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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os burros à frente das cenouras


Raul Longo meditando...
Sobre Pulitzer!

Raul Longo
Recebo da querida correspondente Maria Rodrigues de Fortaleza postagem do Rodrigo Viana no Escrevinhador. Não tenho o que comentar sobre o já comentado pelo Rodrigo e que por si se explicita e revela, mas penso que mereça consideração uma das frases reproduzidas ao final da mensagem, não sei se incluídas pela Maria ou pelo pessoal do grupo “Amigas do Franklin”.

Trata-se de uma afirmação de um dos patronos da atividade jornalística mundial: o Joseph Pulitzer. Me provocou a necessidade de reflexão porque esse húngaro naturalizado estadunidense é o pai do jornalismo moderno.

Se a imprensa do mundo hoje é o que é, foi porque Pulitzer a fez ser assim e para compreender a importância desse nome para todos que exercem a atividade, basta saber que o Prêmio Pulitzer corresponde ao Nobel do jornalismo. Portanto, evidente que não serei eu a discordar do Mestre quando afirma:

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”  Joseph Pulitzer

Indiscutivelmente Pulitzer tinha toda razão, mas no caso brasileiro me faz reportar a uma consideração de anos atrás por um querido primo que vive no Rio de Janeiro. Na percepção daquele primo o Brasil é a grande comprovação de que o anarquismo é possível e pode dar certo, posto que se conseguimos, como povo, manter esse país apesar da desordem promovida durante 500 anos por elites tão canalhas, imagine-se o que faríamos se não tivéssemos governos e elites para bagunçar!

Daí a lembrança do verso da música do Milton Nascimento: “Um país onde o povo é mais sábio que seus governantes. Se a frase não é do Milton, é por ele interpretada numa música que não lembro o título, mas contradiz o recorrente axioma de que “cada povo tem o governo que merece”.

Mesmo quando George Bush foi reeleito não concordei com os amigos que então ressaltaram aversão ao povo dos Estados Unidos refutando minha discordância ao julgamento, tentando me convencer de que o “os americanos são mesmo idiotas prepotentes que se creem donos do mundo”.

Os estadunidenses, como qualquer outro povo, resultam de um processo de condicionamento de massas, conforme alertou Pulitzer. E o exemplo do povo alemão, igualmente condicionado ao nazismo por Joseph Goebbels, é uma demonstração de que tais processos não são irreversíveis.

O desmonte do condicionamento nazista se deu através do terrível sofrimento dos alemães e a vergonha que ainda hoje carregam e carregarão por muitos anos. O do povo estadunidense, certamente não será mais ameno. Mas os brasileiros vêm tendo maior sorte e se pode observar isso desde o final da ditadura militar quando se tentou implantar, aqui, o mesmo sistema utilizado naquelas potências do hemisfério norte.

Acontece que o condicionamento de massas no Brasil se limitou à degradação do sistema de ensino público, promoção do consumismo entre determinadas classes sociais e monopolização dos meios de comunicação social por alguns poucos empresários do ramo ou nele ingressos como atividade paralela consorciada a outros interesses internacionais.

Insuficiente.

Insuficiente porque as elites erroneamente se convencerem de que deixando meia dúzia de oligarcas da mídia se incumbir de justificar a truculência das armas, a merda de país em que se vivia se douraria como o melhor dos mundos, quase que igual aos Estados Unidos da “Maioria Silenciosa”. Faltando pouco para uma versão tropical do “Sonho Americano”, genialmente satirizado por Charles Chaplin, ainda no tempo do cinema mudo.

Se Chaplin não conseguiu alertar os estadunidenses do engodo com que se os enredavam e os sanduíches do MacDonald’s tiveram maior participação na formação na consciência do povo dos Estados Unidos do que as geniais metáforas cinematográficas do pequeno inglês que inventou o cinema crítico daquele país, tampouco o fariam os diários do húngaro que os ensinou a fazer jornal; a culpa não é dos dois nem do povo norte-americano.

É de quem insistiu no insistir da mentira que aí está no presente que Marx também previu...

Aprenderam mal, mas assim mesmo, , os donos do sistema sabiam que não adianta apenas pôr a cenoura na frente do burro para que trote sempre mais rápido, pois se nunca derem, de fato, uma cenoura; por mais instinto que tenha, o animal acabará não entendendo de que se trata aquele cone rosado.

Foi o que aconteceu quando a classe média brasileira cansou de puxar a carroça a troco de nada e saiu às ruas dos grandes centros do país pedindo pela redemocratização.

A meia dúzia de donos de empresas de comunicação fez de conta de que nada acontecia, só que a carroça estava irremediavelmente atolada e o burro empacou naquela coisa de “Movimento das Diretas Já”.

Pavlov explicaria, mas não teve outro jeito que não fosse inventar uma transição com o Tancredo Neves. Na continuidade com Sarney deu tempo para se constituir o que só duas décadas depois foi identificado como partido político pelo editor do Conversa Afiada.

Filho de jornalista, Paulo Henrique Amorim tem acompanhado a política brasileira desde que cobriu a renúncia de Jânio Quadros em 1961 e, evidentemente, já distinguira uma formação partidária da mídia brasileira na eleição de Collor de Melo e na manipulação da cenoura “Caçador de Marajás”.

Apesar da derrota – cassação - que experimentaram com o candidato criado pela própria imprensa, nem por isso se afastaram da certeza de que a eles compete o direcionamento dos rumos do país.

Entendem que política no Brasil se resume em ser um Mesquita, Frias, Marinho ou Civita; e só precisam arrumar um FHC, Serra ou mesmo alguma “celebridade” de reality show para sentar no Palácio da Alvorada.

Mas antes de Sua Excelência – Bambam, Xuxa p. ex. - com o fracasso do Collor desistiram de produzir candidato próprio e adquiriram um já feito.

Havia que se reconhecer a experiência de Kissinger e não descartaram o “prêt–à-porter” Fernando Henrique Cardoso já formatado e com a vantagem de uma dúbia garantia de validade emitida por uma esquerda distraída.

Ao longo dos dois mandatos a validade venceu ou se mostrou improficiente e ordinário, mas só quando o diretório nacional do partidão da mídia insistiu no recurso da cenoura lançando sua 5ª campanha ao poder, o esperto e experimentado Amorim o identificou com a sigla PiG - Partido da imprensa Golpista.

Paulo Henrique Amorim trabalhou no QG do partido, a TV Globo, e sabia (e continua sabendo) do que estava falando.

Em que pese o costume no correspondente sentido da sigla em inglês, a legenda não deixou de ter sua glória. Afinal, de cara o Partido venceu as 3 primeiras disputas eleitorais de sua existência. Elegeu o Collor e o FHC duas vezes. Só foi perder para o Lula na 4ª campanha, com José Serra.

Ainda podem escolher coisa pior, mas daí pra frente o Partido vêm amargando sucessivas derrotas até em disputas que eles mesmos inventam, como na campanha do Mensalão.

Não conseguiram emplacar o impeachment.

Depois veio a derrota da 3ª campanha com Geraldo Alckmin e, por fim, insistindo com o azarão José Serra, perderam pela 4ª vez para o Lula quando elegeu a Dilma Rousseff, num país que Dona Ruth Cardoso reclamava, e com razão, ser machista.

Ô páreo duro! Se o PiG foi vitorioso em três, já perdem em quatro (Dona Ruth à parte) campanhas, contradizendo o Joseph Pulitzer aqui no Brasil.

Pobre mestre! Não só por cá, pela imprensa brasileira, mas além de criticado pelas elites norte-americanas do século 19 por defender melhorias nas condições de vida das classes mais pobres; redução de horário de trabalho aos operários, Pulitzer também foi acusado de sensacionalista por introduzir em seu diário uma página dedicada ao público feminino e outra ao humor dos cartunistas que até então não eram publicados por jornais.

Ziraldo Alves Pinto, um dos mais destacados cartunistas da imprensa brasileira (quando existiu), seguiu os rastros do mestre húngaro criando uma série que fez sucesso nos anos 60 pela revista “O Cruzeiro”. Além de produzir cartuns, nas “Fotopotocas” Ziraldo aproveitava as eventualidades que ocorrem com personalidades políticas, perseguidas pelas câmeras indefectíveis nas inúmeras solenidades a que toda autoridade é obrigada.

A FOTO-DESEJO do Estadão e sua covardia implícita
Não há político, em uma dessas ocasiões, que escape de um instantâneo jocoso, engraçado ou, ao menos, insólito. Um instante passageiro e imprevisível que nem mesmo o fotógrafo teria condições de planejar ou evitar. Centrado apenas no objeto da foto, ao apertar o obturador da máquina nem mesmo percebe o que ocorre no entorno do foco. E só depois da revelação e ampliação, muitas vezes na publicação - e há disputas judiciais a respeito - é que vai se dar conta de pés torcidos, olhos revirados, dedo enfiado no nariz, ou algo desse tipo.

Cabe ao editor a seleção do material, podendo, claro, orientar-se pelo conteúdo da matéria e até por suas afinidades e simpatias a esta ou aquela personalidade. Sempre se valendo do respeito a si próprio, mesmo que não ao fotografado. Afinal, por maior a antipatia a alguém não se vai arriscar, , a própria imagem como profissional!

(Não é mesmo companheiros? Será?)

Pois era nos calhaus refutados pelo bom senso dos editores de sua época que Ziraldo encontrava material a ser reciclado para a sua coluna de humor, inventando brincadeiras, mesmo com políticos conterrâneos e de sua afinidade como Juscelino Kubistchek.

O elitismo dos Mesquita como porta-vozes da elite quatrocentona do café, embora sejam de origem judia, sempre conferiu ao jornal “O Estado de São Paulo”  certa circunspecção aristocrática, mantida com autoritarismo vetusto.

O “Estadão” sempre foi acusado de sisudo, quadradão e cansativo, entre coisas piores. No entanto, por mais que se o critique nunca se pôde dizer que o Estadão fosse apelativo ou tão abertamente desonesto e manipulador quanto seus concorrentes. Assumiam a defesa dos interesses estrangeiros no Brasil, eram contrários aos reais interesses do povo brasileiro, mas sempre com sinceridade e rigor de compostura.

Mesmo no apoio à ditadura, similar aos demais veículos da imprensa da época -- a exceção da TV Excelsior do Wallace Simonsen, megaempresário que por apoiar Jango Goulart foi levado ao suicídio pelo regime MILICANALHA -- o “Estadão” conseguia ter certa aura de isenção e ainda hoje ostenta, com orgulho, a memória das edições de versos de Camões em substituição às matérias censuradas.
  
Há quem afirme ter sido mera estratégia, como a do Octávio Frias que no “staff” da Folha de São Paulo manteve jornalistas de esquerda, enquanto emprestava sua frota veicular de distribuição de jornais para a repressão transportar e “desaparecer” com jornalistas e militantes anti ditadura. Ou do Roberto Marinho, que hoje decantam eventuais apoios do pai a um ou outro protegido dissidente, para escamotear o quanto foi essencial no processo de condicionamento das massas brasileiras para beatificação do alto e baixo clero ditatorial que o recompensou com o que hoje se conhece como “império” da Rede Globo. Antes de 64, tal “império” se resumia a uma emissora e um jornal exclusivamente na cidade do Rio de Janeiro.

Há quem diga que na falta de um Dias Gomes ou um Cláudio Abramo (atuou no Estadão até um ano antes do golpe militar) o jornal dos Mesquita recorria aos versos de Camões para aparentar-se censurado. Não há como confirmar e é preciso reconhecer que, realmente, o “Estadão” sempre reclamou quando algum ato um pouco mais nacionalista, mesmo dos militares, era desagradável aos interesses multinacionais. Sobretudo dos Estados Unidos ou Israel.

Nessas ocasiões, com ditadura e tudo, demonstravam brios e galhardia admirável. Chegaram a produzir uma série apontando uma imaginária URSB - União da República Soviética Brasileira. Isso no auge da Guerra Fria e em plena ditadura militar, mas a matéria saiu completa e sem necessitar que desprestigiassem o maior poeta da Língua Portuguesa utilizando-o como calhau. E calhaus fotográficos como os utilizados pelo Ziraldo, no “Estadão” nem pensar! Humor ali, só a reprodução de tirinhas de alguns autores norte-americanos e, salvo engano, havia também um inglês.

O “Estadão” também gostava dos ingleses. Naquela época não se importava muito de ser importunado pela censura. Os Mesquita, rezando pelas sinagogas, chamavam Camões e ficava por isso mesmo. Não contabilizam os dias que estariam sob censura, como hoje fazem a respeito da decisão de um juiz que,considerando improcedentes as afirmações sobre o filho do José Sarney, suspendeu a publicação de uma matéria.

Poderia se perder tempo aqui, cogitando sobre as reais razões dos Mesquita, Frias, Marinho ou Civita, que incondicionalmente apoiaram Sarney quando presidente da ARENA e do Brasil; repentinamente se indisporem contra o mesmo na presidência do Senado durante o governo Lula.

Além deles, um exército de outra meia dúzia de éticos ou heréticos em busca de perdão da igreja que perderam em seus delírios e pela qual mendigam num individualismo desencontrado que mistura o pior da direita hidrófoba com um rescaldo de esquerda metida em etnicismo e humanismos canhestros, quando não em ecologismos perfunctórios.

Mas cá pra nós, menos afetados pelos conceitos, preconceitos e incoerências em voga, a frase de Pulitzer é mais interessante de ser analisada porque a utilização da foto aqui reproduzida pelo “O Estado de São Paulodemonstra o erro na conclusão do grande mestre.

Ao menos no Brasil.

Se fosse o Ziraldo nas “Fotopotocas” se justificaria o uso da eventualidade registrada na foto que qualquer editor de algum senso descartaria como de mau gosto, com um balãozinho para reproduzir antigo cartum publicado no “O Pasquim”, onde desenhou um sujeito com uma faca cravada nas costas, dizendo ao leitor: “Só dói quando eu rio!”

Não acredito que algum militar da ativa sorria ao ver essa foto, pois até os militares evoluem e nem todos são os MILICANALHAS (como diz o pessoal da redecastorphoto) que tomaram o poder de assalto em 64. Acredito mesmo que a maioria dos militares brasileiros se sinta ofendida pelo mau gosto com que se os aponta como covardes celerados, capazes de apunhalar um mulher pelas costas. Mormente com o esforço internacional para se extirpar de vez a violência contra as mulheres entre as sociedades humanas.

Também não sei se dá para rir do editor do jornal dos Mesquita, pois mesmo que a pretensa sisudez quatrocentona tivesse mais hipocrisia que real aristocracia, chega a dar pena tamanha decadência na já tão degradada imprensa brasileira. Se esse mau gosto, sem o refino do humor de um Ziraldo, derruba os Mesquita à vala comum dos ridículos da mídia nacional, podemos nos felicitar porque aqui, ao contrário do previsto pelo grande Joseph Pulitzer, quanto mais se acirra a vileza dos meios de comunicação, maior descrédito público conquistam.

Para comprovar é só comparar o tamanho do sistemático esforço com os resultados do último levantamento sobre a popularidade da Presidenta.

Por sinal, um resultado ao qual nunca sequer se aproximaram nenhum dos políticos que há anos recebem maciço apoio dos Mesquita, Frias, Marinho e Civitas.

Claro! Com o refinado senso” que se aplica em tal editoria do que se pretende um dos “mais-mais” jornais do país (com exemplos como os que temos, o posso incluir outros nessas aspas...) não há chiqueiro que contenha a lavagem do PiG do Paulo Henrique Amorim.

Com esta última reflexão concluímos que as redações e estúdios das grandes empresas de comunicação desse país estão ocupadas por maços de cenouras correndo atrás de récuas...

Merecem o Prêmio Pulitzer. Nem mesmo o velho Joseph imaginaria que se chegasse a tanto.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O que falar de Dilma?

Marcos Coimbra

Marcos Coimbra

É engraçado ler nossa “grande imprensa” nos dias que passam. Seus colunistas e comentaristas vivem momentos difíceis, dos quais tentam escapar com saídas cômicas.

A raiz de seus problemas é que não sabem como lidar com Dilma Rousseff. Talvez achassem que seu governo seria óbvio. Que ela seria uma personagem que conseguiriam explicar com meia dúzia de ideias prontas.

Imaginavam, talvez, que o compromisso que ela assumiu com a continuidade do trabalho de Lula faria com que ficasse de mãos atadas. E, quando ela confirmou vários ministros e auxiliares do ex-presidente na sua equipe, devem ter tido certeza de que suas expectativas se confirmariam.

Achavam que Dilma seria uma cópia carbono de Lula. Piorada, naturalmente, pois sem sua facilidade de comunicação e carisma. Estava pronta a interpretação do novo governo: na melhor das hipóteses, uma repetição sem brilho das coisas que conhecíamos.

Para quem, como nossos bravos homens e mulheres da “grande imprensa”, achou que o governo Lula havia sido uma tragédia, o de Dilma seria uma farsa. Como dizia o velho Karl Marx, quando a história se repete, é isso que acontece.
Dá-se o caso que, neste início de governo, Dilma os surpreendeu. Exatamente naquilo que menos esperavam: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela.

Não há sinal mais evidente que a mudança que experimentou a parcela do ministério que manteve. Ficaram parecidos com os novos. São ministros dela e não ex-ministros de Lula.

Na verdade, esse é apenas um sintoma de que, em pouco mais de um mês, o governo Lula virou passado. Algo que era difícil antever aí está. Em grande parte, porque Dilma ocupou seu lugar, deixando claro que não é igual ao antecessor.

A “grande imprensa” brasileira estava preparada para essa hipótese, mesmo que a achasse improvável. Era o cenário da crise entre criador e criatura, tão frequente na política, que vem na hora em que o “poste” se rebela contra quem lhe deu vida. Não era pequena a torcida em favor desse desfecho: Dilma desentendendo-se com Lula, este aborrecido, ela enciumada, ele se sentindo traído, ela sozinha no Planalto.

Não é isso o que está ocorrendo. Lula não parece achar errado que Dilma tenha se sentado na cadeira que ele ocupou por oito anos e começado a governar desde o primeiro dia.

A frustração de perceber que quase nada do que imaginava está se verificando tem levado a “grande imprensa” a atitudes patéticas. Não há maior que a recusa em aceitar a decisão de Dilma de ser tratada como presidenta.

A insistência dos “grandes veículos”em só designá-la como presidente é pueril. Na língua portuguesa, as duas palavras existem, o que faz com que qualquer uma possa ser empregada. Se Dilma escolheu uma, que argumento justificaria negar-lhe o direito de usá-la?

É provável que os historiadores do futuro achem graça da implicância de nossos “grandes jornais”. Seu consolo acabou sendo pequeno: o que lhes resta é pirraçar, bater pé e chamá-la “presidente”. Um dia, quem sabe, farão como os jornalões argentinos, que acabaram respeitando a mesma opção de Cristina Kirchner (os jornais chilenos, mais educados, nunca recusaram a prerrogativa a Michelle Bachelet).

Nesta semana, nossos vibrantes “grandes jornais” passaram a achar ruim que Dilma houvesse feito uma foto colorida para acrescentar à galeria dos presidentes da República. Queriam que fosse em branco e preto, talvez por picuinha. Sugeriram que ela quer “aparecer demais”.

E assim vamos. Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar 4 anos se remoendo.

Carta Capital n˚ 634
Enviado por Jotamorim

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Para um país que só teve governo nos últimos 8 anos, criar um sistema de prevenção de catástrofes de 1º mundo nos próximos 4 anos é muito tempo?

Quase todos os noticiários soltaram uma notícia boa: o governo federal anunciou a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.

Mais abaixo veremos que o PiG (Partido da imprensa Golpista) tentou transformar a boa notícia em notícia ruim.

Detalhe: o anúncio deste sistema de Prevenção e Alerta havia sido feito no dia 8 de janeiro (portanto antes da catástrofe das chuvas) como prioridade pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e uma das primeiras medidas de seu ministério.

A montagem do sistema envolve a cobertura nacional de todas as áreas sujeitas a desastres com radares meteorológicos e pluviômetros, e procedimentos de alerta e até mesmo de evacuação da população sujeita a ser atingida por uma inundação, por exemplo.

Também será feito um levantamento geológico de áreas habitadas em regiões sujeitas a deslizamento, para identificar as áreas de risco.

Mercadante disse estimar em aproximadamente 500 as áreas de risco no país, com cerca de 5 milhões de pessoas morando, e outras 300 regiões sujeitas a inundações.

As ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos, o sistema de defesa e alerta esteja concluído.

Para um trabalho desta magnitude, que nunca foi feito antes, em um país de dimensões continentais como o Brasil, e que exige estudos e soluções sérias, 4 anos é um excelente prazo, principalmente considerando que será gradual, ou seja, já no próximo verão várias localidades já estarão em funcionamento. No verão seguinte, outro tanto, até cumprir toda a meta.

Mas o PiG colocou um "mas..." na boa notícia para fazer parecer ruim, como se o governo fosse demorar 4 anos para agir, e como se o governo anterior do presidente Lula não tivesse feito nada.

Ora, boa parte da população pobre do Brasil só começou a ter governo com Lula. Crianças morriam de desnutrição por falta de comida. Os programas  Fome Zero e Bolsa Família deram um basta nesta tragédia nacional. Para a população pobre havia emergências, uma atrás da outra, em todas as casas, a serem atendidas. 

O governo Lula, resolveu um monte de emergências: comer 3 vezes ao dia, impedir a mortalidade infantil alta em algumas regiões, criou o SAMU, gerou empregos, gerou trabalho e renda onde não havia, evitou a evasão escolar e o trabalho infantil com o Bolsa-Família, abriu escolas técnicas e superiores para não deixar mais uma geração ficar sem qualificação profissional, abriu crédito para a casa própria para a população de baixa renda ter acesso a moradia digna e segura. Agora o governo Dilma continua fazendo o que não foi feito nos 500 anos antes de Lula, sobretudo em desgovernos como de FHC que deixava o povo abandonado à própria sorte, para ser atendido pela “mão invisível do mercado”. 

Mas que “mercado” iria se interessar em atender a população excluída, sem poder aquisitivo para consumo? Uma multidão de brasileiros não tinha como comprar casa e nem terrenos na cidade formal. Não tinha dinheiro, nem crédito, e, para ter um teto, fez seus barracos nos cantos vagos e marginais das cidades: beira de rios e córregos, morros, sobre aterros sanitários, sem qualquer assistência de engenharia, sem saber dos riscos.

Por ironia do destino, o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais, se baseia numa resolução da Conferência Nacional de Defesa Civil, realizada no governo Lula.

O PiG e seu Instituto Millenium sempre “bombardearam” as Conferências Nacionais, como se fosse uma “ameaça à democracia”, coisa de “comunista”, “chavista”; como se fosse um confronto da democracia direta com participação popular, contra a democracia representativa do Congresso Nacional. Ora, uma coisa não inviabiliza, nem compete com outra. O governo Lula provou que complementa. A participação popular é fundamental, e o Congresso também tem seu papel institucional, tanto maior quanto mais sério trabalhar.

Por que o PiG não cobra do Congresso Nacional, de maioria demo-tucana em anos anteriores, que nunca fez um projeto destes antes, feito agora a partir de uma Conferência Nacional popular?

 Extraído da postagem do Zé Augusto do blog Amigos do Presidente Lula
Obs.: as alterações realizadas no texto e no título são de responsabilidade da redecastorphoto

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sem panfleto, ato contra golpismo e baixaria do PiG vira onda



O auditório Vladmir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ficou pequeno para as mais de 500 pessoas que participaram, na quinta (23), do ato "contra o golpismo e a baixaria midiática e pela liberdade de expressão", promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Em meio à muvuca, repórteres da Folha, do Estadão e do SBT, entre outros, acompanharam, sem nenhum tipo de restrição, o ato -- que estes mesmos veículos haviam acusado de ser "contra a imprensa".

Altamiro Borges (Miro), o presidente da Barão, leu o documento “Pela ampla liberdade de expressão” e convidados de movimentos sociais e partidos de esquerda deram o seu recado na atividade. O movimento, que começou na internet e não contou com panfletos de mobilização, se tornou uma onda que não para de crescer na rede.

Entre os golpes midiáticos já promovidos em campanhas eleitorais está o de 2006. Lula disputava a reeleição com folga e tudo indicava que ganharia a disputa já no primeiro turno.

Três dias antes da eleição, em 29 de setembro, o Jornal Nacional então decide omitir a queda do avião da Gol, ocorrida às três e meia da tarde por conta de uma colisão com o jato Legacy, para informar mais um de seus factoides fabricados, especialmente, para as eleições: imagens de uma montanha de dinheiro apreendido das mãos de “aloprados” petistas que pretendiam comprar um suposto dossiê anti-tucanos. Claro que até hoje absolutamente nada foi provado sobre esse factóide muito útil para levar a disputa de 2006 para o segundo turno.

O ato desta quinta alerta para esse tipo de movimentação golpista e baixa, ações já bem conhecidas da mídia, especialmente, em retas finais de eleições em que seu candidato não tem mais chances de vencer.

extraído do Vermelho

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Como desmascarar o PIG

Por Eduardo Guimarães

A repercussão que teve a proposta do Movimento dos Sem Mídia de denunciar à Justiça Eleitoral um dos tradicionais processos de campanha eleitoral ilegal que a grande imprensa brasileira costuma desenvolver para os políticos de sua preferência a cada ano eleitoral desde sempre neste país, nos obriga a ir em frente.

A teoria do MSM é a seguinte: a grande imprensa escrita, televisada e radiofônica, maiormente representada pelos grupos empresariais Folha, Estado, Globo e Abril, com seus tentáculos espalhados por todo o país, está promovendo, mais uma vez, uma enxurrada de noticiário em favor da candidatura José Serra e contra a candidatura Dilma Rousseff.

Nos jornais, por exemplo, há dias em que se vê as primeiras páginas com quatro, cinco, seis manchetes negativas para o PT, seja fazendo denúncias, seja comprando as teses da oposição tucana, seja defendendo tucanos aliados de Serra, promovendo campanha negativa contra Dilma.

Esse fenômeno se reproduz, de forma análoga, porém mais dissimulada, em concessões públicas de rádio e televisão.

Esta campanha eleitoral tem sido marcada por uma atuação bastante vistosa da Justiça Eleitoral, que tem multado seguidamente os candidatos a presidente e titulares do governo federal e do Estado de São Paulo por “propaganda antecipada”, e até veículos de comunicação, como no caso do jornal O Estado de Minas, recentemente multado por fazer campanha eleitoral para Serra.

A Justiça Eleitoral também tem aplicado multas a sindicatos por fazerem “campanha negativa”. Ou seja: entidades que têm criticado Serra publicamente, estão sendo acusadas de atuarem para a campanha de Dilma.

Diante disso, surge uma avenida de oportunidades para mostrar a essa Justiça Eleitoral que a campanha eleitoral negativa e antecipada mais escandalosa quem tem feito são os quatro grupos empresariais supra mencionados e seus tentáculos menores na imprensa.

Há inclusive uma atuação conjunta da mídia e do PSDB, do DEM e do PPS, na qual os primeiros levantam alguma denúncia contra o PT e os meios de comunicação se encarregam de endossá-la, como no caso do “dossiê” contra Serra e no da “quebra de sigilo fiscal” do tucano Eduardo Jorge, casos nos quais a mídia claramente optou por endossar as posições oposicionistas.

A adesão praticamente automática da mídia à oposição é verificável em praticamente todas as questões políticas, econômicas e administrativas. Não consigo me lembrar de um só caso em que a mídia tenha ficado ao lado do governo e contra a oposição. Se existir, é exceção da exceção.

Todavia, há uma dificuldade para levar essas ações partidarizadas da mídia à Justiça. Por mais que qualquer um que seja honesto saiba que Globos, Folhas, Vejas e Estadões são tucanos até a alma, para a Justiça é preciso oferecer evidências concretas desse fato.

Há que fazer uma apuração de um período (qualquer período) que se verificará com facilidade o enorme apoio que Serra e seus aliados têm recebido dos veículos supra mencionados em todas as suas questões com Dilma, Lula e o PT.

Se pegarmos qualquer período, há uma avalanche de notícias, editoriais, colunas etc. atacando e acusando e criticando a situação, sempre sob a ótica da oposição, tratada pela imprensa como vítima de um governo despótico e corrupto.

O grande problema é fazer essa apuração em tempo hábil.

Apesar do apoio dos leitores deste blog, que às centenas se filiaram ao Movimento dos Sem Mídia e que se propuseram não só a trabalhar mas a contribuir com doações para que tenhamos alguma receita que nos dê condições de assumir compromissos, um estudo como esse, que mostre, estatisticamente, como é descomunal o partidarismo midiático, precisa ser feito em bases minimamente científicas.

Pensei, então, em recrutar filiados e simpatizantes do MSM para pegarem períodos dos arquivos dos jornais que seriam divididos entre os envolvidos e classificarem as edições diárias por notícias negativas para cada candidato, notícias positivas e notícias neutras.

A idéia é a de que se dê para cada militante do MSM um período para apurar, porque, de acordo com estudos do setor jurídico da organização, a denúncia desse partidarismo está amplamente amparada pela lei que rege a matéria eleitoral.

Se ficar minimamente demonstrada a campanha partidarizada que a mídia vem empreendendo para ajudar Serra, esses veículos podem ser multados. Mas o principal efeito será político, pois, pela primeira vez, haverá um fato que comprove que Globos, Folhas, Vejas e Estadões vêm atuando como partidos políticos.

O grande problema de o estudo ser feito da forma que imaginei inicialmente é no que tange cada um que ajudar a fazê-lo saber identificar claramente o que é notícia negativa, positiva e neutra, pois, aí, entram em campo os sentimentos das pessoas.

A subjetividade e a tendência ideológica podem fazer alguém ver notícia negativa ou positiva onde não existe, pois quando se tem lado é mais difícil ter equilíbrio. O melhor, portanto, seria conseguir fazer um trabalho estatístico independente e feito por pessoas treinadas para tanto.

Estou em contato com algumas instituições que poderiam nos socorrer nesse caso, mas, como todos sabem, os recursos do MSM, mesmo com o apoio dos leitores deste blog, são bastante escassos.

Na pior das hipóteses, se não tivermos como bancar um estudo profissional, teremos que tentar selecionar pessoas com algum conhecimento para fazermos o estudo nós mesmos. Seria um trabalho difícil, mas poderia ser feito.

Posso comprar assinaturas de jornais, exemplares antigos, de forma a irmos quantificando e classificando essa campanha eleitoral ilegal imensa que os veículos em questão têm feito para Serra.

O importante, agora, é que o apoio dado ao MSM pelos caros leitores durante este mês de julho prossiga, de forma a termos recursos para ir em frente e, pela primeira vez, provarmos, publicamente, que a grande imprensa brasileira se converteu em um partido político, já descrito como Partido da Imprensa Golpista.

Se tivermos êxito, acho que será um duro golpe para uma elite que criou para si um aparato de comunicação que se constitui em um poder paralelo ao do Estado, que tem conseguido atrasar o progresso do país escudado em uma liberdade de imprensa que nada mais é do que liberdade para usar até concessões públicas em prol de interesses sectários de um pequeno e influente grupo social.

Há, ainda, a frente de luta contra a manipulação de pesquisas, que graças aos leitores deste blog o MSM está tendo como travar. Aliás, nessa questão estamos muito próximos de provar que um crime eleitoral foi cometido por ao menos dois institutos de pesquisa, pois estamos indo para cima do inquérito que o MPE enviou à Polícia Federal com base na representação dos Sem Mídia pedindo auditoria de todos os institutos de pesquisa.

Neste fim de semana, teremos as pesquisas Datafolha e Vox Populi sobre a sucessão presidencial. É bem possível que um desses institutos forneça as provas finais para demonstrar um crime eleitoral de falsificação de pesquisas.

Se Vox Populi e Datafolha divergirem significativamente em pesquisas que fizeram quase ao mesmo tempo, ficará claro que um deles está mentindo e, assim, haverá uma pressão adicional para que a investigação da PF caminhe mais rápido.

O Movimento dos Sem Mídia, como se vê, está em uma encruzilhada. Com o vosso apoio, poderá realizar um feito inédito na história política deste país. O Brasil, portanto, conta com cada um de vocês para que mantenham a ONG de pé, de forma que, de uma vez por todas, tenha fim o uso da comunicação dessa forma ilegal e imoral que temos visto.

Que nos próximos meses continuemos juntos e atuando, porque procurarei a todos os que se dispuseram a ajudar. E são muitos. Em grande parte, já demonstraram que estão dispostos a impedir essa vergonhosa campanha midiática para eleger José Serra. Com esse apoio todo, venceremos.

23 de julho de 2010

chupinhado do Blog da Cidadania

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Por que o PIG acusa a blogosfera sem citar nomes?

Li hoje na Folha de São Paulo um texto que me foi a gota d’água. O colunista Fernando de Barros e Silva se soma a blogueiros como Ricardo Noblat, Reinaldo Azevedo e alguns outros colunistas de Globos, Folhas, Vejas e Estadões para lançar suspeita sobre toda a blogosfera progressista, que empresta apoio condicional ao governo Lula e à sua candidata a presidente.

Vale explicar que Barros e Silva aludiu a “blogueiros de aluguel” ligados a Dilma Rousseff e que estão apoiando Dunga só porque ele brigou com a imprensa.

Descartando-se o fato de que esses escribas empregados nos órgãos de imprensa supra mencionados refletem a importância que a blogosfera vem adquirindo ao atacarem dessa forma genérica, sem citar nomes, o fato é que levantam suspeita sobre todo e qualquer blogueiro que se enquadre no perfil que traçam.

Reinaldo Azevedo, blogueiro da Veja, aquele que costuma aparecer em fotos abraçado com José Serra, dividiu os “blogueiros de aluguel” entre aqueles que já teriam financiamento petista e aqueles que estariam “na fila” para conseguir dinheiro de políticos e de governos ligados ao PT.

Esse ataque acontece simplesmente porque a blogosfera já se tornou um obstáculo real à dissimulação do engajamento político partidário claro dos jornais, revistas, tevês e portais de internet que apóiam Serra. É aquela velha história de que ninguém chuta cachorro morto. Se atacam, é por que o discurso da blogosfera já se faz ouvir além do que consideram insignificante.

Para combater um ente que já o preocupa, o Partido da Imprensa Golpista tratou de publicar insinuações contra jornalistas como Luiz Carlos Azenha ou Luis Nassif na Folha, no Globo e em outros tentáculos do PIG. Faz tempo que publicou. Foram publicações isoladas simplesmente para dar ares de consistência às acusações de Azevedo, Noblat, Barros e Silva et caterva. Acusaram e depois nunca mais tocaram no assunto.

Só que os escribas do PIG, à diferença deste blogueiro, não citam nomes. Acusam da forma mais covarde e canalha que se possa conceber: genericamente. Por que? Porque não têm provas de nada, ora. Os blogueiros progressistas supra mencionados têm contratos legítimos ou com a EBC ou com quem presta serviços a ela. Nada acharam de irregular nesses contratos, do contrário já teriam denunciado.

Como não têm o que dizer, fizeram insinuações contra eles e depois passaram a atacá-los sem lhes citar os nomes. E, inclusive, incluindo blogueiros que estariam “na fila”, ou seja, aqueles que, como eu, não têm contrato com ninguém, até porque não vivo de blogar nem de jornalismo e nem pretendo viver, pois não vou abandonar uma carreira de 30 anos no meu ramo de atividade por uma aventura como um jornalista que não sou.

Aliás, já me investigaram a vida. No blog antigo, chegaram a postar comentário com dados pessoais meus, provavelmente pensando que iriam me intimidar. Mas nada acharam que me vinculasse ao PT, ao governo ou a dinheiro público simplesmente porque sou apenas um cidadão que faz o que acha correto.

Então, dizem que blogueiros que não vêem a cor de dinheiro público estariam “na fila” da mesma forma que põem sob suspeita blogueiros que possam ter algum contrato que resulte em dinheiro oriundo dos cofres públicos, mesmo sendo por meios e formas completamente legais e inquestionáveis.

É uma tática nazista da mídia tucana. Tenta impedir a sobrevivência econômica de jornalistas tarimbados e com currículos densos no ofício que abraçaram. É uma atitude vil de tentar impedir opositores de sobreviverem e também de caluniar pessoas que nem mesmo precisam de jornalismo para sobreviver, como é o meu caso.

Repetem e repetem e repetem a acusação covarde e genérica sobre “blogueiros de aluguel” para tentar carimbar aqueles que se opõem aos serviços políticos que Globos, Folhas, Vejas e Estadões prestam a Serra e ao PSDB.

Quem for honesto consigo mesmo não pode comprar acusações genéricas, sem citar nomes, feitas por quem, não tendo do que acusar aqueles aos quais se opõem, usam essa tática que, repito, é nazista, inspirada na tática do ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, de repetir mentiras incessantemente na intenção de que passem a ser aceitas como verdades.

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