e comunicadas ao banco de dados global.

Mesmo que estejam com o GPS avariado ou desligado, todos os veículos mais novos recebem ignição eletrônica que pode ser rastreada. Todos enviam sinais de rádio, a menos que seja usado um escudo Faraday. Veículos modernos liberam energia eletromagnética, visível como lanterna em sala escura.

Toyotas novinhas...
Talvez a Toyota não queira explicar como aconteceu de mil de suas caminhonetes embarcadas para Israel terem sido modificadas e transportadas pela Jordânia. Israel e Netanyahu são entidades acima da lei; agora, a Jordânia também quer ser.

Estaria talvez aí o motivo pelo qual a Jordânia é agora heroica aliada dos extremistas de direita nos EUA que entregaram os corações e almas ao ISIS/ISIL/Daesh e aos amigos deles em Kiev? Examinemos rapidamente as coisas nas quais ninguém pensa.

Recentemente estive em Damasco, capital de um país devastado pela guerra. Embora a distância entre Damasco e Beirute, por rodovia, não passe de uma hora de viagem, há muitos itens – carne, por exemplo – que absolutamente não se encontram em Damasco. Observei o mesmo no Iraque, no auge da guerra. A vida era arroz, feijão e algum raro frango congelado, vez ou outra, a menos que você fosse soldado dos EUA e bebesse água poluída do rio vendida aos soldados pela Halliburton a US$ 30 o galão.

O que estamos dizendo é simples: fazer entrar e sair suprimentos em/de zona de guerra é quase impossível, com certeza, pelo menos, no mundo real. Mas será que estamos em algum “mundo real”?

Voltemos à campanha de bombardeio. Há centenas de caminhões destroçados por todo o Iraque e Síria. Os EUA têm acesso a quase todos, como o Iraque e o Irã também têm. Alguém presta atenção a quem instala os pára-choques, quem solda as placas para apoiar as armas nos assentos? Alguém testa a gasolina para saber se foi refinada?

Veículo do ISIS/ISIL/Daesh bombardeado no Iraque
Se se podem rastrear veículos, mesmo que ninguém rastreie, também se pode conhecer a impressão “digital” de cada veículo, saber quem construiu, quem modificou, que ferramentas foram usadas, que soldas, que partes. Tudo pode ser rastreado até a fonte.

Ninguém quer fazer tal coisa. Por quê? Têm medo do que se descobrirá? O combustível, por exemplo.

Oh, você não sabia que não há refinarias de gasolina por toda parte? Que na maior parte do mundo, gasolina é vendida em contêineres plásticos usados em leiterias, carregados em picapes? Que durante anos toda a gasolina usada no Curdistão e no norte do Iraque foi contrabandeada da Turquia?

No sul, chegava em caminhões-tanque, da Jordânia. Há razões para acreditar que continue exatamente assim, bem ali, a céu aberto, para todos verem, nas estradas com dúzias de postos de controle do governo.

Soldados norte-americanos na Jordânia ajudam a monitorar essas estradas, esses pontos de controle; ninguém sabe como, sempre estão distraídos quando os embarques destinados ao ISIS/ISIL/Daesh cruzam a fronteira. Nos surpreendemos nos EUA com o número de comandantes militares demitidos recentemente? A ficha está começando a cair?

Os EUA destruíram todas as refinarias existentes na região do ISIS/ISIL/Daesh, nos dois primeiros dias da campanha de bombardeio.

Eis o que,sim, sabemos:

Em toda a Síria e no Iraque há muita gente lucrando muito com fornecer para o Estado Islâmico. Ainda mais na Jordânia e em Israel, e fazendo o mesmo serviço. Na Turquia, negociar com o ISIS/ISIL/Daesh já é importante “setor econômico”.

E o desfile de Toyotas do ISIS/ISIL/Daesh é na... Turquia!
Traição e colusão com o inimigo são amplas e disseminadas. E norte-americanos, britânicos e outros também ganham muito dinheiro. Sim, há os tais voos de abastecimento, mas é preciso “cair na real”. Os EUA têm total supremacia aérea sobre todo o Oriente Médio. Ontem, os israelenses noticiaram que os EUA havia ameaçado destruir a Força Aérea de Israel, se tentassem atacar o Irã enquanto os EUA negociam. Se os EUA podem derrubar toda a Força Aérea de Israel, derrubar um helicóptero ou um avião de transporte seria nada.

Consideremos outras opções, com atenção especial à inteligência. Em 2014, reuni-me com oficiais iraquianos para discutir inteligência disponível contra o ISIS/ISIL/Daesh especialmente nas regiões de Mosul e ao sul na Província Anbar. Oferecemos sistemas OCULUS, plataformas “roll on” para aeronaves C130 capazes de coisas que não se pode nem começar a discutir, inclusive localizar dispositivos explosivos improvisados, mas também, com certeza, capazes de rastrear todos os movimentos operacionais do ISIS/ISIL/Daesh.

Empresas israelenses ofereceram equipamento avançado de interceptação de comunicações, alguns itens com capacidades que não se pode nem começar a discutir. Garantido que o tal equipamento deteria todas as operações doISIS/ISIL/Daesh, o que ainda é dizer pouco.

Também nos oferecemos para demonstrar armas avançadas de pulso eletromagnético que fazem, sim, parar eletrônicos, veículos, geradores, fones, qualquer coisa numa área que não se pode nem começar a discutir e sobre a qual dizer “enorme” é dizer pouco.

Os EUA tem o que se supõe que seja o equipamento mais avançado. E é muito avançado. Mas ninguém vê coisas simples como pessoas perguntando de onde vem a gasolina ou COMO é possível que o ISIS/ISIL/Daesh dirija ao longo de centenas de milhas por uma rodovia de duas pistas, sem ser visto por satélites, drones ou aviões de vigilância? A Agência de Segurança Nacional não ouve tudo e todos? Só se o ISIS/ISIL/Daesh fala na “Língua do P”, que o decifrador da ANS ainda não decifrou.

Já a NSA continua espionando Merkel e Dilma...
Parece que ninguém pensou sobre de onde vieram os Toyotas; ou que montar um lança-mísseis de 25 mm na traseira de um caminhão não é serviço para qualquer um sem capacidades avançadas. Alguém aí lembrou que cada uma dessas armas tem de ser instalada num “cartucho” de 6 metros?

Pergunto outra vez: como alguém poderia meter dentro da Jordânia ou Turquia um navio carregado de caminhões com cartuchos carregados instalados na carroceria e, depois, transportar milhares de “técnicos” em armaduras blindadas por centenas de quilômetros?

Pergunto outra vez: e de onde vem a gasolina? Por que os caminhões não têm números de série, nem número de identificação veicular, nem porcaria de número nenhum? Por que ninguém pergunta essas perguntas?

Como fazem milhares de jihadistas para voar pelo planeta? Como é que conseguem entrar na Turquia – onde qualquer simples turista é interrogado por 20 minutos quando põe os pés no aeroporto de Istambul? A Turquia tem burocracia massiva, exército gigante, vastos serviços de inteligência e ninguém entra ou sai da Turquia, assim, sem mais nem menos; nem ninguém “cruza” a Turquia. A Turquia não é brincadeira. Se Erdogan não quisesse jihadistas ali, de um lado para o outro, o tráfego fechava.

Alguém se deu o trabalho de abrir um mapa? Alguém viu que não é possível sair do norte da África, de onde saem muitos jihadistas, para Jordânia, Síria ou Iraque, sem passar por Israel?

É quanto voltamos à Jordânia. Sabemos que a Jordânia permitiu que a CIA treinasse milicianos do ISIS/ISIL/Daesh – embora a CIA tenha explicado ao Wall Street Journal que seus instrutores não sabiam (sic) que estavam treinando os milicianos errados.

The Wall Street Jornal de 12/9/2001
Há uma razão pela qual ninguém faz pergunta alguma, nem a empresa-imprensa, nem os EUA, nem, com certeza, nenhuma das nações da região: porque ninguém quer resposta alguma. O ISIS/ISIL/Daesh é “big business” e quanto mais tempo durar essa guerra, mais milhões e milhões tomarão o rumo dos cofres de gente muito poderosa.

A mesma discussão se poderia fazer sobre o Boko Haram: como é possível que gente que sonha com voltar à Idade Média maneje tão competentemente os mais complexos telefones por satélite? Quem paga as contas? Eu não tenho um telefone daqueles.

A resposta é simples: para mim, são entidades inexistentes. Não acredito nem em ISIS/ISIL/Daesh nem em Boko Haram. Não acredito nessas entidades.
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[*] Gordon Duff é um veterano de combate Marinha de Guerra dos EUA no Vietnã. Obteve baixa por deficiência (ferimento de guerra) e passou a trabalhar ajudando outros veteranos e no tratamento de prisioneiros de guerra durante décadas. É diplomata acreditado e aceito como um dos maiores especialistas do mundo em Inteligência Global. Administra a maior organização privada de inteligência do mundo e é consultado regularmente por governos em questões de segurança. Viaja extensivamente, é publicado em todo o mundo e convidado usual em programas de entrevistas em TV e rádio nos mais diversos países. Também é “chef de cuisine”, entusiasta de vinhos, motociclista e armeiro especializado em armas históricas e restauração. Sua experiência em negócios e interesses estão nas áreas de Energia e Tecnologia de Defesa.

domingo, 24 de julho de 2011

Para entender o morticínio da Noruega no contexto da indústria do ódio anti-islâmico

Pedro Porfírio


Falcões de Israel/AIPAC e Murdoch investiram pesado na guerra global racista e intolerante





“Estamos descobrindo agora que a própria mídia controla estados e governos. É perfeitamente razoável que tenha, também, construído os scripts das guerras, os resultados eleitorais, os atos de terrorismo e o descalabro geral que empurrou os EUA para uma década de selvagem e inútil derramamento de sangue, para vingar-se de atos de terrorismo que provavelmente, não foram obra de terroristas estrangeiros”. Gordon Duff

Gordon Duff, veterano da guerra do Vietnã, editor sênior da Veterans Today.
Sua carreira incluiu uma vasta experiência no setor bancário internacional, juntamente com áreas tão diversas como consultoria em contra-insurgência, tecnologias de defesa ou atuando como agente diplomático da ONU e grupos humanitários.

Um documento de 1.500 páginas redigido, aparentemente, por Anders Behring Breivik, o norueguês que matou 92 pessoas em dois atentados em Oslo na última sexta-feira, revela que o ataque já era preparado desde o outono de 2009. Anders Behring Breivik, um norueguês de 32 anos, deixou para trás um manifesto detalhado descrevendo como se preparou para os ataques e convocando para uma guerra civil e cristã a fim de defender a Europa contra a ameaça de dominação muçulmana, divulgaram neste sábado as autoridades norueguesas e americanas que participam das investigações

O morticínio recorde que abalou a pacata Noruega dos brancos loiros de olhos azuis, torrão do mais elevado IDH do mundo, é o resultado assombroso da globalização do ódio e da intolerância, inserindo-se na mesma teia da irresponsabilidade midiática protagonizada pelo bilionário Rupert Murdoch, cujas façanhas inescrupulosas estão vindo à tona a partir dos criminosos grampos telefônicas da Grã-Bretanha, e da ofensiva agressiva do governo de Israel, intensificada após discurso em que Barack Obama admitiu apoio ao Estado palestino.

Essa matança só não cumpriu seu objetivo inteiramente porque a polícia prendeu o atirador, um ultradireitista norueguês de 32 anos, que não resistiu à prisão, nem tentou se matar após o crime. Até então, a mídia internacional já havia forjado uma declaração atribuída a um grupo islâmico, que teria assumido os atentados.

Desde os anos 90, a tranquilidade polar dos países nórdicos vem sendo contagiada pela propaganda explosiva da fronteira fechada aos emigrantes, especialmente aos islâmicos, produzindo uma seiva venenosa extraída da falácia de que “a cultura do país seria diluída pela imigração vinda de países com valores e religiões diferentes”.

Esse atentado não é uma surpresa para quem acompanha a manipulação mortífera de uma mídia patrocinadora de uma “guerra global” incensada a partir de Israel e do complexo sionista mundial, do qual Murdoch se fez a maior expressão, dotando-se de poderes superiores a qualquer governante.

Judeus pacifistas de vários países mundo já haviam detectado o perigo trágico que a intolerância de sionistas extremistas desenhava, ante o crescimento de vozes discordantes dentro de Israel, notadamente no âmbito universitário e no movimento PAZ AGORA, que ganha milhares de adesões em seus esforços para barrar a sanha terrorista do governo de Israel.

As resistências internas à implantação de colônias judaicas em território palestino implementadas pela coligação de extrema-direita crescem, mas provocam um traumático efeito inverso: os chefes dessa aliança - o premier Netanyahu, do partido Likud, de direita, e o ex-leão-de-chácara nascido na Moldávia soviética, Avigdor Lieberman, chefe de um partido com maioria de emigrantes russos e atual chanceler de Israel – estão bancando a intolerância anti-islâmica na Europa, tendo como principal ferramenta o império midiático de Murdoch, antigo colaborador da extrema direita no mundo. Nascido na Austrália, ele é cidadão israelense e ganhou em 1985, de Ronald Reagan, também a cidadania norte-americana, condição legal indispensável para comprar uma das maiores redes de TV e vários jornais nos Estados Unidos.

O dono mundo que fabrica o ódio

Para alcançar meu raciocínio vale a pena ler o artigo traduzido de Gordon Duff: Murdoch/Israel: Do que ninguém fala escrito no Veterans Today - - no qual ele perfila a natureza essencial dessa ultra-poderosa rede midiática:

“Já se começa a dizer que Murdoch controla, há no mínimo 20 anos, todo o sistema político dos EUA e da Grã-Bretanha. Tem poder para eleger e derrubar líderes nacionais, escolher políticas, aprovar leis. De onde vem tanto poder? Sabe-se hoje que vem de espionagem, gravações clandestinas, invasões de telefones e e-mails, suborno de autoridades e muita propaganda. Sim, mas... a serviço de que agenda? Aí está o xis da questão.
É possível que se trate de vender jornais de escândalos e de espionagem a favor de Israel, para empurrar a Grã-Bretanha e os EUA na direção de fazer guerras em nome de interesses de Israel? Há resposta simples.
A motivação básica de Murdoch nem é que ele opere “para Israel”. Murdoch é, provavelmente, o mais influente israelense que há hoje no mundo, muito mais poderoso que Netanyahu. O problema é que Murdoch é homem de idiossincrasias que só se podem descrever como “ultranacionalistas” pró-Israel.
Por isso Murdoch é ameaça grave. Os ultranacionalistas são conhecidos por apoiar guerras, planejar ataques terroristas, manipular populações até converter as pessoas a se matarem umas as outras por questões religiosas, por racismo, sempre semeando o medo e o pânico, quando não promovendo a ruína financeira de muitos”.

Essa visão coincide com as preocupações dos militantes da resistência pacifista dentro de Israel, como escreveu Carlo Strenger no Haaretz, dia 13 de julho passado no artigo: A coalizão macartista está levando Israel a uma viagem perigosa.


“O resultado do sistemático insuflamento, por Netanyahu e Lieberman, dos temores existenciais dos israelenses é tangível: as pesquisas de opinião mostram que os israelenses estão profundamente pessimistas sobre a paz; na maioria não confiam nos palestinos. E na geração mais nova, a crença nos valores democráticos está erodida”.

Propaganda dirigida: na raiz dos atentados na Noruega

Na busca da gênese dessa matança na Noruega não é forçado visualizar a propaganda da intolerância anti-islâmica disseminada pela AIPAC nos EUA e pelos falcões de Jerusalém em parceria com o poderoso chefão da mídia, agora desnudado com as revelações sobre os métodos ilegais e imorais de suas empresas jornalísticas.

Na sua análise sobre Anders Behring Breivik, o fazendeiro de 32 anos que confessou a matança na ilha de Utoeya, reconhecendo com frieza que foi “cruel, mas necessária”, Jorn Madslien, da BBC News, observa que ele não agiu sozinho, pois não é um simples “nacionalista”, mas um decidido extremista de direita, auto-definido como “fundamentalista cristão”, sintonizado com grupos que cultivam o medo para encurralar os governos escandinavos:

“Segundo o jornal norueguês Aftenposten o medo é aumentado pela mistura potencialmente explosiva de recessão econômica, aumento do racismo e um sentimento anti-islâmico ainda mais forte” - acentuou.

Os mais de 600 jovens trabalhistas atacados pelo extremista haviam aprovado uma resolução em que pediam ao governo do seu partido um boicote a Israel, proposta que formalizaram na quinta-feira ao ministro do Exterior, Jonas Gahr Store, durante a visita que este fez ao acampamento, na qual, como noticiou a agência Reuters, ele declarou apoio ao reconhecimento do Estado Palestino e à demolição do muro construído por Israel para cercar a área sob a autoridade palestina.

Militante da direita anti-islâmica

Ao prender o atirador e submetê-lo ao primeiro interrogatório, o Chefe de Polícia de Oslo, Sveinung Sponheim, disse que mensagens suas publicadas na internet mostram que ele “tem opiniões políticas voltadas para a direita, anti-islâmicas”.

Voltemos ao artigo traduzido de Gordon Duff: Murdoch/Israel: Do que ninguém fala:

“Quem Murdoch odeia acima de todos os demais ódios? Os muçulmanos, claro. Todos os muçulmanos são “do mal”. De todas as coisas que Murdoch toca, em todas as cenas que suas publicações (centenas!) exibem, em todas as notícias que distorcem, o item que nunca falta, o que nunca essa gangue de degoladores deixa de reafirmar é, sempre, o ódio deles contra os muçulmanos. Com isso, satisfazem os amigos em Israel”.

Há uma grande expectativa sobre o depoimento que Anders Behring Breivik deverá prestar perante um juiz, nesta segunda-feira, em Oslo. O nervosismo aumenta por sua frieza: ao contrário de outros envolvidos em ações semelhantes, ele nem tentou se matar, nem resistiu à ordem de prisão. Desde a noite de sábado, a polícia o mantém incomunicável, mas há que tema por uma “queima de arquivo” antes da audiência.

Para mim, não há dúvida de que ele não agiu sozinho, tal a abrangência das duas ações terroristas. Há suspeitas sobre o próprio comportamento da polícia, que só chegou à ilha, distante 40 km de Oslo, 45 minutos após o último disparo, numa ação que durou uma hora e meia.

Pior ainda: embora a matança de sábado tenha sido o ato mais trágico da Noruega desde o fim de segunda-guerra, em 1945, a mídia internacional tem sido econômica nas matérias a respeito, dando maior destaque à morte da jovem cantora Amy Winehouse, provavelmente por overdose de cocaína.

Como se vê, tem fundamento lógico entrelaçar no mesmo comentário a tragédia da Noruega, as peripécias de Murdoch e a ofensiva belicista das autoridades de Israel.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Murdoch/Israel: Do que ninguém fala

13/7/2011, Gordon Duff, Veterans Today
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Jornais britânicos que não pertencem a Rupert Murdoch disseminam boatos de que o “magnata das comunicações” talvez seja condenado e preso. Nem americanos nem britânicos sabem sobre quem falam. Não há fonte confiável de informação sobre quem seja Rupert Murdoch. 

De fato, a primeira coisa que Murdoch não é – com certeza não é exclusivamente –  é “bilionário australiano”. Embora nascido na Austrália, Murdoch é judeu e cidadão israelense. E por que isso seria importante?

Já se começa a dizer que Murdoch controla, há no mínimo 20 anos, todo o sistema político dos EUA e da Grã-Bretanha. Tem poder para eleger e derrubar líderes nacionais, escolher políticas, aprovar leis. De onde vem tanto poder? Sabe-se hoje que vem de espionagem, gravações clandestinas, invasões de telefones e e-mails, suborno de autoridades e muita propaganda. Sim, mas... a serviço de que agenda? Aí está o xis da questão. 

É possível que se trate de vender jornais de escândalos e de espionagem a favor de Israel, para empurrar a Grã-Bretanha e os EUA na direção de fazer guerras em nome de interesses de Israel?  Há resposta simples.

A motivação básica de Murdoch nem é que ele opere “para Israel”. Murdoch é, provavelmente, o mais influente israelense que há hoje no mundo, muito mais poderoso que Netanyahu. O problema é que Murdoch é homem de convicções que só se podem descrever como “ultranacionalistas” pró-Israel.

Por isso Murdoch é ameaça grave. Os ultranacionalistas são conhecidos por apoiar guerras, planejar ataques terroristas, manipular populações até converter as pessoas a se matarem umas as outras por questões religiosas, por racismo, sempre semeando o medo e o pânico, quando não promovendo a ruína financeira de muitos.

De quem se fala aqui? Os que ainda não tenham sido completamente descerebrados logo perceberão que se fala aqui de Sean Hannity, Bill O'Reilly, Glenn Beck, Rush Limbaugh e do canal Fox News.

Murdoch é dono do canal Fox News e de tantos outros veículos de comunicação que ninguém terá tempo para examinar a lista toda. E só não é dono dos jornais que, até agora, não quis comprar. Fox é uma rede e Murdoch, que é estrangeiro, não poderia ser autorizado a dirigir redes gigantescas de comunicações. Como foi possível?

Reagan “nomeou” Murdoch cidadão norte-americano (em 1985). Em troca, Murdoch prometeu o apoio de Fox News aos Republicanos. A rede Fox diria o que fosse mandada dizer, por falso, idiota ou, como vemos aquele canal fazer já décadas, mesmo que fosse deliberadamente enviesado e manipulatório.

Mas o que Murdoch sempre fez, e fez mesmo, foi usar a Fox como base para viabilizar operações de espiões israelenses. Isso foi feito por duas vias:

1. Israel recebe quantidades astronômicas de tecnologias e segredos militares que podem ser oferecidas a inimigos dos EUA, a preço de ouro. É bom negócio para as empresas “Murdoch”, como agora todos começam a ver.

2. E Murdoch ajudou Israel a ganhar absoluto controle sobre o Congresso dos EUA. Hoje, Israel controla literalmente os EUA. Os instrumentos? Os mesmos que, agora, estão sendo descobertos na Grã-Bretanha: suborno, chantagem (na Polícia, no exército e no Congresso). 

Quem se surpreende?

Murdoch, de fato, comanda, há mais de 20 anos, a história dos EUA: usa políticos a favor de seus interesses, manipula eleições, cria políticas. Teriam sido operações e decisões exclusivamente de Murdoch? Não acredito. (...) 

Há um aspecto israelense ou judeu, nisso tudo, mas não no sentido de ser pró ou contra os semitas. O império de Murdoch, casado com o Partido Republicano, mobiliza todo seu imenso poder de modelar a opinião pública sempre a favor de uma “Nova Ordem Mundial”, com tráfico de drogas, manipulação de moedas nacionais, dívidas nacionais, tudo em escala tão massiva, que já levou os EUA e a União Europeia ao colapso econômico; opera com as gigantes do petróleo para acertar preços... 

Esse é o resultado do que Murdoch e seus amigos fizeram por muito tempo... sem parar jamais de ‘denunciar’ Osama bin Laden, tanto quanto os malditos “esquerdistas”. 

Dividiram a Grã-Bretanha, apresentando-se, primeiro, como “conservadores”, depois como “liberais”. O que fizeram na Grã-Bretanha foi minar o governo legítimo, destruir a confiança das pessoas no estado e no governo, fosse qual fosse. Blair, Cameron, não faz diferença! Murdoch escolheu os dois e os manobrou e manobra como fantoches, exatamente como fez com Bush & amigos.

Não é difícil de fazer. Saqueie os países até o último centavo, use parte do saque para subornar ou chantagear políticos, suborne a polícia... e tudo isso rende cada vez mais dinheiro para os saqueadores, chantagistas, subornadores. 

Em seguida, organize um jornal, uma televisão, para dar ao povo inimigos aos quais odiar; invente guerras para que os países lutem entre eles; e fique de longe, assistindo à destruição de uns países por outros, de um partido por outro. 

Mas... Há gente capaz disso no mundo? Há. Hoje estamos conhecendo Murdoch e a gangue de suas empresas, a gangue do canal Fox News, os tais “neocons” nos EUA, o lobby pró-Israel nos EUA, a Liga Antidifamação [Anti-Defamation League (ADL)], o Comitê de Relações Públicas EUA-Israel [American Israel Public Affairs Committee (AIPAC)] e a facção do Partido Likud comandada em Israel por Netanyahu. Todo esse pessoal odeia, aqui, os EUA. 

Há grupo semelhante de odiadores na Grã-Bretanha. Na Austrália há outro grupo desses odiadores. Em cada local, esse grupo de odiadores comanda tudo. Comanda na Alemanha, no Canadá, comanda, de fato, praticamente toda parte do mundo que conhecíamos, antigamente, como “o mundo livre”.

Estarei descrevendo o próprio Satã? Quase. Há advogados poderosos que defendem seus ladrões e seus mentirosos contra tudo que é decente. De certo, no mundo, só as comunidades “evangélicas” e “sionistas” nos EUA! Esses são “terra fértil” para aquelas mensagens de desprezo e de ódio. 

Quem Murdoch odeia acima de todos os demais ódios? Os muçulmanos, claro. Todos os muçulmanos são ‘do mal’. De todas as coisas que Murdoch toca, em todas as cenas que suas publicações (centenas!) exibem, em todas as notícias que distorcem, o item que nunca falta, o que nunca essa gangue de degoladores deixa de reafirmar é, sempre, o ódio deles contra os muçulmanos. Com isso, satisfazem os amigos em Israel. 

Se as coisas continuarem a andar como estão andando, é possível que todos eles tenham de refugiar-se em Israel e Israel os protegerá. Talvez detonem mais algumas casas de famílias palestinas para construírem uma grande fortaleza onde se possam esconder. 

Muçulmanos, afinal, são sempre alvos fáceis: são cidadãos oprimidos por ditadores e reininhos comandados por ladrões e reizinhos bandidos os quais – como só agora os EUA começamos a perceber, sempre correm rumo a Washington e Telavive, para obter ‘instruções’.

Pense, só por um segundo. Considere a palavra “palestino”. Você ouve a palavra e, imediatamente, seu cérebro lhe oferece ‘automático’ o adjetivo “terrorista”. Mas se aparecem crianças assassinadas, na televisão... o assassino é sempre ‘árabe’. Os feridos, sim, são sempre judeus (de fato, quase sempre representados por atores israelenses). Talvez seja alguma espécie de ‘piadinha interna’, imunda, de Murdoch.

O povo islâmico em todo o mundo tem sido enganado, explorado e esmagado desde 1919.  Um dia a história mostrará que houve plano e método nessa loucura.

Leiam sobre a verdadeira Declaração de Balfour, e todos descobrirão o quanto custou em termos de chantagem. Observem quem escreveu e para quem foi enviada [1]. É história praticamente idêntica à que vemos ir surgindo hoje na Grã-Bretanha, dia após dia.

Murdoch diz aos seus seguidores que odeia “gente esperta”. Que todos devem temer os cultos, os letrados, as “elites”. Depois que se destrói a confiança das pessoas comuns na lei, na democracia, nada mais fácil do que promover o mais ensandecido racismo, a ignorância mais impenetrável. É destruir o amor ao saber democrático e substituí-lo por música de repetição, ‘escândalos’ ou sexuais ou ‘éticos’, questões da sexualidade humana tratadas como nos roteiros de novelas de televisão, e infindáveis ‘ameaças’ e conspirações.

Murdoch é, de fato, o rei das teorias de conspirações. Basta ver a torrente infindável de ‘denúncias’ e acusações que jorra interminavelmente (dentre outros) dos canais da rede Fox.  São acusações as mais insanas, muitas das quais são hoje história, e que bem podem ter sido forjadas e planejadas por Murdoch.

É altamente provável que a mão de Murdoch tenha agido no 11/9, como também nas bombas detonadas em Londres no 7/7. Nenhuma grande ação violenta pode acontecer, se a mídia não estiver absolutamente controlada.

Estamos descobrindo agora que a própria mídia controla estados e governos. É perfeitamente razoável que tenha, também, construído os scripts das guerras, os resultados eleitorais, os atos de terrorismo e o descalabro geral que empurrou os EUA para uma década de selvagem e inútil derramamento de sangue, para vingar-se de atos de terrorismo que provavelmente, não foram obra de terroristas estrangeiros.

Hoje, nossos primos britânicos espantam-se com revelações de que, há décadas, os governos eleitos não foram, de fato, nem governos nem britânicos e jamais passaram de híbrido doentio resultado das ideias de um louco, de atos de espiões israelenses e de capangas pagos que se supunha que governassem pelos eleitores e para os eleitores... Talvez possa ser um recomeço.

Mas cá, nos EUA, a coisa prossegue inalterada, a pleno vapor. Aqui, Murdoch e seus cúmplices continuam planejando e executando seus planos para o futuro dos EUA. As criaturas desses projetos já andam por aí. Uma delas é Boehner. Outra é Palin. E há também Gingrich. E sem esquecer todos os que trabalharam para o governo Bush.

Em todos os casos, quem queira ver de perto o coração das trevas, pode começar por assistir ao canal Fox News.


Nota dos tradutores

[1] A “Declaração de Balfour” é uma carta escrita dia 2/11/1917 pelo então secretário britânico de Assuntos Estrangeiros Arthur James Balfour, a Lord Rothschild, então presidente da Federação Sionista Britânica. Na carta, Balfour fala de seu desejo de oferecer condições especiais de facilitação aos sionistas para que povoem a “Terra de Israel”, no caso de a Inglaterra conseguir derrotar o Império Otomano.